A minha não-religião



Religião, política e futebol não se discute – ponto. Não estou aqui para discutir e sim refletir. Então se você é um fanático religioso, por favor, não leia.

Meu pai é judeu e minha mãe católica, mistura que me permitiu ter a rara liberdade de escolher a minha religião e olhar para todas as outras sem nenhum preconceito.

Ontem estava assistindo “A lista de Schindler” e era também o dia em homenagem ao holocausto de Hitler. Cerca 6 milhões de mortos e outros possíveis 6 milhões ainda na escuridão, incluindo uma parte da minha família, porque meu avô fugiu da guerra rumo ao Brasil com apenas 6 anos de idade. Famílias destruídas e as que sobraram se espalharam pelo mundo.

Quantas pessoas a igreja matou? Outras religiões mataram? Guerras santas, homens-bomba, brigas de cultos, credos e raças. Triste.

Para que serve uma religião? Para buscar algo além da nossa existência terrestre. Um sentido para a vida e muito frequentemente para justificar a morte.

Eu já girei alguns países e vi de perto as mais diversas religiões. Já estive na Ásia do budismo, templos e tantas outras religiões cheias de mistérios e que cada vez mais atraem o ocidente.

Já estive no Vaticano, símbolo maior do imenso poder e riqueza da igreja católica e assim por diante.

Fico triste pelo meu Brasil estar sendo iludido e o nosso povo pobre dando o que não tem aos reinos de Deus e dos céus e sinônimos bíblicos do gênero.

Eles prometem dar o que o povo não tem, uma vida eternamente feliz e saudável no paraíso. Eles sabem que as pessoas quase sempre precisam de algo mais para continuar vivendo e lutando contra todas as dificuldades. Complicado.

A minha não-religião é feita com um pouco de todas as outras. E do máximo possível de não-preconceito.

Tenho sim o meu “Deus”, meu símbolo maior de energia. Mas não tenho reza, não tenho missa, não tenho crucifixo ou qualquer outro símbolo ou lugar de fé. Tenho meu coração feliz e minha mente em paz, o que já basta. E como.

As guerras nunca vão acabar. Religiões nunca irão se unir. Porque seres humanos precisam se dividir em grupos para encontrar um sentido. Nunca seremos um só, infelizmente.

Until the philosophy which hold one race superior
And another
Inferior
Is finally
And permanently
Discredited
And abandoned –
Everywhere is war –
Me say war.

That until there no longer
First class and second class citizens of any nation
Until the colour of a man’s skin
Is of no more significance than the colour of his eyes –
Me say war.

That until the basic human rights
Are equally guaranteed to all,
Without regard to race –
Dis a war.

That until that day
The dream of lasting peace,
World citizenship
Rule of international morality
Will remain in but a fleeting illusion to be pursued,
But never attained –
Now everywhere is war – war.

And until the ignoble and unhappy regimes
that hold our brothers in Angola,
In Mozambique,
South Africa
Sub-human bondage
Have been toppled,
Utterly destroyed –
Well, everywhere is war –
Me say war.

War in the east,
War in the west,
War up north,
War down south –
War – war –
Rumours of war.
And until that day,
The African continent
Will not know peace,
We Africans will fight – we find it necessary –
And we know we shall win
As we are confident
In the victory

Of good over evil –
Good over evil, yeah!
Good over evil –
Good over evil, yeah!
Good over evil –
Good over evil, yeah!

War (Bob Marley)

Eu me sinto um privilegiado de poder ser um só entre milhões. Respeito você, respeitos teus irmãos, respeito tua fé… e espero que não seja pedir demais que você também me respeite. Assim espero.

Michel P. Zylberberg (28/01/2008)
http://www.rodandopelomundo.com/

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.