Monthly Archive for março, 2008

Vídeo do Monte Uetliberg/Zurique - Suíça 2008

Fala galera! Primeiro post oficial na “casa nova“. E como já estava devendo um vídeo novo, aproveitei para deixar o registro de uma volta pelo Monte Uetliberg, em Zurique-Suíça.

No feriado de páscoa, para gastar um pouco dos chocolates suíços, registrei algumas imagens desse visual de fim de inverno e começo de primavera. Friiiiiio pra caralho, mas foi bem louco! :D

SUÍÇA - Monte Uetliberg/Zurique 2008
[YouTube=http://br.youtube.com/watch?v=aEA_FbbGIPk]

Obrigado pela visita e pela força! Participe sempre…

Muita paz e boa semana para todo mundo!

Valeu, Michel

Casa nova!

O Blog está de casa nova!

O antigo http://naotemcomoesquecer.wordpress.com agora virou oficialmente “RODANDO PELO MUNDO“!

bannerrodandopelomundo.jpg

Mesmo conteúdo, mesmo autor e a mesma disposição para levar ao máximo de pessoas possíveis um pouco das maravilhas desse mundo muito louco!

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Bem-vindos, participem e muita paz sempre!

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade
do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito
simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama,
uma mesa e um banco.
- “Onde estão seus móveis?” - perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- “E onde estão os seus…?”
- “Os meus?!” - surpreendeu-se o turista - “Mas eu estou aqui só de passagem!”
- “Eu também…” - concluiu o sábio.

“A VIDA NA TERRA É SOMENTE UMA PASSAGEM… NO ENTANTO, ALGUNS VIVEM COMO SE FOSSEM FICAR AQUI ETERNAMENTE, E ESQUECEM DE SER FELIZ.”

Valeu, Michel

Feliz páscoa!

Fala galera!

Passo rapidão para desejar FELIZ PÁSCOA!

Repleta de cerveja e chocolate, sempre rodando pelo mundo!!!

Muita paz e valeu pela visita!!

Michel

Trabalhando pesado no exterior! (parte 2)

Antes da segunda parte de ‘trabalhando pesado no exterior’ uma curiosidade:

Antes de começar a trabalhar na Austrália, precisei abrir uma conta no banco. Lá fui eu. Chegando no guichê expliquei o que queria e ela foi me dando a papelada. Meio sem jeito perguntei quando era necessário para abrir a conta. Aliás, o mínimo necessário! E foi o que eu tinha, 10 dólares contados.

Voltando ao post, quando fiquei desempregado (leia a primeira parte aqui) e caí na folia, já tinha conseguido juntar um pouco de dinheiro. Mas não deixava de ser crítica a situação.

Fui para aula e voltei para casa preocupado. Tinha que arrumar emprego! E foi aí que milagrosamente meu celular tocou!

Uma garota que tinha conhecido que trabalhava em um PUB (bar) me perguntava se eu estaria interessado em trabalhar lá porque tinha uma vaga!

Um PUB gigante chamado Steyne, com 5 bares e um restaurante, tudo de frente para belíssima praia de Manly. Não pensei duas vezes. Fui correndo (literalmente) na mesma hora e na sexta já comecei!

É um outro trabalho muito comum para brasileiros, como “glassier” ou catador de copos. Recolher os copos vazios, lavar, limpar copos quebrados, organizar o máximo possível o PUB.

Entrei nos horários de pico, sempre lotados com o verão australiano! Preciosas horas de sexta e sábado a noite que me ajudaram por algumas semanas. Querendo ou não estava entre meus amigos na hora da festa!

Mas precisava renovar o visto e pagar a escola em breve, e a grana não era suficiente. Foi aí que um misto de sorte e competência deu o empurrão que faltava!

Era época de natal e reveillon, como havia trabalhado forte e ganhado confiança, me chamaram para trabalhar todos os dias!

Era perfeito! Trabalhei como nunca, junto com um novo amigo - que depois virou irmão - Mathias e a outra galera irada que trabalhava lá! Malucos Australianos, da Inglaterra, Paquistão, Bangladesh, Nepal e todo tipo imaginável! Figuraças!

Fiz a grana necessária, paguei tudo e garanti mais alguns meses na ilha paradisíaca! Além de ainda tomar umas de graça e jogar uma sinuquinha com a turma sempre depois de fechar o PUB!

Até hoje agradeço a Gabô (que me ligou para trabalhar) pela chance e pela confiança de ter me chamado, mesmo sem me conhecer bem!

Mas ainda teve um outro passo nessa história. Como o Mathias estava aprendendo a trabalhar como Barman, entrei na mesma onda e fui aprendendo também! Outra profissão para meu louco currículo!

Mestres como o Márcio (brasileiro que já estava muito anos por lá) e todo o resto da gringaiada louca! Até hoje não sei se era obrigação ou prazer, porque sempre amei a vida boêmia!

Acabei minha vida de trabalhador na Austrália com grana suficiente para rodar a Ásia com um grande amigo, passar 3 meses na Europa e ainda curtir a minha volta ao Brasil! Not bad!!! CHEERS!!!

Escrito por Michel P. Zylberberg
(http://www.rodandopelomundo.com/
)

> leia a primeira ou a terceira parte da série!

Mais dicas sobre viagens e trabalho no exterior em Destaques!

Trabalhando pesado no exterior! (parte 1)

Muitos brasileiros querem sair do país com o sonho de trabalhar na área, mas infelizmente não é assim na grande maioria dos casos.

Uma vez tomada a decisão de partir, devemos estar preparados para qualquer tipo de situação!

Citarei um pouco da minha história na Austrália e penso que representa a de muitos brasileiros pelo mundo.

Cheguei com pouca grana, tudo muito caro. Demora muito para acostumar com os preços altos e isto já é um empurrão forte para a procura do emprego!

Até ajeitar os documentos para poder trabalhar e passar a euforia da vida nova já se vai boa parte do dinheiro e a cobrança aumenta.

Contatos aqui, pedidos ali, currículos falsos com anos de experiência lavando prato em “copacabana palaces” da vida. Batendo de porta em porta e levando ‘não’ para uma profissão nunca antes imaginada no Brasil.

Até que um amigo teu te liga e chama para cobrir a vaga de alguém que não foi trabalhar. Você trabalha duro, lava mais pratos do que nunca na vida e o cara te chama para fazer umas 15h por semana. Uns 10 dólares por hora, já dá para pagar o aluguel.

Tinha uma época que eu trabalhava apenas sábado a noite, com o restaurante lotado e todos meus amigos na farra.

Mas o senhor paquistanês que trabalhava comigo me dizia: “eles estão gastando. Você, a cada prato que lava, é um dólar a mais!” E dava risada. Eu também!

No meio tempo tem que se virar para tirar uma grana extra, mesmo que para isto tenha que faltar algumas aulas na escola. São os trabalhos pesados, pagamento mais alto para trabalhos de mais risco e esforço físico.

Trabalhei, entre outras coisas, limpando porão de navio cargueiro e ajudando no corte de árvores (foto). Trabalhos que, como a construção civil, podem chegar até a 200 dólares por dia. Esforço sempre válido!

Mas poucos conseguem trabalhar todos os dias. Além de comprometer os estudos e a presença nas aulas, importante para a renovação do visto.

Depois de uns dias, com mais contatos, você arruma mais algumas horas em um outro restaurante, já se preparando para subir na carreira, sonhando em virar garçom e ganhar também as gordas gorjetas!

Eu bem que tentei, mas as mulheres levam vantagem, pegando a grande maioria das vagas. Mesmo com um inglês pior. Compreensível! Mas muitos amigos conseguiram.

Quando o gerente do restaurante disse que não daria certo, foi uma decepção e uma grande lição de vida. Qualquer coisa que queira fazer na vida exige força de vontade, jamais despreze alguém que trabalhe. Todos têm valor!

Até que um dia, trabalhando a tarde em um sabadão de sol rachando, puto e pensando na festa de aniversário incrível que faziam em casa, disse que estava me sentindo mal e larguei eles sem kitchenhand (ajudante de cozinha). Até hoje gostaria de ver o gerente escroto lavando aquela tonelada de pratos!

Não voltei mais, nem para buscar o pagamento da semana (na Austrália geralmente pagam tudo por semana) e nem para trabalhar de novo. Era feliz, como podem ver na foto acima (sou aquele no alto), mas outra vez desempregado.

> leia a segunda e a terceira parte da série!

Leia mais sobre viagens e encontre muitas dicas em Destaques

Insegurança

Fui criado em Itajubá-MG, conhece? Provavelmente não… até por isto é que era tão bom.

Cidade pequena, tranqüila, segura. Andando de bicicleta na chuva, pulando de casa em casa, ralando joelho… liberdade!

Me entristesse a geração  condomínio. Geração medo. Geração vídeo-game-internet-televisão.

Morei na Austrália e agora moro na Suíça, lugares considerados como alguns dos mais seguros do mundo.

Essa sensação de andar tranqüilo, sem medo, podendo fazer o que quiser e na hora que quiser infelizmente não vejo há muito tempo no Brasil.

Morei 5 anos em São Paulo e apesar de não ter acontecido nada comigo, já vi muita coisa ruim. Triste.

Brasileiro não entra em guerra, mas a guerra veio até a gente.

Onde tem droga, tem crime. Onde tem crime, tem corrupção. Onde tem corrupção, tem político ladrão. Onde tem político ladrão não tem educação. Onde não tem educação não tem esperança.

Quando penso nos meus irmãos, um no Rio e outra em Sampa, me preocupo. Quando penso nos meus pais, agora em Brasília, me preocupa também.

Um grande amigo que está a pouco tempo no Rio quer comprar um carro. Eu só consegui pensar no perigo.

Uma cidade tão grande, tão linda, com tantas belezas naturais e cidades lindas por perto e não gosto de pensar na idéia de tanto risco.

Eu sou carioca e sempre que pude estive no Rio. Mas o crime instalado é cruel. Nossas casas viraram prisões e nós prisioneiros em condicional.

Estou querendo ir ao Brasil no fim do ano e tudo que mais queria era chegar e ver um lugar como aqui. Mas assim mesmo nunca deixarei de ir!

Amo o Brasil, do jeito que for. Nascemos mulher de malandro e mesmo apanhando sempre, seremos sempre apaixonados.

Zidane citou em sua recente passagem pelo Brasil: É uma realidade dura, mas também fantástica”. Mandou bem o carequinha!

Boa semana galera, valeu pela visita e pelas mensagens! Vocês são foda!!! PAZ

paronamas suíços

Fala galera! Eu sempre faço vídeos de viagens, mas nunca fiz aqui do lugar onde moro.

Aliás, eu tenho um monte deles, mas acabo não editando e fica perdido nas minhas coisas.

Muita gente pergunta, tem curiosidade de saber como é aqui em Locarno e região… então achei um jeito legal de mostrar um pouco, uma vez que tô numa fase de tirar ‘fotos panorâmicas’. E nada melhor que a região aqui para isto!


Visão total da varanda do meu ap, já acabando a neve!


Na rua de casa, onde a gente estaciona o carro.. sol e neve lá no fundão


uns dois quarteirões de casa, no Lago Maggiore que liga a Suíça à Itália..


O lugar que pego o trêm pra voltar do trabalho para casa


Em Valle Maggia, pertinho de Locarno, vendo um jogo de futebol de um amigo


Visu da casa de um grande amigo aqui! Meu trabalho fica no canto esquerdo embaixo.


Esta última não foi eu que tirei, mas mostra bem a região aqui!

Para quem - como eu antes de vir para cá - não tem idéia de onde seja Locarno, aí vai uma ajuda:

Agora chega de fotos e tudo mais, tenho que fingir que estou trabalhando um pouco! hahahaha

PAZ AEEEEEEEEE

Brasil, o melhor país do mundo!

Já passei por alguns países, conheci muitas culturas e convivi com uma infinidade de pessoas dos mais variados tipos possíveis.

Hoje, mesmo morando na Suíça (sempre tida como primeiríssimo mundo), com um orgulho extremo posso dizer que Brasil é o melhor país e nós, brasileiros, o melhor povo.

Provei de todas as formas olhar com o mínimo de preconceito possível para tentar encontrar algum outro país ou povo que chegasse perto do nosso, mas é impossível.

Talvez essa ‘zona’ estabelecida na nossa cultura faça com que sejamos diversos. Mas, ao mesmo tempo, temos um nível incomparável de respeito e solidariedade.

As grandes cidades estão em guerra. Mas são raras no mundo que conseguem manter a ordem com tamanha desigualdade social.

O Brasil é sinônimo de carnaval, de festa e alegria! Futebol arte… antes me indignava com estas imagens tão fortes do Brasil no exterior, mas é muito melhor do que a que estão ‘vendendo’ agora, de crimes e favelas.

Se Cuba vive basicamente do turismo, por que o Brasil - que tem um potencial incrível e recursos naturais incomparavelmente maiores - não consegue fazer o mesmo?

O que mais atrai os estrangeiros ao Brasil - infelizmente - é o turismo sexual, exploração de menores e jovens tristemente tratadas como mercadoria. Como mudar? Complicado.

Mas brasileiro é alegre por natureza! Pode passar necessidade que geralmente o astral é sempre alto.

Já aqui na Europa a maioria do povo é depressivo e egoísta. Mesmo com muito dinheiro, tenho certeza que morrem desiludidos e frustrados.

Costumo brincar que todos os velhos, depois de aposentarem, deveriam ir para o Brasil viver um pouco da vida que nunca tiveram. Nem filhos muitas vezes eles não têm para não terem despesas. Compram carrões, mansões e a solidão vem de brinde.

Podemos ter muitos problemas, mas esse talento natural para a felicidade e amizade ninguém nunca vai nos tirar. É verão e festa o ano todo!

Por muitos fatores acabei vindo morar fora. Mas meu coração é brasileiro, minha alma brasileira e meu orgulho é sempre maior!

Para os nossos políticos deixo uns trechos de “Apesar de você” do nosso grandíssimo Chico Buarque:

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.

Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.

Amanhã há de ser outro dia…

Boa semana galera! PAZ!!!

Viagens de fim de semana

Sexta-feira de manhã, porra nenhuma para fazer no trabalho… lembrando das tantas vezes em que já saía de casa com o famoso mochilão nas costas para seguir depois da faculdade para a rodoviária e rodar para algum canto do Brasil.

Muitas vezes sem saber para onde ir, ligando para algum amigo e decidindo de última hora. Ou mesmo voltando para casa dos meus pais e curtindo com os amigos de infância.

Estou vendo dois caras que trabalham comigo discutindo alguma coisa. Deprê. Mesmo querendo tanto trabalhar e acertar a vida por aqui na Suíça, sinto muito falta da liberdade. A rotina é uma arma perigosa que é sempre carregada e engatilhada. E não adianta correr.

Mas o drama não é tão grande assim porque minha esposa curte viajar, além do que trabalha em agência de viagem! E agora, do que estou reclamando?

Aproveitei 100% das chances que tive de rodar, conheci uma infinidade de lugares e sempre que me convidavam para uma viagem eu raramente dizia não. Pelo contrário, eu sempre dizia: não me convide porque vou aceitar!

Nunca gostei de dirigir, então quase sempre me aventurava em ônibus ou outro tipo de transporte. Assim podia beber e fazer o que quisesse, sem me preocupar com nada. Além de mais seguro, claro.

Mas que trabalho enche o saco, isso enche! Mas sem trabalho e coçando em casa é milhões de vezes pior.

Mas somos assim, seres incontentáveis. Bom, eu sou. Mas agradeço por tudo e sei que a melhor viagem estará sempre por vir!

Bom fim de semana galera! Aproveitem sempre que puderem…

Viajando nas artes da vida… [Dario]

Chegou a hora de falar do meu último amigo na série de posts “Viajando nas artes da vida…

Dário Gargaglioni Junior, dos quatro, foi - curiosamente - o que tive menos contato pessoalmente. Mas nem por isso menos admiração e respeito.

Apesar de termos conversado algumas vezes quando mais jovens, nosso contato acabou ficando maior recentemente por MSN, uma vez que ele se mudou da minha cidade e foi morar em São Paulo, se formando em Publicidade - Propaganda e Criação pelo Mackenzie - SP em 1999.

Mas sempre com um papo legal e inteligente, conseguimos falar sobre a vida, design, trabalho, viagens e tudo mais que gira em torno.

Sem dúvidas um cara batalhador que está, assim como os outros, conquistando o seu espaço no duro mercado da propaganda e publicidade. Já com mais de 10 anos de experiência com design e direção de arte.

Passou por grandes agências como Click, Popup e passagens por Ogilvy e Senac. Atualmente na Creative team of Ci&T.

Mesmo trabalhando em agência de publicidade - e como todo empregado batalhador - também detona nos freelas (trabalhos independentes), participando até de campanhas de grandes marcas no exterior como Jonhson & Johnson USA, Canadá e Europa, Nestlé, McDonald’s, Ambev, Brasil Telecom, Neutrogena USA e Canadá, Itaú, Danone, Pepsi USA!

Outra empreitada é o suporte ao pessoal da Salut!, agência paulista de web e multimidia que, apesar de recente, já tem um portfolio de respeito.

Muito longe de ser acomodado, está sempre estudando novas tecnologias, artes e tudo que está a seu alcance.

Tem um portifolio bastante desatualizado no ar, mas que já dá para perceber que sempre teve talento e observar a grande evolução com o passar dos anos.

Amigo de paz e alma leve, demonstra sempre bom-humor e uma vontade incrível de vencer na vida e deixar suas marcas pelo mundo. E conseguirá, com certeza!

Bom galera, espero que tenham curtido essa nova idéia e talvez faça mais séries sobre outros assuntos, como por exemplo, música.

Idéias não faltam, então participem e deixem mensagens, porque sem ninguém participar o blog não tem razão de ser.

Valeu, muita paz e felicidade para todo mundo! Michel