Monthly Archive for abril, 2008

Volta ao mundo

Marcel Vincenti conseguiu o que a maioria das pessoas sonha. Rodar um ano pelo mundo publicando suas matérias em um grande portal. Muito possivelmente com um patrocínio do UOL.

Achei o link agora e ainda não li tudo, mas fala da sua primeira parada na Polinésia Francesa.

Eu havia pensado em conseguir algo assim, mas não é tão simples como parece.

Vale acompanhar essa aventura que está começando e ver como vai rolar, já que por algum tempo as minhas viagens estarão restritas aqui na Suíça.

Diário de Viagem: O mochileiro Marcel Vincenti partiu dia 9/4/08 para uma volta ao mundo de 12 meses e mostra todo mês em UOL Viagem o que tem visto por aí”

Fica o link:
http://viagem.uol.com.br/diariodeviagem/2009/04/27/ult5855u2.jhtm

Vale um passeio pelo UOL Viagem também, tem muita coisa legal.

Grande abraço e muita paz sempre!

Michel

Os vegetarianos que me perdoem…

Mas carne é uma delícia! E é uma das coisas que mais me dá saudade quando estou longe do Brasil.

Temos carne de qualidade, barata e em fartura. Coisa rara em boa parte do mundo.

Em Cuba se matar uma vaca pega 7 anos de cadeia. Aqui na Suíça vaca é para fazer leite e chocolate. Na Austrália até tentei carne de canguru, mas é muito ruim.

Ontem foi a segunda vez em um ano que fiz um churrasco aqui, foi bom demais!

Todos cheios como se tivessem comido em uma churrascaria rodízio, acompanhado ainda de um feijão brasileiro e arroz branco. Um banquete dos deuses!

Muitas coisas que eu não comia no Brasil agora como sem problemas, ainda mais se são baratas.

Além do que agora não tem mais comidinha da mamãe… mas tem a da esposa italiana e é perfeita!

Mas o churrasco…

Boa semana galera! E bom apetite!!!

Valeu, Michel

Novos planos

Todo mundo precisa de planos ou sonhos. Como um grande e sábio amigo sempre diz, é fundamental termos metas. Assim tudo ganha sentido e valor.

Seja uma viagem no fim de semana para uma cidade vizinha, uma viagem sem previsão de rolar para um lugar que sempre quis ir ou qualquer outra coisa.

Estava caindo na rotina de trabalho e isso é mau. Mas logo coloquei a loucura em dia e marquei algumas coisas na agenda.

mykonos

A mais concreta e fechada é uma trip para Mykonos (foto), na Grécia, no final de junho com a patroa. A outra, Itália em agosto para o casamento da cunhada.

Ainda em estudo, é pular de pára-quedas aqui na minha cidade em breve. E a mais longe um pouco é a ida ao Brasil no fim do ano, terrinha que estou distante desde abril passado.

Até por essa falta de tempo e férias o blog deu uma esfriada, mas já viram que novidades não vão faltar!

Enquanto isso podem conferir sempre os Destaques, onde encontrarão o melhor que rolou por aqui até hoje.

Faça planos, trace metas, cuidado com a rotina! Rode sempre que puder para não cair no abismo de uma vida vazia e sem sentido.

Grande abraço e muita paz! Bom sabadão!!!

Michel P. Zylberberg

Palavras nem sempre são palavras

Acho que passei por muito mais do que caminhos tortos. Fui derrubando barreiras e vencendo desafios sem que muitas vezes nem me desse conta.

Tive uma infância bloqueada, era problemático, rebelde. Como se lutasse contra o mundo, sem conseguir tirar de mim aquela dor que carregava desde que me conheço por gente.

Talvez por isso veja a vida de uma forma diferente. E passe um pouco de tudo isso aqui. Pois sempre me expressei muito melhor com palavras escritas do que qualquer outra forma.

Hoje fomos ao cinema assistir “O Caçador de Pipas (The Kite Runner)” e como sempre histórias assim mexem comigo. O valor da vida, um sentido, a fragilidade, momentos efêmeros.

Sou brasileiro com um orgulho incrível! Fui para Austrália trabalhar e estudar e encontrei por lá o meu destino, a minha esposa italiana. Vim atrás dela na Suíça e tudo está dando certo.

Agora as mesmas pessoas que me rotulavam de irresponsável, vagabundo, bêbado… até drogado, aplaudem a minha força e as minhas vitórias.

Eu quero que cada uma dessas pessoas se foda. Porque com certeza não foi pela fofoca e mesquinharia de cada uma delas que cheguei até aqui. Tive sim amigos fiéis, uma família fantástica e um pouco de sorte.

E aquilo que escrevo aqui é para ser lido por você. Porque acabei de mudar completamente a sua vida, mesmo que você não tenha percebido.

E como, mesmo andando muitas vezes na beira do abismo e jogando com o destino, acabou dando tudo certo… espero que dê para você também.

Porque sempre fui um cara do bem e nunca tentei provar nada. Levei um tiro que pegou no meu pescoço e atravessou meu braço. Por quê? Porque tinha que ser assim.

Você também está mudando a minha vida.

E ainda existirão muitas palavras a serem escritas.

Boa semana, boas viagens e muita paz!

Michel P. Zylberberg

Rodando pelo mundo da música

Não toco nada bem, mas faço barulho. Não me envergonho de tentar, mas geralmente música está no sangue. No meu não.

Mas para ouvir uma boa música não precisa de nada em especial. E com o tempo fui aprendendo ritmos e gostando dos mais variados tipos de sons.

E resolvi compartilhar com vocês algumas da minhas bandas e artistas favoritos que conheci rodando esse mundo muito louco!

Vou apenas citar rapidamente as mais carimbadas como Bob Marley, Led Zeppelin, Pink Floyd, Jack Johnson e The Doors porque dispensam apresentação.

Das brasucas: Chico Buarque, Natiruts, ‘rock brasília’, MPB em geral. Pagode e samba também, claro.

Partindo para algumas mais desconhecidas, destaque para:

- Donavon Frankenreiter: Bicho-grilo californiano, parceiro de Jack Johnson e Ben Harper, sobrenome complicado e música leve, para relaxar a alma. “Eu tenho falado para as pessoas que me perguntam ‘por que você não escreve músicas depressivas?’ Claro, eu tenho dias ruins como todo mundo, mas geralmente, eu me sinto privilegiado. Quando eu pego o meu violão, eu me sinto bem. Isto me faz querer abrir uma garrafa de vinho e fazer a festa, e isso é o que eu gostaria que as pessoas sentissem ao ouvirem a minha música.” (Donavon)

- The Beautiful Girls: Ainda no estilo surf music, essa banda australiana traz qualidade em todas as músicas, fazendo um som original e que não canso de ouvir.

- Groundation: Outra banda californiana, mas de reggae roots e influenciada pro jazz e dub. Indicada pelo meu amigo Fernando Bittar, não saiu mais do meu toca discos!

- Lenine: Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, esse recifense está ganhando cada vez mais espaço na música brasileira. Estilo particular, personalidade forte. Não tinha ouvido bem antes, mas fora do Brasil valorizamos muito mais o nosso ‘produto nacional’. Site oficial interessante.

- 311 (”three eleven”): formada em 1988 em Omaha, Nebraska. Salada músical de qualidade entre rap, hip-hop, rock alternativo, reggae, rapcore, ragga e funk. Destaque para a carro-chefe “Amber”.

- Blues Etílicos: 20 anos de estrada 10 CDs lançados fazem dessa a maior banda de blues brasileira! Cantando em inglês ou português, homenagiando Raulzito ou Muddy Waters, é outra banda que está sempre no shuffle.

E para confirmar a minha natureza eclética: “Vocês riem de mim porque sou diferente… eu rio de vocês porque são todos iguais” (Bob Marley)

Espero dicas também! Bom fim de semana galera!!!

Positive vibrations!

Valeu, Michel P. Zylberberg

Pra que fumar?

Eu falo sempre de cerveja, é uma paixão. Mas nada de vício, aí passa a ser droga e faz mal.

Mas cada vez mais me pergunto porque as pessoas fumam. Provei, mas nunca vi vantagem alguma em engulir fumaça.

Acalma, emagrece, relaxa, faz companhia, passa o tempo… passa o tempo sim, passa bem mais rápido teu tempo de vida.

Não quero ser falso moralista ou dizer o que você tem que fazer ou não, mas continuarei insistindo até encontrar alguma vantagem.

Beber você fica bêbado, alegre, descontraído. Existe uma finalidade. E não bebe todos os dias, uma atrás da outra. Cigarro sim.

Acho que meu maior bloqueio com o cigarro veio de quando estava no hospital e no leito ao lado tinha um rapaz com efizema pulmonar e não parava de fumar nunca. Um cara por volta dos 30 anos, com três filhos. Já deve ter deixado os filhos órfãos faz tempo.

Outro amigo que no leito da UTI fez seu último pedido já sempre conseguir falar. Colocou a mão no bolso do cigarro e morreu com o cigarro na boca. Talvez feliz. Maldita nicotina.

Propaganda implacável. Só a Souza Cruz em 2002 ganhava R$ 1 bilhão, com 77,7% do mercado brasileiro.

E como me desespera ver todos os dias como fumam os jovens suíços. Em um lugar onde a qualidade de vida é invejável, se destróem sozinhos. Sozinhos não, porque os pais fumam também. Fumam todos, sou raridade.

Finalmente estão proibindo o fumo em lugares fechados, mas alguns ainda resistem. E não vou.

Felizmente sou uma excessão. Se você não é, faça o que quiser da sua vida. Ela é sua.

Fume, mas não solte fumaça na minha cara.

Michel P. Zylberberg

Some news

Fala galera! Depois de um post altamente alcoolico, estou passando para dizer que continua tudo na boa aqui e que a fase está mais para o esporte… futebol ontem, quarta e sabadão tem outra fase do torneio Suíço de futevolei! Agora em Zurique, com novo parceiro, o maluco carioca Kadu!!

www.sfvv.ch - site da federação suíça de futevolei

No mais estou ajudando a minha irmã com um projeto muito legal: http://deolhosnomundo.wordpress.com

Muita paz, boa semana e participem sempre!

Valeu, Michel

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que - por lei - jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) - bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) - com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) - irada como o site!
.Bucanero (cubana) - sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) - para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) - barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) - perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg