Monthly Archive for maio, 2008

Povo amigável e cultura rica atraem estudantes para Irlanda

Fala galera! Vou fazer uma coisa que não é muito normal no blog, usar texto de um outro site (créditos no fim do post). Mas é devido ao grande número de perguntas sobre a Irlanda, um dos maiores destinos de brasileiros nos últimos anos. Aproveitem e bom fim de semana!

Dificuldades com a imigração para destinos tradicionais, possibilidade do trabalho legal e riqueza da história e cultura do país são alguns dos fatores que explicam o súbito interesse de brasileiros pela tradicional ilha de Eirie, conhecida mundialmente como a República da Irlanda. Com quase cinco milhões de habitantes divididos em variadas pradarias, praias e algumas grandes cidades, a Irlanda atrai cada vez mais estudantes para férias e intercâmbio.

(…) Diferentemente do que se espera, a Irlanda tem duas línguas oficiais: o inglês, fruto da dominação colonial da Inglaterra e o irlandês, língua celta, ainda bastante reverenciada e viva na sociedade local.

(…) Segundo a economista é também pela conseqüência de tristes episódios históricos que o povo irlandês é tão receptivo a estrangeiros. Ela explica que dada a “Grande Fome” e mesmo durante a colonização inglesa, que acabou em 1922, muitos irlandeses foram forçados a imigrar para outras terras. “É um grande prazer para nós recebermos estrangeiros. Eles serão sempre muito bem tratados”, avalia.

Nessa mesma perspectiva, a gerente de produtos da CI Fabiana Fernandes pontua que existem várias oportunidades de trabalho no país. Para estudantes a partir de 16 anos é possível trabalhar até 20 horas semanais. Já para os demais intercambistas, em cursos de línguas e universitários, é só assumir o compromisso de ficar no país por um tempo mínimo de seis meses. “Essa é uma das principais razões pelo aumento significativo da procura, além da maior facilidade de visto e boa receptividade ao estrangeiro”, conta Fabiana.

Tão importante quanto a história do país é sua contínua preservação do patrimônio cultural nacional. De celebridades antigas como os escritores James Joyce, Oscar Wilde, Sammuel Becket e Bernard Shaw até os atuais pop stars como as bandas U2, The Corrs e a cantora Sinead O’Connor, a Irlanda é marcada pela efervescência artística. “Existem inúmeros bares e festivais onde, além da música contemporânea, temos apresentações de canções e danças tradicionais”, orgulha-se Catherine.

(…) E, segundo Catherine não é só nos eventos esportivos que os mesmos rostos aparecem. “Em cidades pequenas todos vão para o mesmo bar e discoteca nos fins de semana. Aos poucos você acaba sempre festejando e se divertindo ao lado das mesmas pessoas. Na Irlanda você está há apenas três pessoas distante do resto da população”, conta. Com cerca de cinco milhões de habitantes, a Irlanda concentra, porém, alta densidade demográfica apenas nos grandes centros urbanos, como a capital Dublin.

“Acho que para o intercambista vale mais a pena ficar em uma cidade pequena, pois Dublin, por exemplo, é assim como outras capitais, uma cidade cosmopolita que pouco retém suas tradições. Nas vilas ou mesmo nas cidades de médio porte, o intercambista pode vivenciar o cotidiano da nossa cultura”, conta Catherine.

Conhecidos pela espontaneidade e um dos povos mais divertidos da Europa, os irlandeses têm fama de fanfarrões. “Mas, é importante lembrar que o adolescente que viaja para lá deve respeitar as normas do consumo de álcool. A maioridade de 18 anos para bebidas alcoólicas é sim fiscalizada e a família e escola do intercambista irão policiá-lo”, conclui Fabiana, lembrando que é até mais seguro para o jovem viver em um país europeu. “No Brasil há muito maior permissividade para o consumo de bebidas na adolescência”, conclui.

Texto: Julia Dietrich, integralmente publicado no site Aprendiz
Fotos: Michel P. Zylberberg - rodando pelo mundo

Outro site com muita informação para estudantes: gogobrazil.com

Leia mais sobre a Irlanda no ‘rodando pelo mundo’:
.Irlanda
.Irlanda em vídeo

.Austrália x Irlanda
.Destaques

Não tem como…

Pô galera, não tem como não agradecer - E MUITO - a participação e a força de todo mundo nesse trabalho que faço com o maior prazer e sem nenhum tipo de remuneração ou pretensão.

Muita gente me escreve pedindo dicas e tudo mais. Eu respondo todas, na boa. Como falo sempre, sou apenas um louco que já rodou um pouco (falta muuuuuito) desse mundo louco e compartilha com quem quer se jogar ou busca novos destinos.

Não sou profissional da área - sou designer gráfico - e muito menos recebo de agências para fazer publicidade. Mas tenho certeza que vocês sabem disso e também passam por aqui no mesmo estilo aventureiro.

Agradeço mais uma vez por todas mensagens, as visitas e a força que me faz querer sempre atualizar e buscar novas informações para quem, como eu, sempre sonhou em rodar pelo mundo! Mas o caminho é longo…

Enquanto isso recomendo a página Destaques, com os posts mais visitados e que mais curti escrever. Ou senão têm agora as categorias aí do lado, fotos, vídeos e pode tentar uma busca também.

Volto muito em breve com novidades e coisas legais! Deixem sugestões!!!

Abração e muita paz! Boa noitada de quinta, sexta ou quando for!!!

Valeu,
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

embarque nessa você também!!!

COMEMORANDO 1 ANO DE BLOG:

YouTube Preview Image

UMA HOMENAGEM AOS LOUCOS RODANDO PELO MUNDO!!!

O BLOG ESTÁ TAMBÉM DE CARA NOVA E MAIS ESTRUTURADO.. MAS EU CONTINUO O MESMO LIXO!

VALEU PELA FORÇA GALERA, MUITOS ANOS RODANDO PELO MUNDO AINDA VIRÃO!!!

PAZ!!! MICHEL

* o vídeozinho é uma propaganda que rola na net do site x-travel.nl, mas pirei e resolvi ‘roubar’ a idéia!

Valeu Guga!!!

Quase um mês chovendo quase todos os dias aqui… e mesmo não gostando de televisão, muitas vezes não resta outra opção.

E ontem - em uma das intermináveis mudanças de canal - acabei encontrando a transmissão da partida de despedida do Guga.

Pensei em prestar a minha humilde homenagem, já que o considero um cara batalhador e de certa forma um retrato do Brasil.

Jeitão de moleque, alma leve e uma grandíssima conquista em um esporte que nunca foi e nem nunca será unanimidade no nosso país.

E ele é como o povo brasileiro, que mesmo tendo que enfrentar milhares de dificuldades, sempre consegue se destacar. Levando ao mundo o nosso carisma e força.

Guga me lembra também futebol e surf. É como um jogador driblador ou um surfista desencanado.

Sempre cercado de belas mulheres e pessoas do bem, como Larri Passos (que conheci pessoalmente durante a Copa do Mundo de 2006).

São exemplos assim que dão força ao esporte nacional, mesmo em um esporte elitista como o tênis.

Seu irmão Guilherme* é Portador de Deficiência Física e Mental e o carinho sempre demonstrado por Guga é mais uma prova de que ele ainda poderá ajudar muita gente no seu novo e longo caminho longe das quadras.

E, como dizia a transmissão ontem, agora ele poderá se dedicar mais ao seu Instituto Guga Kuerten, presidido pela mãe Alice.

“Sou mané da Ilha toda
Sou mané do mundo inteiro
Sou da Joaquina
Sou do “Havaí”
Nas quadras do mundo
Sou feliz”

[Guga (Manezinho da Ilha) - Banda Cavalinho]

Valeu manezinho da Ilha!!! Valeu Guga!!!

Boa semana galera!!!

PAZ, Michel

* Obrigado Junior Ibagy pela informação de que infelizmente o irmão de Guga já faleceu, desculpem pelo anterior erro.

Entrevista com a Designer ‘Carol Rivello’

“Muita personalidade, simpatia e uma leve pitada de charme.
Um grande talento ‘Made in Brazil’!”

Assim poderia definir rapidamente a minha impressão dessa jovem designer mineira, que ainda criança foi morar em um paraíso mais conhecido como Florianópolis.

Carol Rivello, aos 22 anos já se formava em Design Gráfico, trabalhando como Diretora de Arte no Brasil e no exterior.

Na bagagem já conta também com experiência internacional, uma passagem pela J. Walter Thompson de Milão-Itália, trabalhando com clientes como Ferrè, Rolex, Yakult, Natuzzi e outros.

Adora música, comida, desenho e rodar pelo mundo!

Sempre gentil, aceitou a proposta para uma rápida entrevista escrita, que compartilho agora com vocês:

.Rodando pelo Mundo: Oi Carol! Em apenas três anos de formada, você já conquistou um grande espaço no complicado mundo do Design. Poderia falar um pouco de como rolou a escolha da profissão?

.Carol Rivello: Eu demorei um pouco a perceber que todas aquelas coisas que eu fazia desde criança (como ficar horas no computador desenhando fractais no logo, pintando no paint brush, ou então fazendo montagens no photoshop com fotos dos meus amigos) já eram indícios que eu tinha aptidão e paixão pela área. Cheguei a passar para Direito no vestibular, mas não cursei - para o desespero da minha família. Isso porque tinha lido sobre a profissão de Design em uma revista e me apaixonei. Fiz vestibular novamente, um ano depois, e tenho bastante orgulho dessa decisão que tomei.

.RPM: Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Itália? Como foi trabalhar na área no exterior e como foi recebida e tratada pelos outros profissionais?

.Carol: A oportunidade na realidade não apareceu, eu fui atrás e batalhei bastante. Pedi demissão do meu antigo trabalho e fiquei um mês e meio organizando meu portifólio, fazendo aulas de italiano e correndo atrás do visto. Entrei em contato com algumas agências italianas daqui do Brasil, e chegando lá fiz entrevistas pessoalmente. Fui contratada na JWT, e só tenho coisas boas para falar de lá: todos me trataram muito bem, tiveram a maior paciência comigo, sem falar no nível profissional do lugar.

.RPM: O seu sobrenome é italiano, você tem o visto europeu? Se sim, o quanto é importante para quem quer trabalhar fora?

.Carol: Ainda não tenho o passaporte europeu mas pretendo voltar para a Itália ano que vem para dar entrada nele. É muito importante ter dupla cidadania, com ela você pode trabalhar em varios lugares da Europa, sem se preocupar com vistos, imigração, etc.

.RPM: Você foge completamente do esteriótipo social da mulher brasileira pelo mundo, rolou algum tipo de preconceito ou descriminação? Como isso pode mudar?

.Carol: Realmente as mulheres brasileiras são esteriotipadas de forma pejorativa no exterior, e em parte isso é compreensível. Mas é sempre importante lembrar que toda forma de preconceito é ignorante. Eu ainda por cima sou bem morena, tenho praticamente “brasileira” tatuado na testa, não tive como escapar dessa realidade. No começo me irritei muito, mas com o tempo fui adquirindo confiança e percebi que a forma como você se comporta faz toda diferença: com segurança e seriedade dá pra contornar bem essa realidade.

.RPM: Como funciona a relação ‘profissional X sentimental’ nessas horas? E como foi a decisão de voltar para o Brasil?

.Carol: Eu gosto de ter equilíbrio na minha vida, não vale a pena ser feliz só na profissão e não ter amigos, por exemplo. Quero ser uma ótima profissional, mas também uma boa madrinha, irmã, namorada, etc. E por isso voltei para o Brasil, para ir de encontro a essa minha filosofia.

.RPM: Na sua paixão pelo desenho você consegue passar uma forte identidade. Você prefere adaptar um trabalho ao seu estilo ou também se desliga e se adapta totalmente ao briefing?

.Carol: Acho que a a compreensão do seu próprio estilo e a adaptação dos seus trabalhos à ele vem naturalmente, com o tempo. Procuro tomar cuidado para não fazer coisas muito repetitivas e respeitar o briefing fornecido.

.RPM: o seu site pessoal é estruturado em inglês, mesmo trabalhando de novo no Brasil. Quais são as suas perspectivas sobre o Desing brasileiro e você ainda pensa na carreira internacional? Novos planos?

.Carol: Vamos por partes.

Escrever uma parte do site em inglês foi a forma que eu encontrei para que todos que o visitassem o entendessem um pouco.

Eu acho o Design Brasileiro muito criativo e espero que a profissão fique cada vez mais reconhecida e respeitada nacionalmente, e que nossas criações reflitam cada vez mais nossa realidade e cultura.

Sobre planos de novos trabalhos no exterior, a curto prazo só freelas.

.RPM: Uma de suas paixões é viajar e Floripa é um lugar maravilhoso. Poderia compartilhar algumas dicas de lugares e viagens?

.Carol: Nesse meu passeio pela Europa me apaixonei por 4 lugares: Barcelona, Berlim, Praga e Lisboa. Recomendo todas, são repletas de cultura, design, exposições e história. Floripa tem riquezas diferentes, como tranquilidade e muitas belezas naturais. Para quem quiser vir pra cá, recomendo um camarão em Santo Antônio seguido de um caldo de cana no Sambaqui.

.RPM: Você tem fluência em inglês e italiano. Como aprendeu estas línguas e valeu a pena? E como foi a escolha e qual será a próxima?

.Carol: Eu nunca fiz aula de inglês, mas tenho um bom domínio dessa língua. Talvez ter passado a infância inteira vendo seriados e ouvindo músicas em inglês ajudou. O italiano veio depois, aprendi pois sempre senti uma ligação com a Itália e com a cultura deles. Além disso, minha irmã Stella é formada em letras italiano, com certeza influenciou na minha escolha. Adoro estudar línguas, aprender sobre a origem delas, conhecer expressões. Minhas próximas aventuras são espanhol e latim.

.RPM: Qual é a trilha sonora que te acompanha nos momentos de inspiração? Poderia dar algumas dicas de músicas e outras artes?

.Carol: Eu geralmente me inspiro mais pelas letras das músicas que ouço do que pela melodia. Meu gosto é tão eclético que até tenho dificuldade em dar exemplos, depende do dia. Gosto de rock em geral, Architecture in Helsinki, Regina Spektor, Beatles, U2 e de músicas dos anos 80, aquelas beeem bregas.

.RPM: Para terminar, uma pergunta nada original… como você imagina que será a sua vida daqui 15 anos?

.Carol: Meu retorno a Floripa, assim como algumas decisões profissionais que tenho tomado, foi pensando em um futuro harmonioso, com tempo para os amigos, para família e profissão. Não quero ser uma daquelas pessoas que vive só para trabalhar, quero ter uma casa, cachorros e tempo para viajar. :)

Para conferir mais sobre o trabalho de Carol Rivello:

Fica o agradecimento pela grande atenção e respeito!

Desejando sempre muito sucesso e paz.

Que você conquiste tudo aquilo que sonha e continue sendo essa pessoa de alma leve e sorriso fácil. Valeu Carol!

Entrevista feita por Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

gringo, amigo?

Quando viajamos para um outro país deixamos para trás todos os nossos amigos, família e geralmente recomeçamos do zero o círculo de amizade.

Para quem vai estudar geralmente é mais fácil, porque escola é sempre um ótimo lugar para conhecer outras pessoas da mesma faixa de idade e interesse.

Mas gringo é tão amigo quanto um brasileiro? Afinal, boa parte deles têm fama de serem mais fechados. E realmente acontece assim muitas vezes.

Eu tive a sorte de conhecer muitos gringos que se tornaram irmãos! Basta saber respeitar a diferença da cultura e costumes. A dificuldade da língua também complica muitas vezes.

Muitíssimos brasileiros vão morar fora e só fazem amizade com outros brasileiros, não se comunicam quase nunca com estrangeiros. Outros evitam o máximo que podem os brasileiros para poderem aprender mais rápido outro idioma.

Eu, como sempre, era entre os dois extremos. Fiz muitos amigos brasileiros - porque na hora do perrengue e de conseguir emprego geralmente são eles que ajudam - e muitos gringos também.

Namorar uma gringa é outro conselho para quem quer pegar fluência mais rápido. Com o sério risco de acabar como eu, casado.

Faça sempre o maior número de contatos que puder. Não se feche, porque assim fechará também muitas portas. Faça amigos no mundo todo, que assim terá sempre uma referência por onde passar.

No mais, aceitei o convite para ser colunista no site Trilhas e Aventuras e já comecei a publicar alguns textos por lá! Vale a visita.

Grande abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg

Qual é a idade ideal para viajar?

Um dos assuntos que mais giram, em torno desse mundo de viagens e intercâmbios, é o da idade ideal para se jogar no mundo. Claro que depende de cada caso, mas generalizando dá para tirar algumas conclusões.

Basicamente são dois tipos de jovens que se aventuram, os que ainda estão cursando a faculdade e procuram alguma experiência fora e também melhorar uma segunda língua, e aqueles que formam e depois tentam ganhar experiência e currículo em outro país antes de entrar no mercado de trabalho.

Meu caso foi o segundo, mas ví muitas pessoas como o primeiro. E posso falar por experiência própria que ir cursando a faculdade é mais complicado.

Porque se você se dá bem, consegue juntar grana e que ficar mais, existirá sempre a pressão de voltar e se formar. E, muitas vezes, só de pensar na idéia já desanima. Vínculos são como algemas.

Ir formado tem suas vantagens, mas também evita que você entre o quanto antes no mercado e faça carreira. É uma outra escolha difícil, mas que deve ser bem pensada.

Se quiser viajar ainda mais jovem, por volta dos 15 anos, é importante também para o amadurecimento e o reforço de uma outra língua. Também tráz independência e responsabilidade.

Mas ainda existem outras faixas de idade. Vi muita gente que por volta dos 30 encheu o saco do trabalho no Brasil, vendeu o carro, juntou dinheiro e se jogou. E se deram bem. O problema é não conseguir emprego e voltar ao Brasil com o rabo entre as pernas.

Aqui na Europa é muito comum ver pessoas de idade viajando a turismo, afinal já se sacrificaram toda a vida e agora merecem aproveitar. Mas é um outro estilo, eu nunca poderia viver a vida toda esperando para aproveitar depois de aposentar. Se chegasse lá.

Acredito que como tudo na vida, existem vantagens e desvantagens, basta saber se trará alguma coisa de bom e se é realmente o que você quer.

Opiniões serão sempre bem-vindas, participe!

Valeu! Muita paz!

Michel P. Zylberberg

O Brasil é mesmo o país do futuro?

Há quase um ano atrás publiquei aqui no blog um texto meu intitulado:

O Brasil é o país do futuro…

A idéia e muito menos a frase não são tão recentes, pois o nosso país é visto já a dezenas de anos como um gigante adormecido.

Mas hoje o assunto voltou a tona com uma matéria de página inteira em um jornal britânico chamado “The Guardian”, onde os gringos alertam que o gigante pode estar acordando.


(Foto: Douglas Engle/AP)

Achei a reportagem através de uma matéria de hoje no portal UOL. E logo fui conferir o texto original (em inglês).

E, relendo também o meu antigo post, vejo que ainda podemos acreditar que nosso país acordará. Aliás, que sairá do coma.

Temos os melhores recursos naturais, o melhor clima, livres de grandes catástrofes, fora de guerras (tirando a civil) e um povo batalhador e feliz por natureza.

Me sinto mal de saber que para se dar bem as chances são muito maiores ralando no exterior.

Quero voltar ao Brasil e encontrar um país com respeito próprio e caminhando com as próprias pernas.

Chega de complexo de inferioridade e dessa cultura suja e corrupta!

O nosso câncer ainda não é generalizado.

Depois de um dez, vem sempre um zero!

Uma das mais marcantes lições do meu grande pai foi a que intitula este post.

Ele me falou, após eu ter feito um tiro perfeito no ‘dez’ do alvo: “Depois de um dez, vem sempre um zero!”

E nunca precisou repetir, pois aprendi a lição para nunca mais esquecer. Nem sequer acertei o alvo no tiro seguinte, zero.

E funciona para qualquer coisa da vida, inclusive para o Flamengo ontem. O qual, depois de ganhar o Carioca 2008, foi vergonhosamente eliminado pelo fraco América do México em pleno Maraca.

A ressaca ainda não tinha passado e o oba-oba era grande. Não deu outra. Nunca menosprese nada nem ninguém.

Mas fica a lição para quem ainda não tinha aprendido. Ao invés de marcar uma geração vencedora, da noite para o dia viraram mais um fracasso.

Eu lembro que quando moleque era o único que andava com a camisa do Flamengo na escola após uma derrota, e todos surpreendidos diziam: ‘você é realmente um torcedor!’

Não quero ficar falando de futebol, já que o assunto é lição de vida, mas o exemplo caiu como uma luva para o momento.

Quando você estiver feliz por ter feito um dez, uma coisa extraordinária, pode esperar por alguma merda.

É como dar uma tacada perfeita na sinuca e logo depois errar a bola branca. O mesmo ego que voa é aquele que cai bruscamente.

Se você leu este post, talvez se lembre disso quando acontecer com você ou algum conhecido ou até mesmo desconhecido. Ou perceba que já tenha acontecido alguma vez.

Porque não interessa o quanto grande foi teu feito, você sempre ficará marcado pelos teus maiores erros.

Ronaldo que o diga.

Resquícios do inverno

Até a poucos dias atrás me lembro que ficava com raiva de saber que o verão brasileiro estava no auge e eu aqui congelando na Europa. Logo eu que passei 27 anos de calor e carnaval, agora devia me contentar com tímidos raios de sol.

Mas não foi tão ruim quanto imaginava. Porque no Brasil eu morava no sul de Minas, em um vale e no inverno fazia tanto frio que muitas vezes se aproximava com o frio daqui. Mas no Brasil o frio é diferente, eu sentia mais.

Aqui todas as casas tem aquecimento em todos os cômodos, prédios com aquecimento central e temos roupas apropriadas. O banheiro é sempre aquecido e um banho quente cai sempre bem. No Brasil eu fugia do banho porque além de pouca, a água não dava conta de esquentar o corpo que congelava. E os casacos e roupas em geral não eram feitas para proteger realmente do frio.

Mas no Brasil temos uma vantagem grande, mesmo com o frio, temos quase sempre sol em boa parte do dia. Aqui não, no auge do inverno o sol custa a aparecer atrás das montanhas nevadas. Umas 3/4 da tarde e já é noite. Vai trabalhar no escuro e volta no escuro. Realmente meio depressivo.

Nesse inverno foi a primeira vez que vi neve de verdade e ainda verei por muitos anos por aqui, mas é bom sentir tamanha variação de temperatura para valorizar as férias no Brasil. Para valorizar o nosso clima, nossos recursos naturais e nossa gente quente - alegre.

Este domingo de primavera foi o primeiro dia que consegui pegar um sol, estava mais branco que quando nasci. E agora que o Brasil esfria, aqui o verão já dá as caras. E faz calor, muito calor! Ao contrário do que eu e muita gente imaginava.

Um amigo que mora aqui há alguns anos nasceu e passou a vida toda em Recife, nunca havia sentido menos de 18 graus. Não é de se estranhar que quase todos os invernos os brasileiros aqui fogem algumas semanas para a terrinha.

Mas agora que finalmente o frio acabou, é curtir o calor e o sol até o próximo inverno. Infelizmente aqui inverno não é apenas sinal de chuva.