Entrevista com o viajante Mathias Hennig, depois da volta ao mundo!
Mathias Matas Hennig, grande amigo. Aos 26 anos ele já fez a volta ao mundo, conhecendo cerca de 40 países!
Nos conhecemos na Austrália, trabalhávamos juntos em um pub chamado Steyne, na praia de Manly.

Ele acabou de largar tudo no Brasil para tentar a vida na Suécia e aceitou o convite para a entrevista. Confira:
Rodando Pelo Mundo: Como conseguiu o passaporte espanhol e como ele te ajudou na volta ao mundo?
Mathias: Meu avô era espanhol e através da insistência dos meus pais, junto ao consulado, acabei por conseguir o passaporte. A vantagem é enorme, como cidadão espanhol sou bem-vindo em qualquer país do mundo. Estive em 40 países e nunca tive nenhum problema em entrar neles e só em 3 países (Camboja, Vietnam e Índia) eu precisei de visto no resto era dizer “Oi” e entrar.
RPM: Como foi a decisão de trancar a faculdade no Brasil e ir para a Austrália?
Mathias: Ao trancar a faculdade, a minha intenção inicial era de ficar 6 meses na Austrália, o que não seria um grande problema para os meus estudos. Mas 6 meses transformaram-se em 30 e aí tudo mudou. Passa pela cabeça da gente se vale a pena ficar trabalhando em um bar ou restaurante ao invés de terminar a faculdade. Eu, no final das contas, não me arrependi de nada, pois o que eu ganhei nenhuma faculdade vai ser capaz de me ensinar.
RPM: Na Austrália você comprou carro, moto, alugou casa. Até quando vale o investimento?
Mathias: Acho que qualidade de vida é importante e vale a pena gastar mais para ter mais conforto. No entanto depende muito de quanto tempo se irá ficar fora e de quais são os futuros planos.
RPM: Quando falo que comprou carro e moto a galera pode achar que você tinha muita grana. Mas eram carros velhos que não funcionavam mais depois de alguns dias…
Mathias: hahahaha. Bem o carro era velho, mas funcionou a maior parte do tempo e consegui vender com lucro. Já a moto… essa sim, estragou no primeiro dia, não consegui consertar e perdi um bom dinheiro com a venda, mas não me arrependo de nada, acho que se a moto não estraga eu ia me matar dirigindo ela.
RPM: Como rolou para arrumar trabalho na Austrália? Você chegou a trabalhar em outros países?
Mathias: O jeito é tentativa e erro, porém a melhor maneira é através de contatos. Então tentar conhecer a maior quantidade de pessoas e perguntar se sabem de alguem que tem alguma vaga disponível é a maneira mais rápida.Trabalhei também na Inglaterra, mas foi só por duas semanas e quase não ganhei dinheiro.

RPM: Um ano viajando por cerca de 40 países… sozinho! Mas você me dizia que quase nunca estava sozinho. Como foi a relação com as mais diversas culturas?
Mathias: Fui muito sortudo. Só conheci gente fantástica e fiz grandes amigos mesmo que não tenhamos passado muito tempo juntos. Também só fica sozinho quem quer. A maioria das pessoas tem interesse em outras culturas e outros países, então, arranjar companhia pra conversar, tomar uma cerveja ou jogar uma sinuca é relativamente fácil. A relação com outras culturas foi ótimo, principalmente com a cultura asiática, que difere tanto da cultura brasileira. Mas qualquer lugar do mundo tem suas peculiaridades que as fazem únicas e interessantes.
RPM: Quais foram os melhores países e aqueles que você quer voltar?
Mathias: Guardo um carinho especial por Índia, Nepal (onde morei com um nepalês amigo meu por 1 mês), Camboja, Bali, Itália, Grécia, Guatemala, Panamá, Peru, Bolívia e Ilha de Páscoa, no entanto os países que quero ir agora são os que não estive ainda!
RPM: E tinha algum que você se arrependeu de ter ido?
Mathias: Não, não me arrependi de nenhum, mas tem uns que acho que vai demorar para eu voltar. O mais importante é saber o que você quer da viagem. Se a pessoa está interessada em museus e a história e cultura européia, essa pessoa não deve ir para uma praia deserta da Tailândia. Pesquisar antes de viajar é essencial!
RPM: Falta apenas a África de continente para você conhecer. Como estão sendo os preparativos para a viagem no próximo verão? Já tem um itinerário pronto?
Mathias: Ainda estou em fase de pesquisa e tem tanta coisa interessante! Mas em seguida irei decidir e divulgar o itinerário.

RPM: Como tanto material como fotos, vídeos, documentos, lembranças… o que você pretende fazer?
Mathias: Estou começando um blog. O “Esqueci meu Endereço“, onde direi como são os diferentes países pelos olhos de um jovem mochileiro, contando histórias que aconteceram e publicando fotos. Quero também escrever um livro com fotos e experiências para incentivar os mais jovens a viajarem mais. E, se a grana está curta e a Europa é cara, existem um monte de lugares interessantes que não são!
RPM: Depois da volta ao mundo você teve que voltar ao Brasil. Como foi essa readaptação e a decisão de largar a faculdade e partir novamente para tentar a vida na Suécia?
Mathias: Foi difícil retornar ao Brasil e voltar para uma rotina. Minha namorada que é sueca foi morar comigo no Brasil, porém foi difícil para ela se adaptar também. Quanto a faculdade, por mais que faltasse pouco para terminar o curso de Engenharia Mecânica eu já não me via mais como um engenheiro, então era botar a bola pra frente e mudar de rumo!
Agradeço muito ao meu grande amigo Mathias pela colaboração, esperando que comece logo a escrever no blog sobre as suas incríveis viagens! Parceiro você já tem!
Abração e muita paz galera!
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com
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Michel adorei a entrevita. E tb concordo com o Mathias, o melhor lugar pra ir é aquele que não estive ainda!
Obrigada pela mensagem, me motivou muito!
bjs
Valeu Michel!
Foi um prazer fazer a entevista contigo irmão!
Temos boas memórias juntos nessa vida e tenho cereteza que melhores ainda virão…Temos que planejar também uma viagem juntos pra sacudir esse mundo mais um pouco!
Abração!