Pára-raio de maluco
Não posso falar que sempre fui um cara muito normal, mas parece que por toda a vida eu rodei com um jaleco de psicólogo de boteco, atraindo os tipos mais estranhos possíveis!
Pára-raio de doido, de maluco. Como quando trabalhava em um pub na Austrália e acabei ficando amigão de um mendigo (o único que fiquei sabendo que existia por lá!) que ia cantar Pink Floyd todas as quintas no karaokê. Lembro bem de fechar todos os bares da região e ficar cantando com ele na rua até amanhecer no Corso, em Manly Beach. Era um velhinho simpático, barbudo, gente fina. Maluco.
Outra vez que lembro bem, dessa vez em Minas, um doido – bem mais para psicopata, todo ensagüentado – entra no bar que estava tranqüilamente tomando uma e, com tantas mesas, se senta logo na minha. Lógico. O problema é que logo depois entra um policial logo atrás com a arma na mão e finalmente leva o raio, aliás, o doido embora.
Teve trombadinha na paulista que desistiu de roubar meu primo engravatado que dirigia o carro ao me ver sentado no banco do passageiro. Ele disse: esse cara aí é maluco! Bom, não sei até hoje se era um elogio.

Não tem jeito. Sou um pára-raio de doido infalível! Passa um no raio de quilômetros e boom! Lá vai eu falar de coisas insensatas para entrar na mente dele e evitar maiores problemas. Até com aqueles doidos impregnantes eu tenho a maior paciência do mundo!
Morei 5 anos na grande São Paulo e nunca sequer vi um assalto. Aliás, senti várias vezes e “cheiro” do perigo por perto, mas pará-raio tem a missão de diminuir ao máximo o estrago de um raio que cai com toda a sua potência do céu! Era dar um jeitinho e cair fora de mansinho!
Um grande amigo (ele também engravatado) conta que um dia, enquanto comia tranquilamente uns biscoitos esperando um ônibus em Sampa, olha para o lado e um cara pede um biscoito para ele. Na hora ele entrega todo o pacote, na boa, sem exitar. Logo depois o cara agradece e diz para ele baixinho: você é gente fina, não entra no ônibus porque vamos roubar todo mundo que tiver dentro. E ele ficou ali, esperando o próximo ônibus passar. Pequenos gestos evitam grandes problemas.
Caminhavo pelas ruas de pedra de Parati-RJ com meus irmãos e, como sempre, meu irmão (militarzão) brincou comigo ao ver uns hippies sentados no chão: “olha lá teus amigos!” e não é que alguns passos depois encontro os grandes maluco-beleza Mosca e Raulzito, companheiros de algumas cervejas em Minas! Acho que era a primeira vez que ia a Parati, mas foi a última vez que meu irmão brincou assim comigo.

Muita gente na faculdade me conhecia como “Chinela”, talvez fosse porque em 5 anos estudando lá eu tenha usado tênis raríssimas vezes. Não era a coisa mais higiênica do mundo, na poluição de São Paulo, andar sempre com havainas. O pé preto não enganava. Mas eu não estava nem aí! Me sentia na praia, relax. Talvez seja porque, além de pára-raio de maluco, eu seja um deles também.
Maluco do bem, da paz. Um cara que enxerga o desespero nos olhos de quem menos espera. Um psicólogo diplomado nas ruas. Um cara batalhador que não cai por qualquer besteira. Um cara que enfrentou alguns anos de depressão, ouviu os maiores desaforos de pessoas ignorantes que me atacavam pelas costas. Maluco, mas respeitador.
Meus amigos mais “humildes” lá de Minas me chamam de Negão. Talvez seja porque, apesar da cara de gringo, eu seja o exemplo da mistura brasileira. Tento sempre me manter o mais longe possível dos preconceitos, mas sei que serei sempre vizinho aos malucos que me circundam :D
Bom fim de semana galera!
Abração e muita paz!
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com
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Bonito relato Michel! E obrigadão pela dicas fotográficas!
Beijos
Obrigado Paty, às vezes gosto de dar uma “viajada” nos assuntos e provar algo de novo… viagem é bom demais escrever sempre cansa também :)
Beijos e boa sorte com a câmera!!
Michel
Fala ai malucão,não e à toa que você e maluco.As vezes me pergunto por que eu sou assim, talvez eu cai do berço quando era pequeno ou fiquei com trauma da tv que eu quebrei imitando o GIBAN, com uma calça amarela e uma cueca vestida por cima, vei GIBAN era foda.So quero viver a vida na paz,com minha familia, amigos e meu cachorro.Com um sorriso no rosto,sabendo a hora de brincar e ser serio.vou nessa ao som dos malucos, fuiiii;
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Fala GIBAN, malucão é você!! huahahauhhua sempre engraçado e com os comentários mais loucos do mundo!!
Mas é o jeito, vai ver atraí você também com o meu pára-raio!! huahauhuhaa
Essa música é show demais!! Eu ponho música brasileira no trabalho de vez em quando, mas o pessoal infelizmente não curte muito.. azar o deles!! uahahuauhauh
Abração e bom sabadão aeeeee
Valeu, Michel
KKKKKKKKKKKKKK, COMO SEMPRE VERSÁTIL E HILÁRIOOO!!! ADOREI, BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS! ABRAÇÃO!
Versátil e hilário!! Curti demais os adjetivos, é um elogio e tanto :D
Espero que continue sempre curtindo o blog e meus textos loucos :)) e engraçados também, na medida do possível.. huehuehue
Abração e bom fds pra vocês também!!
Michel
Caracas Primo, tú ainda lembra disso!!!!! Ahahahaha, Hilário, bons tempos cara, tempos em que sentavamos somente pra tomar uma ,escrever e contemplar o que estivesse acontecendo em qualquer lugar.
Saudades irmão.
Grande abraço,
Marcelo.
Como que esquece primones, se você foi o maior louco que meu pára-raio já atraiu?? huahuhauhuaaa
Bota bons tempos nisso irmão, mas com certeza ainda teremos muitos outros momentos assim de paz e moderada loucura.. huehuehuehe tomando uma, fazendo um sonzinho e brindando a vida!!
Abração papai do ano!! Saudade gigante!!
Abração eterno parceiro, valeuuu
Primo