Como é bom (!!!) viajar de avião!



Fala galera! Acabei de voltar das férias no Brasil e, consequentemente, viajei muito de avião!

Lugano – Zurique, Zurique – São Paulo, São Paulo – Fortaleza e o mesmo para voltar. É lindo ver o mundo lá de cima, ver pessoas como formigas e cruzar oceanos em apenas algumas horas. Mas, ainda sim, tenho que assumir que sempre tenho um azar desgraçado quando pego avião. Não por turbulências e coisas assim (ainda bem!), mas sempre acontece alguma coisa que não me deixa viajar em paz.

No voo de São Paulo para Zurique, agora no meu retorno, voei sozinho (minha esposa tinha voltado alguns dias antes). Peguei um lugar na janela, tranquilo, achando que fosse viajar com dois bancos só para mim… até que bem na hora do avião sair, um senhor destinto se senta ao meu lado e simplesmente passa quase todas as intermináveis 11:30 de voo exalando gases. Soltando pum! É, peidando! Muito pior do que tortura chinesa!

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A lista de coisas assim é bem grande. A primeira vez que fiz uma viagem longa foi quando fui para os Estados Unidos em 2001. Eu fazia parte de uma excursão, uma galera do Brasil, e sentei numa fileira no meio do avião com mais três pessoas. Duas pessoas da excursão e um mexicano. Foi só partir o voo para esse mexicano começar no whisky! Um, dois, três e assim vai. Para quem não sabe, beber nas alturas não é muito aconselhável. E foi no que deu. Certa altura o cara vira pro lado e “lava” dois bancos, sorte que eu estava sentado na outra ponta! Bom, até onde foi “sorte” não sei, até porque – como não tinham mais lugares disponíveis – acabei dando meu lugar à uma garota da “lavada” e tive que voar muitas horas em pé. Muitas horas mesmo.

Como os bancos dos aviões hoje em dia estão cada vez mais “espaçosos”, coisas como joelhada nas costas são o de menos. Criança chutando o banco então, nem se fala. Mas como consigo sempre superar a média (negativa), uma vez um cara atrás de mim devia ter tomado uns remédios para dormir e estava com espasmos, aí não deu outra – passou o voo todo chutando embaixo do meu banco! Tentei acordar ele algumas vezes, mas nada. Tive que passar algumas boas horas sentado no banco dos comissários de bordo. O gente boa – que deve ter sonhado que jogava futebol – dormiu como uma princesa e só foi acordar quando o avião pousou.

Preste muita atenção ao reservar teu lugar, as saídas de emergência tem mais espaço para as pernas, mas geralmente são muito frias. Além de quase sempre serem perto dos banheiros, o que torna a chance de dormir quase zero. Muito barulho, fedor, luz forte, gente passando o tempo todo do lado, gente ficando em pé  no lugar onde – teoricamente – você poderia esticar as pernas.

A outra dica da escolha do lugar vai depender de você. Se você tem que ir ao banheiro muitas vezes, fique no corredor. Se curtir altura, fique na janela. Se for alto, vai sofrer nas poltronas normais. O pior lugar – em absoluto – é na cadeira do meio do corredor. Na época que eu nem preocupava com essas coisas, acabei pegando um lugar desses, bem no meio de uma fileira de 5 lugares – sem conhecer ninguém. Bem no meio do voo, com a bexiga quase explodindo, todos dormiam. A solução foi me levantar e sair pisando nos apoios de braço até conseguir chegar no corredor. Me senti Tom Cruise em Missão Impossível.

Vi na TV ontem que um jogador famoso vai ter que ficar um mês sem jogar porque levou uma porrada no joelho daqueles carrinhos que carregam bebidas e comidas! Eu odeio – em ônibus também – sentar no corredor por causa disso. Eu já tenho dificuldade para dormir, aí nada pior do que pegar no sono e vir aquele inconveniente e de dar uma bolsada, pernada, ou seja lá o que for. Ou senão o que está na janela te dar aquela cutucadinha porque precisa ir ao banheiro pela vigésima vez. Então melhor na janela mesmo, brigando pelo apoio de braço que fica entre o banco do lado e o teu – outra coisa que o peidorreiro me fazia ficar puto.

A tecnologia faz tanta diferença nos voos também, se tiver um monitorzinho na cadeira da sua frente para assistir filmes ou jogar as horas passam literalmente voando. Como a tendência é sempre os voos low cost (baixo custo), se te derem uma torradinha é já muito – quanto mais monitores exclusivos.

Ler jornal é para um barzinho, com uma taça de café, não para ler no avião ao lado de alguém que você nunca viu. Ainda mais se for de noite, usando a luz de leitura e fazendo um barulhão. Dá vontade de mandar ir ler no banheiro, sentado no vaso – mas de não esquecer de dar descarga antes de se levantar. Aliás, se você nunca voou, não tente fazer isto.

Agora que sou burro-velho nessa área, já levo comigo meu kit. Aquelas almofadas em forma de U para o pescoço, tapador de olhos para bloquear a luz, fones de ouvido especiais que eliminam boa parte do barulho (ou um tapador de ouvido normal), um bom livro e – se for de graça – a cervejinha do avião :)

Também existem outras “cositas” como gente tossindo, bebê chorando, alguém do teu lado ouvindo música muito alta que parece nem estar usando fone de ouvido, alguém puxando papo quando você se pensa em dormir, pessoas com pânico, gente conversando em alta voz, malas extraviadas… e você, o que conta para gente? Participe!

Leia também no blog ‘Eu vou de mochila’, do meu camarada Jonathan, o post (Des)conforto nos aviões!

Grande abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.