Revelação



Uma pergunta altamente filosófica esteve me afligindo esses dias: “para onde vão as fotos, depois de tiradas?”

Claro que esta pergunta vale também para vídeos, ainda mais hoje em dia que praticamente todos têm acesso à maquinas digitais de alta definição e até mesmo às profissionais reflex.

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O ritual de levar o filme para revelar já faz parte do passado remoto da tecnologia. Levando com se, para o lado de lá, vantagens e desvantagens. A tecnologia digital é tão recente, mas parece que sempre fez parte das nossas vidas. Celulares, iPods, videogames. Câmeras de todos os tipos e de todos os lados. Ultimamente até em 3D, acompanhando a moda dos cinemas.

rodandopelomundo_fotos03Poder ver a foto no mesmo momento em que é tirada. Apagar, editar, rodar, cortar… Tantas maravilhas à portada de mão. Sempre com preço melhor. Gigas e mais gigas de memória, megapixels e mais megapixels de definição. As máquinas fotográficas estão ficando como os celulares, tantos nomes bonitos, características técnicas que o vendedor vangloria e que nunca iremos usar. Ou os celulares estão virando câmeras fotográficas?

Bom, o discurso pode ir longe, mas não quero fugir do meu filão filosófico original. Vejo milhares de pessoas fotografando, filmando, registrando os mais variados e impensados momentos e lugares, mas quantos deles realmente irá rever ou revelar as fotos? Ter as fotos no computador para rever uma vez no ano. Com vídeos é pior ainda, muita gente nunca mais assiste. Um desperdício.

Eu, até bem pouco tempo atrás, fazia parte desse grupo de fotógrafos compulsivos que raramente imprimia as fotos. Tudo bem que meu trabalho aqui no blog exige que eu olhe as fotos, selecione, edite e tudo mais, mas de registro mesmo, álbuns aqui em casa – casos raros.

Até que um belo dia resolvi imprimir um monte de fotos em um site aqui da Suíça, obviamente com um preço legal, e fazer um mural (nos lugares mais improváveis da casa) como surpresa para minha esposa. Com nossas viagens, nossas famílias, lembranças e mais lembranças que estavam até então perdidas em alguma pasta com nome estranho no computador.

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Ela ficou emocionada com a surpresa, disse que não se lembrava de muitas das fotos e que fez lembrar de tantas coisas boas que passamos. E eu também, claro. Ainda mais porque para selecionar tive que rever todas as fotos que tínhamos tirado até hoje. Sem brincadeira, só na era “digital”, cerca de 30 mil. 30.000 arquivos de foto e vídeo! Confesso que fui conferir só agora, depois de estar escrevendo o post, mas até eu me assustei.

Quem nasce nos dias de hoje tem a vida registrada praticamente todos os dias, seja uma foto ou um vídeo no celular. Não tem álbum e dinheiro que dê conta, mas é sempre importante deixar um registro. Coisas negativas como te flagrarem em um porre dos bons ou ‘dando pala’ (não sei nem se é assim que se fala mais) são cada vez mais frequentes, indo cair na rede cruel do youtube ou em trocas de MMS(esses).

Para fechar o discurso, editar filmes está cada vez mais fácil e acessível. Programas grátis, tutorias por todos os lados. E nada melhor para lembrar de viagens do que vídeos! Fotos são momentos congelados, mas no vídeo existe a atmosfera do momento, mais sentimento, é bem mais pessoal. Muita gente fica sem jeito quando é de frente à uma câmera, mas para quem gosta, é um prato cheio.

E você, imprimi tuas fotos? Faz álbuns? Filmes? Ou apenas compra sempre mais HDs externos para registrar e fazer backup de tantos arquivos que raramente irá rever? Compartilhe tua experiência com a gente, participe sempre!

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Abraços e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.