Manhê, quero morar fora!



Vontade de morar no exterior, mudar completamente de vida – seja para estudar ou trabalhar – todo mundo tem. Mas será que realmente você daria conta?

Tente responder rapidamente essas perguntas:

– Quantas vezes você arrumou a cama ou trocou a fronha?
– Você já lavou e passou roupa? Sabe como usar uma máquina de lavar?
– Você já fez as compras para a família toda no supermercado?
– Você sabe quanto custa uma compra da semana ou do mês? Um litro de leite?
– Você sabe cozinhar? Fritar um ovo?
– Quanta louça você já lavou na vida? Ou pelo menos passou uma água nos pratos antes de colocar na máquina de lavar?
– Já lavou chão, usou aspirador de pó? Lavou banheiro? Privada?

O que todas essas perguntas têm a ver com morar fora? A não ser que você queira levar a mamãe ou uma doméstica particular na bagagem, bom, você vai ter que fazer tudo isso! Ou pelo menos se revezar com quem dividir a casa/apartamento com você.

E se você respondeu “nem f****** que eu faço essas paradas”, coitado dos teus pais que vão ter que bancar uma casa de família para você. Bom, você muito provavelmente não deve saber como é difícil ganhar e juntar dinheiro.

Não sou o gostosão da bala chita para dar lição de moral. Eu era um cara que falava “nem f******” muito frequentemente antes de sair do Brasil. Nunca tinha arrumado cama, lavado pratos e nem sonhava em lavar banheiro. Eu era “inocentemente” inútil e folgado, como tantos da classe média/alta brasileira. Mas não demorei muito a descobrir que o mundo lá fora está longe de ser perfeito e que ninguém lavaria as minhas cuecas.

Fui literalmente expulso da primeira casa que morei na Austrália. “Folgado” foi o termo usado pelas caras ao pedir que eu arrumasse outro lugar. E não fiquei puto, afinal, eu era. E finalmente percebi que insistir no erro não era a escolha justa.

Na época da faculdade, antes de morar fora, passei por várias repúblicas no Brasil. Geralmente tínhamos faxineiras que vinham limpar a bagunça geral, mas quando não rolava, meu quarto era um lixo. É, hoje não me orgulho. Sem falar na casa, eu não fazia praticamente nada pra ajudar. Só cerveja que não faltava nunca.

Morar fora tem que significar antes de tudo amadurecer, aprender a ser independente, a se virar sozinho. Eu ralei muito, tomei muita “porrada” da vida, mas abri os olhos.

Aprendi que dividir as tarefas, com cada um fazendo a sua parte, é melhor pra todo mundo. Aprendi que ao ficar de favor na casa de alguém, o mínimo é dar uma mão com a limpeza e pagar as compras. Fazer sem ninguém pedir.

Meu primeiro emprego morando fora foi ajudante de cozinha. Logo eu que nunca tinha chegado perto de uma pia. Tudo por dinheiro? Grana é importante, mas a lição acaba sendo muito maior. Tanto que quando voltei ao Brasil ajudei a minha empregada a lavar uma pilha de pratos. Uns dias depois limpei sozinho toda bagunça de um churrasco com um monte de amigos, o dono do sítio deve achar até hoje que sou o cara mais responsável do mundo…

Lavar prato na Austrália por mínimo 10 dólares/hora é uma coisa, mas quase sempre eu pensava em quem lavava prato no Brasil por alguns míseros reais – e são as pessoas que a grande maioria menospreza.

Eu, apesar de preguiçoso, sempre respeitei e fiz amizade com gente de todos os níveis (odeio esta palavra) sociais. Ponto pra mim. Sempre respeitei culturas diversas – mais um ponto importante. Ponto a menos foi nunca ter me dedicado muito a estudar outras línguas (no caso, inglês).

Tem gente que nunca estudou no Brasil e acha que vai aprender por osmose ao chegar no destino. A queda pode ser MUITO maior. Prepare-se, pelo menos o mínimo necessário para a sobrevivência, porque além das dificuldades normais, vai ser muito chato depender dos outros pra tudo. Ou – como acontece muito – andar só com brasileiros e não aprender nada no fim das contas.

E aí, pronto para encarar o desafio? Ou a moleza da casa da mamãe é muito melhor? Acorda aí, cedo ou tarde chega a hora de desmamar!

Abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.
  • Grande post! Eu senti a mesma coisa. Foi só quando sai do Brasil que percebi o que era ter uma vida independente. Na Índia, fazia minha comida, comprava minhas coisas, ajudava a limpar a casa e lavava ( na mão mesmo) minhas roupas. Voltei para o Brasil, para a casa dos meus pais, e não é que lá tinha gente para fazer isso tudo para mim? Fiquei 3 meses e me mudei – não aceitava não assumir minha própria vida mais. Morar foro é uma experiência fantástica, independente do país exatamente por isso: o crescimento pessoal que vem junto com a vida no exterior.

    • Grande irmão, sempre irado ter você dando um pulo aqui no blog!

      Muito legal saber que você curtiu o post, muitas vezes a adaptação em uma nova vida é realmente complicada! Mas acho que é um dos sentidos de morar fora, né? Aprender a se tornar independente e se virar em todos sentidos! E boa parte de quem vai, assim como nós, acaba percebendo que a mamata da casa da mãe pode ficar pra trás.

      Abração e muita paz, Michel

  • Celeste Boiteux

    Olá! Gostei muito do post, realmente quando se mora for a a gente precisa estar aberto a aprender e aceitar a cultura deles , embora algumas vezes não seja muito fácil né?
    Há um ano, eu participei de um intercâmbio um pouquinho diferente, era um programa de trabalho voluntário onde você escolhe o país para o qual deseja ir e trabalha atuando em comunidades ou em uma causa especifica.
    Eu fui para a Guatemala, foi uma ótima experiência e quero repetir em breve :)

  • Excelente post! Muitas vezes queremos nos aventurar sem ao menos tentar fazer alguma coisa em casa!
    Ano passado estive na Europa, como voluntária, e gente, como esses pequenos detalhes, fazem toda a diferença na hora de ficar por conta própria! Estou contando minhas aventuras vividas por lá, aos poucos, no meu blog (www.kiwivoluntarionaeuropa.com.br)!

    Muito bacana seu site! Continue assim! :)

    • Oi Helen, tudo bem? Obrigado pela mensagem! Voluntariado é sempre algo muito digno e muitas pessoas gostariam de fazer, mas não sabem os passos. Vou acompanhar teu trabalho! Obrigado pelo elogio e espero rever você mais vezes por aqui! Abraço e paz, Michel

  • De uma maneira ou de outra, a gente acaba aprendendo alguma coisa. Como santo de casa não faz milagre, tem gente que prefere apanhar da vida pra dizer que aprendeu.
    Sempre fui organizado, gosto de cozinha e não me importo de ter que lavar o banheiro. Só está faltando agora acabar a pós, desgrudar do trabalho e vazar pra Austrália, de preferência onde não tenha tantos brasileiros ( Adelaide? :D )

    • Boa LiCo! Realmente acaba indo de cada um aprender e a assumir as responsabilidades! Desse jeito você vai ter muito menos chance de ter problemas de adaptar em um outro lugar!
      Austrália está sendo tomada por brasileiros, difícil achar uma cidade com poucos brasucas.. Adelaide pode ser uma boa, mas acho que depende de cada um evitar o contato! Até mesmo porque em uma situação mais grave ou complicada ter amigos brasucas por perto é sempre importante!
      Abração e valeu pela mensagem! Michel

  • Eloisa Pessoa

    Fala Michel!

    Post MARA!

    Eu, morando em outro estado, a 500km de casa, já sofro…imagina fora do país, com costumes e lingua diferentes?!?!…Fora a saudade de casa, né! =P

    Eu era como vc tbm antes de morar fora…folgada até mandar parar…o maximo que eu cozinhava era um miojo e lavar louça era lenda…agora, se eu não faço, começo a viver num chiqueiro! rsrsrs

    Parabéns pelo post! Adorei mesmo!

    Beijoss

    @_eloisapessoa

    • Oi Elo! Que bom que curtiu o post, fico feliz de te ver por aqui!
      Realmente o Brasil é tão grande que mudanças de estado ou cidade podem significar um grande aprendizado!
      Eu também morei fora durante a faculdade, mas acabei não aprendendo quase nada, juntava uma bolsona de roupa suja e levava pra minha mãe lavar no fim de semana! Coitada.. hauuhauhauha
      Bjo e bom fds! Michel

  • Leonardo César

    Muito legal o texto…
    to me preparando, trabalhando, estudando, juntano grana, pra ir pra australia no meio do ano que vem.

    Valeu pelas dicas.
    concerteza deve valer a pena… ^^

    • Boa cara, Austrália é sempre uma ótima pedida! Estuda bastante e se prepare, porque é uma mudança e tanto! Valeu pela mensagem, abraço e sucesso! Michel

  • Adorei o post! Realmente, perguntas que devemos responder a nós mesmos! caso não saibamos… acho que devemos avaliar bem a nossa vida…. Ou então ser milionário! lol D

    • Valeu pela mensagem! Geralmente os milionários também deve batalhar pelas coisas mais simples, aqueles que nascem em berço de ouro geralmente perdem tudo exatamente por não valorizar os detalhes da vida! Abraço e paz, Michel

  • Legal seu post. Eu devo ser muito diferente mesmo, porque não tenho a menor vontade de morar fora do Brasil, na verdade, nem do Rio de Janeiro!Adoro viajar, mas com a certeza de que só tô passeando e que vou voltar pro meu lar logo. Mas minha mãe nunca me deu moleza! Adolescente, ela já me botava pra lavar louça, fogão e banheiro! Qdo fui morar sozinha na época da facul já sabia fazer tudo. Nem foi traumático. rsrsrs

    • Oi Lu!!
      Eu também não trocaria o Rio por outra cidade não.. mas infelizmente só nasci, mas não cresci aí.. aí acabei criando asas e ganhando o mundo!! Meu irmão mora aí e dá sempre uma inveja boa! Como falou bem a Tatá Gastão, aí parece férias o ano todo!! Vamos ver se marcamos um encontro qdo formos praí!!
      Saber fazer tudo é moleza, mandou bem demais! Vai muito da educação e criação também!!
      Bjo e bom fds!!
      Michel

  • Fala Michel…
    Excelente o post. Hoje moro sozinho, e percebo o quanto dessas coisas que você citou eu não sabia fazer!!!
    Ainda tô aprendendo! Aliás, esse é o grande barato!! Nunca deixar de aprender…
    Abraços.

    • Grande Fabio, tudo bem??
      Morar sozinho é ainda mais difícil.. eu ainda divido com a minha esposa, mas tenho que assumir que as vezes bate uma preguiça violenta de fazer uma faxina em casa! Aliás, hj é dia de faxina aqui, quero nem ver.. hauuhahuauhauh
      Mas o consolo é que morar sozinho as vezes é muito melhor do que dividir casa com alguém que não faz nada e suja tudo!
      Abraços e bom fds!
      Michel

  • Muito bom esse seu post, Michel!
    Realmente não é fácil se acostumar a morar sozinho, mas se tem que fazer as atividades de casa, tem que fazer e pronto. Aprender na marra! haha

    • Legal que gostou do post!
      Eu seu como como é por ter vivido na pele todas dificuldades!! Deixar a mordomia da mamãe não é fácil!! E serve tb pra reconhecer muitas coisas que achamos que são simples de fazer!
      Bom fds! PAZ!
      Michel

  • Olá Michel
    Mais um post excelente. Depois de lê-lo fiquei pensando que mãe excelente eu e meus 3 irmãos tivemos. Desde muito pequenos tínhamos diversas obrigações. Todas sexta-feiras, já sabíamos, ao chegar a casa da escola, guardávamos as mochilas e nos juntávamos à faxina do piso ao teto! Não éramos obrigados, mas se quiséssemos dinheiro para o fim de semana ou mesmo uma roupa nova, tênis, tínhamos que ajudar e sempre éramos recompensados. Cada um escolhia um cômodo da casa e ela vinha conferir depois se estava perfeito ou não. Se fosse aprovado, “ganhávamos” outro cômodo e o trabalho se estendia até a noite.
    Inúmeras vezes encerei uma grande varanda de piso vermelho de joelhos e dava o polimento com “escovão” e blusas velhas de lã. Aos 12 anos todos já sabíamos cozinhar, fazer arroz, café, fritar um ovo, etc. Ela sempre dizia “um dia vocês irão precisar fazer isso sozinhos e não irão depender de ninguém”. Ela estava certa. Todo esse aprendizado desenvolveu em nós um tremendo gosto por limpeza e organização que se estendeu em nossas vidas profissionais. Quando parentes vinham a nossa casa e ficavam impressionados com a limpeza e organização ela dava o crédito a nós e ficávamos muito orgulhosos do nosso trabalho. Nossos quartos eram exemplares e não tínhamos a “opção” de não arrumarmos a cama. Aos 14 anos, ela teve que ir trabalhar fora e cuidávamos de nossos irmãos menores de 6 e 5 anos. Tínhamos que dar banho, trocar, arrumar pra escola, levar e buscar. Presentes de Natal, aniversário, dia das crianças só recebíamos e “merecêssemos”. Mesmo em épocas mais abonadas quando tínhamos empregada, mesmo assim tínhamos obrigações.
    Agradeço pelo post que fez-me relembrar de toda essa infância maravilhosa que tivemos e do pulso firme e amoroso de minha mãe que nos ensinou o mundo enquanto ainda éramos bem pequenos.
    Valeu Michel!
    Abs

    • Grande Renato, não canso de falar que foi sensacional teu comentário cara! Uma aula pra muita gente hoje em dia que acha que sabe tudo de educação!
      Com certeza vai ser pra mim, quando chegar a minha hora de ter filhos.. não quero cometer o mesmo “erro” que meus pais cometeram ao me acostumar bem demais!
      Abração e muita paz!
      Michel

  • Muito bom!!!
    Nos faz pensar em diferentes pontos…
    Nunca morei fora, mas sem dúvidas o choque de realidade deve ser incrível em todos os sentidos!

    • Oi Natália!
      O choque é incrível mesmo, aí a reação depende de cada um.. o problema é quem não sabe de tudo isso antes de partir e imagina um mundo perfeito!
      Abração, Michel

  • Michel,
    Em primeiro lugar quero te parabenizar pelo novo formato do blog da Fê. Ficou muito legal.

    Estive em Bruges na semana passada. Que coincidência. Vou escrever um post para publicar na próxima semana (se der tempo).
    Dá um pulo lá para ver minha impressão sobre a cidade.
    http://www.viajarpelomundo.com
    Vou adicionar seu blog no meu blogroll. OK?
    Claudia

    • Oi Claudia,
      Não fiz muito no blog da Fê, foi só o logo mesmo! :) Se precisar de alguma coisa é só avisar!
      Fico aguardando pelo post de brugges, vai ser mesmo interessante ver duas viagens diferentes no mesmo lugar! :D
      Abraços e muita paz,
      Michel

  • Bacana, hehehe! O formulário já vem preenchido com meus dados, hehehe! Michel, nunca tive essa oportunidade de morar no exterior, mas morei fora de casa durante parte da faculdade e tive que ralar. No começo eu era o lavador de pratos da casa, coisa que eu odeio até hoje. Depois dei um jeito de aprender a cozinhar e ganhei novo status no grupo. Depois de uns seis meses morando sozinho eu descobri que tinha que trocar e lavar os lençois da cama, hahaha!!! Lista de supermercado, lavar banheiro, varrer a casa e deixar tudo nos lugares! Foram bons aprendizados que eu carreguei na minha bagagem! Muito bom o post. Abração, cara!

    • Grande Evandro!
      Eu também não fazia nada cara, até porque nem sabia que deveria ser feito e muito menos como fazer! uhauhauhahuhua mas de tanto bater a cabeça no muro a gente acaba aprendendo!
      Hoje em dia minha esposa reclama que não lavo mais a louça como fazia antes, querendo ou não a gente dá uma acomodada :)
      Abração e paz! Michel

  • Vanessa gonçalves

    Bom estou com muitos problemas aqui no Brsil gostaria muito de trabalhar fora de qualquer coisa não ligo pra função e sim para o salário e também não me importo em trabalhar muito sou esteticista e se alguém puder me ajudar como ir ficaria eternamente agradecida meu telefone é 25117018 só preciso de uma oportunidade!!

    • Oi Vanessa,
      Procure uma agência especializada em intercâmbio, infelizmente não posso te ajudar.
      Abraços e boa sorte,
      Michel

  • Adorei o texto! Qdo minha filha me falou isso, 15 anos atrás, fiquei em choque, chorei, pedi pra que ela estudasse antes… mas ela foi! Era folgada em casa… Não colocava a louça na lavadora, lá (na Itália)tinha de lavar pratos e recolher mesas em restaurantes! Hehe! Agora já é casada com um Italiano e me deu uma linda netinha! O que me obrigou a estudar italiano! E sua casa é super organizada! O mundo ensina! Agora to segurando o meu filho com as duas mãos pra ele não ir…pra Londres! Mas se ele quiser ir… iremos!

    • Oi Beta! Tenho uma história muito parecida com a da tua filha e legal que minha mãe também está estudando italiano para poder falar com a família da minha esposa! :D
      É, quando aprendemos a voar, é difícil segurar.. “cortar as asas” pode ser um grande erro!
      Mas legal que você está consciente de tudo!!
      Abraços e muita paz, Michel

  • viviane velez

    A maior experiencia de uma vida expatriada é sem dúvida o crescimento interior. Trata-se de algo que tem que partir de vc mesmo, afinal,nao existe moleza, e a maior dureza sem dúvida é n ter as mordomias e regalias que temos na casinha da mamae, ficar longe de quem amamos e n estar junto com essas pessoas nas datas especiais tbm é péssimo, mais afinal, se alguém quer crescer e aprender a se virar fora do país, n tem escola melhor. Coraçaozinho está apertado e em contagem regressiva para retomar a uma experiencia que tive e que agora será definitiva, mas como disse, eu quero e escolhi isso, assim n posso reclamar, tenho mais que ver sempre o lado colorido e bonito das coisas e acontecimentos. Abraçao Michel e tenho algo aqui p te enviar!

    • Viviz! A mais pura verdade esse lance de ficar longe de quem amamos! A falta dos amigos de verdade, da família, dos amigos de infância.. chegar em um lugar que ninguém te conhece.. foda!! Mas somos brasileiros, damos jeitinho pra tudo! :D
      Bjo e paz, Michel

  • É isso ai Michel… kkkk, é bem por ai mesmo!
    Nunca precisei fazer isso, mas estou completamente ciente que morar fora é dar a cara a tapa! hehehehe!
    Então, BORA PRO DESAFIO!!!
    Abraços

    • Isso aí cara, coragem que o resto vem atrás!!!
      Importante é não desistir.. tomar porrada de vez em quando faz bem!! :D
      Abração! Michel

  • Bacana seu post…realmente nao temos noção de como a vida fora do Brasil é diferente…até que nos vemos nesta situação.
    A experiência é muito legal porém tem um monte de coisas q pesam…e a lingua com certeza é um peso muito importante.
    Parabéns!!!

    • Verdade Vivian, a língua é um fator fundamental que pode ajudar muito ou simplesmente destruir uma viagem!
      Legal que curtiu o texto, boa semana e muita paz!
      Michel

  • Adorei o texto! E esse é só um dos apectos que tem que levar em consideração. É muito legal sair por ai, mas acho que muito mais do q festa e curtição, a melhor coisa de sair de casa, viajar, é o amadurecimento mesmo…Pq quanto maior a liberdade, maiores são as responsabilidades…não tem jeito! E isso é muito legal!

    • Oi Guta!
      Achei muito legal mesmo a frase “quanto maior a liberdade, maiores são as responsabilidades!”, é exatamente este o ponto crucial do discurso!
      Muita gente não vê a hora de se livrar dos pais, pra poder curtir indo e voltando a hora que quiser, mas só depois percebem que a papel dos pais é muito mais do que só controlar e reclamar.
      Abraços e muita paz!
      Michel

  • É isso aí, Michel! Também me considerava folgado, ainda tenho muito que melhorar, mas to aprendendo cada dia mais. E por querer aprender mais é que estou aí na luta de ficar um tempo mais longo fora, esquema facul, quebrado e tendo que fazer tudo. O aprendizado é massa!

    Abraço

    • É maluco, importante é saber aceitar que temos defeitos e querer evoluir sempre!! Não é fácil mudar de atitude de um dia pro outro, mas devagarzinho chegamos lá!!
      Abraços e paz, Michel

  • Fala Michel
    Po adorei seu tópico!
    Estou nessa busca de morar fora a um tempo, mas é necessário mto mais dinheiro do que eu pensava!
    Acho que vai ser bom, um novo desafio, já passei um qd vim morar em Vitória e esse será um ainda maior!
    Ainda estou na correria!
    Valeu!!!
    bjo
    Jaque

    • É verdade Jaque, morar fora não é só fora do país.. mudar de cidade ou até mesmo ir morar sozinho em outra casa já é uma mudança e tanto!!
      Vai juntando uma graninha aí então pra se jogar no mundo!! Estou sempre acompanhando teu trabalho e todas as novidades!
      Abraços e paz, Michel

  • Oi Michel !!!

    O texto tá excelente !

    Sem dúvida, a maior experiência de viver sozinho em outro país traz benefícios ‘interiores’ que ningém tira de você. Fazer um intercâmbio é uma grande escola ! Nada como se tornar uma pessoa melhor, cortando o cordão umbilical e aprendendo e a se virar sozinho!

    Abração !

    Obs: O blog está cada vez melhor ;)

    • Oi Cristiana!
      Que bom que curtiu o texto e está curtindo meu trabalho aqui no blog! Fico feliz demais, ainda mais você sendo uma especialista no assunto! :D
      Estou sempre recomendando o trabalho de vocês também pra galera que quer saber sobre intercâmbio pra down under!!
      Cheers!! Michel

  • Muito legal seu texto… especialmente para o pessoal que ainda não saiu da barra da saia da mãe no Brasil.
    Eu mudei para o Canada como expatriada há 10 anos e ralei bastante! Hoje acho normal lavar as roupas, passar, limpar e afins… de uns anos para cá a coisa melhorou e a gente tem uma faxineira que vai toda semana noa ajudar, mas mesmo assim não é para esperar AQUELA faxina, é só a limpezinha da semana que vc não quer fazer (e paga-se caro por isso).
    O pessoal tem mesmo é que ir viajar, aproveitar, trablhar e se divertir… e esse aprendizado, que nós brasileiros da classe média demora tanto a aprender, aqui, todo mundo trabalha desde cedo e já dá valor para a grana!
    Hoje estou na Australia (a trabalho de novo!)… diferente da vida estudante, mas muito bacana também!
    Amanhã é Australia Day!!!
    Abs,
    PS: Um dia eu tenho um template lindão como esse seu ehehehe…

    • Oi Mirella! Realmente você conhece bem essa outra realidade da qual quase ninguém fala.. tanto que na Austrália muitas faxineiras são brasileiras.. é um trabalho relativamente bem remunerado, e feito por muitas garotas que no Brasil eram “madames” :D

      Como comentei no teu blog, sinto uma saudade incrível da Austrália!! Aí é um país irado e vale todo perrengue de ter que se virar sozinho!!

      Abraços e muita paz! Cheers!!!
      Michel

  • Bia

    Michel, texto muito bom!
    E eu assino embaixo, pq tb tomei muita porrada (e ainda estou tomando) morando fora. tem coisas quem a gente só aprende/vive quando sai da barra da saia da mãe!

    bjs

    • Oi Bia! É verdade, tem muita coisa mesmo que só aprendemos ao morar fora!!

      Como falei no post, eu não fazia NADA, mas agora aqui na Suíça ninguém faz nada por você! Então o bicho pega.. mas no fim das contas é gratificante!!

      Abraços e muita paz, Michel

  • Diz muito seu texto, é bom demais morar sozinho e se perceber com os outros, o Brasil com outros olhos, enfim.

    Eh um crescimento exponencial.
    E concordo contigo 100% sobre a questao do ingles. Se tu nao fala mermao, ta f*****.

    • Verdade cara.. não só inglês, mas qualquer outra língua! Aqui na Suíça é ainda mais foda, porque falam um monte de línguas.. hauauhuhauhauh até a galera que nasce aqui muitas vezes não consegue se comunicar entre eles.. e o país é um ovo de pequeno!!

      Valeu pelo comentário, e vamos seguindo aprendendo com as aventuras e desaventuras da vida fora do ninho! :D

      Abração e bom domingão, Michel