Trekking no Monte Bar | Lugano – Suíça



Um amigo aqui de Lugano me liga sexta por volta das 9 da noite perguntando o que eu faria sábado de manhã e dizendo que se tivesse afim passaria para me pegar para encarar um trekking. Aceitei, até porque a previsão era de tempo bom, mas no topo da montanha poderíamos pegar temperatura negativa. Além disso o nome do nosso destino era bem sugestivo: Monte Bar!

Ajeitei minhas coisas e na manhã seguinte acordei com o tempo muito nublado, sem sinal de sol. Mesmo meio desanimado (duas semanas antes havíamos feito um passeio parecido e tivemos que voltar pra casa bem mais cedo por causa da chuva) partimos de carro, estacionando um pouco depois do município de Bidogno (ponto 1).

O desanimo já havia se transformado em expectativa durante o percurso de carro (mais ou menos meia hora, partindo do centro de Lugano), já que havíamos passado pelo nível das nuvens e ficamos literalmente acima delas – e com um belíssimo sol de brinde. Um contraste incrível que me hipnotizou. Meu amigo, que já visitou quase todos os picos da região e pegou todos tipos de clima, me falou que tivemos muita sorte. Ele também é apaixonado por fotografia e sabia que esse cenário de filme renderia belas fotos. Melhor assim!

Começamos a subida por uma estradinha asfaltada muito boa, o meu amigo me explicou que eles investem na infraestrutura dessas estradas por vários motivos, entre eles para facilitar a chegada dos bombeiros em caso de queimadas e permitir um controle de desmoronamentos (muitas áreas estão sendo reflorestadas) e da fauna/flora. O caminho é tão bom que no verão/primavera muitas famílias sobem com crianças e carrinhos de bebê. No inverno, mesmo que não exista uma estação de esqui, algumas pessoas se aventuram – mas todo cuidado é pouco, já que no inverno passado um homem morreu por causa de uma avalanche.

Como queríamos aventura, a moleza do asfalto não durou muito e logo começamos a cortar caminho pelas trilhas, que são bem cuidadas e sinalizadas. Meu amigo conhecia outros atalhos fora das trilhas oficiais e foi guiando a gente até o ponto 2 (mais ou menos 2 horas de caminhada). Se a paisagem já era incrível com a vista de 180 graus ao sul, ao chegarmos no ponto 2 melhorou ainda mais, vendo toda a cadeia de montanhas nevadas ao norte.

Curtindo o visual, achei que já faltasse pouco para o topo da montanha. Realmente faltava, mas a inclinação aumentou e tivemos que fazer um esforço final para podermos chegar ao ponto 3. A antena representa o ponto mais alto (1814m de altitude) e divide o Monte Bar do Monte Gazzirola, e lá sim tivemos uma vista panorâmica de 360 graus, vendo os Alpes e inclusive uma parte da Itália.

Na região existem montanhas com mais de 4 mil metros de altura, mas com o meu preparo físico de jogador de baralho aposentado, sabia que seria melhor começar devagar nesses novos desafios.

As nuvens baixas davam o tom ao espetáculo de cores e luzes, mas escondiam o Lago de Lugano e algumas outras montanhas mais baixas. Muitas pessoas dizem que Lugano é muito parecida com o Rio de Janeiro, mas terei que voltar outra vez em um dia ensolarado para registrar a “cidade maravilhosa” suíça do alto!

Ainda no topo da montanha resolvi rodar um pouco para fotografar e acabei encontrando um grupo grande de cabras que curtiam um banho de sol. Nem a temperatura negativa e o vento forte diminuíram o êxtase do momento! A primeira vez no topo de uma montanha suíça ninguém esquece! ;) E uma coisa muito doida é que se tivesse ficado casa o dia teria sido nublado e sem sol, já que moro embaixo do mar de nuvens das fotos!

Agora em descida, seguimos o passeio em direção ao abrigo de montanha / restaurante no ponto 4 (1600 m de altitude). Um pequeno oásis, onde ciclistas (cruzamos com muitos deles pelo caminho) e outros aventureiros podem relaxar com um café quentinho, boa comida e uma vista de tirar (ou seria recuperar?) o fôlego. O lugarzinho aconchegante fica aberto o ano todo, inclusive no inverno. Se alguém quiser conhecer, basta acessar o site da Capanna Monte Bar (www.capannamontebar.ch).

Com a barriga cheia e mais algumas dezenas de fotos, continuamos a descida até o carro. Já estava aceitando que esse belo passeio tivesse acabado quando meu amigo me avisou que ainda tinha uma última surpresa. Passando por uma pequena trilha dei de cara com um lugarzinho chamado “Motto della Croce” (Lema da Cruz, ponto 5), uma grande cruz de uns 7 metros de altura, de onde o visual mais uma vez era encantador. Uma paisagem quase bíblica para fechar com chave de ouro essa nossa aventura.

Mesmo com o inverno se aproximando, quero – e vou – aproveitar mais essa região incrível! Comente, diga o que achou dessa aventura e me ajude a juntar forças e disposição para encarar muitas outras e compartilhar tudo aqui com vocês!

Para conhecer mais a Suíça não deixe de conferir a nossa coletânea de posts, lá você encontra dicas e informações importantes sobre o país, o que pode ajudar no planejamento da sua viagem. Já tem um roteiro, mas ainda não sabe onde ficar? A utilização de um comparador online pode te ajudar a encontrar os melhores hotéis na Suíça a preços acessíveis, o site que recomendo é o www.trivago.com.br.

Grande abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Curta e siga:

Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.