Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2)



Existem posts despretensiosos que acabam “ganhando vida” e fico feliz de ter sido o caso do “Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras“. Foi muito legal compartilhar experiências de convidados especiais e acabei recebendo outros depoimentos, então decidi compartilhar mais perrengues e coisas inusitadas durante o aprendizado de novas línguas.

Como havia falado, moro em um país com 4 línguas oficias (Suíça) e estou sempre com pessoas que falam os mais diversos idiomas. Acho chato quando não consigo entender, mas é um incentivo para continuar aprendendo sempre! Nessa segunda parte são citadas línguas famosas como inglês, espanhol, alemão e italiano, mas também de línguas inusitadas como hinglish e suíço-alemão. Agradeço a participação e convido você a deixar um comentário contando a tua experiência pessoal – já que o sistema de aprendizado pode ser parecido, mas cada um reage e absorve de um modo diverso. Here we go:

HOLANDÊS: Os holandeses fazem questão que você fale a língua deles caso você decida deixar a turma dos turistas e resolva se misturar com os nativos na muvuca de bicicletas de uma maneira um pouco mais permanente. Pra alguns candidatos a holandeses honorários é exigida uma prova e/ou um curso pra demonstrar/adquirir o domínio do idioma ao ponto de poder dizer “holandês não é só alemão com algumas palavras roubadas do francês e do inglês, é uma língua totalmente diferente” com a cara limpa, sem rir e acreditando. Mas o engraçado (ou trágico) é que essa questão toda de que os novos companheiros de ciclovia aprendam o linguajar local é acompanhada de uma estranha recusa de falar o linguajar local com os novos companheiros de ciclovia. É assim, eles acham uma gracinha se você é turista e está fazendo um esforço, aprendeu a dizer “dank u wel” e “goedemorgen”. Agora, se eles notam que você não é holandês, já viram pro inglês. E desenvolver a cara de pau de insistir no holandês quando eles te olham com uma cara de “que língua você está tentando falar?’ (“a sua, a SUA!), é um dos principais desafios – e um dos mais importantes para poder aprender a língua. Porque no fim, língua, como qualquer coisa, se aprende errando.
Daniel Duclos | @ducsamsterdam | Ducs Amsterdam ]

INGLÊS (HINGLISH*): Eu fiz um curso intensivo de inglês antes de partir para meu intercâmbio. Mais: eu, que nunca fui muito bom em dominar novos idiomas, já dava aulas básicas de inglês no tal curso, pouco antes de pegar meu certificado. Isso significa que eu entrei no avião achando que seria simples passar seis meses me comunicando em outro idioma o que, óbvio, não foi. É que eu fui viver na Índia, país onde o inglês não é a língua principal – esse é o papel do hindi. O idioma dos colonizadores é só mais um no meio das dezenas que existem por lá. No meio de uma verdadeira Torre de Babel, é claro que o inglês não é igual ao que é falado na terra da Rainha. Palavras, sotaques, pronúncias são diferentes no inglês indiano, a ponto de ter gente que chama essa língua por outro nome: *hinglish, mistura de hindi com english. Sério, pode procurar que tem até verbete na Wikipédia provando que o hinglish existe. Aprender alguma coisa de hinglish não foi apenas uma experiência divertida, mas necessária para a sobrevivência. Só assim era possível comprar produtos nas feiras, pegar tuk-tuks para voltar para casa depois do trabalho e, o mais importante, me comunicar no tal do trabalho. E olha que a língua oficial na empresa nem era hindi, mas punjabi. Um dos meus chefes, inclusive, não falava hindi, só arranhava o inglês e tinha como língua nativa o punjabi. E no meio disso tudo ainda estavam outros estrangeiros, já que lá também trabalhavam uma americana, uma húngara, uma russa e vários brasileiros, afinal todo mundo sabe que brazuca atrai mais brazuca. Muitas vezes eu não entendia o que falavam comigo. Meu consolo é que eu tenho certeza que eles também não faziam ideia do que dizia, em hinglish ou em inglês mesmo.
Rafael Sette Camara | @360meridianos | 360meridianos ]

ITALIANO/INGLÊS: Eu sempre fui apaixonada por línguas. Desde criança, prestava atenção em legendas de filme, em músicas, em tudo o que era em inglês. Tentava imitar os sons e aprender sozinha. Acho que essa paixão foi o que me fez começar a gostar tanto de viajar! Hoje, quando viajo, é a mesma coisa. Fico tentando aprender palavras novas e me comunicar na língua local! E eu descobri que tenho muita facilidade em pegar o sotaque dos lugares. Isso é bom e ruim para aprender uma língua nova! Bom porque quem escuta tem a sensação que eu falo bem porque parece com o que eles estão acostumados. Ruim, porque as vezes eu faço vários erros de gramática, mas eu não percebo porque fica “escondido” atrás do bom sotaque!
Eu estudei italiano muitos anos da minha vida e, em 2004, morei na Milão com duas italianas da Sicília. Foram elas que me ensinaram a falar italiano bem. Alguns anos depois, já no Brasil, conheci dois italianos e sempre que eu conversava com eles, percebia que eles se olhavam com uma cara estranha. Um dia perguntei se era porque eu falava mal italiano, e eles falaram que na verdade eu falava algumas palavras de um dialeto da Sicília e com um sotaque muito forte! Foi ai que percebi que sem querer, eu estava “imitando” o jeito de falar das minhas amigas!
[ Dri Lima | @DicadaDri | Dica da Dri ]

ALEMÃO: Já li em algum lugar que uma vida não é suficiente para aprendermos verdadeiramente o alemão. Não concordo inteiramente com isso, mas o fato é que o idioma requer muito estudo, dedicação e paciência! Cheguei à Alemanha em 2010 só com o nível básico. Nos primeiros dias tinha uma confiança surpreendente, falava com os vendedores, comprava as coisas e me virava sozinha. Depois, vi que não seria tão fácil. Tinha três meses para ser aprovada na proficiência de nível intermediário, exigência do mestrado que ia fazer. Fiz um curso intensivo aqui na Alemanha, estudava 10 horas por dia e passei. Na época, achei que tudo seria naquele ritmo crescente de aprendizado que vinha alcançando. Mas chegar a um nível avançado é muito mais difícil, nem sei mensurar, pois ainda não estou lá. O alemão não é daquela língua que basta ouvir sempre ou morar no país que você aprende perfeitamente. Quando não tinha tempo para estudar – por causa das aulas do mestrado, em inglês – meu alemão despencava muitos degraus. Eu vivia na Alemanha, mas também precisava ter tempo de estudar todos os dias. Agora, já com o mestrado terminado, voltei aos meus estudos diários e encontro mais segurança a cada dia. Ainda não trabalho, este é o meu próximo desafio. É gratificante quando elogiam a minha desenvoltura, mas é igualmente desanimador quando cometo um erro bobo. E os erros acontecem com maior frequência que os elogios, infelizmente. Mas gosto do idioma alemão, é uma língua lógica e desafiadora. Acho sinceramente que, para atingirmos a fluência, devemos estudar para sempre. É muito agradável ver os nossos avanços, dá uma energia extra para continuar! Não busco, contudo, a perfeição. Reconheço as minhas fraquezas no sotaque, por exemplo! Desejo que um dia eu consiga me expressar completamente, este é o meu objetivo.
Giselle Gurgel | @fraugurgel | Frau Gurgel ]

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INGLÊS: Aprender a falar inglês é algo que muitos têm como objetivo, mas aqueles que vão em busca de uma profunda imersão no idioma, em um país onde essa seja a primeira língua, logo percebem que o investimento terá retorno certo. A minha experiência por 3 meses na Nova Zelândia (2008) e agora 2 anos de Austrália (2011 – 2013) estão fazendo e sempre farão uma grande diferença na minha vida. Assim como muitos brasileiros, quando cheguei aqui em Sydney, em fevereiro de 2011, pensei que sabia falar inglês, só porque fiz um curso de 1 ano no Brasil e passei uma temporada de 3 meses na Nova Zelândia, achava que chegaria aqui “abafando”. Logo percebi o quão enganado eu estava. Percebi que falar inglês é muito mais do que dominar um pouco de gramática e ter um certo vocabulário. Percebi que não é apenas falar um inglês correto que é importante, mas sobretudo, saber identificar o contexto no qual estamos inseridos e nos adequarmos a ele. É aí que entram as Collocations (combinações de palavras), as SLANGs – (Street Language), as expressões idiomáticas (idioms) e os phrasal verbs, muito importantes para a “sobrevivência” de um estrangeiro num país de língua inglesa. Sem esses 4 elementos que mencionei acima, você pode até ter um inglês BOM, as pessoas lhe entenderão, mas você NÃO soará natural. E isso poderá ser determinante na sua interação com os “locais”. O australiano, por exemplo, por ser um povo bastante reservado, tem a tendência de NÃO fazer amizades tão facilmente, diferente de nós brasileiros. Normalmente, eles se mantém em seus grupos de amigos, surfistas, colegas de trabalho, etc. Adivinhem o que pode quebrar essa barreira? Um inglês fluente e natural, uma pronúncia “bacana” e um conhecimento geral sobre a cultura do lugar. É assim que vejo muitos brasileiros se sobressaírem, em suas relações sociais e na vida profissional aqui no país dos cangurus!
Sávio Meireles Lemos | colaborador Um Mundo em Uma Mochila ]

INGLÊS/ESPANHOL: Fui daquelas crianças que aos 9 anos já estava fazendo inglês numa dessas escolas de idiomas que se multiplicam por aí. Depois, foi a vez de aulas de espanhol ainda no colégio. Aos 15 anos, já me virava muito bem nos dois idiomas, no entanto, ambos apenas me serviam pra traduzir músicas adolescentes e pra me dar bem no vestibular, afinal, consegui praticamente zerar em física, mas gabaritar em inglês. Pois bem. Já na universidade e trabalhando desde os 16 anos, confesso que minha “carreira” nunca exigiu muito dessa área. Com exceção da leitura de alguns textos e livros nos tempos de Faculdade de Educação. O tempo foi passando e a falta de prática, principalmente em conversação, me fez perder muita coisa. Uma pena. Aos 21 anos me formei e resolvi resgatar meu inglês num intercâmbio pelos EUA. Na verdade, o idioma foi a “desculpa’ pra poder viajar e começar a conhecer o mundo. Preparei toda a burocracia, pagamos todo o programa, tinha encontrado a minha família americana em New Jersey, mas eis que aos 45min do 2o tempo surgiu a ótima e irrecusável oportunidade de trabalhar com o que eu mais queria aqui em São Paulo e acabei cancelando o curso. Sim, me chamaram de maluca, afinal estava trocando os EUA por um trabalho numa comunidade carente na zona sul paulistana. Não, não me arrependo, pois nunca tive o sonho de morar nos EUA. O tempo passou novamente sem exigir muito do meu inglês e do espanhol, até que tive a chance de “morar” um mês em Amsterdam, pois meu namorado na época morava/trabalhava lá. Enquanto ele trabalhava o dia todo, eu tinha que me virar pela cidade, mas do holandês só aprendi a sorrir pra todos e dizer “alstublieft” em toda e qualquer situação. Mas percebi que eles aceitavam bem o inglês, diferentemente dos franceses e logo me forcei a resgatar o inglês adormecido e não utilizado de anos. Em meio à muita tensão em supermercados, drogarias, lojinhas, mas aliada à minha cara de pau eterna, consegui sobreviver. E dali em diante, vi que era possível e da forma que eu mais gostava. Caí no mundo, voltei à Europa e fiz algumas viagens pela América Latina, ora acompanhada, ora sozinha, onde reaprendi meu espanhol/inglês e a cada destino novo, me distancio daquele portunhol safado que é até bem aceito e falado no Uruguai, Argentina e Chile, mas à medida que você vai subindo o continente, como em Cuba ou Costa Rica, por exemplo, vai se exigindo cada vez mais de você. Como diz o velho ditado: “a necessidade faz o homem”. Portanto, com uma noção do idioma (sim, é importante saber algumas expressões/palavras no idioma do país que você está viajando. Acho elegante e só contribui!), com uma dose de cara de pau para conhecer gente e interagir, outra de disposição pra aprender com as situações num país que não é o teu, provavelmente você melhorará e muito a sua forma de compreender e falar outro idioma. Meu trabalho no Brasil continua exigindo pouco do meu inglês/espanhol, mas a cada viagem planejada e vivida, volto a ter a segurança dos meus 15 anos, quando estava no ápice dos eternos cursinhos de línguas. Leve a sério todos os clichês que você já deve ter ouvido e lido por aí a respeito de viagens e VIAJE. Como professora, posso dizer que o melhor aprendizado não vem da lousa, dos exercícios de fixação ou das provas bimestrais. O maior aprendizado vem das experiências vividas por aí, no momento em que você sai da sua zona de conforto.
[ Vanessa Aguilera | @aguilera13 | Diário de Mochileiro ]

ALEMÃO: Vim para a Alemanha em Março de 2012. A idéia era ficar apenas 6 meses. Mas, francamente, eram muitos castelos, cervejas e pessoas para se conhecer em apenas um semestre. Sempre quis aprender alemão na minha vida. Meu plano caiu por água abaixo quando cheguei em Berlim e me dei conta que estava em uma metrópole, onde todo mundo fala inglês e você praticamente não acha um trabalho se não for bilíngue. Eu tinha alguma noção desse idioma tão maravilhoso antes de vir pra cá, mas minha paixão só cresceu depois que mergulhei fundo na língua das assustadoras declinações e das palavras de mil letras. Joguei o inglês pra escanteio e insisti. O baque inicial passa depois do tempo :) Senti falta do Brasil e voltei para as férias no fim de 2012, mas não resisti: Achei um jeito de voltar pro velho continente rapidinho. Minha paixão pela Alemanha é como aqueles amores intensos que a gente tem na vida. Eu ainda tenho muito mais a aprender. Eu continuo conhecendo pessoas, castelos e cervejas, mas agora em Munique, uma cidade bem mais tradicional e bem menos internacional do que Berlim. Aprender alemão pode parecer desesperador no início, mas o esforço vale a pena depois que você escuta em alto bom tom: “Menos de um ano aqui? Du sprichst aber gut Deutsch!”. Recompensador!
Thalita Milan ]

ALEMÃO/SUÍÇO-ALEMÃO: Ah.. esse alemão! Trauma!! Sou casada há muito tempo com um suíço alemão. No começo até estudava alemão aqui no Brasil para quando visitasse os familiares do marido. Mas chegava na Suíça e ficava na mesma, sem entender nada, pois o dialeto é bem diferente! Procurei então “aprender” o dialeto, e o que resultou disso é uma misturada danada! Falo tudo errado, mas a gente acaba se entendendo…
Tânia Ruf ]

Agradeço mais uma vez a participação, não deixe de conferir o post onde tudo começou: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras.

Abraço e paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com 

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.
  • Pingback: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras()

  • Vívian Banks

    Morei na Dinamarca por um ano, em 2002, quando fiz intercâmbio. Embora a maioria da população falasse inglês fluente, senti necessidade de aprender o dinamarquês para poder “ENTENDER” a sociedade e participar efetivamente da vida dinamarquesa.
    Fiz alguns cursos, mas as famílias hospedeiras realmente me ajudaram. Os “irmãos” sempre me ensinavam palavras novas e gírias, ao passo que os “pais” costumavam corrigir a gramática e ensinar palavras mais polidas.
    Como a pronúncia é muito diferente da escrita – e eu queria aprender a escrever e falar bem – resolvi escrever as palavras em dinamarquês em “post it’s”, colocando a pronúncia e pregando no local significado. Melhor dizendo, para conseguir associar as palavras aos objetos, eu pregava post it’s pela casa toda…na televisão, por exemplo, havia um post it com a palavra “fjernsyn”, além da pronúncia…e assim por diante!
    Quando eu decorava a escrita da palavra e me recordava a pronúncia, retirava o “post it” do objeto e me sentia vitoriosa por ter mais uma palavra dinamarquesa em meu vocabulário!
    Foi um método divertido e que me ajudou muito, além, é claro, do auxílio de amigos, de familiares e de cursos.
    Foi um grande prazer aprender dinamarquês e me sentir socialmente incluída! Conhecer o dioma de um país ajuda a conhecer verdadeiramente a cultura de seu povo!

    • Oi Vivian, tudo bem? Muito legal mesmo o teu depoimento sobre o dinamarquês!
      A ideia do “post it” cheguei a usar aqui pra aprender alemão mas acabei desistindo :(
      A melhor forma de aprender é mesmo estando com pessoas locais ou em uma família.
      Valeu demais pela visita e o comentário, espero te ver mais vezes aqui no blog!
      Abraço e paz, Michel

  • Se um dia eu achasse um gênio da lampada mágica, com certeza um dos meus pedidos seria apreender a falar todas as línguas. Infelizmente não tenho muito facilidade em aprender os idiomas, mas sigo tentado, embora não seja fluente, já me viro no inglês e espanhol e to pra começar italiano. Nada melhor que uma viagem para aprendermos mais e nos inspirarmos mais. Parabéns pelo post e por todo o blog.

    abs

    Jr Caimi

    • Fala Jr Caimi, beleza? Fluência não é fundamental e depende de cada um mesmo o tempo pra conseguir falar bem, mas fundamental mesmo é se comunicar!

      Falar 4 línguas é já uma coisa rara pra grande maioria das pessoas e você está no caminho certo! Só cuidado pra quando aprender o italiano não arriscar de esquecer o espanhol – como aconteceu comigo.

      Valeu pela força, grande abraço!
      Michel

  • O post ficou jóia, Michel. Adorei participar! Estava sem internet, por isso o sumiço, mas já estou de volta ao cyberspace. Me chame sempre para os seus projetos, são todos ótimos!

    • Oi Giselle, valeu demais por ter aceitado o convite!!!
      Que bom que você está de volta ao mundo virtual pra agitar a turma das viagens! :D
      Se rolar outro projeto te convido com certeza!!
      Bjo e paz, Michel

  • Nunca fui boa aluna de outro idioma, na escola, vivia fazendo pela metade as tarefas de inglês. Em 2006, marido foi trabalhar na Zâmbia…havia chegado o momento de tentar me entender com essa ‘falha’. Vivemos por lá até meados de 2009, hoje, me comunico em inglês. Mas definitivamente, estou longe de ser uma pessoa que fala ‘inglês’. Logo em seguida, nos mudamos para a República Democrática do Congo e agora, cá estou eu, brigando para aprender francês. Assim como o inglês, eu me comunico. Já até puxei briga na rua, noutro dia…rsrsrsrs. Mas estou longe de ser uma estudante dedicada :-( um dia, talvez, eu chegue lá. Também me viro com o “Portunhol”, pois temos vários hemanos peruanos que trabalham aqui e adoraria aprender Italiano, talvez, a este idioma, eu me dedicaria mais ;-)

  • viviane cristina

    Gente, tem como nao se deliciar com esse e tantos outros posts do RPM? Domingao perfeito aqui de atualizaçoes!!! Abraçao caro amigo Michel!!!

    • Oi Vivi, fico sempre muito feliz de te ver por aqui conferindo as novidades!

      Aliás, você já é “de casa”, né? :D Valeu demais pelo carinho e amizade!

      Abraço e uma ótima semana, Michel

  • Aprender uma língua estrangeira é uma coisa que me fascina e ver como outras pessoas lidam com isso é bem interessante. Eu falo italiano desde criança então, embora ainda tenha o que aprender, assistir tv ou conversar com um nativo não costuma ser problema pra mim. Dou aulas de italiano e vejo a coisa pelo outro lado. Acreditem, ensinar uma língua estrangeira é muito mais difícil do que parece (embora seja delicioso!). A questão é: existem vários objetivos, vários métodos e temos que casar as duas coisas. Eu domino bem a gramática e pra mim é mais fácil transmitir essa parte, talvez por ter tido um aprendizado no qual os aspectos gramaticais foram bem reforçados. Domino a conversação também, mas sinceramente acho mais difícil trabalhar com ela! Sei que um aluno meu do nível básico terá dificuldades em se comunicar se for à Itália. Mas acho que em parte isso é ansiedade minha de querer que eles se comuniquem bem em um ano. Já com o inglês, minha experiência foi diferente. Nunca estudei formalmente… Estudei na escola, mas daquele jeito… Em 2007/8 fiquei 2 meses EUA, mas falei mais português e espanhol do que inglês. Fiquei com minha tia que mora lá, e, em casa, só português. Às vezes conversava em inglês com minha prima, mas pouco. No curso que fiz, praticamente todos eram colombianos e hispano-falantes. Como o nível era mais baixo, eles não conseguiam se comunicar bem em inglês e falavam mais espanhol. Eu que não falava nada de espanhol acabei aprendendo, mas depois de tanto tempo já esqueci tudo! Em 2011 passei um mês fazendo um curso de inglês na Inglaterra, dessa vez em um nível mais avançado, e o método era totalmente comunicativo. A gramática ficava em segundo plano. Eu confesso que me senti um pouco sem chão, já que o ensino de LE aqui no Brasil é bem gramatical, mas ao mesmo tempo percebi meu progresso na parte comunicativa, que não foi pouco. Tenho procurado me aprofundar em aspectos didáticos pra descobrir como diminuir esse abismo que existe entre a aula de língua e a vida real no país, mas é difícil. Na Inglaterra convivi com estudantes de vários países e era sensacional descobrir as especificidades de cada língua. Adorávamos ter discussões linguísticas! Voltei doida pra aprender turco!

    • Oi Paula, tudo bem? Obrigado pela visita e pelo comentário tão completo e interessante!
      Achei muito legal teu depoimento, demonstra a nossa grande capacidade de aprender outras línguas e de nos adaptarmos a outras realidades!
      Italiano é uma língua incrível, também gosto muito. Ensinar línguas deve ser mesmo uma experiência muito legal!
      Turco deve ser uma língua muito difícil, mas importante é aprendermos sempre alguma coisa nova, mesmo que seja uma palavra por dia!
      Abraço e paz, Michel

  • Ótima ideia de post!

    Li todos os depoimentos e me identifiquei com alguns, apesar de nunca ter feito intercâmbio.
    Meu inglês é (sem falsa modéstia) bom, compreendo tudo que leio. Em frases mais complexas e/ou técnicas, se não entender na primeira, na segunda lida dá pra entender. :)
    Mantenho a proficiência lendo bastante e também escrevendo em inglês a tal ponto que hoje em dia leio de forma bem natural um texto ou livro em inglês – não posso dizer o mesmo do espanhol. Colocar legendas em língua inglesa nos filmes que assisto também ajuda.
    O inglês conversado é que é meio errante ainda, puramente por falta de prática (e uma boa deficiência auditiva rs), mas resolvendo isso só indo ao exterior e praticando. Quando fiquei hospedado na casa de um alemão em Munique (via Airbnb) por alguns dias, nos comunicamos muito bem em inglês.

    Hoje em dia sempre antes de ir a um novo país busco estudar pelo menos o básico da língua que vou encarar pela frente. Estudei alemão e consegui me comunicar (bem básico) quando fui à Suíça e Alemanha. O holandês não consegui “captar” ainda e acabei me virando no inglês quando na Holanda.
    Na França, o francês foi básico, e sabendo da aversão deles pelo inglês, tentei quase sempre ir no francês. Só depois de não conseguir passar a ideia é que foi mímica + inglês, mas foi raro. No mínimo é legal ir com um bonjour, au revoir, merci e algumas frases.
    Já agora, com planos para a China, estou estudando a pronúncia e frases básicas do mandarim através do sistema pinyin – romanização dos caracteres (hanzi) chineses. E é bom que eu vá bem, porque no interior quase não há quem fale inglês. :))

    Zàijiàn!

  • Mais um excelente post aqui no blog.

    Apesar de já estar a uns bons anos na Alemanha, o aprendizado do alemão nunca acaba. Sempre aparecem novas palavras e expressões para aprender.

    Acho que é muito importante ter contato com pessoas variadas, pois cada pessoa tem um jeito de falar, usa expressões diferentes. Também se tiver alguém próximo – marido, namorado, amigo(a) – que fale alemão peça logo de começo para corrigir os errros, pois se deixar passar o tempo vira vício e daí é muito mais difícil perder o hábito.

    E perserverança e dedicação: tem que ter estas mocinhas ao lado para aprender alemão :-)

    abraço

    • Oi Isabel, que bom ver você passando por aqui e ainda mais com um elogio assim especial! :D

      Vou tentar encontrar essas “mocinhas” por aqui e não deixar mais elas escaparem! :) quero aprender esse tal de alemão, nem que seja na marra!

      Abração e muita paz, Michel

  • Aprender outra língua é uma arte, muita dedicação e tempo para estudos.
    Decidi fazer um curso de Pastelero (confeiteiro) na Argentina e com a idéia de que o espanhol é próximo do português e que poderia me virar bem sem falar o mínimo da língua oficial, eu não teria tantos problemas, mas coma a dúvida ainda estava forte e que não queria desperdiçar o investimento. Parei, refleti e fui assistir a uma aula demonstrativa no Instituto Cervantes “Aprenda Espanhol cozinhando” e ter uma prévia – mais próxima, de como seria estudar, aprender e cozinhar… Assisti a uma aula, com direito a mojitos, frijoles etc… não entendi nada e vi que tinha que conseguir urgente aulas de espanhol!!!
    Consegui uma turma intensiva no próprio Instituto e foram 3 semanas puxadas de aulas, exercícios, vídeos e muita conversação. Atividades fundamentais para facilitar minha comunicação com as pessoas e professores durante o curso.
    Foi assim que aprendi espanhol em 3 semanas intensivas antes de ir para Argentina fazer um curso de Confeiteiro por 3 semanas.

    • Fala Erick, beleza? Valeu pela visita e pelo comentário, achei muito legal! Realmente essa falsa impressão de que estamos preparados para encarar um desafio com apenas uma base da língua muitas vezes prejudica uma viagem ou um curso no exterior. Que bom que acabou dando certo, abração! Michel

  • Bia

    A minha experiência com o alemão, eu acho que foi a pior possível.
    Fui para fazer um curso (do A1 ao B2). Quando eu cehguei estava bem animada para aprender a língua e conhecer o país, mas eu morava com a minha irmã e falava português o resto do tempo que não estava na escola. Também tive muitos professores apenas no nível A1, o que eu acho que dificultou mais ainda o que já é bem difícil.
    Na mesma época que eu comecei a me desinteressar pelo aprendizado também tive uma professora que era metade suíça e metade colombiana. Ela passava metade da aula falando em espanhol, o que me fazia compreender muito mais durante a aula mas eu não estava necessariamente aprendendo o alemão.
    As coisas só melhoraram um pouco quando comecei a namorar um suíço (clichê eu sei!), mas com ele tentava falar mais e ele tentava me corrigir.
    No final passei em todos os módulos, do A1 ao B2, mas mesmo sendo “apta” para fazer o C1, eu sabia que o meu nível de entendimento da língua e a capacidade de falar a mesma, não eram tão altos assim… Voltei de lá conseguindo me comunicar um pouco, do tipo eu podia sair sozinha por Luzern e comprar meu passagem de trem (com o vendedor, não apenas na máquina que tem a tradução em inglês), conseguir comprar as coisas no mercado ou em alguma loja sozinha (apesar dos números serem uma dor de cabeça!)… mas mesmo ao final de 14 meses na Suíça, não conseguia entender mais do que 50% de uma conversa toda em alemão sobre qualquer assunto.

    • Oi Bia, tudo bem? Obrigado pelo depoimento, achei bem interessante e reflete bem as dificuldades com essa língua tão complexa que é o alemão!

      Passei no teu blog pra conhecer mais teu trabalho e dei de cara com um post tão interessante! Assunto complicado, complexo… desabafar é um bom modo tentar colocar as ideias no lugar e retomar o controle dos sentimentos. Dar tempo ao tempo pode ser difícil, mas é sempre a melhor solução. Com certeza as coisas jajá se ajeitam!

      Boa sorte e parabéns pelo blog!
      Abraço e paz! Michel