Diário de bordo: 1.100Km pela costa californiana com uma mountain bike



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Tudo começou quando fui convidado para passar uma semana de ferias com minha irma. A ideia era desfrutar as belezas de Cancún e seus hotéis all inclusive e finalizar na movimentada Miami. Porem minha irmã voltaria para o Brasil, e eu ainda teria um bom tempo livre para fazer algo, digamos, mais radical. Resolvi então estender o tempo viajando pelos EUA.

Soou bem interessante a proximidade da Florida com a Califórnia, seriam poucas horas de voo e a super sorte de ter um amigo que reside entre San Diego e Los Angeles. Enfim, tudo se encaixava perfeitamente para atravessar a cênica Pacific Coastal de mountain bike.

A rota principal e chamada de State Route 1, que percorre a maior parte da costa californiana. Também recebe vários outros nomes como Highway 1, Pacific Coast Highway (PCH), Cabrillo Highway, Shoreline Highway ou Old Coast Highway. Outras duas rotas se misturam neste emaranhado de estradas, a rota histórica das missões espanholas chamada de El Camino Real e a Highway 101, uma estrada interestadual que percorre norte a sul toda a costa ocidental dos EUA.

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Highway 1 foi construída em várias etapas, com a primeira seção de abertura na região de Big Sur na década de 30. No entanto, as porções do trajeto tinham vários nomes e números. Mas em 1964 foi remarcado toda a rodovia e o percurso foi oficialmente designado como Highway 1.

A rodovia é famosa pelo percurso ao longo de um dos mais belos litorais dos EUA, além de fornecer inúmeras atrações e possui boa infraestrutura ao longo da costa.

Basicamente foi necessário uma semana para organizar a viagem e preparar a bicicleta. A principio pensei em fazer o percurso com uma “touring bike”, bicicletas bem confortáveis, com pneus finos e própria pra “rodar” com carga no asfalto, mas acabou que não resisti e optei por usar uma mountain bike Specialized modelo Carvo Expert com aros 29″ e pneus de trilha mesmo.

Meus equipamentos de camping eram compactos, levei um saco de dormir pequeno e um thermarest, uma barraca leve, três bolsas compactadoras para roupas, um chinelo, um tênis, roupa completa para pedalar, máquina fotográfica, notebook, celular e um cadeado. Aguá e alimentos que não precisariam ser cozidas ou aquecidos, como castanhas de todos os tipos, granolas, frutas, saladas prontas, pães e chocolates. Alimentação á primordial em uma atividade de alto desgaste físico, sempre que era possível parava para ter o prazer de comer refeições mais completas.

Para equipar a MTB coloquei um rack traseiro e um alforge com capacidade de 30 litros de cada lado e uma mochila de 44 litros acoplada na parte superior do alforge. Todo o equipamento somado com a bicicleta totalizaram 38 Kg.

Resumindo, jornada de 1100 Km pela Pacific Coast Highway. O trajeto foi feito em duas etapas, a primeira foi no sentido sul norte, de Los Angeles até Monterey e a segunda foi no sentido norte sul, de Eureka até Petaluma. Tudo pronto! Era finalmente a hora de cair na estrada.

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Dia 10 de junho, chegou o dia, agora teria um novo meio de transporte e casa pelos próximos dias. Era a hora de dar inicio a viagem e pedalei 30 km de Aliso Viejo até Irvine, onde peguei um trem para Ventura com preço de 32 dólares pela passagem e não foi necessário pagar para levar a bike, mas em alguns casos é necessário o pagamento de uma taxa de 5 dólares. Depois de 2 horas andando de trem, desci em Ventura, aí sim eu senti que realmente não tinha mais volta, muito menos motivos pra voltar.

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O primeiro dia terminou com 60 km de pedal, contando os vários erros de trajeto dentro de LA. Acampei em Carpinteria State Park, um local agradável e com infraestrutura boa, banheiros limpos, banho quente e área para ciclistas. Neste primeiro dia encontrei com três grupos diferentes de ciclistas, mas apenas um senhor de seus 50 e poucos anos estava fazendo o percurso de LA ate Monterey, basicamente o mesmo que eu. Foi um final de tarde muito agradável, sentamos todos juntos na mesa ao ar livre e lá comemos e conversamos sobre as rotas, mais um pouco de cada coisa e até das estrelas. Fui alertado sobre os fortes ventos do norte que sopram para o sul e os perigos das estradas sem acostamento e com alto índice de caminhões com madeiras e RV’s nesta época do ano.

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Dia 11 de junho, a meta do dia era alcançar Gaviota State Park a 72 km. Estrada tranquila com vista quase que constante do Oceano Pacífico. Frequentemente avistados na região são os leões marinhos, mas muitos outros animais são facilmente avistados por toda a costa.

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Cheguei em Gaviota State Park, uma pequena faixa de área litorânea cercada pelas encostas das montanhas e com uma estrutura mais simples, contando com chuveiros, banheiros, mesas e área para fogueira. Há uma loja de conveniência que fica aberta das 8:00 as 17:00 horas. Neste dia fiz uma fogueira, tomei duas geladas e, como estava sozinho, fiquei refletindo sobre a vida!

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Dia 12 de junho acordei mais cedo, sabia que seria difícil, pois teria que atravessar uma cadeia de montanhas. A meta do dia era sair da estrada 101 para voltar a 1 com o nome local de Cabrillo highway / San Julian Rd, passando pelas cidades de Lompoc, Orcutt e Guadalupe, até parar em Oceano. Neste trecho do caminho não foi exatamente com vista para o mar e após vencer as montanhas me encontro em um vale com muitas plantações de hortaliças.

Foi neste dia que, parado em um semáforo olhando o mapa, me aparece ao lado um canadense também de bicicleta. Conversamos rapidamente e decidimos pedalar juntos. Quando paramos definitivamente para acampar, conseguimos conversar sobre as rotas de cada um. Basicamente era a mesma, no entanto as advertências sobre os ventos fortes que vinham do norte rendeu uma possível mudança de rota. Acampei no Coastal Dunes RV parking e campgrounds em Oceano.

Dia 13 de junho, iniciamos o dia nas estradas 1 e 101 para atingirmos San Luis Obispo e de la continuar pelas estradas 1 e Cabrillo Highway até Cambria, onde tivemos que dormir no Hotel Creekside Inn (3 estrelas), como foi bom dormir em uma cama de verdade e não ter que ficar colocando moedas de 25 centavos no chuveiro! Devido aos fortes ventos, eu e meu novo parceiro de pedal decidimos que em dois dias teríamos que estar em Monterey, a 240 km. Ou seja, mais dois dias de muito vento contra. Tudo tranquilo, a ideia era boa! Alugaríamos um carro em Monterey e subiríamos 680 km para o norte, na cidade de Eureka, para depois descermos pedalando até Petaluma. Escaparíamos dos ventos e para San Francisco seria só pegar um transporte público. Essa era a nova Rota!

Dia 14 de junho, estávamos 100% renovados e seguimos pela Cabrillo Highway, uma estrada totalmente costeira com paisagens alucinantes. A meta do dia seria Big Sur a 120 km, mas resolvemos parar para conhecer o famoso Hearst Castel.

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Hearst Castle é uma mansão e marco histórico localizado na Costa Central da Califórnia. Ele foi projetado pelo arquiteto Julia Morgan, entre 1919 e 1947 para o magnata do jornal William Randolph Hearst, que morreu em 1951.

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Em 1957, a Corporação Hearst doou a propriedade para o Estado. Desde então ela tem sido mantida como um parque histórico aberto para visitas públicas. Apesar da sua localização longe de qualquer centro urbano, Hearst Castle atrai cerca de um milhão de visitantes por ano.

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Depois de ver a imensa mansão, voltamos ao pedal, porém só tínhamos o final da tarde para percorrer os 100 km restantes ate Big Sur. Pedalamos 50 km e acampamos no estilo fantasma. Não são permitidos acampamentos em áreas não demarcadas e podem ser aplicadas multas de até 200 dólares. Deu tudo certo, o local era muito bom para acampar e ainda tinha uma ótima vista!

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Dia 15 de junho, saímos bem cedo pela Cabrillo Highway, e o destino era Julia Pfiffer Burns State Park a 55 km. Esta parte da estrada é uma das mais bonitas, muitas falésias e paisagens que lembram muito os 12 apóstolos na costa australiana.

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Este dia estava bem tranquilo, com estradas seguras e paisagens fantásticas. Infelizmente ao chegarmos em Julia Pfiffer State Park, estavam sem vagas, e em um ato de solidariedade, uma garota com um grupo de amigos nos convidou para ficarmos com eles no Riverside Compgroud and Cabins a 15 km dali. Pagamos 5,00 dólares como pessoa extra e tínhamos banheiro, banho quente com moedinhas, lavanderia também de moedinhas e internet emprestada de um restaurante a 10 minutos de caminhada. O grupo era bem legal e o lugar também, então resolvemos ficar duas noites.

Dia 16 de junho, o plano era relaxar, então visitamos uma cachoeira em Julia Pfiffer State Park. Com o chegar da noite fizemos uma fogueira bem forte, esquentamos marshmellows com biscoito e chocolate e tomamos vinho.

Dia 17 de junho foi nosso último dia de pedal no sentido sul norte pela Cabrillo Highway, foram 65 km. Foi, sem dúvida, o trecho mais perigoso de toda a viagem, a estrada simplesmente não tinha acostamento e o vento era tão forte que havia necessidade de se pedalar nas descidas. Muitas vezes o vento batia na lateral da bicicleta e nos jogava para o barranco ou para a pista. Passei muitos momentos tensos, mas mesmo assim as belas paisagens valiam todo o esforço. Pontes gigantescas da década de 30, verdadeiras obras de engenharia.

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No final do dia pedalamos por Carmel-by-the-Sea, muitas vezes chamado simplesmente de Carmel, é uma pequena cidade de menos de 4 mil habitantes, fundada em 1902. Situado na Península de Monterey, Carmel é conhecida pela sua paisagem natural e rica história artística. As curiosidades são o ator e diretor Clint Eastwood ter sido prefeito de 1986 a 1988 e leis incomuns como a proibição de uso de sapatos de salto alto sem uma licença – promulgada para evitar ações judiciais decorrentes de acidentes causados por acidentes com pavimento irregular. A cidade é conhecida por ser cão-friendly, com inúmeros hotéis, restaurantes e estabelecimentos de varejo que admitem pessoas com cães.

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Aproveitamos que estávamos com tempo e optamos por ir de Carmel a Monterey pela 17 Mile Rd, uma estrada que corta os mais famosos campos de golfe do estado. Em Monterey ficamos no International American Hostels por 10 dólares.

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Monterey foi a primeira cidade da Califórnia com teatro, edifício público, biblioteca pública, imprensa, jornal e escola financiada por fundos públicos. A cidade e arredores têm atraído artistas desde o século 19. Entre as notáveis atrações são o Bay Aquarium, Cannery Row, Doca dos Pescadores e o Festival anual de Jazz.

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Dia 18 de junho alugamos um carro e subimos os 680 km ate Eureka. Enfim iríamos pedalar com o vento “a favor”. Foram boas horas de estrada, mas deu pra ter uma ideia de como seria parte do trajeto a ser percorrido. Chegamos em Eureka e logo na entrada da cidade nos hospedamos no Lamplighter Motel por 36 dólares.

Dia 19 de junho devolvemos o carro e aproveitamos para conhecer um pouco sobre a cidade. Eureka é a maior cidade costeira da Califórnia ao norte de San Francisco, com o maior porto de águas profundas entre San Francisco e Coos Bay. Funciona como entreposto para centenas de serrarias que existem na região. Mas o mais interessante é que a cidade tem centenas de casas vitorianas, incluindo a nacionalmente reconhecida Carson Mansion.

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Depois de pedalar pela parte histórica da cidade caímos novamente na estrada 101, Redwood Highway e na famosa Avenue of the Giants. A meta do dia foi Burlington Campground, a 80 km. Parte deste caminho foi percorrido pela chamada Avenida das Gigantes, uma rota que passa por uma floresta com árvores do tipo Redwood, gigantescas e centenárias. Da a sensação de estar no filme Jurassic Park. Além da avenida, o trajeto é repleto de trilhas para caminhadas.

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Neste dia encontramos dois grupos de ciclistas. Como de costume adquirido, fiz uma fogueira para esquentar o corpo e quem veio fazer companhia foi um inglês, policial aposentado, que trouxe junto uma garrafinha de Rum – o que acabou rendendo uma longa conversa.

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Dia 20 de junho continuamos pela Avenue of the Giants até seu término e voltamos para a Redwoods Highway ou 101. A meta de hoje seria Westport beach a 130 km. Foi, sem dúvidas, o dia com maior índice de subidas e descidas de toda a trip. Algumas curvas lembraram a serra de Ubatuba, e nessas horas os carros ficavam para trás. Trecho também perigoso, mas os motoristas de carreta e de Rvs até que respeitaram bastante.

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Foi muito marcante o encontro com o Pacifico naquele dia. Logo após a última descida me deparei com uma enorme curva beirando uma falésia, oceano e sol dividiam o horizonte, foi triunfal após dois dias nas montanhas.

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Westport Beach Campground foi o local do pernoite, era do lado de um rio e o frio era de lascar, além de ser longe dos banheiros e chuveiros – um grande problema pra quem se propõe a pedalar 1100 km (risos). O valor pago neste dia foi de 10 dólares.

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Não estávamos preocupados muito com alimento neste dia, pois paramos no único estabelecimento de Westport e compramos uma pizza deliciosa, antes de armar o acampamento! Foi interessante sentar na beira da rodovia e conversar com alguns moradores locais. Detalhe que o local tem 150 habitantes.

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Dia 21 de junho saímos de Westport com destino a Manchester State Beach. Foram 90 km de pura paisagem litorânea. Mais uma surpresa nesta viagem, o camping era sensacional, com piscina, quadra de vôlei, mercado, cozinha, internet, karaokê e, por último, o melhor de todos, hot top, uma banheira com jatos quentes para 6 pessoas. Era tudo que meu corpo precisava!

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Dia 22 de junho foi o penúltimo dia, pedalamos novamente com vista privilegiada para o Pacífico, subindo e descendo suas encostas. Passamos por lugares pitorescos como Point Arena, Anchor Bay, Gualala, Fort Ross e Bodega Bay. Passamos a noite no Bodega Dunes Campground e por descuido quase ficamos sem comer, mas deu tudo certo quando um grupo de ciclistas nos forneceu alguma comida extra.

Dia 23 de junho, e último dia, amanheceu nublado e com chuva. Continuamos pela Highway 1 até Tomales, onde paramos por um bom tempo até a chuva diminuir. Depois pegamos a estrada Tomales Petaluma Rd, uma estrada com cenário rural de muitas fazendas produtoras de leite e carne. Depois de 80 km estávamos em Petaluma, onde pegamos um ônibus para San Francisco.

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Enfim a viagem terminou, eu estava bem cansado, mas super feliz! Depois foi só descansar por uns dias em San Francisco, Las Vegas e Los Angeles… mas aí são outras histórias.

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Sobre Tiago Ferrer

Tiago Ferrer, 31 anos, é administrador de empresas, montanhista e aventureiro. Iniciou sua paixão por esportes outdoors na região de Itajubá-MG em 1999 e desde então usa seu tempo livre para rodar pelo mundo em busca de desafios pessoais.

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.
  • Que aventura!
    Em Setembro faço a Highway 1, mas de carrinho….

  • Helvécio

    Ferrer, muito obrigado por aguçar a minha imaginação. Fiquei bastante tentado por fazer algo parecido. Estou indo no final de março para a Califa passar uns 20 dias e estava pensando em fazer algo diferente como esta sua aventura sua. Da última vez que fui lá vi muita gente pedalando pelas estradas costeiras. Minha pergunta é: você comprou a bicicleta e os equipamentos lá? Estou pensando em alugar, o que você acha?
    Boas aventuras meu camarada!

  • Thiago Lenzi

    Grande Ferrer,

    Parabéns por essa brilhante expedição e pelo relato que ficou alucinante meu amigo. Me lembrei de quando fiz a 17miles até Carmel, claro que não foi de bike, mas foram momentos incríveis.

    Grande Puma da Montanha, qual a próxima aventura? Chama noixxxx!!!

    Abraços meu amigo!!!

    • Goathi… valeu!!! a proxima sera a carretera austral, sul do chile… ate a argentina…. em março…

  • Já achava doida a rota pela Califórnia de carro, imagina de bike. Parabéns!

    • Tiago

      Obrigado Gustavo, fazer essa rota de bike muda tudo… fica um pouco mais dificil…. mas a ideia eh essa…rs

  • On the road!!!! E muito mais legal que Jack Kerouac =D Guardei todas as dicas porque quero uma vida de “people and places that take my breath away” e os trajetos da tua viagem só incentivam isso! Adorei. Curiosidade… como é o cheiro da Avenida das Árvores? As Redwoods (além de gigantes) tem algum cheiro diferente?

    • Tiago

      Ola Hanny, realmente o que importa sao as pessoas e lugares que tiram nosso folego…. infelizmente as redwoods nao tem cheiro forte o suficiente pra ser sentido… mas quanto mais ao norte se vai, maiores sao as arvores…. certamente voltarei para os EUA para conhecer alguns parques, como o Yosemite e o yellow Stone… vale muito qualquer esforco!!!