Rodando por New/Old Delhi – India



Na viagem para a Índia acabei conhecendo novos amigos por causa do blog. Além da família que nos hospedou por alguns dias, recebi outros convites que me deixaram super honrado. Um deles era de dois jovens amigos indianos que, cansados do trabalho em agências maiores, decidiram abrir uma nova chamada Trail to India (Facebook). Munish Gupta e Nikhil Sehrawat (e o amigo Rohit Wali) me pegaram de carro no hotel próximo ao aeroporto de Deli e deram uma volta por alguns lugares bem interessantes, como a estátua de Gandhi, a casa do presidente, entre outros. Deixo algumas impressões, informações e fotos de alguns deles abaixo:

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Mercado Palika Bazaar em Connaught Place: Localizado entre o “inner circle” e o “outer circle” de Nova Deli, esse mercado subterrâneo tem controle de segurança e é proibido fotografar por questão de segurança. São 7 “gates” de acesso e 400 lojas muito movimentadas com eletrônicos, roupas e mais uma infinidade de coisas – é preciso tomar cuidado com a qualidade dos produtos, existe muita coisa pirata e falsificada. Vá com alguém que conheça o lugar, pois é tão grande que existe até mesmo o risco de se perder. Fique atento também aos batedores de carteira. Próximo ao Palika, na praça central, tinha outro mercado a céu aberto, mais tranquilo (pelo menos nesse dia), com uma grande quantidade de roupas e acessórios. Em ambos os preços vão depender da tua lábia ao negociar, os comerciantes costumam pedir até mesmo o triplo do preço original, então pechinche sempre! Uma boa referência pode ser evitar pagar mais do que 60% do preço inicial. O Palika Bazaar não abre aos domingos.

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Connaught Place (Inner Circle, the Middle Circle and the Outer Circle): Definido como vibrante, movimentado e exótico por alguns sites, é o centro comercial e de entretenimento de Deli. Ao contrário do mercado, abriga lojas mais caras e famosas cadeias fast-food (mesmo dividindo espaço com ambulantes e mendigos), ainda sim tudo num clima super amistoso – fotografei o tempo todo sem sentir medo de assalto ou algo do tipo em momento algum. A gastronomia e a vida noturna também movimentam a região do Inner e Outer Circle, que conta também com hotéis de luxo, bons restaurantes (Veda, Legends of India, @Live, Haldirams, York Ginza e Nirulas) e pubs (DV8 e Blues), jóias, algumas das melhores livrarias do país (destaque para a Oxford Book Store), agências de viagem e marcas famosas de roupas e acessórios.

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A segunda parada foi no Red Fort (Forte Vermelho), grande exemplo da arquitetura indiana e um dos destinos turísticos mais populares da Velha Deli. O imponente palco dos discursos do primeiro ministro indiano (todos os anos no dia 15 de agosto, comemorando a independência do país conquistada em 1947) atrai milhões de visitantes. A construção do Forte começou em 1638 e durou 10 anos. Disputei espaço com outros turistas para tirar algumas fotos na frente do Forte, mas enfrentar a fila pra entrar significaria perder horas preciosas do meu último dia na Índia.

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Depois do Forte seguimos pelo mercado de Old Delhi, na já habitual mistura frenética de cheiros, cores, sons e olhares, mas ao contrário do Forte Vermelho, com muito mais locais do que turistas. Aventurar-se pelas ruas, lojas e barracas pode ser a receita para conquistar muitos sorrisos desse povo simpático e até mesmo um precinho mais camarada. A barganha é, sem dúvida, um dos esportes nacionais. Experimentei um doce típico, era muito oleoso, mas até que o sabor era bom. A essa altura o “masala tchai” já fazia parte da minha rotina, um chá muito bom feito com uma mistura de especiarias e ervas aromáticas.

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Curiosamente o momento mais especial do passeio estava reservado para a última parada, uma pequena feira de produtos alimentares perto da casa do Nikhil Sehrawat. Como ele conhecia todos ali, todos me receberam super bem. Os sorrisos e brincadeiras de crianças e adultos me enchem de alegria cada vez que lembro do passeio ou revejo as fotos. Não poderia me despedir da Índia de forma melhor!

Fui tratado super bem, além de ter tido o prazer de conhecer lugares e descobrir fatos curiosos que dificilmente conseguiria sozinho. Se você estiver planejando de conhecer essa cidade e país incrível, faça contato com a Trail to India através dos links acima e mencione de ter lido o post aqui no Rodando Pelo Mundo, tenho certeza que eles irão fazer de tudo para que a tua viagem se torne inesquecível.

Abraço e paz! Namastê,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Michel Zylberberg

Criei o blog em 2006 para compartilhar as minhas andanças pelo mundo, já rodei por mais de 20 países e gosto de incentivar as pessoas a conhecerem o que esse mundão maravilhoso tem a oferecer! Conto com a colaboração de amigos e convidados para poder trazer um conteúdo relevante e interessante, sempre junto com a minha grande paixão - a fotografia.
  • cristns

    também adorei a Índia. Um país colorido, vibrante, com muita energia positiva. Monumentos lindíssimos e achei o povo de lá muito educado e simpático.
    No início da viagem fiquei um pouco temerosa pela difença cultural, quantidade de pessoas, idioma enfim tudo lá é singular.depois me encantei e no final me apaixonei.
    Quero voltar novamente

  • silvia vaz

    oi, achei o máximo as tuas impressões sobre tudo isso . fiz este mesmo caminho e sem falar inglês, imagina… e entrei no forte vermelho sem filas no dia. Tenho o maior carinho por este pais e este povo, sempre que posso volto… já fui a Puna,Jaiphur Goa, Daramsala e penso em conhecer mais o sul, e ainda não falo muito bem o inglês alias quase nada… mas eles fazem o máximo p me entender… quase aos 70 anos e ainda me deslumbro como uma criança andando pela ÍNDIA. e isso . NAMASTE

    • Que bom que você gostou Silvia, teu relato prova que muitas pessoas que deixam de viajar pela língua acabam perdendo a chance de conhecer e aproveitar lugares maravilhosos como a Índia!
      Ainda quero voltar muitas e muitas vezes, e conhecer inclusive alguns dos lugares pelos quais você passou! Muito obrigado pela visita e pelo comentário!
      Namastê, paz! Michel