Em uma viagem, o “caro” pode sair barato



A união do casal Renato e Magda não poderia ser melhor, já que o comum entendimento sempre foi conhecer o mundo com os próprios olhos e documentar cada passo. O plano: sair de Portugal para o Timor Leste e, depois, conhecer a América do Sul. Neste momento, eles estão na Tailândia e contam que nem sempre vale a pena fazer aquela economia irrisória para escolher um restaurante ou um passeio, sendo que, no fim, você vai deixar de gastar apenas 2 euros ou vai ganhar uma noite mal dormida. Eles estão registrando todos os passos dessa aventura no blog East We Go e contam um pouco dessa super aventura como convidados aqui no Rodando Pelo Mundo:

Quando viaja de mochila nas costas para um local muito mais barato que o seu país de origem, corre o risco de ficar um pouco mão de vaca.

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Estar em uma viagem que não foi organizada por uma agência e não ter lugar certo para dormir ou comer. Às vezes, caminhar debaixo de um sol forte, carregado de bagagem e prestes a perder toda a água que tem no corpo só para chegar àquele hotel que ouviu dizer que era um ou dois euros mais barato.

Outro dia, enquanto explorávamos Koh Phi Phi bateu a fome. Eram quatro horas da tarde e estávamos longe do nosso hotel onde já conhecíamos os lugares mais baratos para comer. Encontramos um restaurante e paramos para ver o menu. Um Pad Thai ou um Tom Yum eram 120 Baht, em vez dos 60 ou 70 que encontraríamos de volta à vila. Ficamos uns 30 segundos discutindo se valeria a pena comer ali ou esperar até voltarmos ao hotel. Depois, parece que te atinge como um relâmpago. Ficamos pensando demais para no final pouparmos dois euros. Estamos em uma praia super elegante, lindíssima e o restaurante, uma cabana toda em madeira com telhados cobertos com folhas de palmeira seca, ficava bem na frente da praia. Não poderia ser melhor.

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O mesmo se aplica ao modo de como se fazem as viagens por terra de um local para o outro. Será que vale mesmo a pena tentar fazer as travessias comprando todas as viagens separadas? Por exemplo: o bilhete entre Koh Phi Phi e Koh Samui, quando comprado numa agência custa cerca 450 Baht. Isto inclui o barco de Koh Phi Phi para Krabi, um ônibus de Krabi para Surat Thani e outro barco de Surat Thani para Koh Samui. Em Phi Phi, o preço da viagem de barco mais barato que encontramos até Krabi custaria 200 Baht. Será que vale a pena comprar apenas este bilhete e, depois, em Krabi, tentar comprar o próximo até Surat Thani e, depois, até Samui, não sabendo a que horas será ou mesmo se haverá uma ligação conveniente no mesmo dia?

Não sou apologista de esbanjar dinheiro e quando estou em viagem tenho sempre um orçamento que tento seguir à risca, mas cada vez mais percebo que há coisas em que não valem a pena tentar poupar. Algumas vezes, o barato sai caro.

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Será que vale a pena ficar no hotel mais barato para poupar 100 Baht, para depois chegar à conclusão que a conexão via internet não é boa e assim ter que ir para o café mais próximo para conseguir uma ligação decente e acabar gastando mais do que se poupou numa ou outra bebida inicialmente?

Um pouco de planejamento prévio pode ajudar nestas questões, mas só chegando aos locais é que se tem a verdadeira noção da realidade que nos espera. A Tailândia é um país barato, porém a estrutura gigante que o país tem montada para receber turistas de todo mundo não facilita muito nestas poupanças. Pode-se comer uma refeição de rua por 50 Bahts (€ 1,30), mas, depois, uma cerveja ou um suco natural vai custar o dobro. No nosso caso é tudo multiplicado por dois.

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E ainda existem as famosas viagens de um dia super organizadas, que são quase obrigatórias de fazer. Vão estar em Koh Phi Phi e não vão fazer snorkeling no meio do mar ou visitar Maya Beach ou Monkey Beach porque isso tem um custo de 400 Baht? Vão estar em Bangkok e não vão ver o palácio real onde está o Budda em Esmeralda porque custa 500 Baht? É barato para o que é oferecido, mas é sempre um custo a mais.

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Resumindo, poupar sim, mas sempre tendo em conta que não se deve deixar de fazer esta ou aquela atividade que gostaria de fazer, ou deixar de dormir num local um pouco melhor e assim não correr o risco de guardar recordações ruins para poupar uns trocados. Leiam muito sobre o destino para onde vão antes de partirem e ajustem o orçamento de acordo com o planejamento.

Veja abaixo mais fotos da viagem:

Renato, português do Porto, perto dos 30 anos de idade, e um sonhador teimoso. Magda, 26 anos, polonesa da Cracóvia, prática e “pés no chão”. Ele fez viagens pela Europa, Ásia, América do Norte e África, mas nada que ultrapassasse poucos dias de um turista que fazia os principais passeios do roteiro. Para ela, reunir a família e amigos para um acampamento de frente para um lago na Polônia era suficiente. O profissional de RH percebeu que há mais para viver do que reservar apenas alguns dias para viajar e começou a planejar uma jornada ao redor do mundo. Já a mestre em Linguística Aplicada estudou fora de sua cidade e nunca mais voltou para casa.

Conheça mais sobre o projeto e acompanhe a aventura: www.eastwego.com
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Arnaldo Rafael Borges

Arnaldo Rafael Borges

Com formação em Jornalismo, já viajei bastante por este mundão. Além de morar por um ano na Austrália, conheci países como México, Argentina, Uruguai, Chile e Nova Zelândia e também gosto de compartilhar o que há de mais interessante e inspirador para o viajante.
  • Excelente! simples e objettivo! perfeita colocação! :-)
    Abs,
    Guilherme

    • Olá, Guilherme!
      Exatamente, simples e objetivo. Nada que fuja tanto do planejamento.
      É isso aí, bons passeios.
      Abs