Saltamos de paraquedas pela primeira vez! [Dicas]



Sim, dá medo, sim, você fica receoso, sim, você pensa besteira e, sim, você pensa, fala e faz  qualquer brincadeira para disfarçar e aliviar a tensão naquele momento antes do salto. Não só naquele momento, talvez você passe algumas semanas ansioso antes do esperado dia. Mas sabe aquela história do “se der medo, vai com medo mesmo”? Assim foi…

O salto estava marcado (e pago!), então não tinha como “fugir”. O local escolhido foi o CNP – Centro Nacional de Paraquedismo -, localizado na cidade de Boituva, cidade bastante conhecida pelos saltos e distante 120 km de São Paulo. O centro é a maior área de paraquedismo da América Latina, reúne diversas escolas de paraquedismo e promove saltos para turistas.

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Instrutor faz últimos ajustes no equipamento de segurança

Foi eu e mais um casal de amigos. Saímos de carro de São Paulo em direção a Boituva na madrugada de domingo. Conforme agendamento prévio com a escola que escolhemos, seríamos o primeiro grupo a saltar, às 8 horas. Não queríamos nos atrasar e antes das 7h30 já estávamos no local para tirar as últimas dúvidas sobre filmagens, fotos e preços adicionais cobrados por estes serviços.

Recebemos nossos macacões, nos trocamos e estávamos prontos para receber as primeiras instruções. Não tinha muito segredo. Os mais ansiosos tinham dezenas de perguntas na cabeça. Apesar da tensão inicial em que eu estava, consegui me controlar e fiquei bem atento a tudo que o instrutor me passou. Os instrutores são bem experientes, pacientes e procuram nos deixar realmente bem relaxados.

A estrutura do local é eficiente. Da pista de decolagem surge uma voz feminina no megafone anunciando nossos nomes e que o avião estava à nossa espera. Lá vamos nós, cada um com o seu instrutor. Do nosso grupo de cinco pessoas, apenas uma já tinha saltado.

Ainda não tinha voado em um monomotor. É pequeno, barulhento e não tinha nada de mais no interior a não ser dois bancos contínuos, além da cabine do piloto. Também percebi duas lâmpadas na lateral do monomotor, imaginando que elas seriam acesas quando atingíssemos a altura desejada. Enquanto contemplava Boituva lá de cima, consegui soltar um urro para dar aquela última relaxada. A reação do instrutor, já devidamente conectado aos mosquetões da cinta que eu usava, foi: “É isso aí, tem que vibrar!”. Eu sabia que, se ficasse tenso, não iria curtir o momento. Então, minha reação foi curtir tudo aquilo com entusiasmo.

O monomotor

O monomotor. Mais ou menos dez minutos de voo até o salto. No céu, alguns paraquedistas chegando.

O monomotor voou por uns 10 minutos. Sentia que o momento estava chegando. E não deu outra, aquela lâmpada na fuselagem do avião se acendeu e emitiu um sinal sonoro indicando que era a hora do salto. Estávamos a 3.500 metros de altura do solo. Fui o primeiro do grupo a saltar, inclusive responsável por abrir a portinha do avião. Nessa hora, minha coragem se multiplicou.

Na queda, tudo gelou! O corpo, por fora, por causa do frio, e por dentro. Foram 40 segundos caindo a 250 km/h. Incrível! Tudo muito intenso. Só gritava e pensava no privilégio de estar vivendo aquilo. Quando o paraquedas se abriu, sim, bate aquele alívio. Momento para olhar o horizonte, trocar algumas palavras com o instrutor e relaxar, de verdade, para aproveitar aquela conexão com o mundo. Foram mais quatro ou cinco minutos até atingirmos o solo.

As a bird...

As a bird…

Pés no chão, era hora de comemorar e sentir uma forte mistura de sentimentos e, o principal, a satisfação de ter encarado o medo de frente e o vencido, com louvor.

Mistura de emoção, alívio e com a adrenalina ainda pulsando

Pés no chão! Mistura de emoção, alívio e com a adrenalina ainda pulsando

Pronto! Estava riscada da listinha mais um item das coisas que quero fazer antes de morrer.

Preços
– Salto: R$ 287 em site de compra coletiva (boa dica!). Inclui 10 fotos;
– Vídeo: R$ 150. Achei caro, mas era o meu primeiro salto;
– Cadeirantes pagam uma taxa extra de R$ 80 e é preciso informar a escola previamente.

Dicas
– Chegue ao local com antecedência e preste bastante atenção às instruções;
– Leve uma peça de roupa. No local há vestiário (com chuveiro, caso precise!);
– Faça um alongamento do pescoço, braços e pernas antes do salto. Alivia a tensão;
– Alimente-se com uma hora de antecedência, pelo menos. É importante!;
– Se estiver com medo, tire um momento para se concentrar e fazer algumas respirações profundas;
– Informe-se sobre os valores de vídeos e fotos. Por ser o meu primeiro salto, comprei o vídeo, editado, que tem duração média de 5 minutos;
– Esteja preparado para receber uma provável pressão nos ouvidos;
– Procure curtir cada segundo. Tudo passa rápido e você pode querer mais!

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Arnaldo Rafael Borges

Arnaldo Rafael Borges

Com formação em Jornalismo, já viajei bastante por este mundão. Além de morar por um ano na Austrália, conheci países como México, Argentina, Uruguai, Chile e Nova Zelândia e também gosto de compartilhar o que há de mais interessante e inspirador para o viajante.