“Ai, ai, que saudade eu tenho da Bahia…”



Adoro rever fotos antigas e umas que me chamaram a atenção foram as da viagem que fiz para Porto Seguro e Trancoso quando eu tinha 16 anos de idade.
Lógico, uma das coisas que mais me impressionaram foi a recepção calorosa do povo baiano, sempre pronto para mostrar não só o que a cidade tinha de melhor, como também o que o quinto maior Estado do país em território e com a mais extensa faixa litorânea do Brasil – mais de 900 km – tinha a oferecer. Sim, eu estava na Bahia e só sorria.

Me diverti bastante e voltei de lá com a sensação de que minha missão não estava cumprida. Precisaria voltar um dia para conhecer outras praias, cidades, parques, enfim, para saber o que turistas do mundo inteiro veem de tão especial. Minha lista de “o que fazer” na Bahia seria bem extensa.

Para muitos, a Bahia é muito famosa por seu Carnaval, principalmente na capital Salvador, que arrasta milhões de pessoas pelas ruas que acompanham os trios elétricos. Animação e disposição eu sei que não faltam! Porém a capital se destaca também pelos seus pontos turísticos, como Farol da Barra, Elevador Lacerda, o Pelourinho e as Igrejas de São Francisco e de Nosso Senhor do Bonfim, cada um com sua beleza, passeios necessários no roteiro.

Quando eu estiver no Pelourinho, não deixarei de visitar o Museu da Gastronomia Baiana e conhecer a origem e os detalhes de umas das culinárias mais diferentes e apreciadas do Brasil. Os acarajés e os pratos à base de mandioca são partes do roteiro gastronômico do de qualquer turista na Bahia e são indispensáveis.

Além de Porto Seguro e Trancoso, com seus excelentes momentos “pés na areia” e paisagens deslumbrantes, outras que destaco no litoral são o paraíso de Morro de São Paulo e o complexo turístico da Costa do Sauípe, projetado exclusivamente para o turismo, com uma estrutura de excelentes hotéis e resorts. Santa Cruz Cabrália, Itacaré e ilha de Itaparica também estão entre as preferidas nesta minha lista.

Para quem gosta de mar aberto e mergulho entre corais e peixes, como eu, não pode perder a visita ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos, um arquipélago composto por cinco ilhas, apenas uma delas aberta para visitação, totalmente controlada. Os visitantes saem de lá maravilhados com tanta beleza e diversidade marinha e também com a quantidade de aves. Para chegar até lá, o barco mais rápido é o catamarã, que leva cerca de duas horas da costa. De traineira, a viagem pode durar mais de seis horas.

Aos preferem as serras, onde também me encanto com elas, a exuberância do Parque Nacional da Chapada Diamantina impressiona. Não me canso de ver fotos sempre que faço qualquer pesquisa ou vejo algum amigo visitando-a. Sua imensidão de formações rochosas atraem turistas de todo mundo atrás de cavernas, grutas, lagos, cachoeiras e piscinas naturais. A Chapada está localizada praticamente no centro do Estado. De carro deve ser uma viagem incrível.

Curtindo o incrível panorama da Chapada Diamantina. Foto de Shutterstock.

Curtindo o incrível panorama da Chapada Diamantina. Foto de Shutterstock.

Muitas cidades da Bahia tiveram consideráveis mudanças depois da Copa do Mundo em 2014, com atenção especial para a conservação, placas de sinalização, mobilidade e a reforma do aeroporto de Salvador, da famosa sigla SSA. O porto da capital também recebeu melhorias. Já o turismo foi muito beneficiado com a qualificação de profissionais do setor, como garçons, taxistas e cozinheiros.

Destaco outras cidades, como a maior do interior, Feira de Santana, com sua forte estrutura e economia. Reconhecidas também, Vitória da Conquista, Camaçari, Ilhéus, Jequié e Alagoinhas, cada uma com sua importância para o Estado. Alagoinhas, por exemplo, é famosa pela sua excelente água.

Não estava nos meus planos, mas confesso que depois que escrevi este texto, fiquei com uma vontade enorme de encaixar dinheiro e um tempo de 2016 curtindo tudo que a Bahia tem de bom e explorar muito além daquela viagem com 16 anos de idade para Trancoso e Porto Seguro.

Foto do cabeçalho Salvador de Shutterstock.

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Arnaldo Rafael Borges

Arnaldo Rafael Borges

Com formação em Jornalismo, já viajei bastante por este mundão. Além de morar por um ano na Austrália, conheci países como México, Argentina, Uruguai, Chile e Nova Zelândia e também gosto de compartilhar o que há de mais interessante e inspirador para o viajante.