Jovem e cidadão do mundo. Brasileiro vive em vários países com um mochilão nas costas



Desde criança sempre fui influenciado para aprender novas línguas e conhecer novos lugares. Lembro que minha mãe dizia que ela “estava me criando para o mundo e não para ela mesma”.

Glauco Fattore já sabia o que queria: trabalhar com idiomas, o que é uma excelente oportunidade de conhecer pessoas do mundo inteiro, e viajar, saber o que o mundo reservava para ele. Com o seu mochilão, foi lá e fez. Mais uma exclusiva para o Rodando Pelo Mundo.

“Na época da minha adolescência, meu tio deu uma volta ao mundo de bicicleta e, depois desta experiência, ele nos visitava com frequência, o que obviamente me inspirou muito. Quando escolhi cursar Letras, já tinha em mente que queria trabalhar com estrangeiros. Escolhi me formar em Inglês e Português, porém também estudei mandarim por três anos.

Por causa dos meus estudos, a minha primeira viagem ao exterior foi para Taiwan. Passei 30 dias na ilha, por dez cidades diferentes, três dias em cada. Em cada cidade eu fui hospedado por uma família diferente, o que me fez conhecer profundamente a cultura local.

Equador 2

Equador

Nesta primeira viagem eu aprendi uma lição, que acabei levando para o resto da vida: aprendi a receber. Pode parecer estranho e é comum que se diga que é difícil aprender a dar as coisas (ou o seu tempo) aos outros, mas uma coisa que eu aprendi é que eu tinha uma resistência muito grande em receber.

Por 30 dias eu fui hospedado, de graça, por pessoas que gastaram seu tempo e dinheiro para me fazer sentir bem-vindo. Elas passaram os dias comigo, não me deixavam pagar nada e ainda me davam presentes.

Eu me senti MUITO mal com isso. Quero dizer, por quê? Quem sou eu para eles fazerem isso? Eu sou ninguém para eles! Como é que eu posso retribuir?

E este é o nosso reflexo natural, de achar estranho um presente inesperado, como se nós tivéssemos a obrigação de retribuir tudo de alguma forma. E assim acabamos rejeitando o que nos é dado desta forma.

Quando eu agi assim, eu percebi que eles ficaram tristes ou até ofendidos. Após um pouco de reflexão, resolvi mudar a minha atitude. E isso fez toda a diferença. Ao invés de rejeitar ou pensar que havia segundas intenções, eu resolvi aceitar. “Vocês querem, além de me hospedar e mostrarem a cidade para mim, ainda pagar as minhas refeições? Uau! Obrigado. Eu me sinto muito honrado com isso!”. E isso era tudo o que eles queriam.

Londres 1

Londres

E qual é a conclusão disso? São muitas, na verdade. A primeira é que existem muitas pessoas boas lá fora. A outra é que, no fim, não havia NADA que eu pudesse fazer para retribuir tudo o que fizeram de bom para mim. O que eu POSSO fazer, entretanto, é ter gratidão e fazer para outra pessoa tanto que ela também não possa retribuir de forma alguma a atenção e carinho que eu proporcionei. Se esta pessoa se sentir tão grata quanto eu me senti, talvez ela se sinta compelida a continuar este ciclo de gratidão.

Aprendida esta lição, comecei a viajar pelo mundo ensinando línguas. Viajei um pouco mais e decidi me mudar para a Turquia: um país muçulmano, cheio de lugares bíblicos para visitar.

Turquia 1

Turquia

Eu sabia que seria um desafio, mas eu queria ser um Embaixador. Do Brasil, do meu estilo de vida e, sobretudo, cristão. Por muitas vezes eu fui o primeiro cristão que as pessoas conheciam.Dá para ter uma ideia da responsabilidade disso? Baseado em mim, as pessoas iam levantar ou derrubar preconceitos, da mesma forma que eu estava aprendendo mais sobre a religião muçulmana. Essa foi a minha maior honra de ter vivido um ano por lá.

Polônia

Polônia

Hoje, moro na Polônia, vivendo um novo desafio. Mas não sei aonde estarei nos próximos meses. Preciso decidir o que eu vou fazer no semestre que vem.

Desejem-me sorte no meu caminho!”

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Arnaldo Rafael Borges

Arnaldo Rafael Borges

Com formação em Jornalismo, já viajei bastante por este mundão. Além de morar por um ano na Austrália, conheci países como México, Argentina, Uruguai, Chile e Nova Zelândia e também gosto de compartilhar o que há de mais interessante e inspirador para o viajante.