Rio de Janeiro: Descobrindo os encantos do Parque Lage!

Olá a todos, sou Diana Schrok Bezerra Avelar do blog Histórias da Di e tenho o imenso prazer de participar deste blog maravilhoso, ainda mais escrevendo sobre o Rio de Janeiro, o que me enche de orgulho. Poder escrever sobre a Cidade Maravilhosa é um prazer inexplicável!

O Rio de Janeiro é tão cheio de paisagens e ambientes agradáveis que ficamos meio perdidos na hora de escolher um programa. Mas uma boa opção para fugir um pouco das praias que são fantásticas mas estão quase sempre lotadas, principalmente nos finais de semana e feriados, é o Parque Lage.

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DI CURTINDO O PARQUE LAGE – CRISTO REDENTOR ABENÇOANDO AO FUNDO

O parque fica localizado em uma área que inicialmente abrigava um engenho de açúcar que ia dos pés do Morro do Corcovado até às margens da lagoa Rodrigo de Freitas. Após muitas trocas de donos a terra passa a pertencer à Henrique Lage que constrói a mansão para sua esposa a cantora lírica Gabriela Besanzoni Lage.

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MANSÃO DO PARQUE LAJE E CHAFARIZ – CRISTO AO FUNDO

Atualmente o parque possui uma enorme área verde de jardins com Mata Atlântica, distribuídos em formas geométricas, além de lagos e grutas espalhadas pelos 52 hectares.

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ENTRADA COM A FLORA EXUBERANTE SE APRESENTANDO

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NATUREZA LINDA E VIVA!

LINDAS FLORES

LINDAS FLORES

A mansão tem um aspecto de casa romana, parece que você está em um filme da época dos Césares, principalmente devido à piscina com água azulada no pátio interno, lembrando os átrios romanos. Nela fica também a Escola de Artes Visuais que oferece diversos cursos e exposições.

PÁTIO INTERNO DO CASARÃO COM PISCINA

PÁTIO INTERNO DO CASARÃO COM PISCINA

VASO ESTILO ROMANO

VASO ESTILO ROMANO

ESCOLA DE ARTES VISUAIS

ESCOLA DE ARTES VISUAIS

DETALHE DE MOSAICO NA FACHADA DA MANSÃO

DETALHE DE MOSAICO NA FACHADA DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

EXPOSIÇÃO NO INTERIOR DA MANSÃO

Ao lado dessa água azulzinha como se não fosse suficiente por si só, existe um bistrô que recebe o nome de Café du Lage, onde você pode tomar café da manhã, almoçar, lanchar, jantar. Mas o clássico é mesmo tomar o café da manhã, mesmo que seja um pouco mais tarde se for em um final de semana (clássico brunch americano que está virando moda!). Você chega e fala para uma atendente quantas pessoas tem no seu grupo e normalmente tem uma fila de espera. Enquanto aguarda a sua vez você vai tirando umas fotos do Cristo ao fundo, curtindo o fresquinho que a piscina deixa ao redor. Tirando fotos da mansão que é uma obra de arte e também dos quadros dos alunos da EAV. Até que você é chamado e nem sentiu que estava esperando, você pode sentar nas mesas baixas com os futons ou nas mesas normais. Eu pedi o café completo, não achei muito maravilhoso… Mas é bem servido para uma pessoa e serve bem para duas pessoas que não comam demais. Com as paisagens e a energia tão boa em volta, hummmm, tudo fica perfeito!

CAFÉ DU LAGE

CAFÉ DU LAGE

CAFÉ COMPLETO

CAFÉ COMPLETO

Então vamos às dicas e ao que você pode fazer por lá:
• Primeiro é uma ótima opção por ser de graça. Você só gastará com o deslocamento ou estacionamento;
Se quiser ir de bicicleta tem área para guardar as bikes logo na entrada do parque, aí não terá gasto mesmo;

ÁREA PARA GUARDAR BICICLETA

ÁREA PARA GUARDAR BICICLETA

• Se for de carro ou moto o local possui estacionamento e você vai gastar no máximo R$7,00. Mas se puder dê preferência ao táxi, pois há limites de vagas;
Ótimo local para realizar piqueniques, muitos grupos de amigos, casais e famílias se reúnem em frente à mansão e abrem suas toalhas e cestas e aproveitam relaxando próximo ao chafariz;

PESSOAS FAZENDO PIQUENIQUE NO PARQUE

PESSOAS FAZENDO PIQUENIQUE NO PARQUE

Lazer ao ar livre, caminhadas, leituras, tirar fotos da flora exuberante, namorar, brincar com as crianças;

CRIANÇAS BRINCANDO FELIZES NO PARQUE

CRIANÇAS BRINCANDO FELIZES NO PARQUE

• Muitas pessoas aproveitam para fazer books no local, pois a área é muito bonita, para saber detalhes olhe no site do parque;
• Curtir as exposições da EAV;

EXPOSIÇÃO DE QUADROS DOS ALUNOS DA EAV

EXPOSIÇÃO DE QUADROS DOS ALUNOS DA EAV

• Tomar um belo café da manhã no Café du Lage;
Explorar a trilha que leva até o Corcovado, mas atenção: não é para iniciantes.

VOCÊ TAMBÉM PODE FAZER A TRILHA PARA O CRISTO!

VOCÊ TAMBÉM PODE FAZER A TRILHA PARA O CRISTO!

DADOS IMPORTANTES:
Endereço: R. Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Telefone: (21) 3257-1800
Horário: diariamente 08:00 – 17:00
Site: www.eavparquelage.rj.gov.br

Viram que não falta o que fazer no Parque Lage, portanto não vamos perder um dia maravilhoso e ficar em casa!

Beijos. Di. | Histórias da Di
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Minha cidade, meu destino: Ilha de Capri, Itália (Camilla Formisano | Capri)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série “Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. O vigésimo primeiro post da série traz coisas grátis para fazer em um dos destinos luxuosos do mundo, existe coisa melhor? Barbara Bueno, do blog Brasil na Itália, luta para valorizar o turismo brasileiro na terra da pizza e compartilha essas dicas super bacanas da italiana Camilla Formisano, confira:

5 dicas de programas bacanas e grátis na ilha de Capri, afinal lá também existem coisas grátis para fazer :-)

Vamos ser honestos, não dá para dizer que Capri é uma ilha barata, mesmo assim aqui também existem coisas interessantes para fazer grátis. Essas são algumas das minhas sugestões para uma visita em Capri sem gastar nada (balsa para chegar na ilha à parte). Porque nós acreditamos que a beleza é uma coisa democrática e que todos tem o direito de aproveitar.

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Um passeio pela espetacular Via Krupp
É um dos lugares mais bonitos de Capri, um caminho com subidas e descidas que vai contornando a montanha do centro de Capri até Marina Piccola. O panorama durante o percurso é o mesmo dos Jardins de Augusto, mas aqui você não precisa pagar nenhum bilhete ou entrada! Além disso, se você gosta de caminhar, em Capri existem diversas trilhas onde você poderá descobrir panoramas incríveis, veja mais aqui.

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Um mergulho na frente dos Faraglioni
Que tal experimentar o prazer de nadar em frente aos Faraglioni de Capri? Não é preciso entrar em um balneário a pagamento: em Marina Piccola existem duas praias com acesso gratuito, uma delas com vista para os Faraglioni. Elas ficam para os lados do “Scoglio delle Sirene” e costumam ficar bem cheias durante o verão. A água é sempre transparente, o único defeito é que o sol vai embora já na metade da tarde. Aqui você descobre mais sobre o acesso às praias de Capri.

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Visitar o parque filosófico da Migliera
Sessenta tijolos que simbolizam as máximas e aforismos da filosofia ocidental. Um percurso em meio à natureza e para a mente criado por um casal de suecos, em um dos lugares menos frequentados e selvagens da ilha.

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Visitar a casa de McKenzie em Cetrella
Nos arredores do eremitério de Cetrella, um pouco abaixo do topo do Monte Solaro, você encontra a casa do escritor escocês. Hoje ela foi transformada em um centro de estudo da fauna e flora local, aberto a visitantes. Para obter informações sobre horários de visita, basta telefonar para +39 081.8371157. É possível chegar lá com uma trilha que parte da Piazza della Vittoria de Anacapri (mais ou menos uma hora de caminhada).

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Vip watching entre a Piazzetta e a Via Camerelle
O ponto de encontro dos VIPs que vem passar férias na ilha de Capri, durante o verão são as mesinhas da Piazzetta e a Via Camerelle. Aqui você poderá encher os olhos com as vitrinas das lojas de luxo e parar para assistir aos artesãos que criam sandálias feitas  a mão ali na sua frente. O horário melhor para encontrar um “vip”? No final da tarde, após às seis, quando todos os turistas que vem apenas passar o dia já foram embora.

As dicas do artigo foram escritas por Camilla Formisano e traduzidas por Barbara Bueno do blog Brasil na Itália, que também passou para português o site Capri.com.

Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

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Conheça o Parque Nacional de Krka (Sibenik), um verdadeiro oásis croata!

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Pertinho da cidade de Sibenik-Knin (Dalmácia central) e a cerca de 80 km de Split, encontra-se um dos mais lindos parques nacionais da Croácia e o segundo mais conhecido – depois dos lagos Plitvice -, o Parque Nacional de Krka.

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Com sete cascatas, sendo a principal delas e a mais impressionante a Cachoeira Skradinski Buk (e onde, inclusive, o turista pode tomar banho e nadar com os peixes!).

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Seja passeando de barco ou fazendo a trilha por uma passarela de madeira de cerca de 2 km pelo parque, a visão que se tem é de um pedaço do céu aqui na terra! Na primavera, com as flores e todo o verde ao redor, a paisagem e o passeio ficam ainda mais agradáveis. As águas azuis, verdes, as quedas d’água, as cavernas, fauna e flora, o cheiro da terra… sensações que só mesmo estando lá para descrever. Espetacular!

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Com aproximadamente 100 km² de superfície, é possível percorrer todo o parque por essas pontes de madeira e passar pelas diferentes cascatas e formações rochosas ao longo do parque. Possui também restaurantes e um pequeno museu etnográfico, logo na entrada do parque, onde é possível ver como funcionava os moinhos de engenho de antigamente. Um pouco de história dentro dessa maravilha que é Krka.

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De barco pode-se visitar a ilha de Visovak, o monastério de Krka, a cascata Roski slap e a fortaleza Trosenj. Da cidade de Skradin há saídas de barcos com guias locais, e reservas precisam ser feitas com antecedência.

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Pra quem curte engenharia e afins é possível conhecer um pouco da história do parque e saber sobre o plano da antiga hidroelétrica de Krka, de 1895. Também, com a queda d’água de Skradinski Buk de 50 m de altura, não tem como não ter sido uma hidroelétrica nos moldes do passado! Ao longo da trilha, painéis explicativos e as ruínas podem ser vistas, e uma curiosidade: a cidade de Sibenik, graças a esse projeto, recebeu energia elétrica antes mesmo de Viena, Roma, Londres e tantas outras cidades européias! Legal, né?

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Veja mais detalhes e informações sobre o parque no site oficial www.npkrka.hr e conheça mais sobre a Croácia aqui no Rodando Pelo Mundo, nos posts com muitas dicas sobre Zagreb Split.

Texto e fotos:
Debora Pedroni 
(colaboração exclusiva para o blog RodandoPeloMundo.com)

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Minha cidade, meu destino: Maputo, Moçambique (Astrid Sekkel | Maior Estilo)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série “Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. O vigésimo post da série merecia um destino especial, e é o que nos traz a nossa convidada Astrid Sekkel, do blog Maior Estilo. Nada dos clássicos lugares turísticos, muito pelo contrário. Nem ela imaginava de acabar criando uma conexão especial com Moçambique, e temos o prazer de compartilhar dicas sobre a capital e maior cidade do país: Maputo.

Se alguém me perguntasse onde eu gostaria de ter uma segunda casa, com certeza a resposta não teria sido Moçambique. Mas o destino mostrou quem manda e há dois anos é lá que passo muitos dos meus dias. Conhecer este país exige mais que vacinas em dia, exige compaixão, olhar sem preconceito e vontade. Foi assim que desembarquei em Maputo pela primeira vez, diante do novo e da força do mais antigo continente.

As marcas de uma guerra ainda são visíveis tanto nas construções como no povo, mas o crescimento avança rapidamente transformando a cidade tomada pelo lixo e pelo descaso público em uma verdadeira capital. Há bons hotéis, bons restaurantes, artesanato de primeira, lindíssimas praias banhadas pelo morno oceano Indico e segurança! Pasmem, Moçambique é um dos países mais seguros da África. Além disso nosso Real vale mais que o Metical (dinheiro local), o que faz a viagem ter aquele “que” de vantagem, né?

Vale a visita:

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Vista de Maputo e a Ilha de Inhaca

Praia
Além de ser a mais próxima, tem a melhor vista de Maputo, é do barco quando atravessa a baía rumo a ilha de Inhaca. Na ilha, a cor do oceano, sua diversidade marítima, a temperatura da água e a simpatia do povo encantam. Vale a pena dormir no único hotel da ilha, da rede Pestana (www.pestana.com), e voltar feliz no dia seguinte. Dois tipos de barco partem do cais nos finais de semana, um mais moderno e outro simples e bem baratinho que os nativos usam todos os dias.

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Caminhos de Ferro e a Casa de Ferro

Cultura
Os “Caminhos de Ferro” ficam na baixa, a região central da cidade. A antiga estação de trem ainda funciona apesar de ter comemorado 100 anos e tem bar, café, museu e loja. A arquitetura é atribuída ao grande Eifel, que também deixou sua marca na Casa de Ferro, outra obra para visitar (se encontrar aberta) na mesma região. Em frente a estação aproveite para conhecer a Fortaleza, antigo forte, bem preservado que rende lindas fotos!

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Doces e pães portugueses e o famoso camarão tigre grelhado (enormeeee)

Gastronomia
Em Moçambique não deixe de experimentar os frutos do mar, os anéis de lula deveriam se chamar pulseiras e o camarão tigre grelhado é imperdível! Num país de extrema pobreza, tudo vira alimento, por isso as folhas da mandioca se transformam em Matapa, um creme verde delicioso que se come com frango assado, de preferência com piri piri a pimenta local. De herança portuguesa além da língua, ficaram os doces! É fácil encontrar os famosos pastéis de nata e todo tipo de docinhos portugueses além de excelentes restaurantes com a típica comida dos colonizadores. Come-se muito bem!

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Mulheres usando a vestimenta típica “capulanas” e a feira de artesanato

Compras
O melhor artesanato está bem organizado numa feirinha diária bem localizada, mas a toda hora tem gente correndo atrás de você tentando vender alguma coisa, se for branco e loiro então… tá na cara que é turista!!! Não tenha medo de jogar o preço lá em baixo e negociar muito. O moçambicano adora esse “jogo” e sempre pede mais alto. Se não te interessar não adianta dizer não. Diga em changana (a língua africana local): Aninamale! Essa palavra quer dizer não tenho dinheiro e é respeitada imediatamente. Não deixe de comprar as famosas Capulanas, o tecido que as moçambicanas usam como saia enrolados na cintura. Além de lindos, tem história: muitas vezes são a única herança que uma mãe deixa para as filhas e servem como vestimenta, como cobre leito e como suporte para amarrar os bebes nas costas.

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Leões no Kruger Park e o Reino da Swazilândia

Aventura
Bem pertinho da fronteira com a África do Sul está o Kruger Park, o mais famoso parque para fazer safáris e ficar lado a lado com os “big fives”, cinco mais respeitados animais africanos. Pode se contratar passeios de um dia ou mais e aproveitar a noite no parque visitando o habitat natural dos bichos noturnos. Há hotéis fantásticos e toda estrutura. Se puder estique um dia em Nelspruit, uma das cidades mais antigas, bem organizada e com excelentes centros de compra. Na outra fronteira – e tão perto quanto – está o Reino da Swazilândia, o menor país africano e o único do mundo que ainda é monarquia absoluta, cujo rei faz questão de se vestir com peles e manter a tradição de muitas mulheres. Este destino merece um post a parte porque é um Reino!

Moçambique é mistério, aventura e beleza. Enjoy!!!

Astrid Sekkel
Blog: 
Maior Estilo

Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

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Melhores opções de hospedagem e atrações em St. Moritz / Engadina (Suíça)

É sempre mais comum cruzar com brasileiros passeando aqui pela Suíça, e não foi diferente em St. Moritz. Nem sempre eu puxo papo, mas vi uma família grande fazendo compras no supermercado (com cestas lotadas de chocolates de todos os tipos) e acabei perguntando se era a primeira vez que eles visitavam e tal, mas pra minha surpresa a resposta foi bem diferente. Essa viagem é uma tradição de mais de 10 anos nessa família de Natal-RN, onde de 12 a 15 pessoas – só os homens – passam uma temporada de inverno em St. Moritz, entre a pista de esqui e as jogatinas no cassino. Sabe aquelas pescarias no Pantanal, pois é, só que essa família trocou os peixes pelos Alpes. E não só eles, já que a região (de 5.400 habitantes) chega a receber cerca 20.000 turistas todos os anos.

Pioneira no turismo invernal, St. Moritz e seu “clima campagne” atrai turistas há mais de 150 anos e se consolidou como um dos destinos mais requintados em todo o mundo – e os impressionantes 350km de pistas, 200km de percursos cross-country e 150km de trilhas da região de Engadina estão ai para provar.

Os tradicionais hotéis também não me deixam mentir, são mais de 40, esbanjando luxo e estilo. Apesar de eu ter escolhido uma opção mais em conta, tem muita gente que não economiza nas férias e achei interessante divulgar vários deles, para todos os gostos e bolsos. Veja a localização de todos eles no Google Maps.

rodandopelomundo_stmoritz_badrutts-palace2Badrutt’s Palace: Luxuoso hotel 5 estrelas, localizado no centro da cidade (a 300 metros de distância do lago), conta com quatro restaurantes, piscina coberta, spa, academia, recepção 24 horas, estacionamento com manobrista, acesso Wi-Fi gratuito, quadra de tênis no verão ou pista de gelo no inverno e um serviço de translado gratuito de ida e volta para a estação de trem, a 500 m de distância. Para as estadias de 2 ou mais diárias na temporada de inverno, 1 passe para a pista de esqui está incluído em todas as tarifas para cada dia. Fica na área com as melhoras lojas do centro da cidade, o lugar ideal para quem gosta de compras e requinte.

rodandopelomundo_stmoritz_kulm-hotel2Kulm Hotel: Um pouco afastado, mas ainda no centro, com uma vista privilegiada para o lago esse gigante 5 estrelas é meta de magnatas, empresários e celebridades do mundo inteiro, que se rendem ao mix do conforto de última geração e a elegância luxuosa. Engloba as requintadas refeições gourmet até a mais refinada cozinha internacional, além de uma grande diversidade de sofisticados bares e restaurantes. Spa & wellness, eventos, festas exclusivas, golf são algumas das atrações de um dos mais famosos hotéis da região. Enfim, ideal para quem busca os mais elevados níveis de conforto e conveniência.

rodandopelomundo_stmoritz_kempinski-grand-hotel2Kempinski Grand Hôtel des Bains: Outro gigante 5 estrelas, da famosa rede de hotéis Kempinski, une luxo com uma rica tradição. Os quartos e suítes são muito espaçosos, e muitos têm varanda ou terraço. Conta com um spa de 2.800 m² (piscina coberta aquecida, várias saunas secas e a vapor, uma cama de bronzeamento e uma área de relaxamento) em estilo alpino, academia 24 horas e 2 restaurantes premiados: 1 estrela Michelin e um total de 45 pontos no Guia Gault Millau. Fica próximo do centro e vizinho ao cassino.

rodandopelomundo_stmoritz_Schweizerhof2Schweizerhof: Tradicional hotel 4 estrelas situado na Praça do Sol, no centro da cidade, beneficia de vistas magníficas sobre o lago e de acesso Wi-Fi gratuito. Se você busca as melhores pistas da região, ele fica apenas a 3 minutos a pé do funicular de Cantarella. Requintada cozinha local e a área de relaxamento no último piso são ótimas pedidas, mas o destaque fica com os bares, muito populares e movimentados durante a noite. E quem for curtir a noitada ou as pistas, o hotel conta com um jardim de infância durante o inverno. O buffet de pequeno-almoço está incluído na tarifa do quarto, e o acesso Wi-Fi gratuito está disponível nos andares superiores do hotel.

rodandopelomundo_stmoritz_Hotel-Monopol2Hotel Monopol art boutique: Outro 4 estrelas, vizinho ao Schweizerhof, compensa a falta da vista panorâmica dos primeiros andares com a localização perfeita e a cobertura – com o Wellavista Bar e um spa, onde você pode desfrutar da vista panorâmica fazendo academia, nas saunas e chuveiros ou nas banheiras e chuveiros de hidromassagem. Todos os quartos oferecem TV de tela plana, frigobar e banheiro com roupões e chinelos. O local também disponibiliza massagens e tratamentos de beleza diversos. O Restaurante Mono serve pratos da autêntica cozinha italiana e uma grande variedade de vinhos. Muito requisitado como alternativa aos 5 estrelas.

rodandopelomundo_stmoritz_Hotel-Laudinella2Hotel Laudinella: Foi o que nós escolhemos, um 3 estrelas bem mais em conta, mas ainda sim bem perto do centro (fomos a pé ou de ônibus várias vezes) e do lado do lago de St. Moritz. Fomos bem recebidos, com um serviço de transporte grátis entre o hotel e a estação central de trem, mas o destaque mesmo ficou por conta dos cinco restaurantes, dois bares e um take-away! Comida italiana, asiática, francesa, suíça, drinks, relax… não tem como enjoar e os preços são na média suíça. O quarto era grande e muito limpo, com uma bela vista da região. Oferece uma pequena área fitness, uma sala grande com jogos pras crianças e um café da manhã completo e bem variado. Para quem vive conectado, tem WIFI grátis nos quartos e também dois computadores no saguão. Existe também uma área wellness na cobertura, mas não chegamos a desfrutá-la. Na relação preço/qualidade valeu a pena, gostamos muito!

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All In One Hotel – Inn Lodge: Localizado na bela e tranquila zona de Celerina (a menos de 5 minutos de carro de St. Moritz e dos teleféricos de Celerina e a 450 m da Estação de Trem Celerina Staz), esse hotel oferece acomodações contemporâneas com TV via satélite e Wi-Fi gratuito e um conceito inovador – promete satisfazer mochileiros e também quem busca luxo, em uma ótima relação qualidade/preço. A variedade de opções é incrível: Estúdios com cozinha bem equipada e área para refeições, quartos de casal, quartos com  4, 6 ou 8 camas e até mesmo dormitório com 12 lugares (precisa ter saco de dormir). Conta ainda com um bistrô lounge bar e estacionamento gratuito. Não cheguei a me hospedar nele, mas conheci as instalações e parece ser realmente muito bom, fica como destaque para quem busca economizar e fugir um pouco do centro.

Entre as muitas atrações da região de Engadina, cercada por uma infinidade de montanhas alpinas e belíssimos lagos, estão uma oferta incrível de esportes invernais, as corridas de cavalo, campeonatos mundiais de esqui (será palco mais uma vez em 2017), torneios de Polo, o requintado Gourmet-Festival, entre outros. O que mais me chamou a atenção foi o Snowkiting, um kitesurf nos lagos congelados, aproveitando os fortes ventos que cortam a região. Uma coisa é certa, não faltam opções para quem quer curtir o inverno em movimento ou relaxar degustando especialidades gastronômicas do mundo todo. Foi nesse cenário de filme que tentei pela primeira vez o Snowboard, saiba como foi nesse post.

Pesquise as melhores opções de hospedagem com o portal Booking.com:

Agradeço mais uma vez a Engadin St. Moritz e Suíça Turismo, que nos apoiaram nessa aventura. Acesse esses portais acima para maiores informações sobre a região e os detalhes de todos os eventos.

Leia também aqui no blog:
Rodando por St. Moritz | parte 1 – a viagem

Rodando por St. Moritz | parte 2 – Snowboard
Rodando por St. Moritz | parte 3 – Muottas Muragl

OBS.: Algumas informações dos hotéis foram baseadas nas descrições dos respectivos hotéis no portal Booking.com, com o qual somos parceiros afiliados. As informações foram pesquisadas em maio de 2013, sendo assim o RodandoPeloMundo.com não se responsabiliza por dados incompatíveis com a realidade.

Grande abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com
facebook / twitter

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Minha cidade, meu destino: Zagreb, Croácia (Marilia Peixoto | Uma Brasileira na Croácia)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série “Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. No último post a Debora falou sobre Split, mas um país tão incrível quanto a Croácia merecia mais! E ninguém melhor do que a nossa décima nona convidada, Marilia Peixoto, que é guia turística, dona de agência de turismo, professora de história e autora do blog Uma Brasileira na Croácia, para revelar todos os mistérios de Zagreb, a acolhente capital croata!

Michel, adorei o convite e a ideia! Valeu pela indicação! Gostaria de apresentar então 5 lugares imperdíveis que adoro na cidade em que escolhi morar há 5 anos: Zagreb, Croácia!

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Rua Tkalčićeva
A cara e o charme de Zagreb estão representados nesta rua: cheia de bares, restaurantes e galerias de arte. No passado, era um riacho que dividia dois povoados rivais e hoje um lugar que une a população local e turistas numa atmosfera descontraída e bacana. O melhor lugar para se conhecer os hábitos dos locais, tomar um café como todo bom croata faz e curtir a vida. (Mais informações)

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Mercado Dolac
Para quem gosta de conhecer os hábitos de um povo, nada melhor do que ir à feira. Todos os dias, há mais de 80 anos, os produtores de diferentes regiões se encontram, trazendo produtos frescos como frutas, legumes, queijos, ovos, óleos e souvenirs. Dar uma passadinha de manhã, provar uma fruta e comprar umas flores é uma pedida certa pra quem está em Zagreb. (Mais informações)

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Cemitério Mirogoj
A sugestão de ir ao cemitério, para muita gente é estranha para não dizer, bizarra! Mas para quem vive em Zagreb, o Mirogoj acaba tendo um significado muito diferente, pois é considerado uma galeria de arte a céu aberto, com lindas estátuas cemiteriais, castanheiras e cúpulas. A atmosfera deste cemitério é muito leve e se tem a sensação de estar num parque. Recomendo certamente a visita, principalmente no outono, quando as folhas das eras estão avermelhadas e o cheiro das castanhas portuguesas assadas estão no ar. (Mais informações)

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Lago Jarun
Poucos turistas sabem que Zagreb possui 2 lagos artificiais. O mais conhecido é o Jarun, um local muito agradável, considerado a praia dos zagrebinos. Com bares, restaurantes, baladas e ciclovias, este lugar é muito bonito e diferente, podendo ser visitado qualquer dia da semana. Tem-se a sensação de estar num oásis no meio da cidade. (Mais informações)

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Torre de Lotrsčak e o Calçadão Strossmeyer
A cidade Alta de Zagreb oferece ao visitante uma volta ao passado, através da sua arquitetura, atmosfera, iluminação e charme. A torre Lotrsčak delimita o sul desta parte da cidade que no passado era um dos portões de entrada dos visitantes. Hoje em dia, é marcada por um estouro diário de um canhão, ao meio dia e se tem uma visão fantástica panorâmica ao subir no topo. Durante o verão, ao lado da torre existe uma programação cultural no Calçadão Strossmeyer, conhecido como Strossmartre, uma versão zagrebina do Montmartre parisiense. Lá são realizados diariamente shows e oficinas de marionetes para crianças, além de haver artistas vendendo as suas obras. O chopp é gelado, o vinho na temperatura certa e a sombra das castanheiras fazem deste lugar um espaço mágico em Zagreb. (Mais informações)

Espero que com essas dicas todos os visitantes de Zagreb possam desfrutar um pouquinho mais do que esta cidade tem a oferecer!

Marilia Peixoto
Blog: Uma Brasileira na Croácia

Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

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Morro de São Paulo, Bahia: dá uma vontade louca de ficar por lá

Meu irmão Marcel já escreveu alguns posts para o blog, mas dessa vez quem participa é a minha irmã Tatiana! Ela esteve em Morro de São Paulo e escreveu um post super legal sobre as “férias de mel” com o noivo Fernando, autor dessas fotos incríveis! Valeu maninha!

Coexistem três formas de se chegar a Morro de São Paulo: embarcar em Salvador-BA num catamarã percorrendo o mar por 2h30; ir de carro até a cidade de Valença-BA e depois pegar uma lancha por uns 20 minutos; e, opção mais cara, porém acessível para alguns, é o voo - alguns aviões fazem o trajeto diariamente. Nossa escolha foi pelo percurso de catamarã, com cuidados básicos, como: não estar com o estômago vazio, tomar remédio que ajuda a evitar enjoos e sentar na parte de trás do barco onde balanço é menor. Funcionou! Não desperdiçamos energia para gerenciar tão inoportuno mal estar e conseguimos contemplar plenamente os sutis detalhes do trajeto.

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Aos poucos Salvador ficou distante e uma imensidão de mar nos invadiu. As águas criavam um movimento que hipnotizava. Avistávamos de tal forma o horizonte azul que parecia ser possível tocá-lo. Esparsas nuvens cobriam o céu e o sol ardia na pele. O som forte do motor do catamarã dificultava percebermos o silêncio que mora nas profundezas do Oceano Atlântico.

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Ainda dentro do barco foi possível antecipar que na Ilha de Tinharé, onde fica o charmosíssimo Morro de São Paulo, difunde-se uma arquitetura que salpica muitas cores na natural paisagem bela. Aportamos no Morro numa segunda-feira de março/2013. O “porto” é uma faixa de concreto fixa sobre o mar. Na ilha não transitam carros, motos ou bicicleta, tudo é feito a pé. “Táxi”, somente para as malas, por valores a partir de R$ 5,00 (cinco reais). Vários homens de diversas idades abordam os turistas oferecendo o serviço. O táxi, alguns (inclusive) pintados do tradicional amarelo, são carros de mão, iguais àqueles utilizados na construção civil.

Para passar pelo portal de acesso ao Morro de São Paulo é preciso enfrentar a primeira ladeira, a qual antecede uma segunda e mais íngreme, acompanhada todo o tempo de uma escada de muitos degraus. Vale a pena o suor e o esforço, porque à medida que se adentra no Morro é possível visualizar detalhes estampados nas fachadas das pousadas e casas. A doce praça da vila nos acolhe, quase num abraço. Uma árvore grande, rodeada por uma varanda de madeira, redobra a vontade de lá sentar-se por um tempo. O tempo, naquele Morro, passa completamente diferente…

As praias têm o nome da ordem que são acessadas a pé: Um, Dois, Três e Quatro. Nós recebemos a indicação-insistente de nos hospedarmos na Praia Dois por vários motivos: localização, infraestrutura, praticidade e astral. Já tínhamos acertado a reserva numa pousada. Fizemos tudo pela internet e, acertamos!

Depois de andarmos por uns 10 ou 15 minutos sob o sol forte e o pouco vento, chegamos à Bahia Brasil, pousada onde ficaríamos por 4 dias. A pousada praticamente não tem portas, tudo está aberto para acolher quem chega. Obras de arte na parede, máscaras se entreolhando e a mistura de bom gosto entre tijolos, sisal e palheta de cores que oscilam prioritariamente entre o branco e o vermelho. Fomos gentilmente acolhidos e informados sobre bons lugares e passeios, além de cuidados necessários no local. Tivemos pressa em deixar as malas e ir cair no mar. No Morro, a água fica visualmente imóvel, há apenas um sutil balanço. Os arrecifes criam um ambiente de paz e conexão. A vontade é ficar na água até o dia nascer de novo.

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Naquela primeira tarde caminhamos pelas praias. À medida que o número do nome da praia aumentava, diminuía o número de pessoas ao redor. A menos movimentada era a Praia Quatro: areia branca, muita água e as marcas dos arrecifes na beira da pequenina onda. Da Praia Dois até a Três seguimos por uma agradável calçada de madeira. De um lado areia e mar e, do outro, várias pousadas, alguns bares e lojas. O movimento era envolvente. Barcos e caiaques dividiam espaço naquela imensidão de água.

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De dentro da Ilha dá a impressão que nada mais existe ao redor. Somos tomados pela sensação de que o mar termina no céu e, que o céu, descansa no mar. Os idiomas se misturam… o que já tínhamos percebido claramente desde o Catamarã. Muitos argentinos, italianos, chilenos. Vários brasileiros. O espanhol e o português estavam misturados na língua dos trabalhadores do Morro. Seja nas lojas, nos táxis ou na praia era comum sermos abordados com um ¡Hola!

No final de tarde voltamos a passear na vila. Várias lojas e restaurante dividiam a nossa atenção. Pessoas de diferentes idades e estilos passavam por aquelas ruas calçadas e/ou de areia. Diversas opções de balada atraiam os turistas, nós, escolhemos descansar. Adormecemos de exaustão.

Na manhã seguinte fomos agraciados com um delicioso café da manhã. Era transbordante a qualidade e capricho das opções gastronômicas da pousada em que estávamos. Logo saímos para um dos mais tradicionais passeios oferecidos aos visitantes: a “volta à ilha”. Partimos em torno das 9h30 e regressamos às 17h. A comprida e grande Ilha de Tinharé avistada completamente circundada. Uma surpresa foi presenciar uma dança de peixes, que coletivamente saltavam em nossa direção.

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Na primeira parada do passeio mergulhamos nas piscinas naturais de Garapuá, depois conhecemos um recorte da Ilha de Boipeba, num canto onde se mistura o salgado e o doce, já que o mar conversa harmonicamente com as águas do Rio do Inferno. Com aquelas águas no corpo, tínhamos a sensação de que o calor não ia nos tomar por inteiro. Ali, fomos convidados a degustar lagostas recém-pescadas e cozidas na manteiga. Uma boa opção de sabor! Logo mais, na parada seguinte, tínhamos à chance de degustar ostras ou de cair na água salobra. Era necessário celebrar aquele encanto. Fernando jogou-se naquele frescor e, eu, aproveitei para pegar a máquina fotográfica e fazer um registro certeiro.

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A última parada do passeio foi na segunda cidade mais antiga do Brasil: Cairu. Caminhamos pelas ruas estreitas e fomos mergulhar nas marcas das gerações, nos azulejos azulados nas paredes do antigo Mosteiro (em restauração).

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De volta ao Morro, percebemos como é importante ter a chance de viver mais em conexão com o contexto. Praticamente não utilizamos os telefones celulares, apenas para tranquilizar os familiares de que tudo corria maravilhosamente bem. Andávamos a pé, dia e noite. O raro sossego nos tomava por inteiro, tanto que, no dia seguinte à vontade foi apenas de ficar naquela Praia Dois pelo tempo que a coragem deixasse. Alternamos entre jogar frescobol, ficar dentro do mar conversando ou comer um peixe frito sob a proteção do guarda-sol.

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Um passeio na vila era sempre uma boa pedida. Sentados num restaurante, ficamos olhando a praça, onde era nítida a mescla entre moradores e forasteiros. Meninos brincavam de jogar bola, mães e filhos passeando, casais de mãos dadas, pessoas ao telefone, táxis com malas. Ao entardecer vale muito a pena conferir o pôr-do-sol da Toca do Morcego, que fica pouco abaixo do Farol. Beleza envolvente, astral energizante e muita memória para ser impressa permanentemente no corpo. Há algo de inenarrável naquele instante em que o brilho do sol deita sobre a água salgada.

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No final daquela madrugada, uma passageira chuva lavou a areia e ainda ao amanhecer, caiam gotas do céu. Dava mesmo vontade de chorar em pensar em ir embora daquela grandiosa paz. Porque, apesar do agito, Morro de São Paulo ainda guarda a segurança de um vilarejo que passou a viver do turismo. Fomos muito bem atendidos em todos os lugares que transitamos, e tivemos uma constante sensação de segurança, mesmo quando deixamos a bolsa na mesa para ficar saboreando as águas salgadas quentes de um mar quase parado, uma piscina imensa e infinita.

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Moramos em Fortaleza-CE, onde vivemos a constante possibilidade de desfrutar do adorável calor do nordeste e de verão (praticamente) o ano inteiro. Mesmo assim Morro de São Paulo-BA nos conquistou de tal forma, que não dava mais vontade de sair dali. Partimos com a enorme vontade de ficar por lá.

Texto: Tatiana Passos Zylberberg
Fotos: Fernando Bacelar Paiva

Registro de nossas férias de mel
em Morro de São Paulo – Bahia – Brasil
em março de 2013

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