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O entrevistado da vez é Pedro Carneiro Leão, grande amigo, recifense, aniversariante do dia (22/06). Está completando 30 anos, casado com Renata e curtindo a chegada do primeiro filho! (Parabéns e felicidades sempre para todos vocês!)

Engenheiro Civil da multinacional Odebrecht, trabalha já há alguns anos em Angola (África) e também aceitou o convite para compartilhar um pouco das suas experiências de vida.

Nos conhecemos através do meu amigo (irmão dele) Romero, nas minhas viagens para Recife, onde fui sempre muitíssimo bem recebido e me sentia parte da família!

Melhor deixar as apresentações de lado e partir para o que interessa! :)

Rodando Pelo Mundo: Como foi passar boa parte da vida em paraísos como Recife, Tamandaré e outros tantos lugares irados no nordeste? Quais você recomendaria?

Pedro Carneiro Leão: Me sinto sortudo por ser Recifense e de ter paraísos próximos como Tamandaré, Porto de Galinhas / Maracaípe, Maragogi, Pipa, Canoa Quebrada, Jericoacoara… são muitos que eu recomendaria! Isto me tornou um “praieiro”. Indico estes lugares, mas com certeza tem diversos outros que valem o tanto quanto.

“Você é do tamanho dos seus sonhos!” (Reveillon em Tamandaré)

“Você é do tamanho dos seus sonhos!” (Reveillon em Tamandaré)

RPM: Quais os países você visitou além de Angola? Quais você gostou mais?

Pedro: Nas Américas, EUA, México, Argentina e Chile; Na Europa, Portugal, França, Holanda, Bélgica, Inglaterra e Escócia; Na África, Angola, África do Sul e Namíbia. É complicado dizer qual destes eu gostei mais, pois cada um tem seu charme e suas características. O que posso afirmar é que, devido as minhas experiências mais recentes, não deixem de conhecer a África!

RPM: Fale um pouco da tua profissão e da tua carreira. Como foi o reflexo da crise na Odebrecht? Qual a previsão de crescimento dentro da empresa?

Pedro: Ser engenheiro civil não é fácil, pois assim como o artista vai aonde o povo está, o engenheiro vai aonde estão as obras, portanto somos quase nômades. Mas isso é um dos pontos fortes, pois temos a oportunidade de conhecer pessoas, lugares e culturas das mais variadas! E para aqueles dispostos a enfrentar tudo isso, o crescimento é mais rápido. Mas não é fácil, ainda mais em momentos de crise como este. Porém, é nas adversidades que os melhores se destacam, utilizando dentre outras coisas a criatividade. Com relação ao crescimento, sempre uso uma frase que li um tempão atrás: “Você é do tamanho dos seus sonhos!”.

"Ser engenheiro civil não é fácil, pois assim como o artista vai aonde o povo está" (Namíbia, África)

"Ser engenheiro civil não é fácil, pois assim como o artista vai aonde o povo está, o engenheiro vai aonde estão as obras, portanto somos quase nômades." (Namíbia, África)

RPM: Muitos brasileiros têm a chance de ir trabalhar no exterior, mas nem todos têm coragem. Como foi a decisão e a reação da família e amigos?

Pedro: Por conta do histórico familiar, e também da natureza da minha área profissional e perfil da Odebrecht, o exterior sempre foi uma possibilidade viável e próxima. A reação com esta mudança foi natural, por incrível que pareça, pois esta idéia sempre esteve presente nos meus planos e consequentemente nos planos da minha família também. E como dizem, o lucro é proporcional ao risco… portanto arrisquem!

RPM: Você chegou a se arrepender de ter ido morar na África? Qual seria o conselho para quem está enfrentando um desafio desse tipo?

Pedro: Não me arrependo não… pelo contrário, na verdade fico orgulhoso em estar enfrentando e vencendo este desafio junto com a família! Acho o arrependimento um sentimento que não devemos ter. Aconselhar é uma das tarefas mais difíceis, mas devemos ter uma base familiar e de amigos que te dê suporte para enfrentar as dificuldades que com certeza aparecerão, e também ter pessoas para dividir e aproveitar os bônus de toda essa loucura!

"O que posso afirmar é que, devido as minhas experiências mais recentes, não deixem de conhecer a África!" (Cabo da Boa Esperança, África)

"O que posso afirmar é que, devido as minhas experiências mais recentes, não deixem de conhecer a África!" (Cabo da Boa Esperança, África)

RPM: Em Angola a questão de segurança é um pouco complicada, poderia explicar mais ou menos como é o dia a dia de uma pessoa como você e como você reage a tudo isso?

Pedro: Por incrível que pareça, nos sentimos mais seguros aqui do que no Brasil! A violência urbana preocupa os brasileiros, mas aqui não temos tanto este medo (por enquanto…). Porém, no centro da cidade e em alguns bairros mais pobres, existe sim alguma insegurança. No bairro que moramos, Talatona, é mais tranqüilo, e o fato de morarmos em condomínio fechado ajuda bastante. Mas também tentamos não nos expor muito, pois somos estrangeiros em um país da África.

RPM: Como foram os primeiros meses sozinho e depois a chegada da esposa? Ela também se adaptou bem?

Pedro: O início foi bom para focar no trabalho, entender como as coisas funcionam por aqui e começar a assimilar a cultura local. Mas também para organizar a casa para a chegada da esposa. Após 2 meses, Renata veio e se adaptou super bem! Já tínhamos alguns amigos brasileiros aqui, o que facilitou bastante, porém o ponto crucial é estarmos abertos para o novo, sem preconceitos e buscar olhar as coisas por outro ângulo. Isso sim é a chave para nos adaptarmos às novas culturas.

"Por incrível que pareça, nos sentimos mais seguros aqui do que no Brasil! (...) Mas também tentamos não nos expor muito, pois somos estrangeiros em um país da África."

"Por incrível que pareça, nos sentimos mais seguros aqui do que no Brasil! (...) Mas também tentamos não nos expor muito, pois somos estrangeiros em um país da África."

RPM: Com a chegada dela, veio também o primeiro filho. Como foi passar os primeiros meses longe da família? Quais são os projetos para o futuro e os próximos destinos?

Pedro: Não foi fácil ter que voltar para Angola 10 dias após nascimento do filho. Mas consegui umas férias, e logo depois eles já voltaram comigo. Temos que “pagar uns preços”, infelizmente… mas valeu demais!

Sobre os próximos projetos e destinos, estamos todos passando por momentos difíceis por conta da crise mundial e com isto precisamos ter cautela e atenção, pois a fase não é boa. Precisamos pensar primeiro em “sobreviver” nesta crise, para então voltarmos a crescer.

"Porém o ponto crucial é estarmos abertos para o novo, sem preconceitos e buscar olhar as coisas por outro ângulo. Isso sim é a chave para nos adaptarmos às novas culturas." (Praia dos Carneiros)

"Porém o ponto crucial é estarmos abertos para o novo, sem preconceitos e buscar olhar as coisas por outro ângulo. Isso sim é a chave para nos adaptarmos às novas culturas." (Praia dos Carneiros)

RPM: A tua família é muito unida, mesmo com cada um morando em um lugar diverso, se reúnem sempre no final de cada ano. Até que ponto vale o sacrifício, com um filho pequeno, de fazer uma longa viagem e estar com a família?

Pedro: O que vale mesmo na vida é a família, os amigos e as experiências compartilhadas. Isso é o que levamos com a gente pra sempre, e não tem preço. É esse sentimento, a valorização da família / amigos, que torna o sacrifício para nos reunirmos um grande prazer com momentos únicos de convivência que infelizmente não temos durante o ano. Já virou uma tradição familiar: pegamos alguns dias no final de dezembro para conversarmos sobre o ano que está acabando e também planejar o seguinte, dividir nosso planos e idéias, e também contribuir como um todo. Não é fácil, pois Luis mora na Austrália com Gisele, Romero em Mossoró, João / Cris / Carol e Pepeu no Rio, meu pai e Isolda em SP e nós em Angola – imagine só!

"E como dizem, o lucro é proporcional ao risco... portanto arrisquem!" (Namíbia, África)

"E como dizem, o lucro é proporcional ao risco... portanto arrisquem!" (Namíbia, África)

RPM: Agradeço pela força e por suas palavras! E, acima de tudo, pela amizade que você e tua família sempre demonstraram! Espero poder visitar vocês e tomar umas cervejas, seja na África, em Recife ou em qualquer outro lugar!

Pedro: A cerveja já está gelada te esperando!!! Grande abraço, amigão!

Valeu Pedrão, felicidades mais uma vez  e espero que tenha curtido este “pequeno presente” de aniversário!

Boa semana para todos e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Mauricio Matos nasceu em Viseu, Portugal, em 1977. A paixão pela fotografia começou aos 15 anos, quando comprou a sua primeira câmera SLR. A paixão foi crescendo rapidamente e em 1999 ele realizou a sua primeira “viagem fotográfica”. Foi apenas a primeira das tantas que agora fazem parte da vida dele.

Encontrei no portfólio dele por acaso, quando fazia algumas pesquisas por sites de fotógrafos pelo mundo. Gostei tanto do site e das fotos que resolvi escrever propondo uma entrevista. Ele, sempre muito gentil, respondeu rapidamente aceitando o convite e compartilho com vocês:

Rodando Pelo Mundo: 17 anos de fotografia e 10 anos registrando tantos lugares maravilhosos pelo mundo. Existem fotógrafos na tua família ou foi uma coisa que partiu de você, mesmo tão jovem?
Mauricio Matos:
Não existe nenhum passado fotográfico na minha família. Nem eu mesmo lembro muito detalhadamente como tudo começou. Quando era adolescente e viajava com a minha família, era eu o “responsável” por tirar as fotos das férias… foi isto que fez nascer o gosto pela fotografia. Cheguei a um ponto em que o que eu gostava mais nas férias era tirar fotos mesmo… não era a viagem ou a praia.

RPM: A fotografia é uma área que requer um investimento relativamente alto. Você tem algum tipo de patrocínio para os equipamentos e para as viagens? Como foi no início?
MM:
O patrocínio é o meu dinheiro mesmo :) Pra falar verdade, nunca procurei qualquer tipo de apoio para minhas viagens, do mesmo jeito que nunca procurei trabalhar para uma revista específica. Uma coisa que eu não abdico nas minhas viagens é a minha independência. Quero viajar quando eu tiver vontade e para os destinos que eu quero visitar. Vendo algumas fotos e publico alguns trabalhos mas o meu objetivo não é ganhar dinheiro ou viver da exclusivamente da fotografia.

"Sempre tenho o máximo cuidado e se não estiverem as condições para fotografar, não fotografo e pronto" (San José, Costa Rica)

"Sempre tenho o máximo cuidado e se não estiverem as condições para fotografar, não fotografo e pronto" (San José, Costa Rica)

RPM: Hoje em dia existem muitas faculdades e cursos de fotografia. Você tem alguma formação ou é alto de data?
MM:
Nunca fiz nenhum curso de fotografia e muito menos faculdade. A minha opinião é que a fotografia se aprende fotografando. Para conseguir boas fotos é preciso fotografar muito, fazer muitas “fotos de bosta” :) Ainda hoje eu faço muita porcaria…todos os fotógrafos fazem, mesmo os mais famosos, só que ninguém vê. Não estou desvalorizando os cursos…uma formação é sempre importante, ainda mais para quem quer procurar um emprego na área…só acho que tudo o que se aprende em cursos também se aprende sozinho, lendo livros, revistas, e hoje em dia está tudo disponível na internet. Quando eu comecei era mais complicado.

"Nunca fiz nenhum curso de fotografia e muito menos faculdade. A minha opinião é que a fotografia se aprende fotografando" (Chichén Itzá, México)

"Nunca fiz nenhum curso de fotografia e muito menos faculdade. A minha opinião é que a fotografia se aprende fotografando" (Chichén Itzá, México)

RPM: Para quem quiser ser um fotógrafo profissional, você acha que vale investir em cursos?
MM:
Como eu falei em cima, pode ajudar ter um diploma, assim como em outras profissões. No entanto isso só ajuda se você for bom… porque, se no início pode ajudar, mais tarde vai ser a qualidade do seu trabalho que vai fazer você vencer ou não. Hoje em dia, qualquer um se acha fotógrafo, com o fenômeno da fotografia digital e com a facilidade de divulgar os trabalhos na internet. E claro, também depende dos cursos… tem muita gente por aí oferecendo cursos que eles mesmos precisariam tirar :)

RPM: Como é a escolha dos teus destinos? Você pesquisa para saber o que irá fotografar ou é uma coisa que vai fluindo naturalmente?
MM:
Tenho uma lista de destinos que pretendo visitar, uns mais longe ou mais caros, outros mais próximos ou mais baratos. Eu interesso-me em especial por natureza… gosto de grandes espaços, pouca gente… daí quase sempre evitar as grandes cidades… simplesmente não é o meu tipo de destino. A escolha em cada momento tem muito a ver com o tempo e com o dinheiro que tenho disponível. As minhas viagens sempre ficam bastante caras porque gosto de viajar com boas condições. Confesso que não sou muito aventureiro. Gosto de ficar em hotéis com alguma qualidade, sempre alugo carros razoáveis, etc. Existe realmente uma preparação prévia de forma a que tudo corra bem. Não programo antecipadamente todos os locais que vou visitar mas faço um plano geral para cada um dos dias.

"Eu interesso-me em especial por natureza... gosto de grandes espaços, pouca gente..." (Entre a cidade de Vancouver e a Ilha de Vancouver, Canadá)

"Eu interesso-me em especial por natureza... gosto de grandes espaços, pouca gente..." (Entre a cidade de Vancouver e a Ilha de Vancouver, Canadá)

RPM: Você já passou em países como Austrália, Marrocos, Cuba, Tailândia, África do Sul, Nepal, Índia, Costa Rica e muitos outros. Alguns de primeiro mundo e outros mais pobres. Quais te marcaram mais?
MM:
Islândia. Até ao momento foi o país que eu mais gostei de visitar. É uma ilha simplesmente espetacular para quem como eu gosta de natureza. Tem cachoeiras em todos os cantos e de todos os tamanhos. Tem glaciares lindíssimos, tem geysers, tem praias…e muito  importante, não tem gente :) É um país um pouco maior que Portugal e só tem cerca de 300 mil habitantes. É um destino caro e por isso não é muito visitado. Eu consegui estar cerca de duas horas junto a uma das cachoeiras mais bonitas do país e não vi uma única pessoa nesse tempo.

"Uma coisa que eu não abdico nas minhas viagens é a minha independência. Quero viajar quando eu tiver vontade e para os destinos que eu quero visitar" [Godafoss, Islândia]

"Uma coisa que eu não abdico nas minhas viagens é a minha independência. Quero viajar quando eu tiver vontade e para os destinos que eu quero visitar" (Godafoss, Islândia)

RPM: O tempo das viagens são planejadas ou você pode escolher teus destinos? Você mantém contato com as pessoas que conheceu nas viagens?
MM:
Como referi no início, eu sempre decido para onde vou e quando vou… nem aceitaria que fosse de outro jeito. Normalmente tento escolher um destino em uma época do ano que seja ideal para visitar e fico os dias que forem necessários para fazer o meu trabalho. Existe sempre uma investigação na qual eu faço um plano de viagem e onde eu tento perceber quanto tempo vou precisar. Normalmente corre bem :) Em relação a manter contato com as pessoas que conheço, eu confesso que minhas viagens não são muito sociáveis. Acontece que meus horários são um pouco diferentes da maioria das pessoas e por isso tem viagens em que quase não contato com outros humanos :) Mas sim, há pessoas com quem mantenho contato ainda hoje e outras com quem falo após as viagens, nem que seja para lhes mostrar as fotos que tirei… sempre ficam uns cartões meus nos países que visito.

"A escolha das fotos é algo muito pessoal. Eu sempre preferi a qualidade à quantidade" (Kathmandu, Nepal)

"A escolha das fotos é algo muito pessoal. Eu sempre preferi a qualidade à quantidade" (Kathmandu, Nepal)

RPM: Pelo o que pude ver do teu trabalho, você geralmente fotógrafa belas paisagens e pessoas com um estilo local bem característico. Você também faz outros serviços como casamentos e fotos de moda ou tua “praia” é mesmo a de viagens?
MM:
A fotografia de viagem é a área que eu levo mais a sério e a que mais gosto. Também tenho um estúdio em casa onde às vezes fotografo alguns trabalhos de moda, normalmente para garotas que me pedem… mas é algo que faço mais por hobby. Esses trabalhos podem ser vistos em www.mauricio.com.pt

"Uma coisa que eu não abdico nas minhas viagens é a minha independência. Quero viajar quando eu tiver vontade e para os destinos que eu quero visitar" (Cristina)

"Também tenho um estúdio em casa onde às vezes fotografo alguns trabalhos de moda, normalmente para garotas que me pedem... mas é algo que faço mais por hobby" (Cristina)

RPM: Além das fotos, você faz algum tipo de registro por escrito ou em vídeo? Pensa em publicar um livro ou DVDs?
MM:
Olha… engraçado você falar nisso porque esta próxima viagem vai ser a primeira em que vou fazer um trabalho em vídeo também. Já tinha pensado nisso mas só quis avançar agora porque só agora tenho equipamento profissional que me permite fazer o trabalho em alta definição e com qualidade. Veremos como fica… a minha experiência com vídeo ainda é muito pequena, então não me garanto nem um pouco :) Escrever eu já pensei também mas confesso que não tenho o mínimo jeito, então não vou nem tentar.

RPM: Depois de ir para o Canadá e Islândia, você está indo para o Alasca esta semana. Como é a preparação para o frio e não existe risco de danificar o equipamento?
MM:
Não é tão grave como as pessoas normalmente pensam. Eu sempre vou para esses destinos de frio na época em que eles são mais quentes. Pra você ter uma idéia, neste momento as temperaturas máximas nos locais do Alasca que vou visitar estão por volta dos 20 graus e as minimas por volta dos 10… então pode ver que não é frio que eu não tenha em Portugal durante boa parte do ano :) Em relação aos cuidados a ter com o equipamento, o problema é a chuva e a umidade, não o frio. Risco existe sempre… quando estive na Patagônia em 2004 eu quebrei uma câmera… mas por isso é que sempre levo mais do que uma… faz parte do trabalho. Uso câmeras que são seladas e por isso suportam uma chuva sem problemas… mas claro, se chover muito e durante muito tempo, nenhuma câmera resiste. Sempre tenho o máximo cuidado e se não estiverem as condições para fotografar, não fotografo e pronto.

RPM: Tua residência ainda é em Portugal? Você viaja sozinho ou existe uma equipe que te acompanha?
MM:
Sim, ainda moro em Portugal e vou morar sempre. Eu realmente gosto de Portugal para viver e dificilmente encontraria melhor para o meu gosto. Moro em Viseu, uma cidade relativamente pequena e tranquila. É engraçado que quando mais viajo mais eu me convenço que não posso mesmo reclamar. Todos os países têm coisas boas e coisas ruins… há países com mais dinheiro, etc… mas quando vejo a média, acho que estou muito bem :) Eu quase sempre viajo sozinho… é muito complicado viajar acompanhado e não prejudicar de alguma forma o meu trabalho. Como eu já falei, tenho uns horários diferentes e isso custa a quem viaja para curtir. Eu acordo sempre muito cedo para poder aproveitar as horas com melhor luz e normalmente durmo cedo, para depois poder acordar cedo no dia seguinte :) Posso facilmente fazer 3000 km de carro em uma semana, caminho bastante, como mal, posso estar bastante tempo em um lugar apenas esperando as condições ideais, etc. Não é o tipo de viagem que agrade à grande maioria das pessoas.

"Sim, ainda moro em Portugal e vou morar sempre"

"Sim, ainda moro em Portugal e vou morar sempre" (Serra da Estrela, Portugal)

RPM: Como foi a viagem pelo Brasil? O que achou do país e do nosso povo?
MM: Eu adoro o Brasil… a viagem que você fala foi na realidade 5 viagens, embora até ao momento só conheça o nordeste e São Paulo (só de passagem). O número de vezes que já estive lá mostra que eu realmente gosto. É um país com uma variedade paisagística e cultural incrível… se eu tivesse o tempo e o dinheiro necessário, gostaria de começar no Pará e terminar no Rio Grande do Sul. Vou tentar visitar o sul na próxima vez… é tão diferente do nordeste que parece outro país. Infelizmente existe o problema da insegurança nas grandes cidades que acaba afastando muita gente de um destino que tem tudo para ser dos mais importantes em todo o mundo. Eu mesmo quando viajo procuro lugares pequenos como Jericoacoara ou Pipa (engraçado que você recomenda ambos em seu site) para evitar esses problemas. Devo dizer que não tenho qualquer razão para reclamar. Sempre fui muito bem recebido, nunca tive qualquer problema na rua, nunca desapareceu nada do meu equipamento. Só posso falar bem.

"Eu adoro o Brasil... a viagem que você fala foi na realidade 5 viagens" (Chapada Diamantina, BA, Brasil)

"Eu adoro o Brasil... a viagem que você fala foi na realidade 5 viagens" (Chapada Diamantina, BA, Brasil)

RPM: Teu site/portfólio é muito bem feito. Você também trabalha com webdesign? Como foi desenvolvido o projeto e a escolha das fotos?
MM:
Eu nunca trabalhei como web designer. Foi o meu interesse pela internet que me levou a aprender o básico do HTML, Flash e outras linguagens de programação relacionadas. Sou utilizador de internet há 14 anos, quando pouca gente usava e um site era algo muito básico… ainda me lembro da minha primeira página no Geocities :) Hoje em dia eu confesso que não tenho muita paciência para o design, então vou guardando coisas interessantes que vejo na internet e depois uso os conhecimentos que tenho para adaptar isso ao que eu pretendo. Tento mudar os meus sites uma vez por ano. A escolha das fotos é algo muito pessoal. Eu sempre preferi a qualidade à quantidade. Há fotógrafos que têm milhares de fotos na internet. Eu prefiro ter 20 ou até menos por cada país mas quero que essas tenham uma qualidade aceitável. Então quanto eu volto de uma viagem, começa o processo de escolha… em média eu tiro umas 1000 – 1200 fotos por semana de viagem. Dessas há sempre algumas que se destacam. Faço sempre uma primeira escolha com umas 100 e depois uma segunda escolha de onde vão sair as que eu uso no meu site.

RPM: Para quem – assim como eu – gostou do teu trabalho e quiser acompanhar as novidades, onde pode encontrar as tuas produções?
MM:
Eu tenho um blog em www.mauricioblog.net mas é algo que faço mais para alguns amigos e não tanto para o mundo :) Uso em especial quando estou em viagem, para que eles possam acompanhar as minhas aventuras. Vou também escrevendo sobre algum equipamento que uso, alguns trabalhos que vou fazendo, etc.

RPM: A entrevista acabou ficando grande, mas eu ainda poderia fazer uma infinidade de perguntas. Um dos meus maiores arrependimentos nas minhas viagens foi a de não ter uma câmera boa. Afinal, o que fica das viagens são as fotos e vídeos. Gostaria de parabenizá-lo mais uma vez pelo belíssimo trabalho e agradecer pela disposição! Já sou teu fã de carteirinha e sempre que quiser publicar tuas fotos aqui no rodandopelomundo.com será um grande prazer!
MM:
Eu é que agradeço o seu interesse no meu trabalho. Realmente a escrita não é um dos meus fortes mas espero que tenha sido claro nas minhas respostas e que elas correspondam às expectativas de seus leitores :) Muito obrigado.

Confirma mais sobre o trabalho de Mauricio Matos:
www.mauriciomatos.com / www.mauricioblog.net / www.mauricio.com.pt

Com certeza os leitores vão gostar muito!
O rodandopelomundo.com que te agradece!
Muito obrigado, muita paz e boas “viagens fotográficas”!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Mathias Matas Hennig, grande amigo. Aos 26 anos ele já fez a volta ao mundo, conhecendo cerca de 40 países!

Nos conhecemos na Austrália, trabalhávamos juntos em um pub chamado Steyne, na praia de Manly.

entrevista_mathias_eu

Ele acabou de largar tudo no Brasil para tentar a vida na Suécia e aceitou o convite para a entrevista. Confira:

Rodando Pelo Mundo: Como conseguiu o passaporte espanhol e como ele te ajudou na volta ao mundo?
Mathias: Meu avô era espanhol e através da insistência dos meus pais, junto ao consulado, acabei por conseguir o passaporte. A vantagem é enorme, como cidadão espanhol sou bem-vindo em qualquer país do mundo. Estive em 40 países e nunca tive nenhum problema em entrar neles e só em 3 países (Camboja, Vietnam e Índia) eu precisei de visto no resto era dizer “Oi” e entrar.

RPM: Como foi a decisão de trancar a faculdade no Brasil e ir para a Austrália?
Mathias:
Ao trancar a faculdade, a minha intenção inicial era de ficar 6 meses na Austrália, o que não seria um grande problema para os meus estudos. Mas 6 meses transformaram-se em 30 e aí tudo mudou. Passa pela cabeça da gente se vale a pena ficar trabalhando em um bar ou restaurante ao invés de terminar a faculdade. Eu, no final das contas, não me arrependi de nada, pois o que eu ganhei nenhuma faculdade vai ser capaz de me ensinar.

RPM: Na Austrália você comprou carro, moto, alugou casa. Até quando vale o investimento?
Mathias:
Acho que qualidade de vida é importante e vale a pena gastar mais para ter mais conforto. No entanto depende muito de quanto tempo se irá ficar fora e de quais são os futuros planos.

RPM: Quando falo que comprou carro e moto a galera pode achar que você tinha muita grana. Mas eram carros velhos que não funcionavam mais depois de alguns dias…
Mathias:
hahahaha. Bem o carro era velho, mas funcionou a maior parte do tempo e consegui vender com lucro. Já a moto… essa sim, estragou no primeiro dia, não consegui consertar e perdi um bom dinheiro com a venda, mas não me arrependo de nada, acho que se a moto não estraga eu ia me matar dirigindo ela.

RPM: Como rolou para arrumar trabalho na Austrália? Você chegou a trabalhar em outros países?
Mathias:
O jeito é tentativa e erro, porém a melhor maneira é através de contatos. Então tentar conhecer a maior quantidade de pessoas e perguntar se sabem de alguem que tem alguma vaga disponível é a maneira mais rápida.Trabalhei também na Inglaterra, mas foi só por duas semanas e quase não ganhei dinheiro.

entrevista_mathias_steyne

RPM: Um ano viajando por cerca de 40 países… sozinho! Mas você me dizia que quase nunca estava sozinho. Como foi a relação com as mais diversas culturas?
Mathias:
Fui muito sortudo. Só conheci gente fantástica e fiz grandes amigos mesmo que não tenhamos passado muito tempo juntos. Também só fica sozinho quem quer. A maioria das pessoas tem interesse em outras culturas e outros países, então, arranjar companhia pra conversar, tomar uma cerveja ou jogar uma sinuca é relativamente fácil. A relação com outras culturas foi ótimo, principalmente com a cultura asiática, que difere tanto da cultura brasileira. Mas qualquer lugar do mundo tem suas peculiaridades que as fazem únicas e interessantes.

RPM: Quais foram os melhores países e aqueles que você quer voltar?
Mathias:
Guardo um carinho especial por Índia, Nepal (onde morei com um nepalês amigo meu por 1 mês), Camboja, Bali, Itália, Grécia, Guatemala, Panamá, Peru, Bolívia e Ilha de Páscoa, no entanto os países que quero ir agora são os que não estive ainda!

RPM: E tinha algum que você se arrependeu de ter ido?
Mathias:
Não, não me arrependi de nenhum, mas tem uns que acho que vai demorar para eu voltar. O mais importante é saber o que você quer da viagem. Se a pessoa está interessada em museus e a história e cultura européia, essa pessoa não deve ir para uma praia deserta da Tailândia. Pesquisar antes de viajar é essencial!

RPM:  Falta apenas a África de continente para você conhecer. Como estão sendo os preparativos para a viagem no próximo verão? Já tem um itinerário pronto?
Mathias:
Ainda estou em fase de pesquisa e tem tanta coisa interessante! Mas em seguida irei decidir e divulgar o itinerário.
entrevista_mathias

RPM: Como tanto material como fotos, vídeos, documentos, lembranças… o que você pretende fazer?
Mathias:
Estou começando um blog. O Esqueci meu Endereço, onde direi como são os diferentes países pelos olhos de um jovem mochileiro, contando histórias que aconteceram e publicando fotos. Quero também escrever um livro com fotos e experiências para incentivar os mais jovens a viajarem mais. E, se a grana está curta e a Europa é cara, existem um monte de lugares interessantes que não são!

RPM: Depois da volta ao mundo você teve que voltar ao Brasil. Como foi essa readaptação e a decisão de largar a faculdade e partir novamente para tentar a vida na Suécia?
Mathias:
Foi difícil retornar ao Brasil e voltar para uma rotina. Minha namorada que é sueca foi morar comigo no Brasil, porém foi difícil para ela se adaptar também. Quanto a faculdade, por mais que faltasse pouco para terminar o curso de Engenharia Mecânica eu já não me via mais como um engenheiro, então era botar a bola pra frente e mudar de rumo!

Agradeço muito ao meu grande amigo Mathias pela colaboração, esperando que comece logo a escrever no blog sobre as suas incríveis viagens! Parceiro você já tem!

Abração e muita paz galera!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

O nosso entrevistado da vez nos escreve diretamente de San Diego, Califórnia!

No auge dos seus vinte e tantos anos, colhe o sucesso que sempre mereceu. Não, ele não é a mais nova estrela cinematográfica made in Brazil. É sim um dos caras mais loucos e engraçados que já conheci e foi assim que surgiu a idéia desta entrevista.

Como ele mesmo se define no seu curioso perfil do orkut: heterossexual, baladeiro de plantão, estilo casual e minimalista e humor extrovertido/extravagante, seco/sarcástico, inteligente/sagaz… simpático.

E dispara uma das pérolas de Chico Buarque:

“Ouça um bom conselho / que lhe dou de graça / inútil dormir que a dor não passa. / Espere sentado ou você se cansa, / está provado que quem espera, / nunca alcança.(…)”

Mais um grande exemplo, como o de Carol Rivello, de brasucas conquistando sucesso e espaço pelo mundo.

Viajadores e viajadoras, com exclusividade para o nosso humilde blog:

Rodando Pelo Mundo: Quais países já conheceu, quer conhecer e aqueles que nunca iria?
Fernando L.A.: Já estive na Argentina, Uruguai, Argentina, US, China, Korea e Japão, nesta ordem, além do Brasil.
Conheço muito o povo argentino, coreano e americano.  É muito engraçado visão que cada um deles tem sobre o povo brasileiro:
- Os argentinos que conheci são bastante calorosos, amigáveis e humildes, mas gostariam ser tão malandro quanto acham que os brasileiro fazem.
- Os coreanos são desconfiados, fechados, inteligentes e sábios, mas gostariam de ser tão alegres e aproveitar a vida como acham que os brasileiros fazem.
- Os americanos são sistemáticos, individualistas e gostam de beber cerveja, mas gostariam de poder viver na linda cidade de Buenos Aires e ter uma linda casa em frente à praia de Copacabana, se comunicar em espanhol e vez ou outra ir a São Paulo para estar perto da rica floresta Amazônica, e ver bundas dançando samba por todo lado, como acham que o mais bem sucedido brasileiro faz.
Gostaria muito de conhecer os países da Europa, a Índia e Peru. Não iria nem para o Irã e nem Iraque.

RPM: Sendo um cara muito crítico e com uma visão particular do mundo, o que acha do povo americano?
FLA: É um povo um pouco vazio e metódico, que leva uma vida baseada em receitas, pois acreditam que ser bem sucedido e rico é mais importante que ser feliz.
Um americano típico usa roupas italianas, tem carro alemão, toma cerveja, assiste basebol ou futebol americano aos domingos, tem um hobbie qualquer – como golfe, barcos ou caça, vai a restaurantes caros aos fins de semana e trabalha o suficiente durante a semana.
O bom aqui é que o respeito aos indivíduos é muito valorizado e bem visto. Não por evolução, mas porque aqui o couro come, não importa quem seja. Por isto, é muito bom ser consumidor, paciente e pedestre por aqui.

RPM: Toda essa crise só começou ou já está acabando? Se encontrasse o nosso amigo Barack Obama para um cervejinha, que conselho daria?
FLA: Acho que a crise já está acabando…  Muito já se fez e se aprendeu.  Para o Obama, agora o novo presidente, diria para fechar a Apple, proibir o Iphone e mandar a Samsung pro buraco de onde ela veio.  Celular é Motorola hehehehe

RPM: E ao Bush? Lula?
FLA: O Bush, diria para matricular-se no mobral e para o Lula, ajudá-lo a fazer lição de casa, mas não passar-lhe cola nas provas.

RPM: Brasileiras ou gringas?
FLA: Diria que do México para baixo.

RPM: Pinga de alambique ou Blue Label?
FLA:
Eu gosto muito de vodka, pode até ser em garrafa de plástico.  O que importa mesmo é a compania e o naipe da festa.

RPM: Vale mais muito estudo ou talento e sorte? O que pesou mais para você?
FLA: O que mais abre portas na vida profissional sem dúvida nenhuma são os relacionamentos que se constrói durante toda a vida.
Para abraçar e dar continuidade às oportunidades – além das portas – é preciso ter confiança e vender muito bem o peixe. O talento e auto-crítica ajudam a dar a confiança.
Temos sempre que trabalhar os pontos fracos e expor os pontos fortes. Humildade, e irmandade ajudam a construir bons relacionamentos. É importante se interessar e aprender com os outros, pois ajuda a evoluir e criar relacionamentos.
Diria que o estudo é o menos importante, mas ajuda a exercitar a mente e tornar-se mais ágil. Uma visão positiva e saudável enxerga o que deu certo como sorte e, simplesmente passa por cima do que nunca daria certo, ao invés de chamar de azar.
O que me ajudou muito para esta oportunidade que apareceu foi um misto de gosto pelo trabalho, dedicação, perfeccionismo e bom humor.
O cara que me chamou para trabalhar aqui disse que gostou porque não importava a merda que acontecia, eu estava sempre sorrindo, calmo e focado nos resultados. Muitas das pessoas que me cercam são muito capacitadas tecnicamente e são muito competentes, mas poucas sabem trabalhar sob intensa pressão, num ambiente caótico e continuarem focadas e calmas mesmo quando as coisas não dão certo.

RPM: Saudade da época de faculdade? Era tão tranqüilo, quase não tinha festa…
FLA: Meu amigo, saudades de Santa Rita do Sapucaí só quem é de Cachoeira de Minas ou Conceição dos Ouros. Da época de faculdade, tenho saudades dos carnavais em Caxambú, São Lourenço e das festas bate-e-volta em Alfenas

RPM: Estados Unidos é (são?) famoso(s) pelo preconceito com os brasileiros. Rolou algo do tipo ou teu charme(!) fez a diferença?
FLA: Charme é boa!! ahahah!!! Para mim, ser brasileiro ajudou a puxar assunto e cativar muita gente por aqui. Não tive que pagar fiador nem depósito para alugar apartamento.  E, explicando que praia de Copacabana não é em Buenos Aires, me ajudou a conseguir um bom desconto para comprar o carro. Na verdade, o vendedor disse que ninguém antes havia conseguido tanto desconto!! Mas a placa do carro não chegou até hoje.. preciso ver o que aconteceu heueheh

RPM: Brasil só nas férias ou quer voltar de vez?
FLA:
Eu vou voltar de vez, com certeza!! Alguém vai ter que tomar conta ‘do lojinha’!!! hahaah

RPM: Tua família foi sempre muito ligada, como rolou essa despedida e como é o contato?
FLA: Minha família me deu muita força e segurança para aceitar esta transferência. O relacionamento que temos ajuda muito nos momentos difíceis.
A despedida é estranha: uns abraços, beijos, entra num corredorzinho e manda um tchau no aeroporto e já elvis!!
O contato é bem freqüente, e o skype e a webcam ajudam bastante a matar a saudade.

RPM: Fale um pouco da tua profissão e as chances no mercado internacional.
FLA: Minha formação é engenharia elétrica, mas trabalho como engenheiro de software.
Trabalho no time que integra as aplicações na plataforma de hardware e cria os diversos modelos de telefones celulares. Desenvolvemos os drivers que permitem a estas aplicações controlarem e conversarem com, por exemplo, câmera, bluetooth, teclado, flash, cabo USB, cartão de memória e todas as demais fontes de dor de cabeça e calvice.
O cronograma é muito apertado e a pressão para fazer acontecer é imensa. Muitas vezes temos mais perguntas do que respostas.
Temos também que suportar os diversos procedimentos que a fábrica usa para garantir a qualidade, os testes de certificação e ajuste dos transmissores e receptores, o que cria oportunidades de viagens e contato com pessoas do mundo todo.

RPM: Como combinado, quanto você tá ganhando por mês? … bom, o combinado era não perguntar. Então já sabemos que são muitas verdinhas! Quanto for te visitar as Millers são por sua conta então, beleza irmão!

FLA: Muito boa pergunta!! Digna da Hebe Camargo eheheh… como já perguntou, vou responder: é o suficiente pra toma umas pingas (vodkas, digo) no fim de semana, ter um hobbie qualquer, usar roupas italianas, ter um carro alemão, tomar cerveja, ir a restaurante aos fins de semana e assitir basebol ou futebol americano aos domingos :-))
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Valeu mesmo Fernandão, muita paz para você e para toda galera sempre!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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