Minha cidade, meu destino: Buenos Aires (Lucila Runnacles | Mochila Cult)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série“Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. No décimo terceiro post da série Lucila Runnacles, viajante “nômade” do blog Mochila Cult, dá dicas de um dos destinos mais intrigantes e charmosos no mundo: Buenos Aires! O post ficou muito legal e dispensa maiores apresentações – confira:

Meus cantinhos preferidos em Buenos Aires
Já morei em vários países e cada experiência é uma aventura diferente. Gosto mesmo de explorar cada lugar ao máximo, já que nunca sei quanto tempo vou ficar por lá. Atualmente, moro em Buenos Aires. Meu amor por esta cidade vem de longa data, sou filha de argentinos, tenho família e muitos amigos morando aqui, e desde pequena visito sempre que posso a capital argentina. Depois de morar na Europa por quase dez anos, decidi experimentar como era viver em Buenos Aires e estou adorando!!

Que os argentinos gostam de empanadas e de carne não é novidade pra ninguém. Que os turistas visitam a Calle Florida ou passeiam por Puerto Madero, também já sabemos. Por isso, aproveito este espaço bacana no Rodando pelo Mundo para dar as minhas dicas desta bela cidade, aquelas que não estão nos guias. Ainda bem :D

Feira de Mataderos
Todos os domingos dá para entender um pouco mais da cultura argentina na Feira de Mataderos. Um evento que reúne feirinha, música, corridas de cavalos e comida típica. É algo mais parecido aos costumes gaúchos, do sul do Brasil.
Em Mataderos dá pra encontrar selas, ponchos, cuias, cintos, gorros, artesanato, souvenires, salames, queijos, doces, tortas e muito mais. E a melhor parte é que as coisas ali são bem mais em conta do que nas turísticas feiras de San Telmo ou Recoleta, você vai querer levar tuuuudo!!
Ah, não deixe de experimentar o locro (uma espécie de feijoada feita com milho ou trigo, feijão branco e pedaços de porco) e as tradicionais empanadas.
Como Mataderos fica longe do centro, a 1h30 da Praça Itália, a melhor opção e também a mais econômica é ir de ônibus. Desde a Praça Itália (perto do Zoológico e do Jardim Botânico), o ônibus 55 ou o 141 vão pra lá.

Bares notáveis
Caminhar pelas ruas de Buenos Aires e entrar nos bares antigos é algo que nunca canso de fazer. Um passeio por esses lugares me dá uma boa ideia da nostalgia, do glamour e da maneira como um simples encontro para um café sempre pode se transformar em algo mais.
O governo da capital portenha fez uma seleção de estabelecimentos notáveis, que por conta da sua arquitetura, antiguidade e tradição, são parte inseparável da história da cidade. Um super bacana é o 36 Billares (Avenida de Mayo, 1265. Centro). Quem passa pela frente não imagina que no porão há dezenas de homens que se reúnem diariamente para jogar sinuca. O assunto é tão profissional que o bar conta até mesmo com arquibancadas para o público. Com mais de 115 anos de história, o 36 Billares mantém até hoje a decoração original. O local já foi cenário de vários filmes, como o premiado longa argentino “O Segredo de Seus Olhos”.

Pizzaria El Cuartito
Adoro as pizzas argentinas; massa alta e queijo em graaaandes quantidades. Desde 1934, essa pizzaria faz história em Buenos Aires (Calle Talcahuano, 937, Centro).
As paredes estão forradas de fotografias, posters e cartazes de personalidades do mundo esportivo, é super bacana. Durante a noite as filas são grandes e para os apressados, o jeito é saborear uma fatia de pizza no balcão mesmo. A especialidade da casa é a pizza tutti quanti (de massa alta); muito queijo, palmito, molho rosê e pimentão.

Pasaje Lanín
Esse lugar é pouco conhecido até mesmo pelos portenhos. O Pasaje Lanín é uma rua de três quarteirões onde quase todas as casas estão decoradas com mosaicos e muita criatividade. A decoração foi feita pelo artista argentino Marino Santa María, que morava em uma dessas casas. A técnica utilizada é a do “trencadis”, que consiste em cubrir superfícies curvas com pedaços de cerâmica colorida, tipo mosaico. Ninguém menos do que Gaudí utilizou essa técnica em suas obras.
O Pasaje Lanín fica no bairro de Barracas, entre as ruas Brandsen e a Avenida Suárez.

Mate-bar
Um costume bem argentino é tomar mate, o nosso chimarrão. Confesso que nunca fui muito chegada, mas morando aqui acabei me obrigando a provar a famosa bebida, que reúne amigos, colegas e famílias em torno de uma chaleira de água quente, biscoitinhos e uma boa conversa.
Parece que os restaurantes de Buenos Aires descobriram esse nicho e durante a tarde alguns servem mate com outros apetrechos gostosos. Gosto de ir ao Cumaná (Calle Rodriguez Peña, 1149. Recoleta), principalmente durante o inverno. Esse restaurante serve comida típica e conta com um ambiente acolhedor nos meses de frio. O seu forno de barro faz um pão delicioso e deixa o ambiente bem quentinho. O kit de mate vem acompanhado de fatias de pão caseiro, manteiga, geleia e bizcochitos de grasa (umas bolachas tipo de água e sal, mas são mais gordinhas).

Lucila Runnacles
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Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

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Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2)

Existem posts despretensiosos que acabam “ganhando vida” e fico feliz de ter sido o caso do “Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras“. Foi muito legal compartilhar experiências de convidados especiais e acabei recebendo outros depoimentos, então decidi compartilhar mais perrengues e coisas inusitadas durante o aprendizado de novas línguas.

Como havia falado, moro em um país com 4 línguas oficias (Suíça) e estou sempre com pessoas que falam os mais diversos idiomas. Acho chato quando não consigo entender, mas é um incentivo para continuar aprendendo sempre! Nessa segunda parte são citadas línguas famosas como inglês, espanhol, alemão e italiano, mas também de línguas inusitadas como hinglish e suíço-alemão. Agradeço a participação e convido você a deixar um comentário contando a tua experiência pessoal – já que o sistema de aprendizado pode ser parecido, mas cada um reage e absorve de um modo diverso. Here we go:

HOLANDÊS: Os holandeses fazem questão que você fale a língua deles caso você decida deixar a turma dos turistas e resolva se misturar com os nativos na muvuca de bicicletas de uma maneira um pouco mais permanente. Pra alguns candidatos a holandeses honorários é exigida uma prova e/ou um curso pra demonstrar/adquirir o domínio do idioma ao ponto de poder dizer “holandês não é só alemão com algumas palavras roubadas do francês e do inglês, é uma língua totalmente diferente” com a cara limpa, sem rir e acreditando. Mas o engraçado (ou trágico) é que essa questão toda de que os novos companheiros de ciclovia aprendam o linguajar local é acompanhada de uma estranha recusa de falar o linguajar local com os novos companheiros de ciclovia. É assim, eles acham uma gracinha se você é turista e está fazendo um esforço, aprendeu a dizer “dank u wel” e “goedemorgen”. Agora, se eles notam que você não é holandês, já viram pro inglês. E desenvolver a cara de pau de insistir no holandês quando eles te olham com uma cara de “que língua você está tentando falar?’ (“a sua, a SUA!), é um dos principais desafios – e um dos mais importantes para poder aprender a língua. Porque no fim, língua, como qualquer coisa, se aprende errando.
Daniel Duclos | @ducsamsterdam | Ducs Amsterdam ]

INGLÊS (HINGLISH*): Eu fiz um curso intensivo de inglês antes de partir para meu intercâmbio. Mais: eu, que nunca fui muito bom em dominar novos idiomas, já dava aulas básicas de inglês no tal curso, pouco antes de pegar meu certificado. Isso significa que eu entrei no avião achando que seria simples passar seis meses me comunicando em outro idioma o que, óbvio, não foi. É que eu fui viver na Índia, país onde o inglês não é a língua principal – esse é o papel do hindi. O idioma dos colonizadores é só mais um no meio das dezenas que existem por lá. No meio de uma verdadeira Torre de Babel, é claro que o inglês não é igual ao que é falado na terra da Rainha. Palavras, sotaques, pronúncias são diferentes no inglês indiano, a ponto de ter gente que chama essa língua por outro nome: *hinglish, mistura de hindi com english. Sério, pode procurar que tem até verbete na Wikipédia provando que o hinglish existe. Aprender alguma coisa de hinglish não foi apenas uma experiência divertida, mas necessária para a sobrevivência. Só assim era possível comprar produtos nas feiras, pegar tuk-tuks para voltar para casa depois do trabalho e, o mais importante, me comunicar no tal do trabalho. E olha que a língua oficial na empresa nem era hindi, mas punjabi. Um dos meus chefes, inclusive, não falava hindi, só arranhava o inglês e tinha como língua nativa o punjabi. E no meio disso tudo ainda estavam outros estrangeiros, já que lá também trabalhavam uma americana, uma húngara, uma russa e vários brasileiros, afinal todo mundo sabe que brazuca atrai mais brazuca. Muitas vezes eu não entendia o que falavam comigo. Meu consolo é que eu tenho certeza que eles também não faziam ideia do que dizia, em hinglish ou em inglês mesmo.
Rafael Sette Camara | @360meridianos | 360meridianos ]

ITALIANO/INGLÊS: Eu sempre fui apaixonada por línguas. Desde criança, prestava atenção em legendas de filme, em músicas, em tudo o que era em inglês. Tentava imitar os sons e aprender sozinha. Acho que essa paixão foi o que me fez começar a gostar tanto de viajar! Hoje, quando viajo, é a mesma coisa. Fico tentando aprender palavras novas e me comunicar na língua local! E eu descobri que tenho muita facilidade em pegar o sotaque dos lugares. Isso é bom e ruim para aprender uma língua nova! Bom porque quem escuta tem a sensação que eu falo bem porque parece com o que eles estão acostumados. Ruim, porque as vezes eu faço vários erros de gramática, mas eu não percebo porque fica “escondido” atrás do bom sotaque!
Eu estudei italiano muitos anos da minha vida e, em 2004, morei na Milão com duas italianas da Sicília. Foram elas que me ensinaram a falar italiano bem. Alguns anos depois, já no Brasil, conheci dois italianos e sempre que eu conversava com eles, percebia que eles se olhavam com uma cara estranha. Um dia perguntei se era porque eu falava mal italiano, e eles falaram que na verdade eu falava algumas palavras de um dialeto da Sicília e com um sotaque muito forte! Foi ai que percebi que sem querer, eu estava “imitando” o jeito de falar das minhas amigas!
[ Dri Lima | @DicadaDri | Dica da Dri ]

ALEMÃO: Já li em algum lugar que uma vida não é suficiente para aprendermos verdadeiramente o alemão. Não concordo inteiramente com isso, mas o fato é que o idioma requer muito estudo, dedicação e paciência! Cheguei à Alemanha em 2010 só com o nível básico. Nos primeiros dias tinha uma confiança surpreendente, falava com os vendedores, comprava as coisas e me virava sozinha. Depois, vi que não seria tão fácil. Tinha três meses para ser aprovada na proficiência de nível intermediário, exigência do mestrado que ia fazer. Fiz um curso intensivo aqui na Alemanha, estudava 10 horas por dia e passei. Na época, achei que tudo seria naquele ritmo crescente de aprendizado que vinha alcançando. Mas chegar a um nível avançado é muito mais difícil, nem sei mensurar, pois ainda não estou lá. O alemão não é daquela língua que basta ouvir sempre ou morar no país que você aprende perfeitamente. Quando não tinha tempo para estudar – por causa das aulas do mestrado, em inglês – meu alemão despencava muitos degraus. Eu vivia na Alemanha, mas também precisava ter tempo de estudar todos os dias. Agora, já com o mestrado terminado, voltei aos meus estudos diários e encontro mais segurança a cada dia. Ainda não trabalho, este é o meu próximo desafio. É gratificante quando elogiam a minha desenvoltura, mas é igualmente desanimador quando cometo um erro bobo. E os erros acontecem com maior frequência que os elogios, infelizmente. Mas gosto do idioma alemão, é uma língua lógica e desafiadora. Acho sinceramente que, para atingirmos a fluência, devemos estudar para sempre. É muito agradável ver os nossos avanços, dá uma energia extra para continuar! Não busco, contudo, a perfeição. Reconheço as minhas fraquezas no sotaque, por exemplo! Desejo que um dia eu consiga me expressar completamente, este é o meu objetivo.
Giselle Gurgel | @fraugurgel | Frau Gurgel ]

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INGLÊS: Aprender a falar inglês é algo que muitos têm como objetivo, mas aqueles que vão em busca de uma profunda imersão no idioma, em um país onde essa seja a primeira língua, logo percebem que o investimento terá retorno certo. A minha experiência por 3 meses na Nova Zelândia (2008) e agora 2 anos de Austrália (2011 – 2013) estão fazendo e sempre farão uma grande diferença na minha vida. Assim como muitos brasileiros, quando cheguei aqui em Sydney, em fevereiro de 2011, pensei que sabia falar inglês, só porque fiz um curso de 1 ano no Brasil e passei uma temporada de 3 meses na Nova Zelândia, achava que chegaria aqui “abafando”. Logo percebi o quão enganado eu estava. Percebi que falar inglês é muito mais do que dominar um pouco de gramática e ter um certo vocabulário. Percebi que não é apenas falar um inglês correto que é importante, mas sobretudo, saber identificar o contexto no qual estamos inseridos e nos adequarmos a ele. É aí que entram as Collocations (combinações de palavras), as SLANGs – (Street Language), as expressões idiomáticas (idioms) e os phrasal verbs, muito importantes para a “sobrevivência” de um estrangeiro num país de língua inglesa. Sem esses 4 elementos que mencionei acima, você pode até ter um inglês BOM, as pessoas lhe entenderão, mas você NÃO soará natural. E isso poderá ser determinante na sua interação com os “locais”. O australiano, por exemplo, por ser um povo bastante reservado, tem a tendência de NÃO fazer amizades tão facilmente, diferente de nós brasileiros. Normalmente, eles se mantém em seus grupos de amigos, surfistas, colegas de trabalho, etc. Adivinhem o que pode quebrar essa barreira? Um inglês fluente e natural, uma pronúncia “bacana” e um conhecimento geral sobre a cultura do lugar. É assim que vejo muitos brasileiros se sobressaírem, em suas relações sociais e na vida profissional aqui no país dos cangurus!
Sávio Meireles Lemos | colaborador Um Mundo em Uma Mochila ]

INGLÊS/ESPANHOL: Fui daquelas crianças que aos 9 anos já estava fazendo inglês numa dessas escolas de idiomas que se multiplicam por aí. Depois, foi a vez de aulas de espanhol ainda no colégio. Aos 15 anos, já me virava muito bem nos dois idiomas, no entanto, ambos apenas me serviam pra traduzir músicas adolescentes e pra me dar bem no vestibular, afinal, consegui praticamente zerar em física, mas gabaritar em inglês. Pois bem. Já na universidade e trabalhando desde os 16 anos, confesso que minha “carreira” nunca exigiu muito dessa área. Com exceção da leitura de alguns textos e livros nos tempos de Faculdade de Educação. O tempo foi passando e a falta de prática, principalmente em conversação, me fez perder muita coisa. Uma pena. Aos 21 anos me formei e resolvi resgatar meu inglês num intercâmbio pelos EUA. Na verdade, o idioma foi a “desculpa’ pra poder viajar e começar a conhecer o mundo. Preparei toda a burocracia, pagamos todo o programa, tinha encontrado a minha família americana em New Jersey, mas eis que aos 45min do 2o tempo surgiu a ótima e irrecusável oportunidade de trabalhar com o que eu mais queria aqui em São Paulo e acabei cancelando o curso. Sim, me chamaram de maluca, afinal estava trocando os EUA por um trabalho numa comunidade carente na zona sul paulistana. Não, não me arrependo, pois nunca tive o sonho de morar nos EUA. O tempo passou novamente sem exigir muito do meu inglês e do espanhol, até que tive a chance de “morar” um mês em Amsterdam, pois meu namorado na época morava/trabalhava lá. Enquanto ele trabalhava o dia todo, eu tinha que me virar pela cidade, mas do holandês só aprendi a sorrir pra todos e dizer “alstublieft” em toda e qualquer situação. Mas percebi que eles aceitavam bem o inglês, diferentemente dos franceses e logo me forcei a resgatar o inglês adormecido e não utilizado de anos. Em meio à muita tensão em supermercados, drogarias, lojinhas, mas aliada à minha cara de pau eterna, consegui sobreviver. E dali em diante, vi que era possível e da forma que eu mais gostava. Caí no mundo, voltei à Europa e fiz algumas viagens pela América Latina, ora acompanhada, ora sozinha, onde reaprendi meu espanhol/inglês e a cada destino novo, me distancio daquele portunhol safado que é até bem aceito e falado no Uruguai, Argentina e Chile, mas à medida que você vai subindo o continente, como em Cuba ou Costa Rica, por exemplo, vai se exigindo cada vez mais de você. Como diz o velho ditado: “a necessidade faz o homem”. Portanto, com uma noção do idioma (sim, é importante saber algumas expressões/palavras no idioma do país que você está viajando. Acho elegante e só contribui!), com uma dose de cara de pau para conhecer gente e interagir, outra de disposição pra aprender com as situações num país que não é o teu, provavelmente você melhorará e muito a sua forma de compreender e falar outro idioma. Meu trabalho no Brasil continua exigindo pouco do meu inglês/espanhol, mas a cada viagem planejada e vivida, volto a ter a segurança dos meus 15 anos, quando estava no ápice dos eternos cursinhos de línguas. Leve a sério todos os clichês que você já deve ter ouvido e lido por aí a respeito de viagens e VIAJE. Como professora, posso dizer que o melhor aprendizado não vem da lousa, dos exercícios de fixação ou das provas bimestrais. O maior aprendizado vem das experiências vividas por aí, no momento em que você sai da sua zona de conforto.
[ Vanessa Aguilera | @aguilera13 | Diário de Mochileiro ]

ALEMÃO: Vim para a Alemanha em Março de 2012. A idéia era ficar apenas 6 meses. Mas, francamente, eram muitos castelos, cervejas e pessoas para se conhecer em apenas um semestre. Sempre quis aprender alemão na minha vida. Meu plano caiu por água abaixo quando cheguei em Berlim e me dei conta que estava em uma metrópole, onde todo mundo fala inglês e você praticamente não acha um trabalho se não for bilíngue. Eu tinha alguma noção desse idioma tão maravilhoso antes de vir pra cá, mas minha paixão só cresceu depois que mergulhei fundo na língua das assustadoras declinações e das palavras de mil letras. Joguei o inglês pra escanteio e insisti. O baque inicial passa depois do tempo :) Senti falta do Brasil e voltei para as férias no fim de 2012, mas não resisti: Achei um jeito de voltar pro velho continente rapidinho. Minha paixão pela Alemanha é como aqueles amores intensos que a gente tem na vida. Eu ainda tenho muito mais a aprender. Eu continuo conhecendo pessoas, castelos e cervejas, mas agora em Munique, uma cidade bem mais tradicional e bem menos internacional do que Berlim. Aprender alemão pode parecer desesperador no início, mas o esforço vale a pena depois que você escuta em alto bom tom: “Menos de um ano aqui? Du sprichst aber gut Deutsch!”. Recompensador!
Thalita Milan ]

ALEMÃO/SUÍÇO-ALEMÃO: Ah.. esse alemão! Trauma!! Sou casada há muito tempo com um suíço alemão. No começo até estudava alemão aqui no Brasil para quando visitasse os familiares do marido. Mas chegava na Suíça e ficava na mesma, sem entender nada, pois o dialeto é bem diferente! Procurei então “aprender” o dialeto, e o que resultou disso é uma misturada danada! Falo tudo errado, mas a gente acaba se entendendo…
Tânia Ruf ]

Agradeço mais uma vez a participação, não deixe de conferir o post onde tudo começou: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras.

Abraço e paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com 

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Uma volta ao mundo de Guinness Book

Trabalhando em um jornal aqui na Suíça chamado “20 Minuti” acabo me deparando com histórias incríveis como essa de dois Suíços que saíram 27 anos atrás para fazer a volta ao mundo de carro e ainda não voltaram pra casa!

A matéria explica que Emil Schmid “não sabe o que é saudade de casa”. Ele e a sua esposa Liliana deixaram a Suíça em um Toyota Landcruiser no longínquo 1982. O casal, originário de Wallisellen (Suíça), entrou para o Guinness Book com a mais longa viagem de carro – com nada menos que 676 mil quilômetros percorridos em quase 20 mil horas dirigindo!

O carro, mesmo depois de uma quilometragem de respeito e 30 anos como fiel companheiro de viagem, ainda é o mesmo! O casal sempre contou com um patrocínio da Toyota, que envia as peças de reparação grátis. Mas este patrocínio está para ser cancelado, já que a Toyota alega que o carro se tornou velho demais. Emil já prevê o triste fim: “O nosso carro tem 30 anos e já teve vários problemas no motor, no câmbio e ferrugem. Nesse momento apareceu um problema com a direção. Em breve chegará o dia em que não poderemos mais concertá-lo.

Mas – como poderíamos imaginar – eles não se desanimam: “Se não funcionar mais o carro continuaremos a nossa viagem de avião. Teremos que tomar cuidado com os gastos, mas conseguiremos”. Em tanto tempo na estrada não faltam aventuras pra contar. Entre as piores estão um ataque violento seguido de furto em Macedônia e também uma doença infecciosa depois que um cão mordeu Liliana nas Ilhas Tonga.

O que sempre garantiu essa vida “on the road” de dar inveja é a pensão dos dois. Emil, agora com 70 anos, afirma: “Gostaríamos de continuar o nosso caminho no mundo, até quando poderemos”, e emenda: “Não temos a idéia de voltarmos à Suíça pra passarmos nossos últimos dias lá”. Eles se encontram atualmente em La Réunion, no Oceano Indiano.

O site desse incrível casal aventureiro – www.weltrekordreise.ch – é atualizado, mas bem confuso. O conteúdo é incrivelmente vasto, fruto de tantos anos na estrada. A site é acessível em inglês ou alemão, mas qualquer um pode navegar e conferir um pouquinho do que eles já puderam vivenciar passando por cerca 170 países e registrando mais de 80.000 fotos!

E você, encararia uma aposentadoria assim?

Abraço e paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Férias! Mas e agora, pra onde ir?

Hoje me sinto leve, tranquilo, feliz… será que é porque acabei de sair do trabalho e só volto pro batente daqui 10 dias? É ela mesmo, a tal que você deve aproveitar ao máximo cada segundo porque passa voando… FÉRIAS!!!

Nós, humildes trabalhadores, temos em média 4 semanas de férias por ano. É, são 48 semanas de trabalho duro e apenas 4 para viajar. E a pergunta é sempre a mesma: pra onde ir?

Quem – como eu – mora no exterior acaba tirando pelo menos duas semanas para visitar a família, o que corta pela metade o tempo de férias. Nada contra visitar a família e amigos, claro que é algo fundamental na vida e faço questão de ir sempre que posso!

Se escolher a Suíça, não deixe de me avisar pra tomarmos uma cervejinha na beira do lago!

Conheço muita gente que tem medo de voar, não entra em um avião nem amarrado e com sedativo, então pra esses o jeito é encher o porta-malas ou pegar um ônibus e ir para alguma cidade nas redondezas.

No Brasil eu morava no sul de Minas, só pra chegar no litoral gastava pelo menos 300km (de serra e estradas ruins) e a coisa mais louca é que com pouco mais de 300km atravesso a Suíça INTEIRA!

Ir de Minas para o Rio é como ir da Itália ou da França até a Alemanha ou Áustria de carro, atravessando a terra do chocolate! Bom, existem os Alpes para atrapalhar, mas o que não falta por aqui são túneis. Eu mesmo, todo santo dia, faço 14km (7 de manhã e 7 a tarde) dentro de um túnel!

Bom, deixando de lado os buracos no queijo suíço e voltando a falar do nosso Brasil, dependerá muito de onde você mora. O nordeste é muito legal para viajar, já fui de carro de Fortaleza até Ilhéus parando várias vezes, com direito à Morro de São Paulo e o carnaval de Salvador como pit stops de luxo.

Mas para aproveitar realmente você teria que ter bastante tempo à disposição. O avião pode ser uma ótima pedida. E para quem tem um dinheiro economizado, Fernando de Noronha é sempre uma ótima pedida! Sem falar de Jericoacoara, Porto Seguro, Pipa, Porto de Galinhas e uma infinidade de belos destinos do baião de dois ao acarajé!


Foto vencedora do primeiro concurso fotográfico, mostrando o paraíso do Salar de Uyuni!

Quer curtir lindas fotos e ainda poder “viajar” por vários destinos? Então confira o álbum da foto do dia no nosso Facebook! O que não faltam são ótimos blogs de viagem, confira muitos deles nos nossos links e também na super coletânea #viagemtwitter! Ou ainda nesse post muito legal do blog Dondeando por aí: Blogs de Viagem – leitura obrigatória pré-viagem!

Infelizmente ainda não conheço o Pantanal, a Chapada e a Amazônia. Nem Foz do Iguaçu. Simplesmente não tive chance de ir enquanto morava no Brasil e agora fica mais difícil. Mas conheço muita gente que foi e gostou muito, tipo a turma do Trilhas e Aventuras, que viajou por lá e divulga vários roteiros e informações!

Los Hermanos também são sempre um ótimo destino, mas todos estamos cansados de saber os melhores destinos do outro lado da América do Sul! Ainda não conheço, mas pelos concursos fotográficos que promovi, pude ver que o Salar de Uyuni na Bolívia é um lugar incrível! O Mathias, amigo do blog Esqueci meu Endereço indica a Costa Rica como um belo destino! Quem quiser conhecer um pouco mais da América do Sul, também recomendo o blog Diário de Mochileiro!

Foto de Júnior Gomes, do blog Diário de Mochileiro, tirada em Lima – Peru

O sul do Brasil também é sempre uma ótima pedida, mas não agora no inverno – pra quem não é chegado em bater queixo! Conheço Santa Maria, Curitiba e Floripa. Dizem que Porto Alegre também é muito legal!

Conheço muito bem quase todo o sudeste do Brasil, já rodei bastante por lá e existem destinos para todos os gostos e estilos! Cultura de Minas, agito e turismo do Rio, a imponência de Sampa. O litoral também é muito variado e tem destinos para aventureiros e para elitistas. Basta procurar a “tua praia”, mas recomendo evitar feriados prolongados.

Pra quem é chegado numas compras e tem paciência para encarar a burocracia e a paranóias dos americanos, Miami é o paraíso. Para viajar? Califórnia! Para pirar e casar com alguém desconhecido? Viva Las Vegas! Intercâmbio por lá e no Canadá também são uma ótima opção. Nem preciso falar de Austrália e Nova Zelândia, né? Apesar de que a Ásia está sempre em alta, mas aí ir para o outro lado do mundo e conhecer como se deve exige muito mais do que algumas semanas!

Minha esposa é agente de viagem, então nunca tivemos problemas para encontrar um destino ideal! A Europa também é um lugar com muitos contrastes e o verão aqui é ideal para mochilar ou conhecer novos destinos! Uma coisa muito importante é que quando é inverno no Brasil, é verão aqui na Europa! Então é uma ótima pedida para quem quer fugir do frio e curtir o breve verão no velho continente!

Alguém aí deve estar se perguntando: e qual será a próxima viagem do Michel? Bom… ham… veja bem… então… eu não tenho a mínima idéia! Em junho estive por uma semana no Brasil e acredito que vai ser a primeira e última viagem do ano! Muita gente ainda não sabe, mas estou para embarcar em uma aventura incrível! Serei papai de primeiríssima viagem, então o resto das férias será para me dedicar à minha família e minha primeira filha!

Dizem que muitos blogs de viagem acabam quando o(s) autor(es) deixam de viajar, mas – para os raros leitores que chegaram até o fim do texto – podem ficar tranquilos que o Rodando vai ficar por aqui. Talvez meio carente e abandonado, mas acho que os mais de 340 posts escritos até hoje tenham algum conteúdo válido! :)

Agora o nome do blog terá que mudar: Rodando Pelo Mundo… das fraudas! Mas é uma experiência incrível e dessa vez vou precisar ler todos os guias possíveis e imagináveis! E dos conselhos de vocês, claro! :D

Participe, conte pra gente onde você vai nas próximas férias e também onde gostaria de ir! Talvez você também possa inspirar outras pessoas! VIAJE!

Grande abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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