Archive for the 'austrália' Category

Compre uma viagem e ganhe muitos quilos grátis!

Quando morei na Austrália presenciei um fenômeno interessante. Homens emagreciam e quase todas as mulheres engordavam - muito.

A terra dos fish&chips (peixe e batatas fritas) e do delicioso chocolate TimTam, apesar das belas praias e do clima muito parecido com o do Brasil, é um exemplo clássico de uma coisa que acontece em quase todos os outros países.

Um das explicações seria a carência afetiva e também a carência de dinheiro. Guloseimas são mais baratas e enchem a barriga. Aliviando a saudade e estourando o limite de caloria diário.

Não é que os homens sempre comem melhor e têm menos saudade. Na verdade geralmente eles fazem trabalhos mais ‘pesados’ e assim já garantem a queima de todos os doces, pizzas, cervejas e afins.

Se você vai para um país onde ninguém te conhece e muito menos sabe como era o teu físico, ninguém vai mandar a clássica “nossa, como você engordou!” que ajudaria a cair na real e segurar a onda.


“jogo dos 7 erros”

Eu cheguei a pesar quase 95 quilos na época que fui para os EUA (2001) e quando fui em um parque aquático um garoto americano falou que eu não era gordo. Para o padrão americano eu era magrinho, magrinho.

Para quem normalmente luta contra a balança, pode ser uma boa ficar sem a comidinha da mamãe. Para quem não sabe cozinhar… é melhor aprender.

Inglaterra, Irlanda, Estados Unidos, Canadá e Austrália são alguns dos principais destinos para os viajantes. Mas são também muito famosos pela péssima cozinha.

Agora é inverno na Europa e depois das festas de fim de ano não tem como não ganhar uns quilos. É subir e descer as escadas do prédio, fazer bicicleta ergométrica em casa ou encarar o frio dando uma corrida pelas ruas. Sou mais as duas primeiras!

Não tenho preconceitos com gordos, afinal tenho tendência a engordar muito rapidamente. Mas é sempre bom cuidar do corpo e da auto-estima.

Os gringos não têm e nunca terão o tempeiro e o sabor brasileiro. Muito menos as nossas ‘curvas’. Take care!

Boa semana galera! PAZ!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Fonte da foto: The Schlicken Empire

As melhores viradas!

A virada de ano é uma comemoração simbólica, mas vale a festa! Em alguns lugares do mundo esta é comemorada em alto estilo!

São, com certeza, alguns dos melhores lugares para curtir, além da maioria deles serem gratuitos!

Infelizmente, quando estava em Sydney na virada, eu trabalhava em um PUB e não pude curtir a grande festa na Harbour Bridge/Opera House. Mas consegui fazer uma pausa antes da meia-noite e dei um pulo na praia de Manly para curtir os fogos e depois voltei para o batente.

Este ano vou passar na casa de um casal de amigos fazendo uma festa no estilo brasileiro!

Seja onde estiver, curta demais! Porque os anos passam rápido e nunca sabemos o que nos espera amanhã.

Desejo à vocês um ano novo beeeeeeeeem redondo!!! Feliz 2009 galera!!!!!! PAZ!!!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Fonte do mapa: UOL Viagem

Grandes viagens com pouca grana!

No clima de férias (eu trabalho!) e ano novo, queria aproveitar para falar sobre um assunto que interessa a todos! Claro, viagem! E o melhor, viagens baratas pelo mundo.

Quando estive rodando pela Indonésia e Tailândia com um amigo, depois de morar na Austrália, tudo parecia uma pechincha!

Templos e paraísos incríveis, vida noturna agitadíssima, muitas ondas e muito comércio. Algumas vezes parecia a confusão da 25 de Março em São Paulo, só que menos caótico.

É barato, mas fica ainda mais negociando com o inglês enrolado dos asiáticos. Comida boa, hospedagem boa e barata, aluguel de carro barato… Mas até para brasileiro com real no bolso? Sim, neste caso só o que pode pesar é a passagem aérea.

Para quem manja um pouco de inglês e quer se aventurar sem gastar muito, uma dica legal é o blog “Tim Leffel’s Cheapest Destinations” onde o americano Tim Leffel dá dica sobre ‘Os Destinos Mais Baratos do Mundo’.

Mas a idéia não é recente, com a crise tomando conta dos Estados Unidos. Ele vem fazendo esse trabalho há algum tempo e tem até um livro com o mesmo nome sendo vendido no blog (ainda sem tradução para o português).

Além de Indonésia e Tailândia, o autor cita outros países como México, Turquia, Marrocos, Peru, Bolívia e Guatemala.

Para quem sonha em ir passar férias em destinos exóticos e caríssimos, talvez seja melhor repensar e viajar muito mais destinos por muito menos.

Para quem já sofre para pagar as contas no fim do mês - com um pouco de inglês, coragem e de dólares no bolso - já dá parar se aventurar e sair do marasmo!

ano novo = viagens novas!

Felicidades e muita paz!
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Dicas de 13 dos mais procurados destinos para intercâmbio pelo mundo

Fala galera viajante!

Estou partindo amanhã para o Brasil e devo ficar um tempo sem mandar notícias, mas queria agradecer pela força e pelas mensagens e deixar uma bela dica do UOL Educação para quem está pensando em fazer intercâmbio!

São dicas de 13 dos mais procurados destinos pelo mundo:

Irlanda
Custos mais baixos que a vizinha Inglaterra e menos burocracia e fila para conseguir visto têm atraído estudantes para o país. O número de brasileiros triplicou em 2007

África do Sul
Curiosidade cultural é o que mais atrai estudantes

Alemanha
País abriga renomados cursos de pós-graduação

Austrália
Clima e estilo de vida encantam visitantes

Canadá
Toronto é multicultural e receptiva a imigrantes

Espanha
Madri é a melhor opção para aprender espanhol

EUA
País ainda é campeão em programas de High School

França
Quem não gostaria de se formar em Sorbonne?

Holanda
Governo tem 650 programas para alunos internacionais

Inglaterra
Mesmo caro, destino atrai estudantes do mundo todo

Itália
Meca do design, também é ícone da moda e da culinária

Nova Zelândia
Natureza e esportes radicais são o mote

Suíça
País tem os melhores cursos de hotelaria do mundo

E também algumas dicas de matérias publicadas aqui no blog:

.Austrália x Irlanda
.San Diego 1 x 3 Australia
.
O país que recomendo…
.
Sydney x Gold Coast
.Irlanda
.Rodando por Barcelona - Espanha
.Rodando por Mykonos - Grécia
.Vivendo na neve
> Fotos
> Vídeos

Como podem ver aí abaixo, a mudança climática vai ser bem leve!!!

Abração, muita paz e felicidade para todo mundo! Até a volta!

Valeu, Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

ir esquecendo do voltar…

“Ir esquecendo do voltar…”, uma frase que soa meio estranha, mas que representa um problema que acontece muito com quem tenta a vida em outro lugar.

Muitos vão esquecendo de voltar, até aí tudo bem. Mas quando se trata ‘do voltar’, aí pode complicar.

Um amigo trancou a faculdade no sul do Brasil, largou tudo e foi para Austrália. Trabalhou em bares, fez uma grana legal e depois passou um ano completo rodando pelo mundo!

Mas depois da viagem, como o dinheiro tinha acabado e não tinha mais o visto australiano, teve que voltar para a casa dos pais no Brasil.

Retorno difícil, uma vez que estava habituado a viver livre e fazer as próprias escolhas. Nunca é fácil.

Acabou largando a faculdade porque não queria mais o curso que tinha escolhido.

A idéia fixa de partir para o mundo novamente atormentava, junto aos projetos de escrever um livro ou publicar histórias das suas andanças pelo mundo.

Um exemplo entre os muitos que existem por aí.

Aqui no blog costumo falar sempre da parte boa de viajar, das portas que se abrem, novos mundos e culturas. Mas ‘ir esquecendo do voltar’ pode acabar complicando muito a vida.

Outro ponto importantíssimo é a carreira. Fazer grana até lavando prato pode ser bom, mas e depois?

Teus amigos já terão mais experiência na área e pode pesar. Claro que falar uma outra língua pode pesar ainda mais na hora de encontrar um emprego. Bote tudo na balança e pese.

Esse meu amigo ainda está tentando reencontrar o caminho, o destino. Espero que encontre em breve porque é uma pessoa que considero e que me ajudou muito.

Mas, já que você chegou até a este ponto do texto esperando uma conclusão, posso dizer que eu fui esquecendo do voltar e acabei não voltando. Achei um outro caminho, o da felicidade.

E - felizmente - posso dizer sempre que nunca tive medo de tentar!

Apenas tenha em mente que ‘tudo que você faz, um dia volta para você’.

Grande abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Qualquer tipo de trabalho merece respeito

Você já se imaginou trabalhando lavando prato em um restaurante, como ajudante de cozinha? E, além do mais, sonhando em algum dia ser promovido à garçom ou chef?

Para muitos é uma coisa absurda e imposível no Brasil, além de existir ainda o preconceito com quem faz esse tipo de trabalho.

Mas, quando a escolha é outro país, muita gente (como eu) acaba atrás da pia de um restaurante lotado, levando esporro do gerente, tentando dar conta de milhares de pratos e panelas.

Se no Brasil o salário é baixíssimo, no exterior já é o suficiente para pagar as contas e ainda economizar. E conheci muita gente que trabalhou anos como ‘kitchen-hand’ (ou ajudante de cozinha) e nunca não se arrependeu.

Alguns outros têm até vergonha de falar que tiveram um trabalho assim. Mas a grande maioria fala na boa e ainda passa a valorizar quem faz esse tipo de trabalho na volta ao Brasil.

Não só esse tipo trabalho, como também garçom, faxineiro, barman, recolhedor de copos, ajudante de pedreiro, segurança e tantos outros. Eu já passei por alguns destes e hoje sei bem como é dura a vida de quem depende de um trabalho assim para viver.

Eu tive muita sorte (graças também ao meu Pai que insistiu para acabar a faculdade) de encontrar um trabalho na minha área no exterior. Mas, para tantos, não existe escolha.

Basta saber aproveitar e valorizar o dinheiro no bolso no fim do mês. Afinal, existem poucas coisas na vida piores do que ficar desempregado. E qualquer tipo de trabalho merece respeito.

Michel P. Zylberberg
http://www.rodandopelomundo.com

Leia mais sobre trabalho no exterior, viagens e muito mais:
Destaques

Rodando pelo mundo da música

Não toco nada bem, mas faço barulho. Não me envergonho de tentar, mas geralmente música está no sangue. No meu não.

Mas para ouvir uma boa música não precisa de nada em especial. E com o tempo fui aprendendo ritmos e gostando dos mais variados tipos de sons.

E resolvi compartilhar com vocês algumas da minhas bandas e artistas favoritos que conheci rodando esse mundo muito louco!

Vou apenas citar rapidamente as mais carimbadas como Bob Marley, Led Zeppelin, Pink Floyd, Jack Johnson e The Doors porque dispensam apresentação.

Das brasucas: Chico Buarque, Natiruts, ‘rock brasília’, MPB em geral. Pagode e samba também, claro.

Partindo para algumas mais desconhecidas, destaque para:

- Donavon Frankenreiter: Bicho-grilo californiano, parceiro de Jack Johnson e Ben Harper, sobrenome complicado e música leve, para relaxar a alma. “Eu tenho falado para as pessoas que me perguntam ‘por que você não escreve músicas depressivas?’ Claro, eu tenho dias ruins como todo mundo, mas geralmente, eu me sinto privilegiado. Quando eu pego o meu violão, eu me sinto bem. Isto me faz querer abrir uma garrafa de vinho e fazer a festa, e isso é o que eu gostaria que as pessoas sentissem ao ouvirem a minha música.” (Donavon)

- The Beautiful Girls: Ainda no estilo surf music, essa banda australiana traz qualidade em todas as músicas, fazendo um som original e que não canso de ouvir.

- Groundation: Outra banda californiana, mas de reggae roots e influenciada pro jazz e dub. Indicada pelo meu amigo Fernando Bittar, não saiu mais do meu toca discos!

- Lenine: Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, esse recifense está ganhando cada vez mais espaço na música brasileira. Estilo particular, personalidade forte. Não tinha ouvido bem antes, mas fora do Brasil valorizamos muito mais o nosso ‘produto nacional’. Site oficial interessante.

- 311 (”three eleven”): formada em 1988 em Omaha, Nebraska. Salada músical de qualidade entre rap, hip-hop, rock alternativo, reggae, rapcore, ragga e funk. Destaque para a carro-chefe “Amber”.

- Blues Etílicos: 20 anos de estrada 10 CDs lançados fazem dessa a maior banda de blues brasileira! Cantando em inglês ou português, homenagiando Raulzito ou Muddy Waters, é outra banda que está sempre no shuffle.

E para confirmar a minha natureza eclética: “Vocês riem de mim porque sou diferente… eu rio de vocês porque são todos iguais” (Bob Marley)

Espero dicas também! Bom fim de semana galera!!!

Positive vibrations!

Valeu, Michel P. Zylberberg

Trabalhando pesado no exterior! (parte 2)

Antes da segunda parte de ‘trabalhando pesado no exterior’ uma curiosidade:

Antes de começar a trabalhar na Austrália, precisei abrir uma conta no banco. Lá fui eu. Chegando no guichê expliquei o que queria e ela foi me dando a papelada. Meio sem jeito perguntei quando era necessário para abrir a conta. Aliás, o mínimo necessário! E foi o que eu tinha, 10 dólares contados.

Voltando ao post, quando fiquei desempregado (leia a primeira parte aqui) e caí na folia, já tinha conseguido juntar um pouco de dinheiro. Mas não deixava de ser crítica a situação.

Fui para aula e voltei para casa preocupado. Tinha que arrumar emprego! E foi aí que milagrosamente meu celular tocou!

Uma garota que tinha conhecido que trabalhava em um PUB (bar) me perguntava se eu estaria interessado em trabalhar lá porque tinha uma vaga!

Um PUB gigante chamado Steyne, com 5 bares e um restaurante, tudo de frente para belíssima praia de Manly. Não pensei duas vezes. Fui correndo (literalmente) na mesma hora e na sexta já comecei!

É um outro trabalho muito comum para brasileiros, como “glassier” ou catador de copos. Recolher os copos vazios, lavar, limpar copos quebrados, organizar o máximo possível o PUB.

Entrei nos horários de pico, sempre lotados com o verão australiano! Preciosas horas de sexta e sábado a noite que me ajudaram por algumas semanas. Querendo ou não estava entre meus amigos na hora da festa!

Mas precisava renovar o visto e pagar a escola em breve, e a grana não era suficiente. Foi aí que um misto de sorte e competência deu o empurrão que faltava!

Era época de natal e reveillon, como havia trabalhado forte e ganhado confiança, me chamaram para trabalhar todos os dias!

Era perfeito! Trabalhei como nunca, junto com um novo amigo - que depois virou irmão - Mathias e a outra galera irada que trabalhava lá! Malucos Australianos, da Inglaterra, Paquistão, Bangladesh, Nepal e todo tipo imaginável! Figuraças!

Fiz a grana necessária, paguei tudo e garanti mais alguns meses na ilha paradisíaca! Além de ainda tomar umas de graça e jogar uma sinuquinha com a turma sempre depois de fechar o PUB!

Até hoje agradeço a Gabô (que me ligou para trabalhar) pela chance e pela confiança de ter me chamado, mesmo sem me conhecer bem!

Mas ainda teve um outro passo nessa história. Como o Mathias estava aprendendo a trabalhar como Barman, entrei na mesma onda e fui aprendendo também! Outra profissão para meu louco currículo!

Mestres como o Márcio (brasileiro que já estava muito anos por lá) e todo o resto da gringaiada louca! Até hoje não sei se era obrigação ou prazer, porque sempre amei a vida boêmia!

Acabei minha vida de trabalhador na Austrália com grana suficiente para rodar a Ásia com um grande amigo, passar 3 meses na Europa e ainda curtir a minha volta ao Brasil! Not bad!!! CHEERS!!!

Escrito por Michel P. Zylberberg
(http://www.rodandopelomundo.com/
)

> leia a primeira ou a terceira parte da série!

Mais dicas sobre viagens e trabalho no exterior em Destaques!

Trabalhando pesado no exterior! (parte 1)

Muitos brasileiros querem sair do país com o sonho de trabalhar na área, mas infelizmente não é assim na grande maioria dos casos.

Uma vez tomada a decisão de partir, devemos estar preparados para qualquer tipo de situação!

Citarei um pouco da minha história na Austrália e penso que representa a de muitos brasileiros pelo mundo.

Cheguei com pouca grana, tudo muito caro. Demora muito para acostumar com os preços altos e isto já é um empurrão forte para a procura do emprego!

Até ajeitar os documentos para poder trabalhar e passar a euforia da vida nova já se vai boa parte do dinheiro e a cobrança aumenta.

Contatos aqui, pedidos ali, currículos falsos com anos de experiência lavando prato em “copacabana palaces” da vida. Batendo de porta em porta e levando ‘não’ para uma profissão nunca antes imaginada no Brasil.

Até que um amigo teu te liga e chama para cobrir a vaga de alguém que não foi trabalhar. Você trabalha duro, lava mais pratos do que nunca na vida e o cara te chama para fazer umas 15h por semana. Uns 10 dólares por hora, já dá para pagar o aluguel.

Tinha uma época que eu trabalhava apenas sábado a noite, com o restaurante lotado e todos meus amigos na farra.

Mas o senhor paquistanês que trabalhava comigo me dizia: “eles estão gastando. Você, a cada prato que lava, é um dólar a mais!” E dava risada. Eu também!

No meio tempo tem que se virar para tirar uma grana extra, mesmo que para isto tenha que faltar algumas aulas na escola. São os trabalhos pesados, pagamento mais alto para trabalhos de mais risco e esforço físico.

Trabalhei, entre outras coisas, limpando porão de navio cargueiro e ajudando no corte de árvores (foto). Trabalhos que, como a construção civil, podem chegar até a 200 dólares por dia. Esforço sempre válido!

Mas poucos conseguem trabalhar todos os dias. Além de comprometer os estudos e a presença nas aulas, importante para a renovação do visto.

Depois de uns dias, com mais contatos, você arruma mais algumas horas em um outro restaurante, já se preparando para subir na carreira, sonhando em virar garçom e ganhar também as gordas gorjetas!

Eu bem que tentei, mas as mulheres levam vantagem, pegando a grande maioria das vagas. Mesmo com um inglês pior. Compreensível! Mas muitos amigos conseguiram.

Quando o gerente do restaurante disse que não daria certo, foi uma decepção e uma grande lição de vida. Qualquer coisa que queira fazer na vida exige força de vontade, jamais despreze alguém que trabalhe. Todos têm valor!

Até que um dia, trabalhando a tarde em um sabadão de sol rachando, puto e pensando na festa de aniversário incrível que faziam em casa, disse que estava me sentindo mal e larguei eles sem kitchenhand (ajudante de cozinha). Até hoje gostaria de ver o gerente escroto lavando aquela tonelada de pratos!

Não voltei mais, nem para buscar o pagamento da semana (na Austrália geralmente pagam tudo por semana) e nem para trabalhar de novo. Era feliz, como podem ver na foto acima (sou aquele no alto), mas outra vez desempregado.

> leia a segunda e a terceira parte da série!

Leia mais sobre viagens e encontre muitas dicas em Destaques

Sydney x Gold Coast

Olá Michel, tenho 34 anos, moro em Sao Paulo, Capital e estou pensando seriamente em março/2008, estar embarcando para Australia / Gold Cost, para trabalhar e estudar (aprender falar ingles). Estou em duvida se devo ir por uma agencia especializada nesse tipo de coisa, ou ir por conta prorpria. Outra duvida é se devo ir realmente para a cidade Gold Cost que tem aproximadamente 400 mil habitantes ou uma cidade como Sydiney que tem 4 milhoes e por isso seria mais facil de arrumar emprego, ou nao tem nada haver.

Grato,

Um abraço e boa sorte no seu casamento, pois o meu tem poucos dias que terminou.

Paulo Marcos.

Olá Paulo!!

Primeiro de tudo, valeu pela mensagem! Respondo rápido e espero como sempre poder ajudar um pouco nessa decisão sempre difícil mas gratificante de se jogar para o mundo. E - como sempre digo - nada melhor do que a Austrália! :D

Então a briga ficaria entre dois gigantes. Mas como teus projetos são estudar e trabalhar, então pesaria mais para o lado de Sydney. Interessante porque ontem mesmo vi uma matéria muito legal que saiu no UOL Viagem sobre essa cidade paradisíaca. Quem quiser conferir é só clicar!

sydney

Seria mais ou menos como ter que escolher entre Maresias e São Paulo para morar, estudando e trabalhando. Se bem que Manly ou Bondi em Sydney são tipo Maresias dentro da grande São Paulo.

Como geralmente os paulistas estão acostumados com um ritmo louco, nada melhor do que outra cidade grande para se sentir em casa.

Quero deixar claro que não conheço bem Gold Coast, mas é com certeza um dos principais pontos turísticos da Austrália.

O que seria interessante é fazer o que muita gente faz quando parte para lá. Chegar em Sydney, fazer um pé-de-meia e depois rodar toda a costa. Aí poderia morar um tempo em Gold também sem problemas.

Não sei como anda teu inglês, mas não vá com a ilusão que se chegar lá sem falar nem “good night” vai logo achar um emprego. Pode dar sorte, mas quanto mais base tiver, melhor! Tente estudar o máximo que puder antes de ir.

Valeu pela força no casamento. Conheci minha mulher lá em Sydney, quem sabe o futuro também não esteja reservando uma gringa no teu caminho!

Mudanças são inevitáveis na vida, importante é que sempre sejam para melhor e a dor fique sempre em segundo plano!

Como já tinha falado antes, a agência com a qual fui para Austrália e te dá um suporte grande por lá também é a Information Brazil. Acho que mudaram de nome agora, mas aí vai o site de novo: http://www.informationbrazil.com.au/

Marca uma reunião na agência deles que eles te explicam tudo na boa:

http://www.informationbrazil.com.au/areas/agencias/sp.htm

Deixando bem claro que não recebo nada pela propaganda, eles nem sabem que cito eles aqui. Falo por experiência própria e pela de muitos amigos que foram por ela também.

Felicidades e muita paz sempre!

Cheers, Michel