Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras

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Lembro que quando era garoto e ouvi falar que o Jô Soares falava cinco línguas achei uma coisa incrível, algo quase impossível para as “pessoas normais”. Eu já me impressionava quando ouvia alguém falando outro idioma fluentemente, pois eu havia só uma pequena base de inglês e entendia um pouco de espanhol. Lembrei dessa história quando alguns dias atrás recebi da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) os cinco novos guias de conversação com vocabulários e frases em Espanhol, Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Com certeza serão meus fiéis companheiros nas próximas aventuras!

Você sempre sonhou em cair no mundo e aprender novas línguas? Para viajar sem gastar muito a dica é ficar atento à sites que oferecem cupons de desconto para serem utilizados antes de fazer a compra no site das empresas. O Cuponation, por exemplo, é um portal de vouchers de desconto gratuitos que podem ser acessados de maneira bem fácil e o que é melhor, sem custo algum. Vale ficar ligado na seção de viagens do site, que quase toda semana publica cupons para grandes empresas como a TAM, por exemplo.

Acredito que o Brasil fique prejudicado por ser tão grande, com boa parte do nosso território não tendo fronteiras com outros países e culturas. E hoje, morando na Europa, vejo que isso também acontece na Itália, são dois casos muito parecidos. Mas existe também a má vontade do governo com o sistema educacional (ok, abandono…), o que prejudica ainda mais o aprendizado de outras línguas. Claro que a internet ajuda a derrubar essas barreiras e facilita o estudo, mas depende de cada um batalhar e praticar. Existe, por exemplo, essa série de vídeos do Rafael Lanzetti  – brasileiro que domina 11 idiomas – no YouTube.

Se quiser diminuir o aperto, ainda mais com tantos eventos internacionais e muitos gringos passeando pelo Brasil nos próximos anos ou sempre mais viagens internacionais, os Guias de conversação da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) podem ser uma boa pedida! São 272 páginas (cada um) divididas em básico, prático, social, viagem segura e alimentação. O preço é bem mais em conta do que passar aperto nas viagens, cada um custa apenas R$ 19.90.

E aí, quantas línguas você fala? No Brasil – infelizmente – falamos uma, máximo duas ou três. Já aqui na Suíça as respostas mais comuns são três, quatro, cinco ou até mais. Eu sei, eu sei, a Suíça é um ovo e está cercada por países com diferentes línguas. A terra do chocolate tem quatro línguas oficiais e o inglês que também é falado por boa parte da população. Claro que você não vê crianças aqui falando cinco línguas, ia ser uma coisa de louco. O aprendizado da língua depende da região, eu moro na parte italiana e aqui pouca gente fala alemão fluente. Brincam que aqui é mais Itália do que Suíça, pois existe esse problema da pouca fluência em outras línguas.

Um exemplo que posso dar é o da minha esposa, que é de família italiana, mas foi criada em Zurique – na parte alemã. Ela fala italiano, alemão, suíço-alemão, francês, inglês, aprendeu bem o português e entende bastante espanhol. E a coisa mais louca é que ela mistura as línguas quando fala com amigos que falam as mesmas línguas! Uma verdadeira salada mista! E a nossa filha vai acabar aprendendo muitas línguas também.

Quando cheguei aqui na Suíça morei em Zurique e foi um verdadeiro choque com o alemão / suíço-alemão (teoricamente são duas línguas parecidas, mas existem muitas diferenças). Eu tinha uma boa base de inglês e foi o que me ajudou, mas acabei bloqueando completamente e consegui aprender poucas palavras nos meus primeiros anos aqui. Tanto que decidimos mudar para parte italiana e aí a coisa mudou. Em poucos meses eu já entendia tudo e falava bastante – cometendo muitos erros, mas falava! Começo a sentir a necessidade de aprender outra língua, será que tomo finalmente coragem para encarar o tal do alemão?

Acho que uma das piores coisas que existem na vida é estar com um grupo de pessoas e não entender uma palavra sequer do que elas falam. Não poder interagir. Eu sempre me sinto um idiota, um ignorante, analfabeto. Não me conformo de não poder comunicar, interagir. Mas uma outra língua não se aprende da noite para o dia, é preciso muita dedicação, estudo e esforço. E prática, muita prática! E foi por isso que convidei alguns amigos para participarem desse post contando como foi a experiência deles ao aprender uma outra língua, quem sabe pode inspirar você a encarar um novo desafio:

ALEMÃO: Para quem nunca ouviu alguém falar alemão, é como se essa pessoa estivesse falando uma outra língua qualquer como chinês, japonês ou polonês. Mesmo com muito esforço e mesmo falando inglês não dá para entender nada. Assim eu cheguei na Suíça em 1994. Os primeiros meses e o primeiro ano foram de grande aprendizado e grandes dificuldades. Muitas foram as festas ou jantares que eu fui e nos quais todos riam das piadas contadas e eu nada entendia. O começo em um país com uma língua tão diferente da nossa é mesmo muito difícil. Meu primeiro emprego em Zurique foi de meio período em uma loja de departamentos. De manhã eu estudava alemão intensivo (diariamente quatro horas) e a tarde e a noite eu trabalhava vendendo Barbie´s e carrinhos na sessão de brinquedos. Um trabalho que não exigia muito conhecimento da língua já que os produtos não são muito complicados. Mas eu me lembro de muitas ocasiões em que eu ouvia o que o cliente queria (em suíço-alemão), memorizava e corria para minha colega que falava espanhol para que ela traduzisse pra mim. E assim passei seis meses por lá e quando eu me demiti eles ficaram tristes, então acho que não devo ter feito tão mal. Mas vender Barbie nunca foi o meu sonho. Um ano mais tarde comecei um estágio em um banco e o alemão já estava bem melhor, mas a “luta” com essa língua difícil continuou e continua até os dias de hoje. Eu falo o suíço alemão quase com perfeição e escrevo bem em alemão, mas eu nunca parei de estudar. Ano passado eu fiz vários cursos de gramática e de escrita. Eu acho que um dos pontos importante para se integrar mais rapidamente é dominar a língua e isso só é possível estudando muito e sempre. É preciso ter paciência consigo mesmo, não ter vergonha de falar, ler bastante, assistir televisão em alemão e ser igual um papagaio: imitar quem fala bem. Assim você vai conseguir diminuir o sotaque carregado que nós temos ao falar essa língua complicada, que cá entre nós: para os nossos ouvidos mimados com a doce melodia do português, ela poderia ser mesmo chinês, japonês ou polonês que não faria a menor diferença!
[ Claudia Boemmels | @EuSeiOnde | Blog Eu Sei Onde ]

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ITALIANO: O italiano foi bem mais fácil de aprender, se comparado ao inglês, por exemplo. Eu já conhecia algumas palavras porque sou descendente de italianos e na região onde minha família mora, muitos ainda usam expressões do dialeto vêneto. E dá pra associar muito com o português e o espanhol (que aprendi um pouco de ouvido, por morar perto do Uruguai e da Argentina). Seis meses antes de viajar pra morar na Itália eu fiz aula particular de italiano para treinar a gramática e o vocabulário, foi o suficiente para chegar lá desenrolada. Mas certamente o que fez a diferença foi a interação com os próprios italianos. Lá, dava um jeito de conversar com todo mundo… no trem, no supermercado, no banco, na feira… Com certeza o maior aprendizado se faz in loco. E outra dica: Não tenha medo e fale sem vergonha. Peça pra ser corrigido quando errar… porque você certamente vai cometer muitos erros, mas as pessoas não se importam com isso, de verdade…
[ Juli C. Borsa | @mochiladajuli | Blog Mochila da Juli ]

FRANCÊS: Difícil resumir em poucas linhas um processo longo, mas frutífero de aprendizado de idioma in loco, mas o desafio do Michel é super válido e adorei o convite! Quando aqui cheguei, tinha três palavras na ponta da língua: “Bonjour”, “Merci” e “Au revoir”, que significam respectivamente Bom dia, Obrigada e Até logo. Falava só inglês e arranhava italiano, e no primeiro almoço conheci uma brasileira que tinha chegado 5 meses antes de mim e falava bastante, então a francesa que ficou responsável por nos receber me disse: “Você vai falar assim em cerca de dois meses”. Dei sorriso amarelo e disse pra mim mesma: “Ah, mas não vou mesmo, vai demorar mais.” Tive de esperar  meses antes de começar o curso, então estudei por conta própria com gramáticas, conversando com as pessoas na rua – sim, encontrei franceses extremamente solícitos que muito me ajudaram – e assistindo muita tv. Tive meus erros, ainda bem, porque deles muito aprendi. Cheguei com um bom nível de conversação no curso de verão, depois fiz o curso anual, mas acho que leitura, tagarelice e curiosidade me ajudaram muito no processo. Também trabalhei como professora de inglês por alguns anos, e lancei mão das ferramentas de trabalho que aprendi nessa época pra conseguir acelerar o processo de aprendizagem, e a mais importante é: não traduzir, mas entender no contexto, assim conseguimos não só entender o significado da palavra, mas também apreender o peso afetivo que ela tem, que é peça chave pra uma comunicação eficaz. A cara de pau também ajuda: se não sei o que significa uma palavra ou expressão, pergunto. É um dos benefícios associados ao meu status de estrangeira, e que devemos usar a nosso favor!
[ Natalia Itabayana de Mattos | @destinoprovence | Blog Destino Provence ]

FRANCÊS: Aprender um novo idioma sempre foi algo que me fascinou: novos amigos, muitos livros, oportunidades que se multiplicam! Quando tinha 14 anos resolvi estudar francês, mas como toda adolescente, tinha mil outras coisas na cabeça e abandonei após uns 6 meses de aula. No entanto, ficou aquele grãozinho de curiosidade que me fez um pouco auto didata… passava horas escutando música francesa, procurando as letras da internet e traduzindo com ajuda de um dicionário de papel… coisa que nem sei mais se existe. Em 2004 comecei a usar o MSN para ter amigos virtuais na França, tinha o hábito de ler as notícias em um site brasileiro e em seguida procurar a mesma informação no Le Monde, fiquei amiga da esposa de um expatriado e íamos juntas no supermercado, ela com minha lista de compras em português, e eu com sua lista em francês. Tudo isso me preparou para o destino (ou será que meu inconsciente procurava alguém pra chamar de “mon amour”?). Em 2006 conheci meu marido, um francês apaixonado pelo Brasil, assim como eu pela França e fizemos um acordo: enquanto ele me escrevia em português, eu corrigia e respondia em francês. Um ano depois decidimos viver juntos na Europa pois ele já tinha 2 filhos e eu não queria separá-los. 2 meses antes da mudança definitiva eu fazia 2 horas de aula particular por dia. Chegando na França, eu já me virava bem, mas passei por situações engraçadas e outras constrangedoras devido aos “falsos-amigos” ou uma pronúncia errada, mas sempre arrisquei! Hoje, depois de 6 anos vivendo na França, e com as malas prontas para retornar ao Brasil, falo com fluência, leio livros de mais de mil páginas, mas escrevo com dificuldade (pois meu foco sempre foi a comunicação oral e não escrita… algo que devo aprimorar com cursos). Faço questão que meus filhos falem os 2 idiomas. Agora, meu próximo objetivo é aprender russo!!!
[ Luciana Coura Vivia ]

ESPANHOL: Quando cheguei em Madrid, há pouco mais de um mês, sabia o básico do básico do espanhol (bom dia, boa tarde, boa noite, números e outras dez ou quinze palavras). O bom é que o espanhol é um pouco parecido com o português, e o ruim é que no início eu não conseguia entender os espanhóis falando, achava que eles falavam muito rápido, mas nada melhor que o tempo. Hoje já estou me virando muito bem em todos os lugares, comecei a ler livro, ouvir música e principalmente rádios locais e fiz alguns amigos. Esse é o principal ponto, faça amigos! A melhor escola para mim está sendo a rua (vizinhos, o caixa do mercado, a dona do bar da esquina e por aí vai).
[ Átila Ximenes | @voucontigo | Blog Vou Contigo ]

INGLÊS: Olá sou a Vivi do Blog viviemuk.com, morei por 5 anos na Holanda e estou morando a quase 2 anos em Londres na Inglaterra. Sou uma eterna aprendiz no inglês, todos os dias surgem novas palavras ou expressões. Fiz alguns cursos na Holanda, na Bristish School, e aqui na Inglaterra fiz um curso de ESOL para estrangeiros no college do meu bairro. Acho extremamente importante falar a língua do país onde você escolheu morar, faz você se sentir em casa. Uma vez na Holanda no supermercado, passei a minha compra e estava já empacotando e a caixa já estava passando a próxima compra, e no ímpeto eu falei para esta pessoa em um tom tipo “fique tranquilo que já estou acabando”, mas no momento saiu NO PREÓCOPES (acento puxado no primeiro O)!!! Era para ser Don’t worry!!! E acabou saindo não se preocupa todo errado!!!! Coisas que acontecem quando falamos inglês em um país onde se fala Holandês e ainda se pensa em português!!!! Saí do supermercado rindo muito e isso é motivo de diversão aqui em casa!!!!
[ Vivian Monteiro | @ViviemUK | Blog ViviemUK ]

Uma opção, que sem dúvida pode ser uma ótima escolha, é o intercâmbio. Eu já fiz e recomendo. Fale com a nossa parceira Egali ou procure uma empresa de confiança. Existem opções para todos os bolsos e idades!

Bom, o post ficou meio longo, mas se você leu até aqui é porque deve estar mesmo afim de aprender um outro idioma :) Agradeço a participação dos amigos convidados e espero que tenham ajudado a dar uma ideia de como pode ser esse grande desafio.

OBS: Como recebemos outros depoimentos, esse post ganhou uma segunda parte! Não deixe de dar um pulo lá para curtir mais histórias interessantes sobre o aprendizado de novos idiomas: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2).

Abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Uma volta ao mundo de Guinness Book

Trabalhando em um jornal aqui na Suíça chamado “20 Minuti” acabo me deparando com histórias incríveis como essa de dois Suíços que saíram 27 anos atrás para fazer a volta ao mundo de carro e ainda não voltaram pra casa!

A matéria explica que Emil Schmid “não sabe o que é saudade de casa”. Ele e a sua esposa Liliana deixaram a Suíça em um Toyota Landcruiser no longínquo 1982. O casal, originário de Wallisellen (Suíça), entrou para o Guinness Book com a mais longa viagem de carro – com nada menos que 676 mil quilômetros percorridos em quase 20 mil horas dirigindo!

O carro, mesmo depois de uma quilometragem de respeito e 30 anos como fiel companheiro de viagem, ainda é o mesmo! O casal sempre contou com um patrocínio da Toyota, que envia as peças de reparação grátis. Mas este patrocínio está para ser cancelado, já que a Toyota alega que o carro se tornou velho demais. Emil já prevê o triste fim: “O nosso carro tem 30 anos e já teve vários problemas no motor, no câmbio e ferrugem. Nesse momento apareceu um problema com a direção. Em breve chegará o dia em que não poderemos mais concertá-lo.

Mas – como poderíamos imaginar – eles não se desanimam: “Se não funcionar mais o carro continuaremos a nossa viagem de avião. Teremos que tomar cuidado com os gastos, mas conseguiremos”. Em tanto tempo na estrada não faltam aventuras pra contar. Entre as piores estão um ataque violento seguido de furto em Macedônia e também uma doença infecciosa depois que um cão mordeu Liliana nas Ilhas Tonga.

O que sempre garantiu essa vida “on the road” de dar inveja é a pensão dos dois. Emil, agora com 70 anos, afirma: “Gostaríamos de continuar o nosso caminho no mundo, até quando poderemos”, e emenda: “Não temos a idéia de voltarmos à Suíça pra passarmos nossos últimos dias lá”. Eles se encontram atualmente em La Réunion, no Oceano Indiano.

O site desse incrível casal aventureiro – www.weltrekordreise.ch – é atualizado, mas bem confuso. O conteúdo é incrivelmente vasto, fruto de tantos anos na estrada. A site é acessível em inglês ou alemão, mas qualquer um pode navegar e conferir um pouquinho do que eles já puderam vivenciar passando por cerca 170 países e registrando mais de 80.000 fotos!

E você, encararia uma aposentadoria assim?

Abraço e paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Rodando pelo Chile / Ilha de Páscoa

Nesse post conto mais uma vez com a colaboração do meu irmão Marcel P. Zylberberg, que recentemente esteve rodando pelo Chile e Ilha de Páscoa e compartilha tudo com vocês:

Consegui, depois de muita dúvida e confusão, tirar uma semana de férias para matar uma vontade antiga: NEVE! Queria ver a neve, sentir o frio, esquiar ou fazer snowboard… afinal, estava mais do que acostumado a tirar férias e viajar para as praias, para pegar ainda mais calor do que durante o ano aqui no Rio de Janeiro.

Para essa viagem, o contato com um amigo de infância que mora no sul do país foi fundamental para decidirmos o roteiro e aproveitar a viagem em companhia.

ROTEIRO DE 9 DIAS

Santiago, com escala em Montevidéu – Uruguai. Excelente para fazer compras, o melhor preço de todos os FreeShoppings. Para aqueles que têm que comprar diversas encomendas, como perfumes, cremes, e outras coisas que não da certo ficar carregando uma viagem inteira no mochilão, basta comprar e “deixar comprado” e pegar no vôo de volta.

Em Santiago, chegando no aeroporto, vale a pena pegar o serviço de TRANSFER, com a Transvip. Em grupo, procure um serviço “EXCLUSIVO”, onde vocês pagam um valor fixo para até 7 pessoas. Saí muito barato. Tem a opção de ônibus e metrô, mas não cheguei a usar. CUIDADO COM OS TAXISTAS ILEGAIS NO AEROPORTO… parece o Rio de Janeiro.

O metrô em Santiago é muito prático, mas tem uma dica: nos hotéis, ou no guichê, procure um cartão que funciona como um vale transporte, que pode ser recarregado. Com ele você paga o metro e para ir ao shopping por exemplo, tem direito a pegar outro ônibus de graça, só passando o cartão.

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O maior Shopping se chama Parque Arauco. Ele é muito grande e aproveitei várias coisas de inverno em promoção. Tem ainda o Mercado Central, que é bom para comer. A feirinha de artesanato – Centro Artesanal LOS DOMINICOS, excelente para comprar as lembranças (local mais barato e com maior diversidade). Se for ficar alguns dias a mais em Santiago, procure um supermercado grande, chamado LIDER, pois tem muita diferença de preços.

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Para subir para as estações de esqui próximas a Santiago (por volta de 50km), tem as opções: Valle Nevado, El Colorado e La Parva. Existem algumas empresas na capital que alugam o equipamento e fazem o serviço de transfer. No meu caso, sairia mais barato alugar o equipamento na própria estação de esqui. O serviço de transfer custou 9.000 pesos (cerca 30 reais) para El Colorado.

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Para Valle Nevado, 10.000 pesos (cerca 33 reais). Gasta-se uma hora e pouco para subir. No segundo dia tentamos subir de carro alugado, com uns americanos. Eles tinham experiência em dirigir na neve e tivemos que alugar as correntes (senão a polícia não deixa subir). Mas o excesso de neve atrapalhou e a estrada foi fechada. Tivemos que retornar do meio do caminho (foto acima).

A outra acima era no restaurante “COMO AGUA PARA CHOCOLATE”, em Santiago.

RODANDO PELA ILHA DE PÁSCOA

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Para a viagem a Ilha de Páscoa - que era um lugar até então que nunca tinha ouvido falar, antes de meu amigo de viagem Ivan me chamar – foi uma aventura e tanto. Trata-se simplesmente da ilha habitada mais isolada do mundo, com vulcões, praias e os numerosos e enormes Moais, que são esculturas de pedra misteriosamente espalhadas por toda a ilha. Está situada na Polinésia, ao Sul do Oceano Pacífico e a 3700 km do Chile.

Tivemos que comprar a passagem pela LAN, única que opera vôos para lá. É uma excelente empresa, mas os preços não são tão baixos. Ela tem ligação com a TAM, e as milhas podem ser acumuladas no Fidelidade TAM. Vale a pena, já que são 7000 km de viagem, ida e volta.

Para ficar na Ilha, novamente tivemos problemas com preços e escolhas de local. Tem opções de camping, mas acabamos escolhendo uma pousada. Tem que ter atenção, pois se forem ficar em uma pousada fora do centrinho da Ilha, o ideal é alugar carro, ou bicicleta, senão vão perder muito tempo. Nós alugamos um jipe da Suzuki e foi muito bom, pois rodamos quase a Ilha toda em 3 dias. A diária foi por volta de 25 mil pesos, pouco menos de 100 reais.

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Lá na Ilha existem muitos e muitos pontos para visitar. Posso citar: os três Vulcões (fomos em dois deles, o Rano Kao e o Poike), as praias para banho e snorkling como Anakena e Ovahe (norte da ilha), os diversos Moais, A Fábrica de Moais – Rano Raraku (tem um lago que dá pra tomar banho). Imperdíveis são o nascer e o pôr-do-sol no mar… vale a pena acordar mais cedo e se posicionar em uma das praias para acompanhar esses eventos.

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Cuidado com as compras, pois abusam nos preços. Se puder, leve comida do continente. Lá na Ilha são poucas opções, e os preços altos. A maioria dos hotéis tem cozinha a disposição dos hospedes, e assim que nos viramos.

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Vale muito a pena marcar o mergulho. Se já for habilitado, nada que uma boa conversa não consiga ainda um desconto. Se nunca tiver feito, pode escolher um batismo, ou até mesmo snorkeling. Agora tenha cuidado pois é preciso reservar com antecedência de pelo menos um ou dois dias. NÃO VÁ COM o Mike Rapu Diving Center, pois o dono prefere atender as pessoas de um hotel que eles têm convênio e mesmo você estando agendado, ele coloca os hóspedes na frente. Existe o ORCA DIVING CENTER, onde são realmente profissionais.

Texto e fotos por Marcel P. Zylberberg

Agradeço muito ao meu irmão e espero voltar em breve com novidades!

Grande abraço e muita paz! Boa semana para todos!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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