Uma volta ao mundo de Guinness Book

Trabalhando em um jornal aqui na Suíça chamado “20 Minuti” acabo me deparando com histórias incríveis como essa de dois Suíços que saíram 27 anos atrás para fazer a volta ao mundo de carro e ainda não voltaram pra casa!

A matéria explica que Emil Schmid “não sabe o que é saudade de casa”. Ele e a sua esposa Liliana deixaram a Suíça em um Toyota Landcruiser no longínquo 1982. O casal, originário de Wallisellen (Suíça), entrou para o Guinness Book com a mais longa viagem de carro – com nada menos que 676 mil quilômetros percorridos em quase 20 mil horas dirigindo!

O carro, mesmo depois de uma quilometragem de respeito e 30 anos como fiel companheiro de viagem, ainda é o mesmo! O casal sempre contou com um patrocínio da Toyota, que envia as peças de reparação grátis. Mas este patrocínio está para ser cancelado, já que a Toyota alega que o carro se tornou velho demais. Emil já prevê o triste fim: “O nosso carro tem 30 anos e já teve vários problemas no motor, no câmbio e ferrugem. Nesse momento apareceu um problema com a direção. Em breve chegará o dia em que não poderemos mais concertá-lo.

Mas – como poderíamos imaginar – eles não se desanimam: “Se não funcionar mais o carro continuaremos a nossa viagem de avião. Teremos que tomar cuidado com os gastos, mas conseguiremos”. Em tanto tempo na estrada não faltam aventuras pra contar. Entre as piores estão um ataque violento seguido de furto em Macedônia e também uma doença infecciosa depois que um cão mordeu Liliana nas Ilhas Tonga.

O que sempre garantiu essa vida “on the road” de dar inveja é a pensão dos dois. Emil, agora com 70 anos, afirma: “Gostaríamos de continuar o nosso caminho no mundo, até quando poderemos”, e emenda: “Não temos a idéia de voltarmos à Suíça pra passarmos nossos últimos dias lá”. Eles se encontram atualmente em La Réunion, no Oceano Indiano.

O site desse incrível casal aventureiro – www.weltrekordreise.ch – é atualizado, mas bem confuso. O conteúdo é incrivelmente vasto, fruto de tantos anos na estrada. A site é acessível em inglês ou alemão, mas qualquer um pode navegar e conferir um pouquinho do que eles já puderam vivenciar passando por cerca 170 países e registrando mais de 80.000 fotos!

E você, encararia uma aposentadoria assim?

Abraço e paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Rodando pela ilha de Bali – Indonésia

Para começar bem a semana decidi falar um pouco sobre um dos paraísos naturais do mundo que visitei em 2006. Com aproximadamente 5.620 km² e uma população de cerca 3 milhões de pessoas, a ilha de Bali é parte da República da Indonésia, o maior arquipélago do mundo com mais de 18.000 ilhas.

Famosa destinação turística conhecida por suas belezas naturais, clima perfeito e uma atmosfera relaxante. Ilha das flores, templos e pessoas simpáticas, é considerada uma verdadeira pérola para viajantes do mundo todo.

Paraíso dos surfistas e de pessoas em busca de paz espiritual e belezas naturais, a ilha reserva infinitas surpresas. Para tentar conhecer o máximo que podíamos, alugamos um carro por alguns dias e rodamos algumas cidades. Destaque para lugares únicos como o Templo de Uluwatu (Templo de Tanah Lot), Templo de Taman Ayun e a Alas Kedaton (floresta dos macacos).

A ilha é frequentada por muitos brasileiros, geralmente aqueles que estão morando na Austrália ou em outros países da Ásia. Farto mercado, boa comida e bons preços são sempre um chamariz, apesar de desastres naturais e atentados terroristas terem manchado a imagem da ilha como uma das maiores destinações turísticas do mundo.

Foi muito engraçado quando eu e meu amigo Mateus fomos com um grupo de 3 brasileiros (um homem e duas mulheres) para a praia de Bali e de repente surge um grupo grande de turistas asiáticos querendo tirar fotos com a gente como se fossemos artistas famosos. A diferença de costumes e vestidos é algo incrível, mas eles nos respeitam e cabe a nós respeitá-los sempre.

Rodando pelo centro de Bali a noite é normal cruzar com alguns locais tentando vender vários tipos de drogas, mas nem preciso falar para tomar cuidado e não comprar nunca. As leis do país são severas e não tem perdão, além de dizerem que os próprios vendedores denunciam os compradores para a polícia.

Fotos: Mathias Hennig | www.esquecimeuendereco.com

A ilha também é fornecedora mundial de objetos de prata e é melhor se informar no hotel ou com moradores da ilha sobre os melhores lugares para comprar. Algumas cidades, especialmente no nordeste da ilha, dependem praticamente do comércio da prata.

Fotos: Irineu Cortez Junior

Quem for pra Bali e estiver buscando um(a) guia que fale português, temos um contato super especial que a viajante Luiza Kawaguti compartilhou com a gente:

Juliaswati ou Dayu Juliaswati
E-mail: juliaswati@yahoo.com / dayuhongkong@yahoo.com
Facebook: @dayu hongkong / @dayu hongkong segunda
Cellular: +628179700886
Blackberry: 20FCEB8F

Uma experiência incrível! Quem quiser conferir um pouco mais é só acessar o meu vídeo da viagem ou acessar o site oficial da ilha (em inglês)!

Boa semana e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

PS.: Post atualizado dia 18/10/2012. Este post também foi publicado no arrobaxyz.

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Rio de Janeiro ou do mundo?

Eu amo o Rio de Janeiro e todas as suas infinitas belezas e me orgulho muito de ter nascido na cidade maravilhosa!

Mas esses dias, mexendo no Photoshop, resolvi brincar um pouco com uma foto do Rio e “esconder” 12 monumentos ou lugares famosos na foto:

Quero ver vocês descobrindo alguns ou até mesmo todos eles!

Boa semana e aproveitem a promoção que está quase no fim!

Abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Entrevista com Fernando L.A., um cara muito louco!

O nosso entrevistado da vez nos escreve diretamente de San Diego, Califórnia!

No auge dos seus vinte e tantos anos, colhe o sucesso que sempre mereceu. Não, ele não é a mais nova estrela cinematográfica made in Brazil. É sim um dos caras mais loucos e engraçados que já conheci e foi assim que surgiu a idéia desta entrevista.

Como ele mesmo se define no seu curioso perfil do orkut: heterossexual, baladeiro de plantão, estilo casual e minimalista e humor extrovertido/extravagante, seco/sarcástico, inteligente/sagaz… simpático.

E dispara uma das pérolas de Chico Buarque:

“Ouça um bom conselho / que lhe dou de graça / inútil dormir que a dor não passa. / Espere sentado ou você se cansa, / está provado que quem espera, / nunca alcança.(…)”

Mais um grande exemplo, como o de Carol Rivello, de brasucas conquistando sucesso e espaço pelo mundo.

Viajadores e viajadoras, com exclusividade para o nosso humilde blog:

Rodando Pelo Mundo: Quais países já conheceu, quer conhecer e aqueles que nunca iria?
Fernando L.A.: Já estive na Argentina, Uruguai, Argentina, US, China, Korea e Japão, nesta ordem, além do Brasil.
Conheço muito o povo argentino, coreano e americano.  É muito engraçado visão que cada um deles tem sobre o povo brasileiro:
- Os argentinos que conheci são bastante calorosos, amigáveis e humildes, mas gostariam ser tão malandro quanto acham que os brasileiro fazem.
- Os coreanos são desconfiados, fechados, inteligentes e sábios, mas gostariam de ser tão alegres e aproveitar a vida como acham que os brasileiros fazem.
- Os americanos são sistemáticos, individualistas e gostam de beber cerveja, mas gostariam de poder viver na linda cidade de Buenos Aires e ter uma linda casa em frente à praia de Copacabana, se comunicar em espanhol e vez ou outra ir a São Paulo para estar perto da rica floresta Amazônica, e ver bundas dançando samba por todo lado, como acham que o mais bem sucedido brasileiro faz.
Gostaria muito de conhecer os países da Europa, a Índia e Peru. Não iria nem para o Irã e nem Iraque.

RPM: Sendo um cara muito crítico e com uma visão particular do mundo, o que acha do povo americano?
FLA: É um povo um pouco vazio e metódico, que leva uma vida baseada em receitas, pois acreditam que ser bem sucedido e rico é mais importante que ser feliz.
Um americano típico usa roupas italianas, tem carro alemão, toma cerveja, assiste basebol ou futebol americano aos domingos, tem um hobbie qualquer – como golfe, barcos ou caça, vai a restaurantes caros aos fins de semana e trabalha o suficiente durante a semana.
O bom aqui é que o respeito aos indivíduos é muito valorizado e bem visto. Não por evolução, mas porque aqui o couro come, não importa quem seja. Por isto, é muito bom ser consumidor, paciente e pedestre por aqui.

RPM: Toda essa crise só começou ou já está acabando? Se encontrasse o nosso amigo Barack Obama para um cervejinha, que conselho daria?
FLA: Acho que a crise já está acabando…  Muito já se fez e se aprendeu.  Para o Obama, agora o novo presidente, diria para fechar a Apple, proibir o Iphone e mandar a Samsung pro buraco de onde ela veio.  Celular é Motorola hehehehe

RPM: E ao Bush? Lula?
FLA: O Bush, diria para matricular-se no mobral e para o Lula, ajudá-lo a fazer lição de casa, mas não passar-lhe cola nas provas.

RPM: Brasileiras ou gringas?
FLA: Diria que do México para baixo.

RPM: Pinga de alambique ou Blue Label?
FLA:
Eu gosto muito de vodka, pode até ser em garrafa de plástico.  O que importa mesmo é a compania e o naipe da festa.

RPM: Vale mais muito estudo ou talento e sorte? O que pesou mais para você?
FLA: O que mais abre portas na vida profissional sem dúvida nenhuma são os relacionamentos que se constrói durante toda a vida.
Para abraçar e dar continuidade às oportunidades – além das portas – é preciso ter confiança e vender muito bem o peixe. O talento e auto-crítica ajudam a dar a confiança.
Temos sempre que trabalhar os pontos fracos e expor os pontos fortes. Humildade, e irmandade ajudam a construir bons relacionamentos. É importante se interessar e aprender com os outros, pois ajuda a evoluir e criar relacionamentos.
Diria que o estudo é o menos importante, mas ajuda a exercitar a mente e tornar-se mais ágil. Uma visão positiva e saudável enxerga o que deu certo como sorte e, simplesmente passa por cima do que nunca daria certo, ao invés de chamar de azar.
O que me ajudou muito para esta oportunidade que apareceu foi um misto de gosto pelo trabalho, dedicação, perfeccionismo e bom humor.
O cara que me chamou para trabalhar aqui disse que gostou porque não importava a merda que acontecia, eu estava sempre sorrindo, calmo e focado nos resultados. Muitas das pessoas que me cercam são muito capacitadas tecnicamente e são muito competentes, mas poucas sabem trabalhar sob intensa pressão, num ambiente caótico e continuarem focadas e calmas mesmo quando as coisas não dão certo.

RPM: Saudade da época de faculdade? Era tão tranqüilo, quase não tinha festa…
FLA: Meu amigo, saudades de Santa Rita do Sapucaí só quem é de Cachoeira de Minas ou Conceição dos Ouros. Da época de faculdade, tenho saudades dos carnavais em Caxambú, São Lourenço e das festas bate-e-volta em Alfenas

RPM: Estados Unidos é (são?) famoso(s) pelo preconceito com os brasileiros. Rolou algo do tipo ou teu charme(!) fez a diferença?
FLA: Charme é boa!! ahahah!!! Para mim, ser brasileiro ajudou a puxar assunto e cativar muita gente por aqui. Não tive que pagar fiador nem depósito para alugar apartamento.  E, explicando que praia de Copacabana não é em Buenos Aires, me ajudou a conseguir um bom desconto para comprar o carro. Na verdade, o vendedor disse que ninguém antes havia conseguido tanto desconto!! Mas a placa do carro não chegou até hoje.. preciso ver o que aconteceu heueheh

RPM: Brasil só nas férias ou quer voltar de vez?
FLA:
Eu vou voltar de vez, com certeza!! Alguém vai ter que tomar conta ‘do lojinha’!!! hahaah

RPM: Tua família foi sempre muito ligada, como rolou essa despedida e como é o contato?
FLA: Minha família me deu muita força e segurança para aceitar esta transferência. O relacionamento que temos ajuda muito nos momentos difíceis.
A despedida é estranha: uns abraços, beijos, entra num corredorzinho e manda um tchau no aeroporto e já elvis!!
O contato é bem freqüente, e o skype e a webcam ajudam bastante a matar a saudade.

RPM: Fale um pouco da tua profissão e as chances no mercado internacional.
FLA: Minha formação é engenharia elétrica, mas trabalho como engenheiro de software.
Trabalho no time que integra as aplicações na plataforma de hardware e cria os diversos modelos de telefones celulares. Desenvolvemos os drivers que permitem a estas aplicações controlarem e conversarem com, por exemplo, câmera, bluetooth, teclado, flash, cabo USB, cartão de memória e todas as demais fontes de dor de cabeça e calvice.
O cronograma é muito apertado e a pressão para fazer acontecer é imensa. Muitas vezes temos mais perguntas do que respostas.
Temos também que suportar os diversos procedimentos que a fábrica usa para garantir a qualidade, os testes de certificação e ajuste dos transmissores e receptores, o que cria oportunidades de viagens e contato com pessoas do mundo todo.

RPM: Como combinado, quanto você tá ganhando por mês? … bom, o combinado era não perguntar. Então já sabemos que são muitas verdinhas! Quanto for te visitar as Millers são por sua conta então, beleza irmão!

FLA: Muito boa pergunta!! Digna da Hebe Camargo eheheh… como já perguntou, vou responder: é o suficiente pra toma umas pingas (vodkas, digo) no fim de semana, ter um hobbie qualquer, usar roupas italianas, ter um carro alemão, tomar cerveja, ir a restaurante aos fins de semana e assitir basebol ou futebol americano aos domingos :-))
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Valeu mesmo Fernandão, muita paz para você e para toda galera sempre!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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