1000 milhas pela Flórida… Smart way to live!

POST PATROCINADO

Venho de uma família de viajantes, mas eles acabam não sendo assíduos colaboradores do blog como eu gostaria. Meu irmão Marcel P. Zylberberg já escreveu alguns posts sobre suas viagens pelo mundo e hoje participa mais uma vez, com uma aventura entre as estradas e o céu da Flórida! Here we go:

Pessoal, esse post é para falar de uma viagem que fiz, um pouco corrida, e bastante intensa! Eu consegui uma folga no trabalho de uma semana, e não quis deixar passar, dentre as várias promoções que tinha visto de passagem aérea, a oportunidade de finalmente conhecer as famílias dos meus primos que se mudaram para os EUA há quase 15 anos.

Desafio…. como aproveitar 7 dias pela Flórida, visitar a família dos primos que moram a 200 milhas de distância, passar um tempo com cada um deles, conhecer novos lugares, fazer umas compras, e ainda de quebra, se jogar de um avião?!

Quando comecei a pensar na viagem, entrei em contato com meu primo que mora em Boyton Beach (uma cidade ao norte de Miami), perguntei sobre distâncias e falei para ele das minhas vontades, e minha grata surpresa foi: “primo, pode vir, te consigo um carro, e fica tranquilo que você consegue rodar por aqui e nos visitar numa boa!”

Vamos nessa!!!

Peguei um vôo direto, Rio-Miami, e chegando no aeroporto havia combinado com meu primo que o esperaria no saguão do aeroporto. Era por volta de 7:30 da manhã e dali ele iriamos direto para o trabalho dele… Fazia mais de 15 anos que não via o Victor, e ainda não conhecia os dois filhos dele… então fomos conversando bastante (e eu de olho nos caminhos) até o local de trabalho dele, perto do centro de Miami.

Conheci a galera que trabalha com ele e até fiquei babando nos carros e motos que tinha por lá:

Ele me ofereceu o carro para eu dar umas voltas enquanto ele passava a tarde no trabalho…. tive um pouco de receio, mas ele disse que era só confiar no GPS que tinha no painel do carro (era um Chrysler, super confortável), que era tranquilo. Essa foi minha primeira ida ao Dolphin Mall… mal sabia eu que depois de uns dias, conheceria cada loja daquele lugar…

Bom, no final do dia fizemos a curta viagem de 60 milhas entre o trabalho e a casa dele, em Boyton Beach!

Na manhã seguinte o mesmo itinerário, e eu prestando atenção nos (pedágios) Tolls, e a grande facilidade que é ter um Sun Pass (não saia pelas estradas sem ele), nas placas e tomando coragem pra rodar mais de carro por ali. Se não conseguisse pegar um carro para ficar o dia todo, eu tinha visto uma opção para alugar um carro, e para facilitar a vida. Indico a Miles Car Rental. Eles têm atendimento em português, com ótimos valores e carros para todos os gostos! Mas meu primo conseguiu um outro carro, para deixar comigo direto. Foi um “pequeno grande” carro que até então eu só tinha chegado perto para matar a curiosidade e tirar uma foto com os braços abertos, numa viagem para Milão, em 2008, o valente Smart!

E foi nesse carrinho desses que rodei as mais de 1000 milhas pela Flórida!

Bom, foi aí tratei de me acostumar com o carro, pegar cada vez mais confiança e meter o pé na estrada. Com ajuda de um GPS, e do Sunpass, rodei por Boyton, Miami, Homestead, Orlando e Deland!


Ver mapa maior

Dentre as diversões daquela semana de férias, pude curtir meus 4 sobrinhos, passar um tempo nas casas das famílias dos meus primos… Assistir uma corrida de moto no Homestead Speedway, fazer compras em vários locais diferentes entre Miami e Orlando, saltar de paraquedas duas vezes em Deland (faltou tempo para saltar mais) e conhecer novos brazucas por lá, e ainda fazer uma coisa que me acalma demais…. rodar kms e kms, me distraindo e deslizando pelo asfalto da Flórida. Uma dica para almoço em Orlando é o Café Netto, com uma comida brasileira excelente!

Foi engraçado que no caminho de Boyton Beach para Homestead, e que fiz por duas vezes (111 milhas), cheguei a pegar uma chuva absurda, que parou a rodovia. Meu carro era mínimo, perto daqueles caminhões e caminhonetes monstruosas… mas vou falar, muita gente abriu passagem para aquele carrinho valente… que andou sempre próximo dos limites de velocidade, não deixou a desejar em nenhuma ultrapassagem, e ainda foi bem prático ao caçar vagas pelas paradas do caminho. Só não dava pra comprar muita coisa… hehehe, afinal o carro só tem dois lugares e um pequeno porta-malas.

Ahhh, não podia deixar de falar… encher o tanque foi um grata surpresa… acostumado a gastar pra mais de 100 reais no Brasil, fiquei foi muito feliz ao pagar entre 15 a 20 USS por lá!!!

Pessoal, uma coisa que me ajudou demais, foi comprar um chip de celular dos EUA, com um plano de ligações ilimitadas para telefones fixos do Brasil, que serviu para poder ligar para os amigos e checar as encomendas, ligações ilimitadas para qualquer telefone dos EUA, e Internet ilimitada… para ter um socorro nos momentos que o GPS, ou as milhares de estradas daquele estado ficavam um pouco confusas… ;)

Não deixem de ir ao Dolphin Mall, Sawgrass Mills Mall, alguma loja Best Buy, Restaurante Hooters, Homestead Speedway – tem uma estrutura fantástica… você fica “dentro” do evento.. e ainda tem um brazuca correndo de moto por lá, é o Nicollas Ferreira, pela equipe brasileira DMS.

Em Orlando, vá comprar nos Premium Outlets, conheça a Navy Store, e não deixe de ir a Deland, para assistir e também saltar de paraquedas! Tome coragem… sempre vai ter pelo menos um brasileiro por lá também, para te ajudar! Quando fui, quem estava lá era o Cristiano.

Bom, escrevi muito… mas aquela semana viajando de carro foi boa demais!!!

Veja as outras colaborações do meu irmão no blog:
Rodando por Amsterdam (Holanda)
Rodando pelo Chile / Ilha de Páscoa

Abraços!!!
Marcel P. Zylberberg

Post to Twitter

Minha cidade, meu destino: Austin – Texas (Luciana Misura | Blog Colagem)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série“Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. No décimo quarto post da série Luciana Misura, mãezona expatriada em terras do Tio Sam, é uma blogueiras de 1001 projetos – todos muito bem feitos e destaques na internet! Designer, amante de fotografia e casada com um americano, ela compartilha dicas da excêntrica capital texana:

Austin é a capital do Texas e pouco conhecida do turista brasileiro, que está mais acostumado a ouvir falar em Houston ou Dallas, duas das maiores cidades texanas e que tem vôos diretos do Brasil. Nos mudamos para Austin em março de 2008, fugindo do frio do norte dos EUA. Viemos atrás do sol e calor e Austin não decepciona, o verão aqui é escaldante, com temperaturas acima de 38 graus quase todos os dias. Mas a fama da capital do Texas não é pelo calor: é uma cidade considerada excêntrica pelo resto do estado.

Cidade universitária, sede da Universidade do Texas (uma das maiores dos EUA); apelidada de Vale do Silício do Sul com uma enorme concentração de empresas de tecnologia; cidade da música onde bandas em início de carreira tentam chamar a atenção, principalmente durante o festival South by Southwest que acontece todos os anos em março e é o maior do gênero nos EUA (reunindo cinema, música e tecnologia). Austin também é uma cidade para esportistas, com um número enorme de ciclistas, corredores e triatletas e mais um tanto de eventos esportivos que atraem atletas do país inteiro. É uma pequena cidade grande, com menos de 1 milhão de habitantes e ainda um ótimo lugar para criar uma família (espero que isso não mude!).

Antes que as hordas invadam a cidade para o South by Southwest mês que vem (os hotéis em downtown já estão lotados desde dezembro), divido com vocês 5 programas bacanas na minha cidade adotiva:

Passear na Hike and Bike Trail no Town Lake em downtown
A Hike and Bike Trail é a trilha mais bonita da cidade na minha opinião e tem ótimas vistas do skyline de Austin, margeando o rio Colorado (não é o mesmo Colorado do Grand Canyon, vale dizer). Você pode caminhar, correr, alugar uma bicicleta, ou até mesmo alugar um caiaque pra passear no rio. Vá do Zilker Park até a Ponte dos morcegos na Congress Ave, para ver o prédio do Capitólio ao fundo do corredor de prédios (vá por uma margem, atravesse uma das pontes e volte pela outra). Se o dia estiver quente, você pode voltar pro Zilker Park e se em Barton Springs, que é uma fonte sempre a 20 graus (friaaa!) represada em uma enorme piscina dentro do Zilker Park (que tem também um jardim botânico bonitinho, um ótimo playground e montes de festivais bacanas durante o ano).

Dar um mergulho na piscina natural Hamilton Pool
Mesmo se você não quiser tomar banho na piscina natural, o lugar é lindo e vale o passeio. O que era um rio subterrâneo no passado, depois do desabamento do teto por causa da erosão, virou uma “caverna” em meia-lua com uma cachoeira e piscina natural.  Para chegar até lá você passa por um canyon bem verde e bonito, em uma trilha fácil (mas tem uma descida pedregosa que não é boa pra crianças ou qualquer pessoa que tenha dificuldade de locomoção). Hamilton Pool é uma reserva florestal e o número de pessoas que podem entrar é limitado, no verão você tem que chegar bem cedo ou então no finalzinho da tarde pra conseguir entrar. Fica 23 milhas oeste do centro de Austin.

Comer um autêntico churrasco texano no Salt Lick em Driftwood
Não deixe de experimentar o churrasco texano mais tradicional de Austin no Salt Lick, que na verdade fica em um rancho em Driftwood, cidadezinha sudoeste de Austin. O lugar é super simples e tem enormes mesas e bancos de madeira, dentro do restaurante ou embaixo dos enormes carvalhos no jardim. Nos finais de semana tem sempre algum cowboy tocando música country ao vivo ao ar livre. Mas o bom mesmo é o churrasco texano: brisket (um corte de carne do peito do boi), linguiça, costela e o molho secreto da casa (muito diferente de todos os molhos BBQ que você já provou na vida, te garanto). Peça All-You-Can-Eat e coma o quanto aguentar, mas deixe um espaço pra uma das cobblers de sobremesa. Dica: leve a sua própria bebida alcóolica porque eles não vendem nenhuma, a cidade de Driftwood não permite a venda de bebidas alcóolicas, somente o consumo – pare em um posto de gasolina ou no Whole Foods de downtown (que tem uma seleção espetacular de cervejas importadas e baratas além de vinhos e outras bebidas) antes de ir ao Salt Lick e compre a bebida alcóolica gelada de sua preferência pra levar. Outro detalhe: só aceitam pagamento em dinheiro (mas tem máquina pra sacar dinheiro dentro do restaurante ;-) )

Ver o pôr-do-sol mais bonito da cidade no Oasis
O Oasis é um restaurante absolutamente kitsch imenso no topo de uma colina com a vista do Lago Travis, o maior dos lagos-reservatórios da cidade. É o melhor lugar pra ver o pôr-do-sol em Austin, disparado. A comida é tex-mex e bem fraquinha, então aconselho ir apenas pra tomar umas frozen margaritas comendo um aperitivo e depois do espetáculo da natureza jantar em outro lugar melhor. Fica super cheio na hora do pôr-do-sol, claro, mas como o lugar é enorme nunca tive problemas pra conseguir uma mesa; claro que quanto mais tarde você chegar, pior vai ser a localização da sua mesa.

Ver as flores silvestres na primavera
Em março começa o espetáculo das flores silvestres em Austin e no Hill Country, que é a área de colinas a oeste da cidade. São milhares de flores coloridas, começando com as Bluebonnets, a flor símbolo do Texas, azul-arroxeada. Depois vem uma leva de flores amarelas, e depois uma leva de flores laranjas. Dependendo do quanto choveu no outono e inverno a floração é maior ou menor. Já tivemos anos absolutamente espetaculares, e anos afetados pela seca quando praticamente não vimos flor nenhuma.

Tem muitas outras coisas bacanas pra fazer em Austin, dê uma olhada lá no Colagem (meu blog pessoal) começando pelo post Viajando para Austin ou nas dicas de Austin que escrevi no Aprendiz de Viajante.  Quem vier conferir as dicas, depois me diga se Austin não é a cidade mais cool do Texas ;-)

Luciana Misura
Blogs: http://luciana.misura.org e www.aprendizdeviajante.com
Facebook: www.facebook.com/Colagem e www.facebook.com/AprendizdeViajante
Twitter: www.twitter.com/lucianamisura
Instagram: www.instagram.com/lumisura
Pinterest: www.pinterest.com/lucianamisura

Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

Post to Twitter

Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2)

Existem posts despretensiosos que acabam “ganhando vida” e fico feliz de ter sido o caso do “Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras“. Foi muito legal compartilhar experiências de convidados especiais e acabei recebendo outros depoimentos, então decidi compartilhar mais perrengues e coisas inusitadas durante o aprendizado de novas línguas.

Como havia falado, moro em um país com 4 línguas oficias (Suíça) e estou sempre com pessoas que falam os mais diversos idiomas. Acho chato quando não consigo entender, mas é um incentivo para continuar aprendendo sempre! Nessa segunda parte são citadas línguas famosas como inglês, espanhol, alemão e italiano, mas também de línguas inusitadas como hinglish e suíço-alemão. Agradeço a participação e convido você a deixar um comentário contando a tua experiência pessoal – já que o sistema de aprendizado pode ser parecido, mas cada um reage e absorve de um modo diverso. Here we go:

HOLANDÊS: Os holandeses fazem questão que você fale a língua deles caso você decida deixar a turma dos turistas e resolva se misturar com os nativos na muvuca de bicicletas de uma maneira um pouco mais permanente. Pra alguns candidatos a holandeses honorários é exigida uma prova e/ou um curso pra demonstrar/adquirir o domínio do idioma ao ponto de poder dizer “holandês não é só alemão com algumas palavras roubadas do francês e do inglês, é uma língua totalmente diferente” com a cara limpa, sem rir e acreditando. Mas o engraçado (ou trágico) é que essa questão toda de que os novos companheiros de ciclovia aprendam o linguajar local é acompanhada de uma estranha recusa de falar o linguajar local com os novos companheiros de ciclovia. É assim, eles acham uma gracinha se você é turista e está fazendo um esforço, aprendeu a dizer “dank u wel” e “goedemorgen”. Agora, se eles notam que você não é holandês, já viram pro inglês. E desenvolver a cara de pau de insistir no holandês quando eles te olham com uma cara de “que língua você está tentando falar?’ (“a sua, a SUA!), é um dos principais desafios – e um dos mais importantes para poder aprender a língua. Porque no fim, língua, como qualquer coisa, se aprende errando.
Daniel Duclos | @ducsamsterdam | Ducs Amsterdam ]

INGLÊS (HINGLISH*): Eu fiz um curso intensivo de inglês antes de partir para meu intercâmbio. Mais: eu, que nunca fui muito bom em dominar novos idiomas, já dava aulas básicas de inglês no tal curso, pouco antes de pegar meu certificado. Isso significa que eu entrei no avião achando que seria simples passar seis meses me comunicando em outro idioma o que, óbvio, não foi. É que eu fui viver na Índia, país onde o inglês não é a língua principal – esse é o papel do hindi. O idioma dos colonizadores é só mais um no meio das dezenas que existem por lá. No meio de uma verdadeira Torre de Babel, é claro que o inglês não é igual ao que é falado na terra da Rainha. Palavras, sotaques, pronúncias são diferentes no inglês indiano, a ponto de ter gente que chama essa língua por outro nome: *hinglish, mistura de hindi com english. Sério, pode procurar que tem até verbete na Wikipédia provando que o hinglish existe. Aprender alguma coisa de hinglish não foi apenas uma experiência divertida, mas necessária para a sobrevivência. Só assim era possível comprar produtos nas feiras, pegar tuk-tuks para voltar para casa depois do trabalho e, o mais importante, me comunicar no tal do trabalho. E olha que a língua oficial na empresa nem era hindi, mas punjabi. Um dos meus chefes, inclusive, não falava hindi, só arranhava o inglês e tinha como língua nativa o punjabi. E no meio disso tudo ainda estavam outros estrangeiros, já que lá também trabalhavam uma americana, uma húngara, uma russa e vários brasileiros, afinal todo mundo sabe que brazuca atrai mais brazuca. Muitas vezes eu não entendia o que falavam comigo. Meu consolo é que eu tenho certeza que eles também não faziam ideia do que dizia, em hinglish ou em inglês mesmo.
Rafael Sette Camara | @360meridianos | 360meridianos ]

ITALIANO/INGLÊS: Eu sempre fui apaixonada por línguas. Desde criança, prestava atenção em legendas de filme, em músicas, em tudo o que era em inglês. Tentava imitar os sons e aprender sozinha. Acho que essa paixão foi o que me fez começar a gostar tanto de viajar! Hoje, quando viajo, é a mesma coisa. Fico tentando aprender palavras novas e me comunicar na língua local! E eu descobri que tenho muita facilidade em pegar o sotaque dos lugares. Isso é bom e ruim para aprender uma língua nova! Bom porque quem escuta tem a sensação que eu falo bem porque parece com o que eles estão acostumados. Ruim, porque as vezes eu faço vários erros de gramática, mas eu não percebo porque fica “escondido” atrás do bom sotaque!
Eu estudei italiano muitos anos da minha vida e, em 2004, morei na Milão com duas italianas da Sicília. Foram elas que me ensinaram a falar italiano bem. Alguns anos depois, já no Brasil, conheci dois italianos e sempre que eu conversava com eles, percebia que eles se olhavam com uma cara estranha. Um dia perguntei se era porque eu falava mal italiano, e eles falaram que na verdade eu falava algumas palavras de um dialeto da Sicília e com um sotaque muito forte! Foi ai que percebi que sem querer, eu estava “imitando” o jeito de falar das minhas amigas!
[ Dri Lima | @DicadaDri | Dica da Dri ]

ALEMÃO: Já li em algum lugar que uma vida não é suficiente para aprendermos verdadeiramente o alemão. Não concordo inteiramente com isso, mas o fato é que o idioma requer muito estudo, dedicação e paciência! Cheguei à Alemanha em 2010 só com o nível básico. Nos primeiros dias tinha uma confiança surpreendente, falava com os vendedores, comprava as coisas e me virava sozinha. Depois, vi que não seria tão fácil. Tinha três meses para ser aprovada na proficiência de nível intermediário, exigência do mestrado que ia fazer. Fiz um curso intensivo aqui na Alemanha, estudava 10 horas por dia e passei. Na época, achei que tudo seria naquele ritmo crescente de aprendizado que vinha alcançando. Mas chegar a um nível avançado é muito mais difícil, nem sei mensurar, pois ainda não estou lá. O alemão não é daquela língua que basta ouvir sempre ou morar no país que você aprende perfeitamente. Quando não tinha tempo para estudar – por causa das aulas do mestrado, em inglês – meu alemão despencava muitos degraus. Eu vivia na Alemanha, mas também precisava ter tempo de estudar todos os dias. Agora, já com o mestrado terminado, voltei aos meus estudos diários e encontro mais segurança a cada dia. Ainda não trabalho, este é o meu próximo desafio. É gratificante quando elogiam a minha desenvoltura, mas é igualmente desanimador quando cometo um erro bobo. E os erros acontecem com maior frequência que os elogios, infelizmente. Mas gosto do idioma alemão, é uma língua lógica e desafiadora. Acho sinceramente que, para atingirmos a fluência, devemos estudar para sempre. É muito agradável ver os nossos avanços, dá uma energia extra para continuar! Não busco, contudo, a perfeição. Reconheço as minhas fraquezas no sotaque, por exemplo! Desejo que um dia eu consiga me expressar completamente, este é o meu objetivo.
Giselle Gurgel | @fraugurgel | Frau Gurgel ]

PESQUISAR AS MELHORES OFERTAS COM O BOOKING.COM

INGLÊS: Aprender a falar inglês é algo que muitos têm como objetivo, mas aqueles que vão em busca de uma profunda imersão no idioma, em um país onde essa seja a primeira língua, logo percebem que o investimento terá retorno certo. A minha experiência por 3 meses na Nova Zelândia (2008) e agora 2 anos de Austrália (2011 – 2013) estão fazendo e sempre farão uma grande diferença na minha vida. Assim como muitos brasileiros, quando cheguei aqui em Sydney, em fevereiro de 2011, pensei que sabia falar inglês, só porque fiz um curso de 1 ano no Brasil e passei uma temporada de 3 meses na Nova Zelândia, achava que chegaria aqui “abafando”. Logo percebi o quão enganado eu estava. Percebi que falar inglês é muito mais do que dominar um pouco de gramática e ter um certo vocabulário. Percebi que não é apenas falar um inglês correto que é importante, mas sobretudo, saber identificar o contexto no qual estamos inseridos e nos adequarmos a ele. É aí que entram as Collocations (combinações de palavras), as SLANGs – (Street Language), as expressões idiomáticas (idioms) e os phrasal verbs, muito importantes para a “sobrevivência” de um estrangeiro num país de língua inglesa. Sem esses 4 elementos que mencionei acima, você pode até ter um inglês BOM, as pessoas lhe entenderão, mas você NÃO soará natural. E isso poderá ser determinante na sua interação com os “locais”. O australiano, por exemplo, por ser um povo bastante reservado, tem a tendência de NÃO fazer amizades tão facilmente, diferente de nós brasileiros. Normalmente, eles se mantém em seus grupos de amigos, surfistas, colegas de trabalho, etc. Adivinhem o que pode quebrar essa barreira? Um inglês fluente e natural, uma pronúncia “bacana” e um conhecimento geral sobre a cultura do lugar. É assim que vejo muitos brasileiros se sobressaírem, em suas relações sociais e na vida profissional aqui no país dos cangurus!
Sávio Meireles Lemos | colaborador Um Mundo em Uma Mochila ]

INGLÊS/ESPANHOL: Fui daquelas crianças que aos 9 anos já estava fazendo inglês numa dessas escolas de idiomas que se multiplicam por aí. Depois, foi a vez de aulas de espanhol ainda no colégio. Aos 15 anos, já me virava muito bem nos dois idiomas, no entanto, ambos apenas me serviam pra traduzir músicas adolescentes e pra me dar bem no vestibular, afinal, consegui praticamente zerar em física, mas gabaritar em inglês. Pois bem. Já na universidade e trabalhando desde os 16 anos, confesso que minha “carreira” nunca exigiu muito dessa área. Com exceção da leitura de alguns textos e livros nos tempos de Faculdade de Educação. O tempo foi passando e a falta de prática, principalmente em conversação, me fez perder muita coisa. Uma pena. Aos 21 anos me formei e resolvi resgatar meu inglês num intercâmbio pelos EUA. Na verdade, o idioma foi a “desculpa’ pra poder viajar e começar a conhecer o mundo. Preparei toda a burocracia, pagamos todo o programa, tinha encontrado a minha família americana em New Jersey, mas eis que aos 45min do 2o tempo surgiu a ótima e irrecusável oportunidade de trabalhar com o que eu mais queria aqui em São Paulo e acabei cancelando o curso. Sim, me chamaram de maluca, afinal estava trocando os EUA por um trabalho numa comunidade carente na zona sul paulistana. Não, não me arrependo, pois nunca tive o sonho de morar nos EUA. O tempo passou novamente sem exigir muito do meu inglês e do espanhol, até que tive a chance de “morar” um mês em Amsterdam, pois meu namorado na época morava/trabalhava lá. Enquanto ele trabalhava o dia todo, eu tinha que me virar pela cidade, mas do holandês só aprendi a sorrir pra todos e dizer “alstublieft” em toda e qualquer situação. Mas percebi que eles aceitavam bem o inglês, diferentemente dos franceses e logo me forcei a resgatar o inglês adormecido e não utilizado de anos. Em meio à muita tensão em supermercados, drogarias, lojinhas, mas aliada à minha cara de pau eterna, consegui sobreviver. E dali em diante, vi que era possível e da forma que eu mais gostava. Caí no mundo, voltei à Europa e fiz algumas viagens pela América Latina, ora acompanhada, ora sozinha, onde reaprendi meu espanhol/inglês e a cada destino novo, me distancio daquele portunhol safado que é até bem aceito e falado no Uruguai, Argentina e Chile, mas à medida que você vai subindo o continente, como em Cuba ou Costa Rica, por exemplo, vai se exigindo cada vez mais de você. Como diz o velho ditado: “a necessidade faz o homem”. Portanto, com uma noção do idioma (sim, é importante saber algumas expressões/palavras no idioma do país que você está viajando. Acho elegante e só contribui!), com uma dose de cara de pau para conhecer gente e interagir, outra de disposição pra aprender com as situações num país que não é o teu, provavelmente você melhorará e muito a sua forma de compreender e falar outro idioma. Meu trabalho no Brasil continua exigindo pouco do meu inglês/espanhol, mas a cada viagem planejada e vivida, volto a ter a segurança dos meus 15 anos, quando estava no ápice dos eternos cursinhos de línguas. Leve a sério todos os clichês que você já deve ter ouvido e lido por aí a respeito de viagens e VIAJE. Como professora, posso dizer que o melhor aprendizado não vem da lousa, dos exercícios de fixação ou das provas bimestrais. O maior aprendizado vem das experiências vividas por aí, no momento em que você sai da sua zona de conforto.
[ Vanessa Aguilera | @aguilera13 | Diário de Mochileiro ]

ALEMÃO: Vim para a Alemanha em Março de 2012. A idéia era ficar apenas 6 meses. Mas, francamente, eram muitos castelos, cervejas e pessoas para se conhecer em apenas um semestre. Sempre quis aprender alemão na minha vida. Meu plano caiu por água abaixo quando cheguei em Berlim e me dei conta que estava em uma metrópole, onde todo mundo fala inglês e você praticamente não acha um trabalho se não for bilíngue. Eu tinha alguma noção desse idioma tão maravilhoso antes de vir pra cá, mas minha paixão só cresceu depois que mergulhei fundo na língua das assustadoras declinações e das palavras de mil letras. Joguei o inglês pra escanteio e insisti. O baque inicial passa depois do tempo :) Senti falta do Brasil e voltei para as férias no fim de 2012, mas não resisti: Achei um jeito de voltar pro velho continente rapidinho. Minha paixão pela Alemanha é como aqueles amores intensos que a gente tem na vida. Eu ainda tenho muito mais a aprender. Eu continuo conhecendo pessoas, castelos e cervejas, mas agora em Munique, uma cidade bem mais tradicional e bem menos internacional do que Berlim. Aprender alemão pode parecer desesperador no início, mas o esforço vale a pena depois que você escuta em alto bom tom: “Menos de um ano aqui? Du sprichst aber gut Deutsch!”. Recompensador!
Thalita Milan ]

ALEMÃO/SUÍÇO-ALEMÃO: Ah.. esse alemão! Trauma!! Sou casada há muito tempo com um suíço alemão. No começo até estudava alemão aqui no Brasil para quando visitasse os familiares do marido. Mas chegava na Suíça e ficava na mesma, sem entender nada, pois o dialeto é bem diferente! Procurei então “aprender” o dialeto, e o que resultou disso é uma misturada danada! Falo tudo errado, mas a gente acaba se entendendo…
Tânia Ruf ]

Agradeço mais uma vez a participação, não deixe de conferir o post onde tudo começou: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras.

Abraço e paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com 

Post to Twitter

Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras

POST PATROCINADO

Lembro que quando era garoto e ouvi falar que o Jô Soares falava cinco línguas achei uma coisa incrível, algo quase impossível para as “pessoas normais”. Eu já me impressionava quando ouvia alguém falando outro idioma fluentemente, pois eu havia só uma pequena base de inglês e entendia um pouco de espanhol. Lembrei dessa história quando alguns dias atrás recebi da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) os cinco novos guias de conversação com vocabulários e frases em Espanhol, Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Com certeza serão meus fiéis companheiros nas próximas aventuras!

Você sempre sonhou em cair no mundo e aprender novas línguas? Para viajar sem gastar muito a dica é ficar atento à sites que oferecem cupons de desconto para serem utilizados antes de fazer a compra no site das empresas. O Cuponation, por exemplo, é um portal de vouchers de desconto gratuitos que podem ser acessados de maneira bem fácil e o que é melhor, sem custo algum. Vale ficar ligado na seção de viagens do site, que quase toda semana publica cupons para grandes empresas como a TAM, por exemplo.

Acredito que o Brasil fique prejudicado por ser tão grande, com boa parte do nosso território não tendo fronteiras com outros países e culturas. E hoje, morando na Europa, vejo que isso também acontece na Itália, são dois casos muito parecidos. Mas existe também a má vontade do governo com o sistema educacional (ok, abandono…), o que prejudica ainda mais o aprendizado de outras línguas. Claro que a internet ajuda a derrubar essas barreiras e facilita o estudo, mas depende de cada um batalhar e praticar. Existe, por exemplo, essa série de vídeos do Rafael Lanzetti  – brasileiro que domina 11 idiomas – no YouTube.

Se quiser diminuir o aperto, ainda mais com tantos eventos internacionais e muitos gringos passeando pelo Brasil nos próximos anos ou sempre mais viagens internacionais, os Guias de conversação da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) podem ser uma boa pedida! São 272 páginas (cada um) divididas em básico, prático, social, viagem segura e alimentação. O preço é bem mais em conta do que passar aperto nas viagens, cada um custa apenas R$ 19.90.

E aí, quantas línguas você fala? No Brasil – infelizmente – falamos uma, máximo duas ou três. Já aqui na Suíça as respostas mais comuns são três, quatro, cinco ou até mais. Eu sei, eu sei, a Suíça é um ovo e está cercada por países com diferentes línguas. A terra do chocolate tem quatro línguas oficiais e o inglês que também é falado por boa parte da população. Claro que você não vê crianças aqui falando cinco línguas, ia ser uma coisa de louco. O aprendizado da língua depende da região, eu moro na parte italiana e aqui pouca gente fala alemão fluente. Brincam que aqui é mais Itália do que Suíça, pois existe esse problema da pouca fluência em outras línguas.

Um exemplo que posso dar é o da minha esposa, que é de família italiana, mas foi criada em Zurique – na parte alemã. Ela fala italiano, alemão, suíço-alemão, francês, inglês, aprendeu bem o português e entende bastante espanhol. E a coisa mais louca é que ela mistura as línguas quando fala com amigos que falam as mesmas línguas! Uma verdadeira salada mista! E a nossa filha vai acabar aprendendo muitas línguas também.

Quando cheguei aqui na Suíça morei em Zurique e foi um verdadeiro choque com o alemão / suíço-alemão (teoricamente são duas línguas parecidas, mas existem muitas diferenças). Eu tinha uma boa base de inglês e foi o que me ajudou, mas acabei bloqueando completamente e consegui aprender poucas palavras nos meus primeiros anos aqui. Tanto que decidimos mudar para parte italiana e aí a coisa mudou. Em poucos meses eu já entendia tudo e falava bastante – cometendo muitos erros, mas falava! Começo a sentir a necessidade de aprender outra língua, será que tomo finalmente coragem para encarar o tal do alemão?

Acho que uma das piores coisas que existem na vida é estar com um grupo de pessoas e não entender uma palavra sequer do que elas falam. Não poder interagir. Eu sempre me sinto um idiota, um ignorante, analfabeto. Não me conformo de não poder comunicar, interagir. Mas uma outra língua não se aprende da noite para o dia, é preciso muita dedicação, estudo e esforço. E prática, muita prática! E foi por isso que convidei alguns amigos para participarem desse post contando como foi a experiência deles ao aprender uma outra língua, quem sabe pode inspirar você a encarar um novo desafio:

ALEMÃO: Para quem nunca ouviu alguém falar alemão, é como se essa pessoa estivesse falando uma outra língua qualquer como chinês, japonês ou polonês. Mesmo com muito esforço e mesmo falando inglês não dá para entender nada. Assim eu cheguei na Suíça em 1994. Os primeiros meses e o primeiro ano foram de grande aprendizado e grandes dificuldades. Muitas foram as festas ou jantares que eu fui e nos quais todos riam das piadas contadas e eu nada entendia. O começo em um país com uma língua tão diferente da nossa é mesmo muito difícil. Meu primeiro emprego em Zurique foi de meio período em uma loja de departamentos. De manhã eu estudava alemão intensivo (diariamente quatro horas) e a tarde e a noite eu trabalhava vendendo Barbie´s e carrinhos na sessão de brinquedos. Um trabalho que não exigia muito conhecimento da língua já que os produtos não são muito complicados. Mas eu me lembro de muitas ocasiões em que eu ouvia o que o cliente queria (em suíço-alemão), memorizava e corria para minha colega que falava espanhol para que ela traduzisse pra mim. E assim passei seis meses por lá e quando eu me demiti eles ficaram tristes, então acho que não devo ter feito tão mal. Mas vender Barbie nunca foi o meu sonho. Um ano mais tarde comecei um estágio em um banco e o alemão já estava bem melhor, mas a “luta” com essa língua difícil continuou e continua até os dias de hoje. Eu falo o suíço alemão quase com perfeição e escrevo bem em alemão, mas eu nunca parei de estudar. Ano passado eu fiz vários cursos de gramática e de escrita. Eu acho que um dos pontos importante para se integrar mais rapidamente é dominar a língua e isso só é possível estudando muito e sempre. É preciso ter paciência consigo mesmo, não ter vergonha de falar, ler bastante, assistir televisão em alemão e ser igual um papagaio: imitar quem fala bem. Assim você vai conseguir diminuir o sotaque carregado que nós temos ao falar essa língua complicada, que cá entre nós: para os nossos ouvidos mimados com a doce melodia do português, ela poderia ser mesmo chinês, japonês ou polonês que não faria a menor diferença!
[ Claudia Boemmels | @EuSeiOnde | Blog Eu Sei Onde ]

PESQUISAR AS MELHORES OFERTAS COM O BOOKING.COM

ITALIANO: O italiano foi bem mais fácil de aprender, se comparado ao inglês, por exemplo. Eu já conhecia algumas palavras porque sou descendente de italianos e na região onde minha família mora, muitos ainda usam expressões do dialeto vêneto. E dá pra associar muito com o português e o espanhol (que aprendi um pouco de ouvido, por morar perto do Uruguai e da Argentina). Seis meses antes de viajar pra morar na Itália eu fiz aula particular de italiano para treinar a gramática e o vocabulário, foi o suficiente para chegar lá desenrolada. Mas certamente o que fez a diferença foi a interação com os próprios italianos. Lá, dava um jeito de conversar com todo mundo… no trem, no supermercado, no banco, na feira… Com certeza o maior aprendizado se faz in loco. E outra dica: Não tenha medo e fale sem vergonha. Peça pra ser corrigido quando errar… porque você certamente vai cometer muitos erros, mas as pessoas não se importam com isso, de verdade…
[ Juli C. Borsa | @mochiladajuli | Blog Mochila da Juli ]

FRANCÊS: Difícil resumir em poucas linhas um processo longo, mas frutífero de aprendizado de idioma in loco, mas o desafio do Michel é super válido e adorei o convite! Quando aqui cheguei, tinha três palavras na ponta da língua: “Bonjour”, “Merci” e “Au revoir”, que significam respectivamente Bom dia, Obrigada e Até logo. Falava só inglês e arranhava italiano, e no primeiro almoço conheci uma brasileira que tinha chegado 5 meses antes de mim e falava bastante, então a francesa que ficou responsável por nos receber me disse: “Você vai falar assim em cerca de dois meses”. Dei sorriso amarelo e disse pra mim mesma: “Ah, mas não vou mesmo, vai demorar mais.” Tive de esperar  meses antes de começar o curso, então estudei por conta própria com gramáticas, conversando com as pessoas na rua – sim, encontrei franceses extremamente solícitos que muito me ajudaram – e assistindo muita tv. Tive meus erros, ainda bem, porque deles muito aprendi. Cheguei com um bom nível de conversação no curso de verão, depois fiz o curso anual, mas acho que leitura, tagarelice e curiosidade me ajudaram muito no processo. Também trabalhei como professora de inglês por alguns anos, e lancei mão das ferramentas de trabalho que aprendi nessa época pra conseguir acelerar o processo de aprendizagem, e a mais importante é: não traduzir, mas entender no contexto, assim conseguimos não só entender o significado da palavra, mas também apreender o peso afetivo que ela tem, que é peça chave pra uma comunicação eficaz. A cara de pau também ajuda: se não sei o que significa uma palavra ou expressão, pergunto. É um dos benefícios associados ao meu status de estrangeira, e que devemos usar a nosso favor!
[ Natalia Itabayana de Mattos | @destinoprovence | Blog Destino Provence ]

FRANCÊS: Aprender um novo idioma sempre foi algo que me fascinou: novos amigos, muitos livros, oportunidades que se multiplicam! Quando tinha 14 anos resolvi estudar francês, mas como toda adolescente, tinha mil outras coisas na cabeça e abandonei após uns 6 meses de aula. No entanto, ficou aquele grãozinho de curiosidade que me fez um pouco auto didata… passava horas escutando música francesa, procurando as letras da internet e traduzindo com ajuda de um dicionário de papel… coisa que nem sei mais se existe. Em 2004 comecei a usar o MSN para ter amigos virtuais na França, tinha o hábito de ler as notícias em um site brasileiro e em seguida procurar a mesma informação no Le Monde, fiquei amiga da esposa de um expatriado e íamos juntas no supermercado, ela com minha lista de compras em português, e eu com sua lista em francês. Tudo isso me preparou para o destino (ou será que meu inconsciente procurava alguém pra chamar de “mon amour”?). Em 2006 conheci meu marido, um francês apaixonado pelo Brasil, assim como eu pela França e fizemos um acordo: enquanto ele me escrevia em português, eu corrigia e respondia em francês. Um ano depois decidimos viver juntos na Europa pois ele já tinha 2 filhos e eu não queria separá-los. 2 meses antes da mudança definitiva eu fazia 2 horas de aula particular por dia. Chegando na França, eu já me virava bem, mas passei por situações engraçadas e outras constrangedoras devido aos “falsos-amigos” ou uma pronúncia errada, mas sempre arrisquei! Hoje, depois de 6 anos vivendo na França, e com as malas prontas para retornar ao Brasil, falo com fluência, leio livros de mais de mil páginas, mas escrevo com dificuldade (pois meu foco sempre foi a comunicação oral e não escrita… algo que devo aprimorar com cursos). Faço questão que meus filhos falem os 2 idiomas. Agora, meu próximo objetivo é aprender russo!!!
[ Luciana Coura Vivia ]

ESPANHOL: Quando cheguei em Madrid, há pouco mais de um mês, sabia o básico do básico do espanhol (bom dia, boa tarde, boa noite, números e outras dez ou quinze palavras). O bom é que o espanhol é um pouco parecido com o português, e o ruim é que no início eu não conseguia entender os espanhóis falando, achava que eles falavam muito rápido, mas nada melhor que o tempo. Hoje já estou me virando muito bem em todos os lugares, comecei a ler livro, ouvir música e principalmente rádios locais e fiz alguns amigos. Esse é o principal ponto, faça amigos! A melhor escola para mim está sendo a rua (vizinhos, o caixa do mercado, a dona do bar da esquina e por aí vai).
[ Átila Ximenes | @voucontigo | Blog Vou Contigo ]

INGLÊS: Olá sou a Vivi do Blog viviemuk.com, morei por 5 anos na Holanda e estou morando a quase 2 anos em Londres na Inglaterra. Sou uma eterna aprendiz no inglês, todos os dias surgem novas palavras ou expressões. Fiz alguns cursos na Holanda, na Bristish School, e aqui na Inglaterra fiz um curso de ESOL para estrangeiros no college do meu bairro. Acho extremamente importante falar a língua do país onde você escolheu morar, faz você se sentir em casa. Uma vez na Holanda no supermercado, passei a minha compra e estava já empacotando e a caixa já estava passando a próxima compra, e no ímpeto eu falei para esta pessoa em um tom tipo “fique tranquilo que já estou acabando”, mas no momento saiu NO PREÓCOPES (acento puxado no primeiro O)!!! Era para ser Don’t worry!!! E acabou saindo não se preocupa todo errado!!!! Coisas que acontecem quando falamos inglês em um país onde se fala Holandês e ainda se pensa em português!!!! Saí do supermercado rindo muito e isso é motivo de diversão aqui em casa!!!!
[ Vivian Monteiro | @ViviemUK | Blog ViviemUK ]

Uma opção, que sem dúvida pode ser uma ótima escolha, é o intercâmbio. Eu já fiz e recomendo. Fale com a nossa parceira Egali ou procure uma empresa de confiança. Existem opções para todos os bolsos e idades!

Bom, o post ficou meio longo, mas se você leu até aqui é porque deve estar mesmo afim de aprender um outro idioma :) Agradeço a participação dos amigos convidados e espero que tenham ajudado a dar uma ideia de como pode ser esse grande desafio.

OBS: Como recebemos outros depoimentos, esse post ganhou uma segunda parte! Não deixe de dar um pulo lá para curtir mais histórias interessantes sobre o aprendizado de novos idiomas: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2).

Abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Post to Twitter