Archive for the 'estados unidos' Category

Compre uma viagem e ganhe muitos quilos grátis!

Quando morei na Austrália presenciei um fenômeno interessante. Homens emagreciam e quase todas as mulheres engordavam - muito.

A terra dos fish&chips (peixe e batatas fritas) e do delicioso chocolate TimTam, apesar das belas praias e do clima muito parecido com o do Brasil, é um exemplo clássico de uma coisa que acontece em quase todos os outros países.

Um das explicações seria a carência afetiva e também a carência de dinheiro. Guloseimas são mais baratas e enchem a barriga. Aliviando a saudade e estourando o limite de caloria diário.

Não é que os homens sempre comem melhor e têm menos saudade. Na verdade geralmente eles fazem trabalhos mais ‘pesados’ e assim já garantem a queima de todos os doces, pizzas, cervejas e afins.

Se você vai para um país onde ninguém te conhece e muito menos sabe como era o teu físico, ninguém vai mandar a clássica “nossa, como você engordou!” que ajudaria a cair na real e segurar a onda.


“jogo dos 7 erros”

Eu cheguei a pesar quase 95 quilos na época que fui para os EUA (2001) e quando fui em um parque aquático um garoto americano falou que eu não era gordo. Para o padrão americano eu era magrinho, magrinho.

Para quem normalmente luta contra a balança, pode ser uma boa ficar sem a comidinha da mamãe. Para quem não sabe cozinhar… é melhor aprender.

Inglaterra, Irlanda, Estados Unidos, Canadá e Austrália são alguns dos principais destinos para os viajantes. Mas são também muito famosos pela péssima cozinha.

Agora é inverno na Europa e depois das festas de fim de ano não tem como não ganhar uns quilos. É subir e descer as escadas do prédio, fazer bicicleta ergométrica em casa ou encarar o frio dando uma corrida pelas ruas. Sou mais as duas primeiras!

Não tenho preconceitos com gordos, afinal tenho tendência a engordar muito rapidamente. Mas é sempre bom cuidar do corpo e da auto-estima.

Os gringos não têm e nunca terão o tempeiro e o sabor brasileiro. Muito menos as nossas ‘curvas’. Take care!

Boa semana galera! PAZ!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Fonte da foto: The Schlicken Empire

As melhores viradas!

A virada de ano é uma comemoração simbólica, mas vale a festa! Em alguns lugares do mundo esta é comemorada em alto estilo!

São, com certeza, alguns dos melhores lugares para curtir, além da maioria deles serem gratuitos!

Infelizmente, quando estava em Sydney na virada, eu trabalhava em um PUB e não pude curtir a grande festa na Harbour Bridge/Opera House. Mas consegui fazer uma pausa antes da meia-noite e dei um pulo na praia de Manly para curtir os fogos e depois voltei para o batente.

Este ano vou passar na casa de um casal de amigos fazendo uma festa no estilo brasileiro!

Seja onde estiver, curta demais! Porque os anos passam rápido e nunca sabemos o que nos espera amanhã.

Desejo à vocês um ano novo beeeeeeeeem redondo!!! Feliz 2009 galera!!!!!! PAZ!!!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Fonte do mapa: UOL Viagem

Grandes viagens com pouca grana!

No clima de férias (eu trabalho!) e ano novo, queria aproveitar para falar sobre um assunto que interessa a todos! Claro, viagem! E o melhor, viagens baratas pelo mundo.

Quando estive rodando pela Indonésia e Tailândia com um amigo, depois de morar na Austrália, tudo parecia uma pechincha!

Templos e paraísos incríveis, vida noturna agitadíssima, muitas ondas e muito comércio. Algumas vezes parecia a confusão da 25 de Março em São Paulo, só que menos caótico.

É barato, mas fica ainda mais negociando com o inglês enrolado dos asiáticos. Comida boa, hospedagem boa e barata, aluguel de carro barato… Mas até para brasileiro com real no bolso? Sim, neste caso só o que pode pesar é a passagem aérea.

Para quem manja um pouco de inglês e quer se aventurar sem gastar muito, uma dica legal é o blog “Tim Leffel’s Cheapest Destinations” onde o americano Tim Leffel dá dica sobre ‘Os Destinos Mais Baratos do Mundo’.

Mas a idéia não é recente, com a crise tomando conta dos Estados Unidos. Ele vem fazendo esse trabalho há algum tempo e tem até um livro com o mesmo nome sendo vendido no blog (ainda sem tradução para o português).

Além de Indonésia e Tailândia, o autor cita outros países como México, Turquia, Marrocos, Peru, Bolívia e Guatemala.

Para quem sonha em ir passar férias em destinos exóticos e caríssimos, talvez seja melhor repensar e viajar muito mais destinos por muito menos.

Para quem já sofre para pagar as contas no fim do mês - com um pouco de inglês, coragem e de dólares no bolso - já dá parar se aventurar e sair do marasmo!

ano novo = viagens novas!

Felicidades e muita paz!
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Não volto para a Alemanha

Uma das chamadas no JS de hoje é “Zé Roberto, ex-Botafogo, garante: ‘Não volto para a Alemanha’”

“Enquanto isso eu quero ficar próximo da minha família e amigos, pois senti falta desse carinho nos últimos meses em que fiquei sozinho na Alemanha.”

A ilusão do dinheiro fácil, da qualidade de vida e o interesse de empresários muitas vezes prejudicam a carreira de muitos jogadores.

Mas o lado psicológico pode ser um inimigo terrível na hora de se arriscar em outro país.

“- Cheguei muito bem no Schalke 04, era destaque nos treinos, mas o treinador nunca me colocava para jogar. Até os meus companheiros de time não entendiam os motivos. Depois sofri uma contusão e aí tudo piorou. Não tinha mais prazer em acordar às 7h da manhã, com um frio que batia -10 Cº, para ir treinar, sabendo que meu rendimento não influenciaria em nada. Agora chega. Já avisei ao meu empresário que quero voltar a defender um clube brasileiro – decreta.”

Brasileiros, especialmente jogadores de futebol, estão espalhados por todo o mundo tentando fazer o famoso ‘pé-de-meia’.

Até mesmo aqui na Suíça, onde o futebol não é tão valorizado, existem vários jogadores. Alguns deles meus amigos.

Mas não é fácil chegar em um país sem falar a língua, com um clima completamente diferente e ainda sofrer o preconceito que infelizmente ainda existe tanto por aí.

Um primo meu foi fazer intercâmbio de um ano nos EUA quando havia uns 16 anos e algumas semanas depois desistiu e voltou para casa. Mas este mesmo primo, alguns anos depois, voltou para os EUA e hoje tem uma empresa de mudança, família e filhos.

Não existe uma idade ideal para deixar o país, depende de vários fatores. Mas uma coisa muito importante é saber se existirão outros brasileiros por perto, já que serão eles a ajudar quando a coisa complicar.

Ficar completamente isolado, como no caso do Zé Roberto, pode fazer dessa experiência uma coisa traumatizante.

Aliás, eu nunca moraria na Alemanha! Mas isto é assunto para um outro post :)

Boa semana e muita paz para todos!

Valeu, Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

OBS: link da imagem original usada na montagem

Dicas de 13 dos mais procurados destinos para intercâmbio pelo mundo

Fala galera viajante!

Estou partindo amanhã para o Brasil e devo ficar um tempo sem mandar notícias, mas queria agradecer pela força e pelas mensagens e deixar uma bela dica do UOL Educação para quem está pensando em fazer intercâmbio!

São dicas de 13 dos mais procurados destinos pelo mundo:

Irlanda
Custos mais baixos que a vizinha Inglaterra e menos burocracia e fila para conseguir visto têm atraído estudantes para o país. O número de brasileiros triplicou em 2007

África do Sul
Curiosidade cultural é o que mais atrai estudantes

Alemanha
País abriga renomados cursos de pós-graduação

Austrália
Clima e estilo de vida encantam visitantes

Canadá
Toronto é multicultural e receptiva a imigrantes

Espanha
Madri é a melhor opção para aprender espanhol

EUA
País ainda é campeão em programas de High School

França
Quem não gostaria de se formar em Sorbonne?

Holanda
Governo tem 650 programas para alunos internacionais

Inglaterra
Mesmo caro, destino atrai estudantes do mundo todo

Itália
Meca do design, também é ícone da moda e da culinária

Nova Zelândia
Natureza e esportes radicais são o mote

Suíça
País tem os melhores cursos de hotelaria do mundo

E também algumas dicas de matérias publicadas aqui no blog:

.Austrália x Irlanda
.San Diego 1 x 3 Australia
.
O país que recomendo…
.
Sydney x Gold Coast
.Irlanda
.Rodando por Barcelona - Espanha
.Rodando por Mykonos - Grécia
.Vivendo na neve
> Fotos
> Vídeos

Como podem ver aí abaixo, a mudança climática vai ser bem leve!!!

Abração, muita paz e felicidade para todo mundo! Até a volta!

Valeu, Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Entrevista com Fernando L.A., um cara muito louco!

O nosso entrevistado da vez nos escreve diretamente de San Diego, Califórnia!

No auge dos seus vinte e tantos anos, colhe o sucesso que sempre mereceu. Não, ele não é a mais nova estrela cinematográfica made in Brazil. É sim um dos caras mais loucos e engraçados que já conheci e foi assim que surgiu a idéia desta entrevista.

Como ele mesmo se define no seu curioso perfil do orkut: heterossexual, baladeiro de plantão, estilo casual e minimalista e humor extrovertido/extravagante, seco/sarcástico, inteligente/sagaz… simpático.

E dispara uma das pérolas de Chico Buarque:

“Ouça um bom conselho / que lhe dou de graça / inútil dormir que a dor não passa. / Espere sentado ou você se cansa, / está provado que quem espera, / nunca alcança.(…)”

Mais um grande exemplo, como o de Carol Rivello, de brasucas conquistando sucesso e espaço pelo mundo.

Viajadores e viajadoras, com exclusividade para o nosso humilde blog:

Rodando Pelo Mundo: Quais países já conheceu, quer conhecer e aqueles que nunca iria?
Fernando L.A.: Já estive na Argentina, Uruguai, Argentina, US, China, Korea e Japão, nesta ordem, além do Brasil.
Conheço muito o povo argentino, coreano e americano.  É muito engraçado visão que cada um deles tem sobre o povo brasileiro:
- Os argentinos que conheci são bastante calorosos, amigáveis e humildes, mas gostariam ser tão malandro quanto acham que os brasileiro fazem.
- Os coreanos são desconfiados, fechados, inteligentes e sábios, mas gostariam de ser tão alegres e aproveitar a vida como acham que os brasileiros fazem.
- Os americanos são sistemáticos, individualistas e gostam de beber cerveja, mas gostariam de poder viver na linda cidade de Buenos Aires e ter uma linda casa em frente à praia de Copacabana, se comunicar em espanhol e vez ou outra ir a São Paulo para estar perto da rica floresta Amazônica, e ver bundas dançando samba por todo lado, como acham que o mais bem sucedido brasileiro faz.
Gostaria muito de conhecer os países da Europa, a Índia e Peru. Não iria nem para o Irã e nem Iraque.

RPM: Sendo um cara muito crítico e com uma visão particular do mundo, o que acha do povo americano?
FLA: É um povo um pouco vazio e metódico, que leva uma vida baseada em receitas, pois acreditam que ser bem sucedido e rico é mais importante que ser feliz.
Um americano típico usa roupas italianas, tem carro alemão, toma cerveja, assiste basebol ou futebol americano aos domingos, tem um hobbie qualquer - como golfe, barcos ou caça, vai a restaurantes caros aos fins de semana e trabalha o suficiente durante a semana.
O bom aqui é que o respeito aos indivíduos é muito valorizado e bem visto. Não por evolução, mas porque aqui o couro come, não importa quem seja. Por isto, é muito bom ser consumidor, paciente e pedestre por aqui.

RPM: Toda essa crise só começou ou já está acabando? Se encontrasse o nosso amigo Barack Obama para um cervejinha, que conselho daria?
FLA: Acho que a crise já está acabando…  Muito já se fez e se aprendeu.  Para o Obama, agora o novo presidente, diria para fechar a Apple, proibir o Iphone e mandar a Samsung pro buraco de onde ela veio.  Celular é Motorola hehehehe

RPM: E ao Bush? Lula?
FLA: O Bush, diria para matricular-se no mobral e para o Lula, ajudá-lo a fazer lição de casa, mas não passar-lhe cola nas provas.

RPM: Brasileiras ou gringas?
FLA: Diria que do México para baixo.

RPM: Pinga de alambique ou Blue Label?
FLA:
Eu gosto muito de vodka, pode até ser em garrafa de plástico.  O que importa mesmo é a compania e o naipe da festa.

RPM: Vale mais muito estudo ou talento e sorte? O que pesou mais para você?
FLA: O que mais abre portas na vida profissional sem dúvida nenhuma são os relacionamentos que se constrói durante toda a vida.
Para abraçar e dar continuidade às oportunidades - além das portas - é preciso ter confiança e vender muito bem o peixe. O talento e auto-crítica ajudam a dar a confiança.
Temos sempre que trabalhar os pontos fracos e expor os pontos fortes. Humildade, e irmandade ajudam a construir bons relacionamentos. É importante se interessar e aprender com os outros, pois ajuda a evoluir e criar relacionamentos.
Diria que o estudo é o menos importante, mas ajuda a exercitar a mente e tornar-se mais ágil. Uma visão positiva e saudável enxerga o que deu certo como sorte e, simplesmente passa por cima do que nunca daria certo, ao invés de chamar de azar.
O que me ajudou muito para esta oportunidade que apareceu foi um misto de gosto pelo trabalho, dedicação, perfeccionismo e bom humor.
O cara que me chamou para trabalhar aqui disse que gostou porque não importava a merda que acontecia, eu estava sempre sorrindo, calmo e focado nos resultados. Muitas das pessoas que me cercam são muito capacitadas tecnicamente e são muito competentes, mas poucas sabem trabalhar sob intensa pressão, num ambiente caótico e continuarem focadas e calmas mesmo quando as coisas não dão certo.

RPM: Saudade da época de faculdade? Era tão tranqüilo, quase não tinha festa…
FLA: Meu amigo, saudades de Santa Rita do Sapucaí só quem é de Cachoeira de Minas ou Conceição dos Ouros. Da época de faculdade, tenho saudades dos carnavais em Caxambú, São Lourenço e das festas bate-e-volta em Alfenas

RPM: Estados Unidos é (são?) famoso(s) pelo preconceito com os brasileiros. Rolou algo do tipo ou teu charme(!) fez a diferença?
FLA: Charme é boa!! ahahah!!! Para mim, ser brasileiro ajudou a puxar assunto e cativar muita gente por aqui. Não tive que pagar fiador nem depósito para alugar apartamento.  E, explicando que praia de Copacabana não é em Buenos Aires, me ajudou a conseguir um bom desconto para comprar o carro. Na verdade, o vendedor disse que ninguém antes havia conseguido tanto desconto!! Mas a placa do carro não chegou até hoje.. preciso ver o que aconteceu heueheh

RPM: Brasil só nas férias ou quer voltar de vez?
FLA:
Eu vou voltar de vez, com certeza!! Alguém vai ter que tomar conta ‘do lojinha’!!! hahaah

RPM: Tua família foi sempre muito ligada, como rolou essa despedida e como é o contato?
FLA: Minha família me deu muita força e segurança para aceitar esta transferência. O relacionamento que temos ajuda muito nos momentos difíceis.
A despedida é estranha: uns abraços, beijos, entra num corredorzinho e manda um tchau no aeroporto e já elvis!!
O contato é bem freqüente, e o skype e a webcam ajudam bastante a matar a saudade.

RPM: Fale um pouco da tua profissão e as chances no mercado internacional.
FLA: Minha formação é engenharia elétrica, mas trabalho como engenheiro de software.
Trabalho no time que integra as aplicações na plataforma de hardware e cria os diversos modelos de telefones celulares. Desenvolvemos os drivers que permitem a estas aplicações controlarem e conversarem com, por exemplo, câmera, bluetooth, teclado, flash, cabo USB, cartão de memória e todas as demais fontes de dor de cabeça e calvice.
O cronograma é muito apertado e a pressão para fazer acontecer é imensa. Muitas vezes temos mais perguntas do que respostas.
Temos também que suportar os diversos procedimentos que a fábrica usa para garantir a qualidade, os testes de certificação e ajuste dos transmissores e receptores, o que cria oportunidades de viagens e contato com pessoas do mundo todo.

RPM: Como combinado, quanto você tá ganhando por mês? … bom, o combinado era não perguntar. Então já sabemos que são muitas verdinhas! Quanto for te visitar as Millers são por sua conta então, beleza irmão!

FLA: Muito boa pergunta!! Digna da Hebe Camargo eheheh… como já perguntou, vou responder: é o suficiente pra toma umas pingas (vodkas, digo) no fim de semana, ter um hobbie qualquer, usar roupas italianas, ter um carro alemão, tomar cerveja, ir a restaurante aos fins de semana e assitir basebol ou futebol americano aos domingos :-))
.
.
.
Valeu mesmo Fernandão, muita paz para você e para toda galera sempre!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Dicas de como se proteger do frio extremo

Fala galera! Antes de tudo queria agradecer pelas várias mensagens de apoio deixadas nos últimas dias! Por vocês que tenho tanto prazer de fazer esse trabalho e continuarei sempre que puder!

Uma amiga chamada Rafaela Haliz pediu dicas de como enfrentar situações de baixa temperatura. Ela está indo passar uns tempos no Canadá e enfrentar temperaturas em torno de -20 graus!

Ela é da mesma cidade que eu no Brasil, Itajubá-MG e temos um inverno relativamente rigoroso. Até mesmo por ser localizada em um vale e em uma região de muita vegetação e clima húmido.

Posso dizer que sentia muito mais frio lá em Minas do que aqui na Suíça, até porque no Brasil não temos a estrutura para o frio, que dura poucos meses do ano. No banho se congela, não usavamos nunca luva e touca e coisas do tipo. Aquecedores nem pensar, já que energia custa muito caro.

Já aqui não, é tudo em função do frio, assim como no Canadá, Irlanda, Inglaterra, EUA, etc. Casas completamente isoladas e aquecidas. Todos lugares públicos como metrô e comércio também. Assim você acaba passando pouco tempo em giro ao ar livre.

Mas, mesmo com toda essa estrutura, é muito importante fazer atenção a algumas coisas em especial. O mais importante é a qualidade das roupas. No Brasil nos enchemos de agasalhos e no fim ainda sentimos frio, até porque roupas para inverno são pouco produzidas e custam muito. Acabam sendo vendidas muitas vezes para os escaladores e montanhistas.

Roupas de qualidade nos outros países também são caras, mas são um investimendo fundamental. Até porque com frio não se brinca! Lembro que nos primeiros meses aqui ainda não havia tênis impermeável e fui assistir um jogo da Inter de Milão.

Caminhei muito na chuva e acabei com os pés encharcados. Como fazia muito frio, os pés estavam congelando. Foi aí que lembrei da dica do meu pai de encher o tênis com jornal e dei o jeitinho brasileiro e salvei meus dedos.

Materiais isolantes fazem sempre a diferença, e não dá para dar bobeira. Ainda mais encarando temperaturas tão extremas. No fim das contas, o fantasma do inverno não é tão feio assim. Não quando nos preparamos bem.

Costumavo sempre fazer piadas dos suíços que bastava fazer um pouco de frio e já se enchiam de casacos, mas paguei a língua e aprendí. Muito melhor prevenir do que remediar, até porque as variações de temperatura no inverno são incríveis, com a ajuda de chuva, neve e vento.

Materiais à prova de vento e água, uma alimentação sempre balenceada - de qualidade - e esportes regulares já são meio caminho andado. Proteger bem a cabeça e os membros, usar muito creme hidratante e (como não poderia faltar) tomar umas!!!

Um amigo de Recife que mora aqui nunca havia sentido temperaturas abaixo dos 18 graus, agora já se adaptou. Brasileiro encara tudo, somos fortes e nos acostumamos rápido. E tenho certeza que será assim com você também Rafa! E toda galera que estiver conferindo essas dicas e resolver encarar esse tipo de aventura.

Separei mais alguns links para quem quiser conferir mais sobre a luta contra o frio extremo. Dicas são sempre bem vindas, participe sempre!

Rodando Pelo Mundo:
Destaques
Vivendo na neve
Pra que freezer?
Vídeo: Monte Cardada/Suíça 2008 (muita neve!)
Vídeo: Monte Uetliberg/Zurique - Suíca 2008

Outros sites:
Proteja-se contra o frio
O Frio – informações e considerações
Como evitar a hipotermia

Abração, muita paz e boa semana para todos!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Na Natureza Selvagem

Um grandíssimo amigo que está no Brasil me escreveu falando que assistiu o filme “Na Natureza Selvagem” e pensou pra caralho em mim. Grandes amigos têm saudade, é irmandade.

É conferir para entender o motivo:

YouTube Preview Image

A galera toda reunida, se aventurando, na eterna busca pela felicidade. Ou sozinho rodando pelo mundo. Importante é curtir e sonhar sempre!

Aliás, hoje sonhei que tomava umas com Tom Jobim e o Vinicius… sonho louco? Prazer, louco é meu sobrenome!

Abração e muita paz galera!

Valeu, Michel

Rodando pelo mundo da música

Não toco nada bem, mas faço barulho. Não me envergonho de tentar, mas geralmente música está no sangue. No meu não.

Mas para ouvir uma boa música não precisa de nada em especial. E com o tempo fui aprendendo ritmos e gostando dos mais variados tipos de sons.

E resolvi compartilhar com vocês algumas da minhas bandas e artistas favoritos que conheci rodando esse mundo muito louco!

Vou apenas citar rapidamente as mais carimbadas como Bob Marley, Led Zeppelin, Pink Floyd, Jack Johnson e The Doors porque dispensam apresentação.

Das brasucas: Chico Buarque, Natiruts, ‘rock brasília’, MPB em geral. Pagode e samba também, claro.

Partindo para algumas mais desconhecidas, destaque para:

- Donavon Frankenreiter: Bicho-grilo californiano, parceiro de Jack Johnson e Ben Harper, sobrenome complicado e música leve, para relaxar a alma. “Eu tenho falado para as pessoas que me perguntam ‘por que você não escreve músicas depressivas?’ Claro, eu tenho dias ruins como todo mundo, mas geralmente, eu me sinto privilegiado. Quando eu pego o meu violão, eu me sinto bem. Isto me faz querer abrir uma garrafa de vinho e fazer a festa, e isso é o que eu gostaria que as pessoas sentissem ao ouvirem a minha música.” (Donavon)

- The Beautiful Girls: Ainda no estilo surf music, essa banda australiana traz qualidade em todas as músicas, fazendo um som original e que não canso de ouvir.

- Groundation: Outra banda californiana, mas de reggae roots e influenciada pro jazz e dub. Indicada pelo meu amigo Fernando Bittar, não saiu mais do meu toca discos!

- Lenine: Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, esse recifense está ganhando cada vez mais espaço na música brasileira. Estilo particular, personalidade forte. Não tinha ouvido bem antes, mas fora do Brasil valorizamos muito mais o nosso ‘produto nacional’. Site oficial interessante.

- 311 (”three eleven”): formada em 1988 em Omaha, Nebraska. Salada músical de qualidade entre rap, hip-hop, rock alternativo, reggae, rapcore, ragga e funk. Destaque para a carro-chefe “Amber”.

- Blues Etílicos: 20 anos de estrada 10 CDs lançados fazem dessa a maior banda de blues brasileira! Cantando em inglês ou português, homenagiando Raulzito ou Muddy Waters, é outra banda que está sempre no shuffle.

E para confirmar a minha natureza eclética: “Vocês riem de mim porque sou diferente… eu rio de vocês porque são todos iguais” (Bob Marley)

Espero dicas também! Bom fim de semana galera!!!

Positive vibrations!

Valeu, Michel P. Zylberberg

Rodando em busca da cerveja perfeita

Enquanto Marcelo D2 roda o mundo em busca da batida perfeita, eu rodo atrás da cerveja perfeita. Da batida também, mas de limão, maracujá, morango ou o que quer que venha!

Tenho um currículo de respeito quando o assunto é a loira gelada e horas de banco de boteco.

E, aproveitando o comentário do Thiago Victor, vou falar um pouco dessa experiência estressante de sentar em algum bar pelo mundo e apreciar uma cervejinha.

Nunca fui muito de marca, mais de preço mesmo. Porque geralmente na segunda tudo que vier é lucro!

E a regra vale para o exterior, onde a cerveja custa muito mais que no Brasil.

Saudosos tempos de faculdade quando comprava um monte de fichas de cerveja por 1 real cada. Era perfeito!

Não é que agora aumentou tanto. Ainda sim dá para comprar uns engradados com os amigos e fazer a festa até cair!

Eu completei 21 anos nos EUA, idade que - por lei - jovens podem começar a beber lá. Para variar, ganhei uma caixa de cerveja de presente! Acredito que tenha sido o presente que mais ganhei na vida e nunca fiz cara feia…

Mas cerveja em dólar desce mais amarga. Ao menos as cervejas australianas e européias são mais fortes que as brasileiras, requerendo menos goladas para chegar a um nível legal.

Quando estava no Brasil fazia sempre churrascos em casa, eram dezenas de caixas. Depois veio o “CarnaMichelFolia”, festa que eu produzia para umas 300 pessoas, com umas 60 caixas de cerveja liberadas.

Na Austrália não lembro de ter visto mais de três caixas juntas. Com a cerveja custando em média 3 dólares nas lojas e 7 dólares na noite ficava difícil.

Mas não pense que vai chegar na Austrália e tomar um porre na praia, é proibido! Não pode consumir álcool na praia, nas ruas, em espaços abertos. Polícia chega, dá esporro, até multa.

Austrália definitivamente não é o lugar ideal para beber. Só vende em lojas especializadas chamadas de bottleshops.

É normal brasileiro chegar morrendo de sede por lá (como eu) e encontrar só sucos e refrigerantes em lojas de conveniência e supermercados.

Para beber em bares, deve geralmente andar aos PUBs. Todos ambientes fechados.

Restaurantes só com licença para álcool. Para trabalhar em bar tive que fazer um curso de responsabilidade, aprendendo a seguir as leis de lá.

Você está tomando uma e se o pessoal do bar achar que você passou dos limites não te vende mais.

E a qualquer momento um segurança pode te dar um tapinha nas costas e te botar para fora do PUB. Sem perdão.

embuscadacervejaperfeita.jpg

Mas voltando ao assunto do post, cervejinha sempre cai bem.

Estamos acostumados no Brasil a reclamar quando a cerveja não está quase congelando… quantas vezes pedi para trocar, mesmo estando gelada.

Mas gringo bebe quente e acabei aprendendo! Eles nunca colocam no freezer, sempre geladeira.

Até porque no inverno nem precisa, mas no verão tomam até em temperatura ambiente e acabei aprendendo também.

Para falar de sabor, na Austrália tomava sempre Tooheys New, muito boa e uma das mais ‘baratas’.

Depois do trabalho no PUB fica entre a Coopers (verde) e a suave Bluetongue porque bebia de graça.

Na Austrália também bebem muito a irlandesa escura Guinness, que domina a Irlanda toda. Além de ser a mais barata na terra do U2, custando em média 5 dólares.

Cervejas asiáticas me lembraram muito as brasileiras, talvez por serem também países quentes. A cerveja é sempre mais suave e gelada.

Em Cuba, além dos charutos, mojitos e piñas coladas, para refrescar do calor era sempre uma boa pedida uma Cristal.

O site de viajantes backpackers (em inglês) thebackpacker.net tem uma lista grande de cervejas pelo mundo e a votação para cada uma delas! No Brasil, Original e Bohemia lideram a lista (merecidamente).

Algumas cervejas que destaco nas minhas andanças pelo mundo:

.Erdinger (loira alemã) - bastante conhecida (e cara) também no Brasil, é uma das tops do mundo!
.Corona (mexicana) - com uma fatia de limão dentro, sem dúvida uma das minhas favoritas!
.Stella Artois (belga) - irada como o site!
.Bucanero (cubana) - sem dúvida a melhor cerveja da terra do Che Guevara
.Amstel (grécia) - para mim deixa a mais vendida por lá ‘mythos’ no chinelo
.Singha (tailandesa) - barata e boa como o país
.Bali Hai (indonésia) - perfeita para tomar curtindo as ondas

Aqui na Suíça não são tantas as opções e quase todas custam o mesmo. Cervejas americanas como Heineken e Miller têm bastante saída.

De produção suíça compro quase sempre Eichhof, Löwenbräu, Cardinal e a Feldschlösschen.

Quase todas com nomes estranhos e sabores parecidos. Mas nem de perto compara com a qualidade dos chocolates suíços. Mas nosso assunto aqui é cerveja, então SAÚDE!

Valeu Thiago Victor pela idéia e fiquem a vontade para colaborar com a cultura boêmia do nosso blog Rodando pelo Mundo!

PAZ! Michel P. Zylberberg