Guia completo: Companhias aéreas low cost europeias

NOTA: Esse guia, criado por Michel P. Zylberberg (autor do blog Rodando Pelo Mundo), foi publicado originalmente no site Melhores Destinos.

Em tempos de crise nada melhor do que economizar, ainda mais se tratando de viagens pela Europa! Neste post você irá conhecer um pouco mais sobre essas empresas “low cost, low fare”, ou seja, de baixo custo e baixa tarifa. Essas companhias surgiram nos anos 90 e  mudaram completamente o perfil das viagens europeias, reduzindo drasticamente os custos e desenvolvendo um sistema de concorrência capaz de fazer tremer muitos gigantes da aviação.

Muito provavelmente você já ouviu falar de nomes como Easyjet e Ryanair. Estas são as duas empresas mais conhecidas nesse mercado que ganha sempre mais força e que hoje já conta com mais de 60 companhias (este número muda sempre). Mas tenha em mente o famoso provérbio “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”, já que o preço baixo pode acabar virando um pesadelo. Esse guia foi desenvolvido com base na minha experiência pessoal e, claro, muita pesquisa.

Indo da Itália para a Suécia com a Easyjet, considerada uma das melhores

À primeira vista tudo pode parecer negativo, mas quero deixar claro que viajar com empresas de baixo custo pode ser uma ótima opção! Eu mesmo já voei várias vezes e poderia ter evitados alguns gastos extras se soubesse de alguns dos detalhes que listarei aqui. É o que desejo para quem ler esse post: que fique consciente de todas as regras, limites e proibições, para que não tenha problemas nas próximas viagens. Vamos lá:

PESQUISAR

Sem dúvida a melhor forma para receber as promoções é assinando as newsletters (boletins de novidades) das empresas. Nelas são divulgadas em primeiríssima mão os melhores preços, assim você terá sempre uma chance maior de aproveitá-los. Aliás, viu uma oferta maluca e imbatível? Compre! Esperar pode ser “fatal”.

A absoluta maioria dessas empresas são “virtuais”, com toda a estrutura online (reduzindo ainda mais os custos com pessoal e estruturas físicas). E online também são as pesquisas. O site Skyscanner.net é o melhor e mais famoso buscador de empresas low cost (banco de dados com todas companhias, com exceção da Ryanair), mas existe também outros como WhichAirline (antigo Fly Low Cost Airlines) e Europelowcost que pesquisam empresas low cost e normais.

Pesquisando no Google você encontrará uma infinidade deles. Você pode usar também como referência outros buscadores como Kayak , Momondo, Dohop e Flycheapo . Busque, pesquise, compare e… não compre! Veja o voo que mais vale a pena, vá ao site da empresa escolhida e compre diretamente lá (veja a lista completa no fim do post). Dê também preferência às empresas com base (hub) nos destinos pelos quais você irá passar, como por exemplo a Air Berlin se você for para Berlim.

ORGANIZAÇÃO

Uma boa organização pode fazer valer o baixo custo das passagens e as incríveis promoções, já que um voo normal (que dura em média 3 horas) geralmente custa em torno de 200 reais – mas em muitos casos o preço pode chegar a ser irrisório. E um ponto fundamental é deixar a preguiça de lado e ler todas as regras e observações da empresa, aquelas letrinhas pequenas das quais não nos preocupamos ao fechar a reserva. Lendo os próximos pontos você irá entender melhor.

Antes de tudo será necessário muito planejamento, pois o ideal é comprar as passagens cinco meses (ou no mínimo três!) antes da data da viagem, garantindo os melhores preços – especialmente se a viagem for em alta temporada (verão europeu, de junho à agosto), feriados e fins de semana. Quanto mais perto da data da viagem, mais caras serão as tarifas.

Se aparecer a oportunidade de voar de última hora, dê preferência aos voos de madrugada (red eye) ou de manhã. Se for fazer escalas, é preciso ter uma grande flexibilidade com horários, já que atrasos e cancelamentos de voos são frequentes entre essas empresas.

Os impostos e taxas mudam completamente de acordo com o país de origem/destino, deles não tem como fugir. O que você deve é evitar todos, ou pelo menos quase todos, os extras oferecidos durante a compra das passagens. Esses itens adicionais podem transformar completamente (até mesmo triplicar) o preço final. Não se esqueça de ler tudo com atenção e desmarcar itens desnecessários. A compra online não tem custo adicional, mas por telefone sim. E esqueça as agências de viagem!

A questão do seguro também é complexa, mas se for comprar, escolha o do seu cartão de crédito e compre separadamente (viagem, saúde, extravio de bagagem, cancelamento do voo…). Para mudança de datas ou dados você verá a tua low virar high ou até mesmo mission impossible! Escolhendo essas companhias o ideal é sempre ter um seguro para cancelamento do próximo voo, do hotel, aluguel do carro, etc..

AEROPORTO

Estamos acostumados a viajar nos maiores aeroportos, em zonas centrais e de fácil acesso – é algo que já está no nosso inconsciente. Mas se tratando de low cost esse conceito muda completamente. Para ajudar a reduzir os custos e taxas essas empresas usam aeroportos secundários, longe dos grandes centros ou até mesmo em cidades vizinhas – o que representa difícil acesso. Não deixe de pesquisar a localização, distância, tempo de percurso e tipos de trasporte que serão necessários no deslocamento entre aeroporto e o seu destino final.

O preço da passagem de ônibus, trem ou táxi poderá ser mais caro do que a própria passagem de avião – e o custo final muitas vezes pode superar o preço do voo em uma companhia normal, com muito mais comodidades e regalias. Sem falar do tempo perdido.

Um exemplo prático? Algumas empresas usam o Aeroporto Paris Beauvais, que na verdade fica a 90 km do centro de Paris. O ônibus custa 14 euros e demora 1h15. De táxi? Bom, se você escolheu uma low cost, provavelmente não irá gostar de pagar até 150 euros por esse trecho. Isso nem sempre acontece, por isso pesquise! Especialmente se voar com a Ryanair, que é a mais famosa por usar esse tipo de estratégia. Uma super dica é o site (em inglês) A-Z World Airports Online.

PESQUISAR AS MELHORES OFERTAS COM O BOOKING.COM

BAGAGEM

Pesquisou, organizou, estudou o aeroporto e decidiu comprar? Atenção com um outro ponto crítico: a bagagem (de mão e despachada). O conselho unânime entre todos que dão dicas sobre viagens low cost é: viaje com o mínimo indispensável, ou seja, apenas uma mala de mão dentro dos limites permitidos. E quando digo mala de mão, é apenas um volume. Nada de bolsas, câmeras fotográficas, pochetes, etc.. Quase todas as empresas exigem UM volume – seja mala ou mochila – com tamanho e peso limitados.

Um conselho é comprar uma mala em lojas especializadas. Eu mesmo já tive que despachar a minha mala de mão (pagando 30 euros!) na hora de embarcar porque as rodinhas ficavam de fora do box que media o limite das malas de mão da Easyjet! Que fique claro que o controle não é feito em todas as malas e algumas companhias são mais tranquilas, mas já tive problemas com a Ryanair por ter mais de um volume e é muito chato ficar espremendo tudo dentro da mochila – torcendo para ter o espaço necessário.

Brasileiro não está acostumado com essa precisão, muitas vezes acha um exagero, mas você irá arriscar de não embarcar (não tem perdão, acontece muito) e perder o voo? Uma vez vi uma senhora chorando no balcão do embarque em Milão porque a mala de mão era muito grande. Todos embarcaram e ela ficou para trás e muito provavelmente pagou caro para poder embarcar. Acredito que seja onde eles ganham mais extras, então deixe a malandragem e a cabeça dura de lado e não dê colher-de-chá para o azar!

Mas como chegar do Brasil para viajar na Europa (ou voltar) com uma simples mala de mão? Se não puder deixar as malas maiores na casa de alguém de confiança ou em armários em estações, registre no momento da compra online como bagagem a despachar no aeroporto (custo adicional médio de 10 euros).

E atenção aos limites de peso: são 15kg na Ryanair e na Wizzair e 20kg nas outras (na Air Berlin, por exemplo, os 20kg são inclusos no preço da passagem). E qual a multa para cada quilo a mais? A módica cifra de 10 ou até 15 euros! Não tem para onde fugir! Vale repetir: calcule bem, pese suas malas e pague o que for preciso já na hora de comprar a passagem. Ter problemas com bagagem no aeroporto vai fazer você perder – no mínimo – muito dinheiro, paciência e tempo. Poucos quilos a mais e a sua passagem poderá custar o dobro.

A Dany do blog Feriado Pessoal tem um post bem legal sobre dicas de viagens low cost e criou uma lista com algumas dicas sobre bagagens que com certeza irão te ajudar:

- Air Europa: Esta boa companhia oferece facilidades para transportar bagagem. Além dos 10 kg permitidos na classe turista, eles não consideram como bagagem de mão notebooks, casaco, livros, bolsa, carrinho de bebê e outras cositas más.

- Easy Jet: No caso dessa aqui é bom levar em consideração o tamanho e o peso da sua bagagem de mão. Se liga: sua bagagem de mão tem que medir 56cm x 45cm x 25cm. Outro detalhe – lembre sempre que esse tamanho tem que contar com as rodas e com a mala de mão já com as coisas dentro. Não vai me inventar de medir ela vazia e depois encher tudo de coisas, deixando ela gordinha. Aí vai chegar lá na fila de embarque e ela não vai entrar com você. Lembre-se que as companhias aéreas low cost possuem uma espécie de provador de bagagem de mão bem na entrada do túnel de embarque. E que você pode ser gentilmente obrigado a fazer caber sua bagagem de mão lá dentro.

- Lufthansa: Viajando de Lufthansa sua bagagem de mão não pode pesar mais do que 8kg e já cheia precisa medir 55cm x 40cm x 23cm.

- Ryanair: A mais amada e odiada das companhias low cost da Europa. Aqui as medidas da bagagem de mão tem que ser 55cm x 40cm x 20cm. E deixam você colocar lá dentro 10kg.

E se na hora de viajar você ainda estiver com dúvidas, no bilhete de embarque que você imprime (outra dica, seeeeeempre imprima seu bilhete com bastante antecedência, vai por mim) as companhias aéreas low cost especificam peso e dimensões. Custa nada ler as letras pequenas.

CHECK-IN 

Faça o check-in (sempre!) online, o sistema geralmente funciona até 4 horas antes do voo, e chegue no aeroporto com o cartão de embarque já impresso. Fazendo check-in no balcão do aeroporto o serviço também será pago (até 60 euros por trecho). Sei que estou ficando repetitivo com a palavra “pagar”, mas é exatamente esse o conceito, mostrar todos os pontos onde você poderá ter problemas.

Muitas empresas, por volta de uma semana antes do voo, mudam os horários por volta de 10 horas a mais ou a menos do horário original reservado, fique de olho. E as opções que você terá são: aceitar a mudança; remarcar em um outro voo (pagando a diferença, mas não as taxas); ou aceitar a devolução do dinheiro.

Tome cuidado com horários: as empresas não toleram atrasos. Se tiver que despachar malas, o conselho é chegar com 2h30 de antecedência (parece exagero, mas você ganha tempo de sobra para passar pelo controle e ainda comer algo ou fazer umas compras). Leia com atenção o tempo limite de fechamento do check-in, que geralmente é de 30 a 40 minutos antes do voo – esperar por passageiros atrasados representa perder dinheiro.

Uma vez quase perdi meu voo na Irlanda com a Ryanair porque o ônibus que levava ao aeroporto havia sido cancelado. Por sorte, um amigo que morava lá estava comigo e conseguiu achar um transporte alternativo. Cheguei no aeroporto correndo feito um louco e cheguei no check-in já fechando. A atendente me olhou e falou: “Você teve sorte, mais dois minutos e  perderia o voo”.

E tem mais: essas empresas são famosas por mudar na última hora o portão de embarque. Fique de olho nos monitores! Se quiser garantir os melhores lugares no avião entre na fila pelo menos meia hora antes do embarque. Ficar para trás pode significar pegar os piores assentos e ter que levar a mala no meio das pernas. E se chegar atrasado ao portão de embarque, você vai encontrar a tua mala no chão e o voo já vai ter partido sem você. Dependendo da empresa, o máximo que irá conseguir é um lugar no próximo voo, caso não esteja lotado.

ESPAÇO E CONFORTO

O preço é diretamente proporcional ao conforto. Muitas vezes você irá viajar em poltronas não reclináveis com pouco espaço para as pernas. Mais uma forma de ganhar dinheiro, viajando com muito mais passageiros no avião. Se você tem 1,90 m ou quer pelo menos um pouco de conforto, existem algumas companhias low cost que vendem assentos. Os preços variam entre 4 e 10 euros para ter mais espaço, pela posição no avião ou até mesmo ter a poltrona ao teu lado livre.

Viajando de Londres para a Irlanda com dois amigos no “aperto” da Ryanair

Uma outra opção para quem não quer correr a maratona do embarque e arriscar chegar por último, é comprar o “speed boarding”, mas as vantagens reais desse produto estão bem longe de ser uma unanimidade. Os embarques preferenciais também não são sempre respeitados, mas voei com esposa e filha pequena na Easyjet e nos fizeram passar na frente (todas famílias com filhos pequenos) indo junto com a turma “speed”. Inclusive o carrinho de bebê foi despachado sem custo adicional.

SERVIÇO DE BORDO

Tudo (tudo mesmo!) que quiser consumir durante o voo será cobrado, até mesmo um mísero copo d’água. Comidas, bebidas, cobertores, travesseiros e até mesmo os mais engenhosos souvenirs. Alimente-se bem antes de embarcar ou leve o que for consumir (cuidado com itens proibidos como líquidos – máximo de 100 ml, etc.). Se a fome ficar incontrolável ou se quiser comprar algo, lembre-se de levar dinheiro trocado ou cartão de crédito.

ENTRETENIMENTO

Esqueça jogos, filmes e todas as regalias de muitos voos normais. Até mesmo os fones de ouvido poderão ser vendidos por 3 euros, então leve seu computador, tablet, player MP3 ou algum outro aparelho eletrônico – mas não se esqueça de colocá-lo em “flight mode” antes do voo decolar. Eu prefiro sempre ler um bom livro ou uma revista, mas aí vai do gosto de cada um.

OUTRAS OBSERVAÇÕES

As empresas low cost quase sempre voam com aviões mais antigos, que não deixam de ser seguros. É muito comum ouvir falar mal do atendimento, nem sempre prestativo, atencioso e educado. Acredito que boa parte do estresse dos funcionários são decorrentes da falta de consciência dos clientes sobre todas as limitações acima. É raro ver uma pessoa informada sobre seus diretos e deveres passar por situações constrangedoras. E é exatamente o que pretendemos com esse guia, evitar que você passe por problemas que podem ser evitados. Depende apenas de você para que o barato não saia caro e esperamos que o dinheiro economizado possa ser usado em coisas muito mais prazerosas e gratificantes durante a sua viagem!

Confira a tabela com as companhias low cost (lembrando sempre que é praticamente impossível ter uma tabela atualizada, já que muitas empresas fecham e outras novas são criadas) e algumas informações adicionais:

EMPRESA SITE PAÍS HUB(S)*
Aegean Airlines www.aegeanairlines.gr Grécia
Aer Lingus www.aerlingus.com Irlanda Dublin, Shannon, Cork e Belfast
Air Baltic www.airbaltic.com Países Balticos (Lituânia, Letônia e Estônia) Riga (Letônia)
Air Berlin www.airberlin.com Alemanha Várias cidades alemãs
Air Italy www.airitaly.com Itália
Air Malta www.airmalta.com Malta
Air One www.flyairone.com Itália Milão, Veneza e Pisa
AirEuropa www.aireuropa.com Espanha
ArkeFly www.arkefly.com Holanda
Avro (charter) www.avro.co.uk Inglaterra (Reino Unido)
Belle Air www.belleair.it Albania/Itália
blu express www.blu-express.com Itália
Blu1 www.blue1.com Finlândia Helsinque
Blue Air www.blueairweb.com Romênia Bucareste, Bacau (Romênia)
blu-express www.blu-express.com Itália Itália
Brussels Airlines www.brusselsairlines.com Bélgica Bruxelas
CityJet www.cityjet.com Inglaterra (Reino Unido) Aeroporto London City
Condor www.condor.com Alemanha Várias cidades alemãs
Corendon www.corendon.com Holanda
Danube Wings www.danubewings.eu Eslováquia Bratislava (Eslováquia)
Darwin Airline www.darwinairline.com Suíça Genebra e Lugano
Easyjet www.easyjet.com Inglaterra (Reino Unido) Londres, Milão, Berlim, Paris, Genebra, Basileia, e outras
Estonian Air www.estonian-air.com Estônia Tallinn
First Choice www.firstchoice.co.uk Inglaterra (Reino Unido)
flybe www.flybe.com Inglaterra (Reino Unido) Newquay, Exeter, Southampton, Londres (sul da Inglaterra); Jersey, Guernsey (Channel Islands)
Fly Thomas Cook www.flythomascook.com Inglaterra (Reino Unido)
Germania Express www.gexx.de Alemanha / Suíça
Germanwings www.germanwings.com Alemanha Colônia e várias cidades alemãs
Helvetic Airways www.helvetic.com Suíça Zurique e Berna
Iceland Express www.icelandexpress.com Islândia
Icelandair www.icelandair.com Islândia Reykjavik
InterSky www.intersky.biz Austria / Alemanha
Jet2 www.jet2.com Inglaterra (Reino Unido) Várias cidades britânicas
Jetairfly www.jetairfly.com Bélgica Bruxelas, Liège e Ostende (Bélgica)
Meridiana www.meridiana.it Itália Olbia, Cagliari (Sardenha), Roma e outras cidades italianas
Monarch Airlines www.monarch.co.uk Inglaterra (Reino Unido) Londres (Luton) e várias cidades britânicas
Niki www.flyniki.com Austria Viena e Salzburgo
Norwegian www.norwegian.no Noruega Oslo, Bergen, Copenhagen, and Stockholm
Onur Air www.onurair.com.tr Turquia
Pegasus Airlines www.flypgs.com Turquia Istambul e Antalya (Turquia)
Ryanair www.ryanair.com Irlanda Londres, Dublin e muitas outras cidades
Scandinavian www.scandinavian.net Escandinavia Escandinavia
SmartWings www.smartwings.net República Tcheca Praga, Ostrava (República Tcheca), Budapeste
SunExpress www.sunexpress.com.tr Turquia
Thomsonfly.com www.thomsonfly.com Inglaterra (Reino Unido) Conecta várias cidades britânicas à resorts Mediterrâneos
Transavia www.transavia.com Holanda Amsterdã, Roterdã  e Eindhoven
TUIfly www.tuifly.com Alemanha Hanover e várias cidades alemãs
Volotea www.volotea.com Espanha Espanha
Vueling Airlines www.vueling.com Espanha Várias cidades espanholas, Amsterdam e Toulouse (França)
Widerøe www.wideroe.no Noruega Oslo
Windjet www.volawindjet.it Itália Itália
Wizz Air www.wizzair.com Polônia / Hungria / Bulgária Budapeste e muitas outras Leste Europeu cidades
WOW air www.wowair.com Islândia
XL Airways www.xlairways.com Alemanha Paris

* O hub é um aeroporto utilizado por uma companhia aérea para concentrar seus voos e fazer conexões.

Existem muitos blogs que falam sobre viagens low cost e podem servir de referência, destaco cinco deles:

+ Guia das Low Cost – Como funciona na pratica? (Adriana Miller | Dri EveryWhere)
+ Voando pela Europa: dicas para comprar bilhetes aéreos e evitar stress (Patricia Camargo | Turomaquia)
+ Utilidade: Voando com as Cias Aéreas de Baixo Custo na Europa (Bruna | Contando as Horas)
+ Viajando de low cost pela Europa (Carolina Otero | Correr pelo Mundo)
+ Viajando com voos baratos dentro da Europa (Damares Lombardo | keviagem)

+ Wikipedia: lista com todas empresas low cost do mundo e na Europa.

Importante: Os dados e regras citados acima são de pesquisas feitas no ano de 2013 e estão sujeitos à mudanças. Para garantir que as informações encontradas aqui estejam corretas, verifique no site da companhia escolhida.

Post to Twitter

Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras

POST PATROCINADO

Lembro que quando era garoto e ouvi falar que o Jô Soares falava cinco línguas achei uma coisa incrível, algo quase impossível para as “pessoas normais”. Eu já me impressionava quando ouvia alguém falando outro idioma fluentemente, pois eu havia só uma pequena base de inglês e entendia um pouco de espanhol. Lembrei dessa história quando alguns dias atrás recebi da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) os cinco novos guias de conversação com vocabulários e frases em Espanhol, Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Com certeza serão meus fiéis companheiros nas próximas aventuras!

Você sempre sonhou em cair no mundo e aprender novas línguas? Para viajar sem gastar muito a dica é ficar atento à sites que oferecem cupons de desconto para serem utilizados antes de fazer a compra no site das empresas. O Cuponation, por exemplo, é um portal de vouchers de desconto gratuitos que podem ser acessados de maneira bem fácil e o que é melhor, sem custo algum. Vale ficar ligado na seção de viagens do site, que quase toda semana publica cupons para grandes empresas como a TAM, por exemplo.

Acredito que o Brasil fique prejudicado por ser tão grande, com boa parte do nosso território não tendo fronteiras com outros países e culturas. E hoje, morando na Europa, vejo que isso também acontece na Itália, são dois casos muito parecidos. Mas existe também a má vontade do governo com o sistema educacional (ok, abandono…), o que prejudica ainda mais o aprendizado de outras línguas. Claro que a internet ajuda a derrubar essas barreiras e facilita o estudo, mas depende de cada um batalhar e praticar. Existe, por exemplo, essa série de vídeos do Rafael Lanzetti  – brasileiro que domina 11 idiomas – no YouTube.

Se quiser diminuir o aperto, ainda mais com tantos eventos internacionais e muitos gringos passeando pelo Brasil nos próximos anos ou sempre mais viagens internacionais, os Guias de conversação da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) podem ser uma boa pedida! São 272 páginas (cada um) divididas em básico, prático, social, viagem segura e alimentação. O preço é bem mais em conta do que passar aperto nas viagens, cada um custa apenas R$ 19.90.

E aí, quantas línguas você fala? No Brasil – infelizmente – falamos uma, máximo duas ou três. Já aqui na Suíça as respostas mais comuns são três, quatro, cinco ou até mais. Eu sei, eu sei, a Suíça é um ovo e está cercada por países com diferentes línguas. A terra do chocolate tem quatro línguas oficiais e o inglês que também é falado por boa parte da população. Claro que você não vê crianças aqui falando cinco línguas, ia ser uma coisa de louco. O aprendizado da língua depende da região, eu moro na parte italiana e aqui pouca gente fala alemão fluente. Brincam que aqui é mais Itália do que Suíça, pois existe esse problema da pouca fluência em outras línguas.

Um exemplo que posso dar é o da minha esposa, que é de família italiana, mas foi criada em Zurique – na parte alemã. Ela fala italiano, alemão, suíço-alemão, francês, inglês, aprendeu bem o português e entende bastante espanhol. E a coisa mais louca é que ela mistura as línguas quando fala com amigos que falam as mesmas línguas! Uma verdadeira salada mista! E a nossa filha vai acabar aprendendo muitas línguas também.

Quando cheguei aqui na Suíça morei em Zurique e foi um verdadeiro choque com o alemão / suíço-alemão (teoricamente são duas línguas parecidas, mas existem muitas diferenças). Eu tinha uma boa base de inglês e foi o que me ajudou, mas acabei bloqueando completamente e consegui aprender poucas palavras nos meus primeiros anos aqui. Tanto que decidimos mudar para parte italiana e aí a coisa mudou. Em poucos meses eu já entendia tudo e falava bastante – cometendo muitos erros, mas falava! Começo a sentir a necessidade de aprender outra língua, será que tomo finalmente coragem para encarar o tal do alemão?

Acho que uma das piores coisas que existem na vida é estar com um grupo de pessoas e não entender uma palavra sequer do que elas falam. Não poder interagir. Eu sempre me sinto um idiota, um ignorante, analfabeto. Não me conformo de não poder comunicar, interagir. Mas uma outra língua não se aprende da noite para o dia, é preciso muita dedicação, estudo e esforço. E prática, muita prática! E foi por isso que convidei alguns amigos para participarem desse post contando como foi a experiência deles ao aprender uma outra língua, quem sabe pode inspirar você a encarar um novo desafio:

ALEMÃO: Para quem nunca ouviu alguém falar alemão, é como se essa pessoa estivesse falando uma outra língua qualquer como chinês, japonês ou polonês. Mesmo com muito esforço e mesmo falando inglês não dá para entender nada. Assim eu cheguei na Suíça em 1994. Os primeiros meses e o primeiro ano foram de grande aprendizado e grandes dificuldades. Muitas foram as festas ou jantares que eu fui e nos quais todos riam das piadas contadas e eu nada entendia. O começo em um país com uma língua tão diferente da nossa é mesmo muito difícil. Meu primeiro emprego em Zurique foi de meio período em uma loja de departamentos. De manhã eu estudava alemão intensivo (diariamente quatro horas) e a tarde e a noite eu trabalhava vendendo Barbie´s e carrinhos na sessão de brinquedos. Um trabalho que não exigia muito conhecimento da língua já que os produtos não são muito complicados. Mas eu me lembro de muitas ocasiões em que eu ouvia o que o cliente queria (em suíço-alemão), memorizava e corria para minha colega que falava espanhol para que ela traduzisse pra mim. E assim passei seis meses por lá e quando eu me demiti eles ficaram tristes, então acho que não devo ter feito tão mal. Mas vender Barbie nunca foi o meu sonho. Um ano mais tarde comecei um estágio em um banco e o alemão já estava bem melhor, mas a “luta” com essa língua difícil continuou e continua até os dias de hoje. Eu falo o suíço alemão quase com perfeição e escrevo bem em alemão, mas eu nunca parei de estudar. Ano passado eu fiz vários cursos de gramática e de escrita. Eu acho que um dos pontos importante para se integrar mais rapidamente é dominar a língua e isso só é possível estudando muito e sempre. É preciso ter paciência consigo mesmo, não ter vergonha de falar, ler bastante, assistir televisão em alemão e ser igual um papagaio: imitar quem fala bem. Assim você vai conseguir diminuir o sotaque carregado que nós temos ao falar essa língua complicada, que cá entre nós: para os nossos ouvidos mimados com a doce melodia do português, ela poderia ser mesmo chinês, japonês ou polonês que não faria a menor diferença!
[ Claudia Boemmels | @EuSeiOnde | Blog Eu Sei Onde ]

PESQUISAR AS MELHORES OFERTAS COM O BOOKING.COM

ITALIANO: O italiano foi bem mais fácil de aprender, se comparado ao inglês, por exemplo. Eu já conhecia algumas palavras porque sou descendente de italianos e na região onde minha família mora, muitos ainda usam expressões do dialeto vêneto. E dá pra associar muito com o português e o espanhol (que aprendi um pouco de ouvido, por morar perto do Uruguai e da Argentina). Seis meses antes de viajar pra morar na Itália eu fiz aula particular de italiano para treinar a gramática e o vocabulário, foi o suficiente para chegar lá desenrolada. Mas certamente o que fez a diferença foi a interação com os próprios italianos. Lá, dava um jeito de conversar com todo mundo… no trem, no supermercado, no banco, na feira… Com certeza o maior aprendizado se faz in loco. E outra dica: Não tenha medo e fale sem vergonha. Peça pra ser corrigido quando errar… porque você certamente vai cometer muitos erros, mas as pessoas não se importam com isso, de verdade…
[ Juli C. Borsa | @mochiladajuli | Blog Mochila da Juli ]

FRANCÊS: Difícil resumir em poucas linhas um processo longo, mas frutífero de aprendizado de idioma in loco, mas o desafio do Michel é super válido e adorei o convite! Quando aqui cheguei, tinha três palavras na ponta da língua: “Bonjour”, “Merci” e “Au revoir”, que significam respectivamente Bom dia, Obrigada e Até logo. Falava só inglês e arranhava italiano, e no primeiro almoço conheci uma brasileira que tinha chegado 5 meses antes de mim e falava bastante, então a francesa que ficou responsável por nos receber me disse: “Você vai falar assim em cerca de dois meses”. Dei sorriso amarelo e disse pra mim mesma: “Ah, mas não vou mesmo, vai demorar mais.” Tive de esperar  meses antes de começar o curso, então estudei por conta própria com gramáticas, conversando com as pessoas na rua – sim, encontrei franceses extremamente solícitos que muito me ajudaram – e assistindo muita tv. Tive meus erros, ainda bem, porque deles muito aprendi. Cheguei com um bom nível de conversação no curso de verão, depois fiz o curso anual, mas acho que leitura, tagarelice e curiosidade me ajudaram muito no processo. Também trabalhei como professora de inglês por alguns anos, e lancei mão das ferramentas de trabalho que aprendi nessa época pra conseguir acelerar o processo de aprendizagem, e a mais importante é: não traduzir, mas entender no contexto, assim conseguimos não só entender o significado da palavra, mas também apreender o peso afetivo que ela tem, que é peça chave pra uma comunicação eficaz. A cara de pau também ajuda: se não sei o que significa uma palavra ou expressão, pergunto. É um dos benefícios associados ao meu status de estrangeira, e que devemos usar a nosso favor!
[ Natalia Itabayana de Mattos | @destinoprovence | Blog Destino Provence ]

FRANCÊS: Aprender um novo idioma sempre foi algo que me fascinou: novos amigos, muitos livros, oportunidades que se multiplicam! Quando tinha 14 anos resolvi estudar francês, mas como toda adolescente, tinha mil outras coisas na cabeça e abandonei após uns 6 meses de aula. No entanto, ficou aquele grãozinho de curiosidade que me fez um pouco auto didata… passava horas escutando música francesa, procurando as letras da internet e traduzindo com ajuda de um dicionário de papel… coisa que nem sei mais se existe. Em 2004 comecei a usar o MSN para ter amigos virtuais na França, tinha o hábito de ler as notícias em um site brasileiro e em seguida procurar a mesma informação no Le Monde, fiquei amiga da esposa de um expatriado e íamos juntas no supermercado, ela com minha lista de compras em português, e eu com sua lista em francês. Tudo isso me preparou para o destino (ou será que meu inconsciente procurava alguém pra chamar de “mon amour”?). Em 2006 conheci meu marido, um francês apaixonado pelo Brasil, assim como eu pela França e fizemos um acordo: enquanto ele me escrevia em português, eu corrigia e respondia em francês. Um ano depois decidimos viver juntos na Europa pois ele já tinha 2 filhos e eu não queria separá-los. 2 meses antes da mudança definitiva eu fazia 2 horas de aula particular por dia. Chegando na França, eu já me virava bem, mas passei por situações engraçadas e outras constrangedoras devido aos “falsos-amigos” ou uma pronúncia errada, mas sempre arrisquei! Hoje, depois de 6 anos vivendo na França, e com as malas prontas para retornar ao Brasil, falo com fluência, leio livros de mais de mil páginas, mas escrevo com dificuldade (pois meu foco sempre foi a comunicação oral e não escrita… algo que devo aprimorar com cursos). Faço questão que meus filhos falem os 2 idiomas. Agora, meu próximo objetivo é aprender russo!!!
[ Luciana Coura Vivia ]

ESPANHOL: Quando cheguei em Madrid, há pouco mais de um mês, sabia o básico do básico do espanhol (bom dia, boa tarde, boa noite, números e outras dez ou quinze palavras). O bom é que o espanhol é um pouco parecido com o português, e o ruim é que no início eu não conseguia entender os espanhóis falando, achava que eles falavam muito rápido, mas nada melhor que o tempo. Hoje já estou me virando muito bem em todos os lugares, comecei a ler livro, ouvir música e principalmente rádios locais e fiz alguns amigos. Esse é o principal ponto, faça amigos! A melhor escola para mim está sendo a rua (vizinhos, o caixa do mercado, a dona do bar da esquina e por aí vai).
[ Átila Ximenes | @voucontigo | Blog Vou Contigo ]

INGLÊS: Olá sou a Vivi do Blog viviemuk.com, morei por 5 anos na Holanda e estou morando a quase 2 anos em Londres na Inglaterra. Sou uma eterna aprendiz no inglês, todos os dias surgem novas palavras ou expressões. Fiz alguns cursos na Holanda, na Bristish School, e aqui na Inglaterra fiz um curso de ESOL para estrangeiros no college do meu bairro. Acho extremamente importante falar a língua do país onde você escolheu morar, faz você se sentir em casa. Uma vez na Holanda no supermercado, passei a minha compra e estava já empacotando e a caixa já estava passando a próxima compra, e no ímpeto eu falei para esta pessoa em um tom tipo “fique tranquilo que já estou acabando”, mas no momento saiu NO PREÓCOPES (acento puxado no primeiro O)!!! Era para ser Don’t worry!!! E acabou saindo não se preocupa todo errado!!!! Coisas que acontecem quando falamos inglês em um país onde se fala Holandês e ainda se pensa em português!!!! Saí do supermercado rindo muito e isso é motivo de diversão aqui em casa!!!!
[ Vivian Monteiro | @ViviemUK | Blog ViviemUK ]

Uma opção, que sem dúvida pode ser uma ótima escolha, é o intercâmbio. Eu já fiz e recomendo. Fale com a nossa parceira Egali ou procure uma empresa de confiança. Existem opções para todos os bolsos e idades!

Bom, o post ficou meio longo, mas se você leu até aqui é porque deve estar mesmo afim de aprender um outro idioma :) Agradeço a participação dos amigos convidados e espero que tenham ajudado a dar uma ideia de como pode ser esse grande desafio.

OBS: Como recebemos outros depoimentos, esse post ganhou uma segunda parte! Não deixe de dar um pulo lá para curtir mais histórias interessantes sobre o aprendizado de novos idiomas: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2).

Abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Post to Twitter

Minha cidade, meu destino: Aix-en-Provence (Natalia Itabayana | Destino Provence)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série “Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. A nossa sétima convidada (a série está crescendo!) Natalia Itabayana, do blog Destino Provence, traz dicas de um destino bem charmoso – mas não tão conhecido – chamado Aix-en-Provence. Esta cidadezinha estudantil do sul da França reserva belas surpresas aos visitantes, então aproveite para conhecer algumas delas:

Quando Michel me convidou pra participar da série de “Minha cidade, meu destino” fiquei hiper feliz, dei pulinhos de felicidade e pensei que seria tarefa simples justamente pelo fato de Aix-en-Provence ser uma cidade pequena (a cidade conta pouco mais de 145 mil habitantes), mas me enganei totalmente. Apesar do pouco tempo passado aqui – em março próximo completaremos três anos morando na terra de Cézanne – já tenho meus lugares preferidos na cidade, e é inútil dizer que a listinha inclui mais de cinco itens! Mas o desafio é interessante, e deixo aqui minha seleção dos lugares que mais gosto na cidade.

Promenade de la Torse é uma grande área verde às margens do riozinho Torse onde passei o último verão fazendo pique-niques com minha cachorrinha – e ninguém me olhou torto por isso! – e que buscamos incluir nos nossos roteiros e bike, mas que acabei incluindo no roteiro de corrida também, e me surpreendi numa dessas ocasiões ao ver uma roda de capoeira animada por instrutores brasileiros durante o verão. Nas férias o local é muito frequentado por famílias que vão fazer pique-nique e atividades esportivas, mas também por esportistas e muitas pessoas que levam os cães pra passear. No inverno a grama verdejante perde um pouco da cor e pode eventualmente ser coberta por uma fina camada de neve, fato que alegra e muito as crianças da escola que fica ali perto que aproveitam pra brincar durante a recreação!

Montanha Sainte-Victoire é meu equivalente em Aix da torre Eiffel. Cada vez que saio de casa dou uma espiadinha nessa grande montanha de calcáreo que, à primeira vista (principalmente no inverno) nos faz acreditar que está coberta de neve justamente pela sua cor clara. A estradinha que nos leva até a Sainte-Victoire é a Route Cézanne, caminho percorrido inúmeras vezes pelo artista durante suas caminhadas até seus locais de trabalho – foi justamente numa dessas caminhadas que Cézanne, pego de surpresa por uma chuva, adoeceu e não resistiu dias depois. Caminhar pela montanha é uma boa pedida em dias sem nuvens, em alguns pontos temos uma vista maravilhosa da região, sem falar no perfume de pinho, alecrim e outras ervas da Provença que sentimos ao longo das trilhas, devidamente sinalizadas indicando percurso e tempo até determinados pontos de interesse. A Route Cézanne passa bem pertinho da Promenade de la Torse e foi durante uma das nossas primeiras pedaladas até a montanha que visitamos o local pela primeira vez.

Estátua Rhône e Durance – fachada do edifício des Halles na Place de l’Hôtel de Ville
Quando eu ainda estudava francês pra estrangeiros na universidade aqui uma professora fez um comentário que atiçou minha curiosidade. Numa conversa sobre a região ela nos pergunta se já havíamos atentado para a estátua que orna a fachada do edíficio onde hoje se encontra uma biblioteca, mas que antigamente recebia os comerciantes de trigo da região, Halle aux grains, que fica próximo ao Hôtel de Ville. Como nenhuma pessoa do grupo havia parado para apreciar a estátua em questão, ela nos descreveu : um homem e uma mulher, cobertos por produtos agrícolas cultivados na região, como trigo e uvas, e que representam, respectivamente, o rio Ródano e o rio Durance. Vale lembrar que, em francês existe uma diferença de gênero quando se trata de um rio que deságua no mar, o fleuve, no masculino, e um rio que deságua em outro rio ou num lago, a rivière, no feminino. Por isso a estátua representa um casal, e graças é justamente a eles que a agricultura pode ser desenvolvida nessa região árida que é a Provença.

Jardins do Pavillon Vendôme
Minha “descoberta” mais recente são os jardins desse belo edifício do século XVIII, nas proximidades das termas da cidade. Por ser justamente uma região que fica muito fora dos meus roteiros habituais, acabei deixando pra depois minha primeira visita ao lugar, que visitei pela primeira vez no verão desse ano, num dia que decidi sair em busca justamente dos lugares da cidade que ainda não tinha visitado. Gostei tanto do lugar que ele rapidinho ganhou lugar de destaque nos meus cantinhos prediletos da cidade por ser um lugar calmo onde podemos descansar, ler um livro ou fazer um lanche enquanto apreciamos o jardim no melhor estilo francês, sempre muito bem cuidado. Também é um lugar muito legal pra um passeio com as crianças, tem uma grande área de jogo com o piso emborrachado (todas as áreas de jogo que já visitei na cidade são assim, uma ideia interessante pra evitar escorregões mas também pra amenizar eventuais consequências de tombos). O jardim não é a única atração, o pavillon em si é aberto à visitação (entrada por 3,50€) e os visitantes podem conferir o estilo de uma residência de luxo da época, com seu mobiliário e decoração típicos, além de outras exposições temporárias.

Rua Verrerie
É nessa rua do centro, que fica logo atrás do Hôtel de Ville, que a noite acontece na cidade. São vários bares e restaurantes, além de pequenas boates (pequenas mesmo, no subsolo de prédios construídos há, pelo menos, 200 anos) onde os vários estudantes que habitam a cidade durante a maior parte do ano, além de turistas e os jovens da cidade vão em busca de diversão. No Saint-Patrick’s day, por exemplo, a rua fica intransitável, e todos os bares da cidade vendem a Guiness. Gosto muito do The Kerry, um pub em estilo irlandês que ganhou meu coração quando começou a vender a cerveja Duff, que o Homer Simpson bebe (eu e minhas referências). O ambiente é legal e os grandes barris de cerveja que fazem as vezes de mesa são meu sonho de decoração no meu apartamento (de novo, eu e minhas referências). Mas atenção : os bares da cidade fecham às 2 da manhã, e o recado é dado de uma só vez : as luzes são acessas 10 minutos antes do fechamento, e se ainda temos cerveja nos copos, eles trazem copos de plástico pra não sairmos no prejuízo. Depois desse horário é só esticar a farra nas boates (Scat na rua Verrerie ou Mistral na rua Frédéric Mistral).

Natalia Itabayana
Blog: Destino Provence
Twitter: @destinoprovence
Facebook: www.facebook.com/destinoprovence
Instagram: @nat_itabayana
Google+ | Tumblr

Confira aqui os outros posts da série “Minha cidade, meu destino”.

Post to Twitter

Minha cidade, meu destino: Paris (Laura Prospero | Laura em Paris)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série “Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. Depois de três convidados morando em terras brasucas, chegou a vez de falar de uma das mais belas e charmosas cidades do mundo: Paris. E a nossa quarta convidada conhece tão bem a Cidade da Luz que trabalha como guia particular! Ela compartilha belas dicas e fotos incríveis no site Laura em Paris. Agradeço muito pela participação, mas chega de papo e vamos ao que interessa:

Quando recebi o convite para participar desta série de posts aceitei na hora, que oportunidade mais simpática para falar da cidade que escolhi para viver há 20 anos atrás. Muito obrigada por isto, Michel!

Minha história com Paris não é paixão, mas amor… sou feliz aqui com seus defeitos e qualidades. Minha atividade profissional nasceu daí, hoje sou guia particular.

Quando organizo os roteiros para os meus clientes levo em consideração seus sonhos, desejos e vontades. Não há certo, errado, o imperdível, etc… cada viagem é única. Mais do que lugares, tento mostrar o jeito de viver dos parisienses.

São tantos lugares que curto, sem falar da gastronomia… bem difícil escolher. Mas aí vai!

Meu Esporte Preferido ;)
Sempre falo brincando que o esporte preferido dos parisienses é não fazer nada (à primeira vista) nos jardins, principalmente sentados nestas cadeiras deliciosas do Jardin des Tuileries ou do Luxembourg.
Nada melhor do que relaxar com um bom livro ou simplesmente ficar, como diz uma amiga, “olhando a vida passar”.
Mais fotos aqui!

Parc de Belleville
Ver o pôr-do-sol é uma das coisas mais bonitas da vida. Tenho dois lugares preferidos para assistir a este espetáculo. Do terraço panorâmico de uma das lojas de departamento mais conhecidas de Paris ou do Parc de Belleville.
Tenho a sorte de morar bem perto deste parque que fica no norte da cidade. Gosto muito do lugar, bem popular e festivo.

Bassin de la Villette
Como o Canal Saint-Martin, o Bassin de la Villette é um lugar delicioso rodeado por bares, cinemas e restaurantes bem legais.
Raramente os turistas se aventuram nesta parte da cidade mas é muito frequentada pelos parisienses que encontram um lugar perfeito para passear, fazer pic-nics à beira do canal ou praticar atividades náuticas (a prática do remo e caiaque é gratuita aqui para as pessoas domiciliadas em Paris).

O Museu Albert Kahn
No município de Boulogne (final da linha 10 do metrô) fica um lugar muito especial pra mim, o Museu Albert Kahn. Três de minhas paixões estão reunidas neste museu: história, fotografia e jardins.
Aqui acontece um dos espetáculos efêmeros mais bonitos da primavera quando as cerejeiras estão em flor.
Vejam quem foi este homem incrível aqui!

Passarelle Simone de Beauvoir
Adoro esta passarela que simboliza bem a transformação desta região da cidade. Perfeitamente em harmonia com um bairro em plena mutação, ela liga a BNF – Bibliothèque Nationale de France e o bairro de Bercy.
Este bairro há atrações bem variadas. O Bercy Village (um centro comercial a céu aberto onde lojas e restaurantes ocupam antigos depósitos de vinho completamente renovados na década de 90), o belíssimo Parc de Bercy (imenso parque dividido em três partes com vários jardins diferentes e também a Cinemathèque Française).
E às margens do Sena muita animação nos barcos transformados em bares, restaurantes e sala de concertos. Entre eles o famoso Batofar.

Laura Prospero
blog: http://www.lauraemparis.com/
twitter: @lauraemparis
instagram: @lauraprospero
facebook: Laura em Paris

Confira aqui os outros posts da série “Minha cidade, meu destino”.

Post to Twitter

Uma volta ao mundo de Guinness Book

Trabalhando em um jornal aqui na Suíça chamado “20 Minuti” acabo me deparando com histórias incríveis como essa de dois Suíços que saíram 27 anos atrás para fazer a volta ao mundo de carro e ainda não voltaram pra casa!

A matéria explica que Emil Schmid “não sabe o que é saudade de casa”. Ele e a sua esposa Liliana deixaram a Suíça em um Toyota Landcruiser no longínquo 1982. O casal, originário de Wallisellen (Suíça), entrou para o Guinness Book com a mais longa viagem de carro – com nada menos que 676 mil quilômetros percorridos em quase 20 mil horas dirigindo!

O carro, mesmo depois de uma quilometragem de respeito e 30 anos como fiel companheiro de viagem, ainda é o mesmo! O casal sempre contou com um patrocínio da Toyota, que envia as peças de reparação grátis. Mas este patrocínio está para ser cancelado, já que a Toyota alega que o carro se tornou velho demais. Emil já prevê o triste fim: “O nosso carro tem 30 anos e já teve vários problemas no motor, no câmbio e ferrugem. Nesse momento apareceu um problema com a direção. Em breve chegará o dia em que não poderemos mais concertá-lo.

Mas – como poderíamos imaginar – eles não se desanimam: “Se não funcionar mais o carro continuaremos a nossa viagem de avião. Teremos que tomar cuidado com os gastos, mas conseguiremos”. Em tanto tempo na estrada não faltam aventuras pra contar. Entre as piores estão um ataque violento seguido de furto em Macedônia e também uma doença infecciosa depois que um cão mordeu Liliana nas Ilhas Tonga.

O que sempre garantiu essa vida “on the road” de dar inveja é a pensão dos dois. Emil, agora com 70 anos, afirma: “Gostaríamos de continuar o nosso caminho no mundo, até quando poderemos”, e emenda: “Não temos a idéia de voltarmos à Suíça pra passarmos nossos últimos dias lá”. Eles se encontram atualmente em La Réunion, no Oceano Indiano.

O site desse incrível casal aventureiro – www.weltrekordreise.ch – é atualizado, mas bem confuso. O conteúdo é incrivelmente vasto, fruto de tantos anos na estrada. A site é acessível em inglês ou alemão, mas qualquer um pode navegar e conferir um pouquinho do que eles já puderam vivenciar passando por cerca 170 países e registrando mais de 80.000 fotos!

E você, encararia uma aposentadoria assim?

Abraço e paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Post to Twitter

Concurso Fotográfico Paris Mon Amour

Fala galera! Depois de agitar dois concursos, chegou minha vez de virar concorrente!

Está rolando o concurso Concurso Fotográfico ‘Paris Mon Amour’ do blog A Viagem Certa (www.aviagemcerta.com.br | @aviagemcerta), para votar basta curtir a página deles no Facebook e depois minha foto (ou clique na imagem abaixo)!

A votação vai até o dia 20.07.2011 (até às 24h – horário de Brasília)!

Grande abraço e uma ótima semana!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Post to Twitter

Super entrevista com 5 casais que tiveram filhos no exterior

Opa galera! Fiquei muito tempo sem postar, mas acho que todos sabem o motivo! Dedicação total ao concurso fotográfico que está dando o que falar e está quase chegando na sua reta final!

Ainda sim arrumei um tempo para editar uma entrevista muito legal e interessante, mas como acabou ficando muito grande para um post, acabei editando em outro formato, o famoso PDF!

Ter filhos morando fora do Brasil pode ser uma aventura e tanto, então conheça um pouco mais sobre 5 super convidados do Rodando Pelo Mundo que já passaram por essa experiência!

(clique na imagem acima para baixar o arquivo – 450kb)

Muitas informações interessantes e curiosidades que valem a pena ser conferidas! Além dos textos, a matéria conta também com lindas ilustrações da Luciana Azevedo!

Agradecemos demais pela participação na entrevista: Luciana Azevedo (www.lalelilolu-illustration.com | http://nicolandoporai.wordpress.com | @_lalelilolu), Daniel Duclos (www.ducsamsterdam.net | @ducsamsterdam), Fabíola Adriana Pereira (www.dicasroteirosviagens.com | @fabi_pe) e mais dois amigões!

Bom, é isso aí galera! Espero que gostem e em breve volto com novidades sobre a grande final do segundo concurso fotográfico!

Abraços e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Post to Twitter