Minha cidade, meu destino: Ilha de Capri, Itália (Camilla Formisano | Capri)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série “Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. O vigésimo primeiro post da série traz coisas grátis para fazer em um dos destinos luxuosos do mundo, existe coisa melhor? Barbara Bueno, do blog Brasil na Itália, luta para valorizar o turismo brasileiro na terra da pizza e compartilha essas dicas super bacanas da italiana Camilla Formisano, confira:

5 dicas de programas bacanas e grátis na ilha de Capri, afinal lá também existem coisas grátis para fazer :-)

Vamos ser honestos, não dá para dizer que Capri é uma ilha barata, mesmo assim aqui também existem coisas interessantes para fazer grátis. Essas são algumas das minhas sugestões para uma visita em Capri sem gastar nada (balsa para chegar na ilha à parte). Porque nós acreditamos que a beleza é uma coisa democrática e que todos tem o direito de aproveitar.

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Um passeio pela espetacular Via Krupp
É um dos lugares mais bonitos de Capri, um caminho com subidas e descidas que vai contornando a montanha do centro de Capri até Marina Piccola. O panorama durante o percurso é o mesmo dos Jardins de Augusto, mas aqui você não precisa pagar nenhum bilhete ou entrada! Além disso, se você gosta de caminhar, em Capri existem diversas trilhas onde você poderá descobrir panoramas incríveis, veja mais aqui.

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Um mergulho na frente dos Faraglioni
Que tal experimentar o prazer de nadar em frente aos Faraglioni de Capri? Não é preciso entrar em um balneário a pagamento: em Marina Piccola existem duas praias com acesso gratuito, uma delas com vista para os Faraglioni. Elas ficam para os lados do “Scoglio delle Sirene” e costumam ficar bem cheias durante o verão. A água é sempre transparente, o único defeito é que o sol vai embora já na metade da tarde. Aqui você descobre mais sobre o acesso às praias de Capri.

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Visitar o parque filosófico da Migliera
Sessenta tijolos que simbolizam as máximas e aforismos da filosofia ocidental. Um percurso em meio à natureza e para a mente criado por um casal de suecos, em um dos lugares menos frequentados e selvagens da ilha.

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Visitar a casa de McKenzie em Cetrella
Nos arredores do eremitério de Cetrella, um pouco abaixo do topo do Monte Solaro, você encontra a casa do escritor escocês. Hoje ela foi transformada em um centro de estudo da fauna e flora local, aberto a visitantes. Para obter informações sobre horários de visita, basta telefonar para +39 081.8371157. É possível chegar lá com uma trilha que parte da Piazza della Vittoria de Anacapri (mais ou menos uma hora de caminhada).

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Vip watching entre a Piazzetta e a Via Camerelle
O ponto de encontro dos VIPs que vem passar férias na ilha de Capri, durante o verão são as mesinhas da Piazzetta e a Via Camerelle. Aqui você poderá encher os olhos com as vitrinas das lojas de luxo e parar para assistir aos artesãos que criam sandálias feitas  a mão ali na sua frente. O horário melhor para encontrar um “vip”? No final da tarde, após às seis, quando todos os turistas que vem apenas passar o dia já foram embora.

As dicas do artigo foram escritas por Camilla Formisano e traduzidas por Barbara Bueno do blog Brasil na Itália, que também passou para português o site Capri.com.

Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

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Rodando por St. Moritz, um dos principais destinos turísticos da Suíça (parte 1 – a viagem)

A Suíça é mesmo um país incrível, cheio de cenários paradisíacos e contrastes alucinantes. Faço esta afirmação depois de quase 8 anos morando aqui, sendo que, mesmo depois de tanto tempo, ainda consigo manter o prazer de viajar me sentindo um verdadeiro turista. Claro que ainda faltam muitas coisas pra explorar na terra dos Alpes, canivetes e chocolates, mas recentemente tive o prazer de viajar por um dos destinos turísticos mais conhecidos e badalados do mundo, a incrível região de St. Moritz.

A escolha do destino partiu de um desejo de longa data, uma viagem de trem com o lendário Glacier Express, que vai de Zermatt (Matterhorn) à St. Moritz (Engadine Superior), ou vice-versa. Esse trem panorâmico que viaja através dos Alpes suíços, também conhecido como “Expresso das Geleiras” sempre me fascinou, tanto que escrevi um post com informações sobre ele em 2010. Três anos se passaram e finalmente o sonho se realizou. Mas como esse é um post contando um pouco sobre a viagem, em breve publicaremos todos os detalhes sobre essa experiência única!

Desembarcamos na estação de trem de St. Moritz quarta-feira e fomos diretamente para o Hotel Laudinella, já que tivemos um contratempo na viagem e acabou ficando tarde. Com a escuridão, não deu para ter uma impressão do que nos esperava, mas na recepção entregaram uma bolsa que me fez perceber que a manhã seguinte recompensaria todo o cansaço da viagem – eram os documentos da Engadin St. Moritz, ente turístico oficial da região, que havia preparado algumas “surpresas” durante a nossa estadia.

Acordamos cedinho e depois de um café da manhã reforçado fui até a recepção do hotel, pois o nosso (minha esposa e filha me acompanharam nessa viagem) professor de Snowboard estava esperando. Em tantos anos morando aqui, o máximo que eu havia feito em relação a esse esporte era comprar as roupas adequadas, que finalmente acabei usando durante as 3 horas de aula. Quem já fez Snowboard sabe a sensação incrível que senti ao deslizar na neve. Consegui pegar uma base legal e até cheguei a arriscar algumas curvas, mas cair faz parte do processo de aprendizagem. Veja todos os detalhes e um vídeo sobre essa aula nesse post!

Depois da manhã toda de esporte, aproveitamos a tarde livre para passear pelo famoso centro da cidade, cercado por muitos hotéis e lojas para todos os gostos. A caminhada logo acabou virando uma correria, porque eu queria achar o melhor lugar para fotografar o Lago de  St. Moritz completamente congelado durante o por-do-sol. Pede informação de cá, tenta de lá, sobe, desce, uma parte do lago daqui, outra ali e nada de encontrar uma bela vista que rendesse uma foto panorâmica. Quando estava desistindo minha esposa achou a garagem de um prédio onde dava para ver o lago todo, aí foi só clicar como doido e aproveitar um dos contrastes mais bonitos que vi – neve, sol, montanha, cidade… tudo em uma harmonia incrível! Voltamos para o jantar no hotel com a satisfação e o cartão de memória completamente cheios :)

O centro da cidade foi o destino da manhã seguinte, mas desta vez com uma guia local que revelou todos os segredos e curiosidades de lugares que acabam passando desapercebidos – especialmente quando corro pra cima e pra baixo pra fotografar.

Ela nos pegou de carro no hotel e foi até o Estacionamento Serletta (Parkhaus Serletta), onde fica também a “The St. Moritz Design Gallery”, um lugar bem interessante com uma ponte que acabou se revelando o melhor lugar para fotografar o lago. O pensamento “ah, se eu soubesse…” foi inevitável. E vários outros cliques também.

Seguimos o passeio guiado pelo centro e fomos até o Olympia Bob Run, uma pista de gelo natural incrível, onde rolou o mundial de Bob e Skeleton (aqueles carrinhos que deslizam feito loucos fazendo curvas na neve) esse ano. Até o Ronaldo Fenômeno esteve por lá fanfarrando. Ainda não entendeu de qual esporte estou falando? É aquele do filme Jamaica abaixo de Zero (Cool Runnings, 1993), que já passou milhões de vezes na TV.

Já no caminho de volta para o estacionamento, paramos para um bom café na varanda do charmoso Chesa Al Parc (Kulm Hotel). O frio era grande, mas o sol e o dia eram muito bonitos. Tinha até um cobertor em cada cadeira para quem quisesse se aquecer melhor. Gostamos muito e parece que a noite eles se transformam em um ótimo restaurante. Darei muito mais detalhes em um futuro post sobre esse passeio.

Pegamos o carro e fomos até a estação na base da montanha Muottas Muragl, sem dúvida um dos lugares mais bonitos que já vi. Quando o trenzinho começou a subir (parece frase de mineiro) senti o incrível panorama que encontraríamos no alto. Uma paisagem de tirar o fôlego a cerca 2500 metros de altitude. E não só, mas a estrutura também era uma coisa de outro mundo, com um belíssimo restaurante, parque para crianças e muito mais. Passeamos um pouco mais pra cima das montanhas perto do restaurante e depois, quando a fome ficou mais forte que o frio, voltamos para almoçar. Comida muito boa, alto padrão. Tinha um terraço muito convidativo lotado de gente, mas preferimos uma mesa dentro do restaurante por causa da minha filha pequena. Saiba mais sobre essa experiência nas alturas nesse post!

Depois dos 2456 metros de Muottas Muragl, foi a vez dos 3057 de Piz Nair. Subi saindo do centro de St. Moritz, pegando dois trenzinhos até Corviglia e depois um bondinho, sempre junto com muitos esquiadores. Ver aquele planeta de neve de cima, tomando um café com “formiguinhas” que esquiavam pra por todos os lados, foi uma sensação muito legal. O tempo estava quase fechando, mas consegui fotografar bastante e até tive uma certa inveja dos malucos que desapareciam no horizonte com seus esquis. O jeito foi voltar tranquilo, com o bondinho só pra mim, aproveitando para fotografar todos os ângulos e contrastes.

Eu ando com esse problema ultimamente, meus posts acabam ficando gigantes! E olha que era apenas uma ideia do que foi a viagem! Faltou falar sobre muita coisa, vários detalhes e tudo mais, mas ainda vai rolar muita coisa sobre essa aventura muito bem breve aqui no blog!

Algumas atividades e passeios dessa viagem contaram com o apoio de Engadin St. Moritz (Facebook / Twitter) e Suíça Turismo (Facebook / Twitter).

Leia também aqui no blog:
Rodando por St. Moritz | parte 2 – Snowboard
Rodando por St. Moritz | parte 3 – Muottas Muragl

Grande abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com
facebook / twitter

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Minha cidade, meu destino: Milão (Magê Santos | Milão nas mãos)

Quantas vezes você pensou em viajar dentro da própria cidade? Muitas vezes deixamos de aproveitar muitas coisas que estão debaixo dos nossos narizes, e foi por isto que convidei alguns amigos especiais para participarem da série“Minha cidade, meu destino”, onde cada um irá publicar 5 fotos e 5 dicas especiais. Chegamos ao décimo quinto post da série, e esse “Debut” nos enche de orgulho, por ter contado com a participação de grandes blogueiros falando sobre os mais diversos destinos mundo afora. Como toda festa de debutante que se preze, a Magê Santos do blog Milão nas mãos caprichou e foi muito além das 5 dicas, ela compartilha 5 categorias para você aproveitar o que a cosmopolita capital da moda tem de melhor!

Quando me candidatei a participar da série “Minha cidade, meu destino” logo comecei a me preocupar com uma dificuldade minha quando tenho que falar de Milão: conseguir escolher poucas coisas. Nesse caso, eram cinco.

Fiquei com aquilo na cabeça por dias, até que resolvi escolher 5 categorias, assim poderia reunir uma série de dicas da cidade que me recebeu há 11 anos, quando me casei com um milanês.

O meu encantamento por Milão era coisa de adolescente, coisa de páginas de revistas, onde eu via essa cidade elegante, já capital da moda. Depois que cheguei na cidade dos meus sonhos tudo isso só aumentou, porque só quem vive aqui sabe que Milão vai muito além da moda. É uma cidade discreta, de beleza pouco óbvia e com uma história riquíssima. Aqui está o meu potpourri de Milão para vocês.

O melhor do centro
Estão em todos os guias de turismo e não tem como fugir deles (e nem devem). Os grandes símbolos da cidade estão concentrados no centro. O majestoso Duomo de Milão impera absoluto na praça, com seus 135 pináculos e mais de 2.000 estátuas. Não deixe de visitar o telhado e os subterrâneos de uma das mais importantes catedrais góticas do mundo.

Mas a praça também hospeda pérolas como o Palazzo Reale (sede de importantes mostras), o Museu Novecentos e a famosa Galeria Vittorio Emanuele, construída entre 1865 e 1877 para ser um elegante corredor coberto que ligasse a praça Duomo à praça Scala. Entre e caminhe devagar, olhando para cima e apreciando os afrescos, estátuas e a magnífica cúpula de vidro. A lenda turística aconselha a apoiar o calcanhar no famoso toro a mosaico que fica no chão quase em correspondência com a cúpula e dar 3 voltinhas. Todo mundo faz.

Atravessando a Galeria Vittorio Emanuele, você vai encontrar a Praça Scala, que tem o nome de um dos mais famosos teatros de lírica do mundo. O exterior do teatro não impressiona, mas não deixe se desiludir: compre um ingresso para visitar o museu do teatro e você vai poder dar uma espiadinha na sala. Suntuosa!

E já que você está pelas imediações, não deixe de entrar na loja de departamentos La Rinascente para dar uma olhadinha e na saída prove o delicioso panzerotto do Luini que fica ali do lado, na Via Radegonda.

Do lado oposto da Praça Duomo, pegando Via Dante, você vai encontrar o nosso castelo medieval, o Castelo Sforzesco, sede de muitos museus municipais da cidade.

Os museus
As opções de museus em Milão são realmente incríveis, mas infelizmente as vezes eu tenho a impressão que os turistas conhecem mais as lojas do que as coleções de arte dessa cidade. Uma pena, porque tem para todos os gostos.

Se você gosta de arte antiga e história, visite o Museu Arqueológico e o Museu de Arte Antiga do Castelo Sforzesco.

Para quem quer o melhor da arte italiana dos grandes nomes, não pode deixar de visitar a Pinacoteca de Brera, a Pinacoteca do Castelo e a Pinacoteca Ambrosiana: Da Vinci, Caravaggio, Rafaello, Tiziano, Bergognone, Luini, Piero della Francesca. A lista é tão longa que daria um outro post.

Para os amantes da arte contemporânea a cidade oferece dois grandes e novos museus: o já citado Museu Novecentos na Praça Duomo e a belíssima Gallerie d’Italia na Praça Scala com o seu Canteiro 900. Essa última é a coleção privada de um banco e exibe também, em dois maravilhosos palácios uma coleção dedicada a arte do século 19. Até o momento a Gallerie d’Italia tem entrada gratuita e vale realmente uma visita.
Para os interessados em arquitetura , design e gráfica, Milão é a cidade ideal e você não pode deixar de visitar a famosa Triennale que tem sempre um calendário recheado de mostras sobre os temas.

Mostras temporárias e instalações interessantes você encontra no espaço HangarBicocca, que tem entrada gratuita.

E para fechar (por que a lista seria realmente imensa), a cidade também tem quatro casas-museus de valor histórico e artísticos imensos. No centro ficam a Poldi Pezzoli e Bagatti Valsecchi, duas casas do final do século 19 repletas de obras de arte e móveis expostos nos quartos e salas como se o tempo não tivesse passado. No eixo do Corso Venezia encontramos a minha menina dos olhos, a Villa Necchi Campiglio (1935) e a casa Boschi De Stefano (1950) que expõe a coleção privada de obras do século 20 do casal que morava ali.

Compras
Talvez alguém pense que tudo já tenha sido dito sobre compras em Milão, afinal, o turista que chega aqui já sabe onde ir. Para as compras de luxo todos correm para as ruas da moda (Via Montenapoleone, Sant’Andrea, Spiga e Manzoni) e arredores. As compras mais acessíveis, mas não menos interessantes, estão no eixo de ruas como Corso Vittorio Emanuele, Corso Buenos Aires e Corso Vercelli.

Mas se você quer realmente sair do óbvio e experimentar compras mais interessantes e descoladas, a minha dica é se aventurar em Corso di Porta Ticinese e arredores que propõe lojas e brechós realmente interessantes como Cavalli e Nastri, Wait and See, My Room, Serendeepity, Par5 e muitas outras.

Em Brera e Corso Garibaldi você também encontra opções legais para compras descoladas.

Bairros
Pouco ou muito tempo que você tenha, deixe de ficar dando voltinhas só pelo centro e se adentre para um passeio sem compromisso entre as lojas, galerias e brechós em bairros como Brera e Navigli ou procure um restaurante legal na interessante Zona Tortona, área industrial da cidade nos anos 60 que hoje foi redescoberta por artistas e estilistas que ali transferiram estúdios e escritórios.

O recente fenômeno da verticalização de Milão você pode ver em bairros como Porta Nuova e Milano City Life, a área da ex feira que está se transformando em um parque e bairro residencial.

Happy Hour
Aqui é chamado de aperitivo, existe em todo o país, mas o happy hour que hoje todo mundo frequenta na Itália foi inventado aqui. Milão é “a” cidade do aperitivo. A partir das 18 quase todos os bares, centrais e periféricos, caros e baratos, descolados e chiques propõe um buffet de infinitos pratos disponíveis para quem entrar para tomar um drink, que tem preços por volta dos 10-12 euros (alguns bares e restaurantes não têm buffet e servem à mesa um prato com uma seleção de petiscos).

Você descansa depois de um dia de turismo, toma um drink, come e vive a cidade como um milanês.

Aventure-se então nos mais diferentes bares da área do Navigli, Brera, Porta Nuova ou no centro. Spritz, Terazza Aperol, Corsia dei Giardini, Cream Lounge, Bar Brera e Jamaica são só algumas das muitas opções em Milão que você pode conhecer.

Magê Santos
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Confira todos os posts da série “Minha cidade, meu destino”.

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Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2)

Existem posts despretensiosos que acabam “ganhando vida” e fico feliz de ter sido o caso do “Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras“. Foi muito legal compartilhar experiências de convidados especiais e acabei recebendo outros depoimentos, então decidi compartilhar mais perrengues e coisas inusitadas durante o aprendizado de novas línguas.

Como havia falado, moro em um país com 4 línguas oficias (Suíça) e estou sempre com pessoas que falam os mais diversos idiomas. Acho chato quando não consigo entender, mas é um incentivo para continuar aprendendo sempre! Nessa segunda parte são citadas línguas famosas como inglês, espanhol, alemão e italiano, mas também de línguas inusitadas como hinglish e suíço-alemão. Agradeço a participação e convido você a deixar um comentário contando a tua experiência pessoal – já que o sistema de aprendizado pode ser parecido, mas cada um reage e absorve de um modo diverso. Here we go:

HOLANDÊS: Os holandeses fazem questão que você fale a língua deles caso você decida deixar a turma dos turistas e resolva se misturar com os nativos na muvuca de bicicletas de uma maneira um pouco mais permanente. Pra alguns candidatos a holandeses honorários é exigida uma prova e/ou um curso pra demonstrar/adquirir o domínio do idioma ao ponto de poder dizer “holandês não é só alemão com algumas palavras roubadas do francês e do inglês, é uma língua totalmente diferente” com a cara limpa, sem rir e acreditando. Mas o engraçado (ou trágico) é que essa questão toda de que os novos companheiros de ciclovia aprendam o linguajar local é acompanhada de uma estranha recusa de falar o linguajar local com os novos companheiros de ciclovia. É assim, eles acham uma gracinha se você é turista e está fazendo um esforço, aprendeu a dizer “dank u wel” e “goedemorgen”. Agora, se eles notam que você não é holandês, já viram pro inglês. E desenvolver a cara de pau de insistir no holandês quando eles te olham com uma cara de “que língua você está tentando falar?’ (“a sua, a SUA!), é um dos principais desafios – e um dos mais importantes para poder aprender a língua. Porque no fim, língua, como qualquer coisa, se aprende errando.
Daniel Duclos | @ducsamsterdam | Ducs Amsterdam ]

INGLÊS (HINGLISH*): Eu fiz um curso intensivo de inglês antes de partir para meu intercâmbio. Mais: eu, que nunca fui muito bom em dominar novos idiomas, já dava aulas básicas de inglês no tal curso, pouco antes de pegar meu certificado. Isso significa que eu entrei no avião achando que seria simples passar seis meses me comunicando em outro idioma o que, óbvio, não foi. É que eu fui viver na Índia, país onde o inglês não é a língua principal – esse é o papel do hindi. O idioma dos colonizadores é só mais um no meio das dezenas que existem por lá. No meio de uma verdadeira Torre de Babel, é claro que o inglês não é igual ao que é falado na terra da Rainha. Palavras, sotaques, pronúncias são diferentes no inglês indiano, a ponto de ter gente que chama essa língua por outro nome: *hinglish, mistura de hindi com english. Sério, pode procurar que tem até verbete na Wikipédia provando que o hinglish existe. Aprender alguma coisa de hinglish não foi apenas uma experiência divertida, mas necessária para a sobrevivência. Só assim era possível comprar produtos nas feiras, pegar tuk-tuks para voltar para casa depois do trabalho e, o mais importante, me comunicar no tal do trabalho. E olha que a língua oficial na empresa nem era hindi, mas punjabi. Um dos meus chefes, inclusive, não falava hindi, só arranhava o inglês e tinha como língua nativa o punjabi. E no meio disso tudo ainda estavam outros estrangeiros, já que lá também trabalhavam uma americana, uma húngara, uma russa e vários brasileiros, afinal todo mundo sabe que brazuca atrai mais brazuca. Muitas vezes eu não entendia o que falavam comigo. Meu consolo é que eu tenho certeza que eles também não faziam ideia do que dizia, em hinglish ou em inglês mesmo.
Rafael Sette Camara | @360meridianos | 360meridianos ]

ITALIANO/INGLÊS: Eu sempre fui apaixonada por línguas. Desde criança, prestava atenção em legendas de filme, em músicas, em tudo o que era em inglês. Tentava imitar os sons e aprender sozinha. Acho que essa paixão foi o que me fez começar a gostar tanto de viajar! Hoje, quando viajo, é a mesma coisa. Fico tentando aprender palavras novas e me comunicar na língua local! E eu descobri que tenho muita facilidade em pegar o sotaque dos lugares. Isso é bom e ruim para aprender uma língua nova! Bom porque quem escuta tem a sensação que eu falo bem porque parece com o que eles estão acostumados. Ruim, porque as vezes eu faço vários erros de gramática, mas eu não percebo porque fica “escondido” atrás do bom sotaque!
Eu estudei italiano muitos anos da minha vida e, em 2004, morei na Milão com duas italianas da Sicília. Foram elas que me ensinaram a falar italiano bem. Alguns anos depois, já no Brasil, conheci dois italianos e sempre que eu conversava com eles, percebia que eles se olhavam com uma cara estranha. Um dia perguntei se era porque eu falava mal italiano, e eles falaram que na verdade eu falava algumas palavras de um dialeto da Sicília e com um sotaque muito forte! Foi ai que percebi que sem querer, eu estava “imitando” o jeito de falar das minhas amigas!
[ Dri Lima | @DicadaDri | Dica da Dri ]

ALEMÃO: Já li em algum lugar que uma vida não é suficiente para aprendermos verdadeiramente o alemão. Não concordo inteiramente com isso, mas o fato é que o idioma requer muito estudo, dedicação e paciência! Cheguei à Alemanha em 2010 só com o nível básico. Nos primeiros dias tinha uma confiança surpreendente, falava com os vendedores, comprava as coisas e me virava sozinha. Depois, vi que não seria tão fácil. Tinha três meses para ser aprovada na proficiência de nível intermediário, exigência do mestrado que ia fazer. Fiz um curso intensivo aqui na Alemanha, estudava 10 horas por dia e passei. Na época, achei que tudo seria naquele ritmo crescente de aprendizado que vinha alcançando. Mas chegar a um nível avançado é muito mais difícil, nem sei mensurar, pois ainda não estou lá. O alemão não é daquela língua que basta ouvir sempre ou morar no país que você aprende perfeitamente. Quando não tinha tempo para estudar – por causa das aulas do mestrado, em inglês – meu alemão despencava muitos degraus. Eu vivia na Alemanha, mas também precisava ter tempo de estudar todos os dias. Agora, já com o mestrado terminado, voltei aos meus estudos diários e encontro mais segurança a cada dia. Ainda não trabalho, este é o meu próximo desafio. É gratificante quando elogiam a minha desenvoltura, mas é igualmente desanimador quando cometo um erro bobo. E os erros acontecem com maior frequência que os elogios, infelizmente. Mas gosto do idioma alemão, é uma língua lógica e desafiadora. Acho sinceramente que, para atingirmos a fluência, devemos estudar para sempre. É muito agradável ver os nossos avanços, dá uma energia extra para continuar! Não busco, contudo, a perfeição. Reconheço as minhas fraquezas no sotaque, por exemplo! Desejo que um dia eu consiga me expressar completamente, este é o meu objetivo.
Giselle Gurgel | @fraugurgel | Frau Gurgel ]

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INGLÊS: Aprender a falar inglês é algo que muitos têm como objetivo, mas aqueles que vão em busca de uma profunda imersão no idioma, em um país onde essa seja a primeira língua, logo percebem que o investimento terá retorno certo. A minha experiência por 3 meses na Nova Zelândia (2008) e agora 2 anos de Austrália (2011 – 2013) estão fazendo e sempre farão uma grande diferença na minha vida. Assim como muitos brasileiros, quando cheguei aqui em Sydney, em fevereiro de 2011, pensei que sabia falar inglês, só porque fiz um curso de 1 ano no Brasil e passei uma temporada de 3 meses na Nova Zelândia, achava que chegaria aqui “abafando”. Logo percebi o quão enganado eu estava. Percebi que falar inglês é muito mais do que dominar um pouco de gramática e ter um certo vocabulário. Percebi que não é apenas falar um inglês correto que é importante, mas sobretudo, saber identificar o contexto no qual estamos inseridos e nos adequarmos a ele. É aí que entram as Collocations (combinações de palavras), as SLANGs – (Street Language), as expressões idiomáticas (idioms) e os phrasal verbs, muito importantes para a “sobrevivência” de um estrangeiro num país de língua inglesa. Sem esses 4 elementos que mencionei acima, você pode até ter um inglês BOM, as pessoas lhe entenderão, mas você NÃO soará natural. E isso poderá ser determinante na sua interação com os “locais”. O australiano, por exemplo, por ser um povo bastante reservado, tem a tendência de NÃO fazer amizades tão facilmente, diferente de nós brasileiros. Normalmente, eles se mantém em seus grupos de amigos, surfistas, colegas de trabalho, etc. Adivinhem o que pode quebrar essa barreira? Um inglês fluente e natural, uma pronúncia “bacana” e um conhecimento geral sobre a cultura do lugar. É assim que vejo muitos brasileiros se sobressaírem, em suas relações sociais e na vida profissional aqui no país dos cangurus!
Sávio Meireles Lemos | colaborador Um Mundo em Uma Mochila ]

INGLÊS/ESPANHOL: Fui daquelas crianças que aos 9 anos já estava fazendo inglês numa dessas escolas de idiomas que se multiplicam por aí. Depois, foi a vez de aulas de espanhol ainda no colégio. Aos 15 anos, já me virava muito bem nos dois idiomas, no entanto, ambos apenas me serviam pra traduzir músicas adolescentes e pra me dar bem no vestibular, afinal, consegui praticamente zerar em física, mas gabaritar em inglês. Pois bem. Já na universidade e trabalhando desde os 16 anos, confesso que minha “carreira” nunca exigiu muito dessa área. Com exceção da leitura de alguns textos e livros nos tempos de Faculdade de Educação. O tempo foi passando e a falta de prática, principalmente em conversação, me fez perder muita coisa. Uma pena. Aos 21 anos me formei e resolvi resgatar meu inglês num intercâmbio pelos EUA. Na verdade, o idioma foi a “desculpa’ pra poder viajar e começar a conhecer o mundo. Preparei toda a burocracia, pagamos todo o programa, tinha encontrado a minha família americana em New Jersey, mas eis que aos 45min do 2o tempo surgiu a ótima e irrecusável oportunidade de trabalhar com o que eu mais queria aqui em São Paulo e acabei cancelando o curso. Sim, me chamaram de maluca, afinal estava trocando os EUA por um trabalho numa comunidade carente na zona sul paulistana. Não, não me arrependo, pois nunca tive o sonho de morar nos EUA. O tempo passou novamente sem exigir muito do meu inglês e do espanhol, até que tive a chance de “morar” um mês em Amsterdam, pois meu namorado na época morava/trabalhava lá. Enquanto ele trabalhava o dia todo, eu tinha que me virar pela cidade, mas do holandês só aprendi a sorrir pra todos e dizer “alstublieft” em toda e qualquer situação. Mas percebi que eles aceitavam bem o inglês, diferentemente dos franceses e logo me forcei a resgatar o inglês adormecido e não utilizado de anos. Em meio à muita tensão em supermercados, drogarias, lojinhas, mas aliada à minha cara de pau eterna, consegui sobreviver. E dali em diante, vi que era possível e da forma que eu mais gostava. Caí no mundo, voltei à Europa e fiz algumas viagens pela América Latina, ora acompanhada, ora sozinha, onde reaprendi meu espanhol/inglês e a cada destino novo, me distancio daquele portunhol safado que é até bem aceito e falado no Uruguai, Argentina e Chile, mas à medida que você vai subindo o continente, como em Cuba ou Costa Rica, por exemplo, vai se exigindo cada vez mais de você. Como diz o velho ditado: “a necessidade faz o homem”. Portanto, com uma noção do idioma (sim, é importante saber algumas expressões/palavras no idioma do país que você está viajando. Acho elegante e só contribui!), com uma dose de cara de pau para conhecer gente e interagir, outra de disposição pra aprender com as situações num país que não é o teu, provavelmente você melhorará e muito a sua forma de compreender e falar outro idioma. Meu trabalho no Brasil continua exigindo pouco do meu inglês/espanhol, mas a cada viagem planejada e vivida, volto a ter a segurança dos meus 15 anos, quando estava no ápice dos eternos cursinhos de línguas. Leve a sério todos os clichês que você já deve ter ouvido e lido por aí a respeito de viagens e VIAJE. Como professora, posso dizer que o melhor aprendizado não vem da lousa, dos exercícios de fixação ou das provas bimestrais. O maior aprendizado vem das experiências vividas por aí, no momento em que você sai da sua zona de conforto.
[ Vanessa Aguilera | @aguilera13 | Diário de Mochileiro ]

ALEMÃO: Vim para a Alemanha em Março de 2012. A idéia era ficar apenas 6 meses. Mas, francamente, eram muitos castelos, cervejas e pessoas para se conhecer em apenas um semestre. Sempre quis aprender alemão na minha vida. Meu plano caiu por água abaixo quando cheguei em Berlim e me dei conta que estava em uma metrópole, onde todo mundo fala inglês e você praticamente não acha um trabalho se não for bilíngue. Eu tinha alguma noção desse idioma tão maravilhoso antes de vir pra cá, mas minha paixão só cresceu depois que mergulhei fundo na língua das assustadoras declinações e das palavras de mil letras. Joguei o inglês pra escanteio e insisti. O baque inicial passa depois do tempo :) Senti falta do Brasil e voltei para as férias no fim de 2012, mas não resisti: Achei um jeito de voltar pro velho continente rapidinho. Minha paixão pela Alemanha é como aqueles amores intensos que a gente tem na vida. Eu ainda tenho muito mais a aprender. Eu continuo conhecendo pessoas, castelos e cervejas, mas agora em Munique, uma cidade bem mais tradicional e bem menos internacional do que Berlim. Aprender alemão pode parecer desesperador no início, mas o esforço vale a pena depois que você escuta em alto bom tom: “Menos de um ano aqui? Du sprichst aber gut Deutsch!”. Recompensador!
Thalita Milan ]

ALEMÃO/SUÍÇO-ALEMÃO: Ah.. esse alemão! Trauma!! Sou casada há muito tempo com um suíço alemão. No começo até estudava alemão aqui no Brasil para quando visitasse os familiares do marido. Mas chegava na Suíça e ficava na mesma, sem entender nada, pois o dialeto é bem diferente! Procurei então “aprender” o dialeto, e o que resultou disso é uma misturada danada! Falo tudo errado, mas a gente acaba se entendendo…
Tânia Ruf ]

Agradeço mais uma vez a participação, não deixe de conferir o post onde tudo começou: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras.

Abraço e paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com 

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Guia completo: Companhias aéreas low cost europeias

NOTA: Esse guia, criado por Michel P. Zylberberg (autor do blog Rodando Pelo Mundo), foi publicado originalmente no site Melhores Destinos.

Em tempos de crise nada melhor do que economizar, ainda mais se tratando de viagens pela Europa! Neste post você irá conhecer um pouco mais sobre essas empresas “low cost, low fare”, ou seja, de baixo custo e baixa tarifa. Essas companhias surgiram nos anos 90 e  mudaram completamente o perfil das viagens europeias, reduzindo drasticamente os custos e desenvolvendo um sistema de concorrência capaz de fazer tremer muitos gigantes da aviação.

Muito provavelmente você já ouviu falar de nomes como Easyjet e Ryanair. Estas são as duas empresas mais conhecidas nesse mercado que ganha sempre mais força e que hoje já conta com mais de 60 companhias (este número muda sempre). Mas tenha em mente o famoso provérbio “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”, já que o preço baixo pode acabar virando um pesadelo. Esse guia foi desenvolvido com base na minha experiência pessoal e, claro, muita pesquisa.

Indo da Itália para a Suécia com a Easyjet, considerada uma das melhores

À primeira vista tudo pode parecer negativo, mas quero deixar claro que viajar com empresas de baixo custo pode ser uma ótima opção! Eu mesmo já voei várias vezes e poderia ter evitados alguns gastos extras se soubesse de alguns dos detalhes que listarei aqui. É o que desejo para quem ler esse post: que fique consciente de todas as regras, limites e proibições, para que não tenha problemas nas próximas viagens. Vamos lá:

PESQUISAR

Sem dúvida a melhor forma para receber as promoções é assinando as newsletters (boletins de novidades) das empresas. Nelas são divulgadas em primeiríssima mão os melhores preços, assim você terá sempre uma chance maior de aproveitá-los. Aliás, viu uma oferta maluca e imbatível? Compre! Esperar pode ser “fatal”.

A absoluta maioria dessas empresas são “virtuais”, com toda a estrutura online (reduzindo ainda mais os custos com pessoal e estruturas físicas). E online também são as pesquisas. O site Skyscanner.net é o melhor e mais famoso buscador de empresas low cost (banco de dados com todas companhias, com exceção da Ryanair), mas existe também outros como WhichAirline (antigo Fly Low Cost Airlines) e Europelowcost que pesquisam empresas low cost e normais.

Pesquisando no Google você encontrará uma infinidade deles. Você pode usar também como referência outros buscadores como Kayak , Momondo, Dohop e Flycheapo . Busque, pesquise, compare e… não compre! Veja o voo que mais vale a pena, vá ao site da empresa escolhida e compre diretamente lá (veja a lista completa no fim do post). Dê também preferência às empresas com base (hub) nos destinos pelos quais você irá passar, como por exemplo a Air Berlin se você for para Berlim.

ORGANIZAÇÃO

Uma boa organização pode fazer valer o baixo custo das passagens e as incríveis promoções, já que um voo normal (que dura em média 3 horas) geralmente custa em torno de 200 reais – mas em muitos casos o preço pode chegar a ser irrisório. E um ponto fundamental é deixar a preguiça de lado e ler todas as regras e observações da empresa, aquelas letrinhas pequenas das quais não nos preocupamos ao fechar a reserva. Lendo os próximos pontos você irá entender melhor.

Antes de tudo será necessário muito planejamento, pois o ideal é comprar as passagens cinco meses (ou no mínimo três!) antes da data da viagem, garantindo os melhores preços – especialmente se a viagem for em alta temporada (verão europeu, de junho à agosto), feriados e fins de semana. Quanto mais perto da data da viagem, mais caras serão as tarifas.

Se aparecer a oportunidade de voar de última hora, dê preferência aos voos de madrugada (red eye) ou de manhã. Se for fazer escalas, é preciso ter uma grande flexibilidade com horários, já que atrasos e cancelamentos de voos são frequentes entre essas empresas.

Os impostos e taxas mudam completamente de acordo com o país de origem/destino, deles não tem como fugir. O que você deve é evitar todos, ou pelo menos quase todos, os extras oferecidos durante a compra das passagens. Esses itens adicionais podem transformar completamente (até mesmo triplicar) o preço final. Não se esqueça de ler tudo com atenção e desmarcar itens desnecessários. A compra online não tem custo adicional, mas por telefone sim. E esqueça as agências de viagem!

A questão do seguro também é complexa, mas se for comprar, escolha o do seu cartão de crédito e compre separadamente (viagem, saúde, extravio de bagagem, cancelamento do voo…). Para mudança de datas ou dados você verá a tua low virar high ou até mesmo mission impossible! Escolhendo essas companhias o ideal é sempre ter um seguro para cancelamento do próximo voo, do hotel, aluguel do carro, etc..

AEROPORTO

Estamos acostumados a viajar nos maiores aeroportos, em zonas centrais e de fácil acesso – é algo que já está no nosso inconsciente. Mas se tratando de low cost esse conceito muda completamente. Para ajudar a reduzir os custos e taxas essas empresas usam aeroportos secundários, longe dos grandes centros ou até mesmo em cidades vizinhas – o que representa difícil acesso. Não deixe de pesquisar a localização, distância, tempo de percurso e tipos de trasporte que serão necessários no deslocamento entre aeroporto e o seu destino final.

O preço da passagem de ônibus, trem ou táxi poderá ser mais caro do que a própria passagem de avião – e o custo final muitas vezes pode superar o preço do voo em uma companhia normal, com muito mais comodidades e regalias. Sem falar do tempo perdido.

Um exemplo prático? Algumas empresas usam o Aeroporto Paris Beauvais, que na verdade fica a 90 km do centro de Paris. O ônibus custa 14 euros e demora 1h15. De táxi? Bom, se você escolheu uma low cost, provavelmente não irá gostar de pagar até 150 euros por esse trecho. Isso nem sempre acontece, por isso pesquise! Especialmente se voar com a Ryanair, que é a mais famosa por usar esse tipo de estratégia. Uma super dica é o site (em inglês) A-Z World Airports Online.

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BAGAGEM

Pesquisou, organizou, estudou o aeroporto e decidiu comprar? Atenção com um outro ponto crítico: a bagagem (de mão e despachada). O conselho unânime entre todos que dão dicas sobre viagens low cost é: viaje com o mínimo indispensável, ou seja, apenas uma mala de mão dentro dos limites permitidos. E quando digo mala de mão, é apenas um volume. Nada de bolsas, câmeras fotográficas, pochetes, etc.. Quase todas as empresas exigem UM volume – seja mala ou mochila – com tamanho e peso limitados.

Um conselho é comprar uma mala em lojas especializadas. Eu mesmo já tive que despachar a minha mala de mão (pagando 30 euros!) na hora de embarcar porque as rodinhas ficavam de fora do box que media o limite das malas de mão da Easyjet! Que fique claro que o controle não é feito em todas as malas e algumas companhias são mais tranquilas, mas já tive problemas com a Ryanair por ter mais de um volume e é muito chato ficar espremendo tudo dentro da mochila – torcendo para ter o espaço necessário.

Brasileiro não está acostumado com essa precisão, muitas vezes acha um exagero, mas você irá arriscar de não embarcar (não tem perdão, acontece muito) e perder o voo? Uma vez vi uma senhora chorando no balcão do embarque em Milão porque a mala de mão era muito grande. Todos embarcaram e ela ficou para trás e muito provavelmente pagou caro para poder embarcar. Acredito que seja onde eles ganham mais extras, então deixe a malandragem e a cabeça dura de lado e não dê colher-de-chá para o azar!

Mas como chegar do Brasil para viajar na Europa (ou voltar) com uma simples mala de mão? Se não puder deixar as malas maiores na casa de alguém de confiança ou em armários em estações, registre no momento da compra online como bagagem a despachar no aeroporto (custo adicional médio de 10 euros).

E atenção aos limites de peso: são 15kg na Ryanair e na Wizzair e 20kg nas outras (na Air Berlin, por exemplo, os 20kg são inclusos no preço da passagem). E qual a multa para cada quilo a mais? A módica cifra de 10 ou até 15 euros! Não tem para onde fugir! Vale repetir: calcule bem, pese suas malas e pague o que for preciso já na hora de comprar a passagem. Ter problemas com bagagem no aeroporto vai fazer você perder – no mínimo – muito dinheiro, paciência e tempo. Poucos quilos a mais e a sua passagem poderá custar o dobro.

A Dany do blog Feriado Pessoal tem um post bem legal sobre dicas de viagens low cost e criou uma lista com algumas dicas sobre bagagens que com certeza irão te ajudar:

- Air Europa: Esta boa companhia oferece facilidades para transportar bagagem. Além dos 10 kg permitidos na classe turista, eles não consideram como bagagem de mão notebooks, casaco, livros, bolsa, carrinho de bebê e outras cositas más.

- Easy Jet: No caso dessa aqui é bom levar em consideração o tamanho e o peso da sua bagagem de mão. Se liga: sua bagagem de mão tem que medir 56cm x 45cm x 25cm. Outro detalhe – lembre sempre que esse tamanho tem que contar com as rodas e com a mala de mão já com as coisas dentro. Não vai me inventar de medir ela vazia e depois encher tudo de coisas, deixando ela gordinha. Aí vai chegar lá na fila de embarque e ela não vai entrar com você. Lembre-se que as companhias aéreas low cost possuem uma espécie de provador de bagagem de mão bem na entrada do túnel de embarque. E que você pode ser gentilmente obrigado a fazer caber sua bagagem de mão lá dentro.

- Lufthansa: Viajando de Lufthansa sua bagagem de mão não pode pesar mais do que 8kg e já cheia precisa medir 55cm x 40cm x 23cm.

- Ryanair: A mais amada e odiada das companhias low cost da Europa. Aqui as medidas da bagagem de mão tem que ser 55cm x 40cm x 20cm. E deixam você colocar lá dentro 10kg.

E se na hora de viajar você ainda estiver com dúvidas, no bilhete de embarque que você imprime (outra dica, seeeeeempre imprima seu bilhete com bastante antecedência, vai por mim) as companhias aéreas low cost especificam peso e dimensões. Custa nada ler as letras pequenas.

CHECK-IN 

Faça o check-in (sempre!) online, o sistema geralmente funciona até 4 horas antes do voo, e chegue no aeroporto com o cartão de embarque já impresso. Fazendo check-in no balcão do aeroporto o serviço também será pago (até 60 euros por trecho). Sei que estou ficando repetitivo com a palavra “pagar”, mas é exatamente esse o conceito, mostrar todos os pontos onde você poderá ter problemas.

Muitas empresas, por volta de uma semana antes do voo, mudam os horários por volta de 10 horas a mais ou a menos do horário original reservado, fique de olho. E as opções que você terá são: aceitar a mudança; remarcar em um outro voo (pagando a diferença, mas não as taxas); ou aceitar a devolução do dinheiro.

Tome cuidado com horários: as empresas não toleram atrasos. Se tiver que despachar malas, o conselho é chegar com 2h30 de antecedência (parece exagero, mas você ganha tempo de sobra para passar pelo controle e ainda comer algo ou fazer umas compras). Leia com atenção o tempo limite de fechamento do check-in, que geralmente é de 30 a 40 minutos antes do voo – esperar por passageiros atrasados representa perder dinheiro.

Uma vez quase perdi meu voo na Irlanda com a Ryanair porque o ônibus que levava ao aeroporto havia sido cancelado. Por sorte, um amigo que morava lá estava comigo e conseguiu achar um transporte alternativo. Cheguei no aeroporto correndo feito um louco e cheguei no check-in já fechando. A atendente me olhou e falou: “Você teve sorte, mais dois minutos e  perderia o voo”.

E tem mais: essas empresas são famosas por mudar na última hora o portão de embarque. Fique de olho nos monitores! Se quiser garantir os melhores lugares no avião entre na fila pelo menos meia hora antes do embarque. Ficar para trás pode significar pegar os piores assentos e ter que levar a mala no meio das pernas. E se chegar atrasado ao portão de embarque, você vai encontrar a tua mala no chão e o voo já vai ter partido sem você. Dependendo da empresa, o máximo que irá conseguir é um lugar no próximo voo, caso não esteja lotado.

ESPAÇO E CONFORTO

O preço é diretamente proporcional ao conforto. Muitas vezes você irá viajar em poltronas não reclináveis com pouco espaço para as pernas. Mais uma forma de ganhar dinheiro, viajando com muito mais passageiros no avião. Se você tem 1,90 m ou quer pelo menos um pouco de conforto, existem algumas companhias low cost que vendem assentos. Os preços variam entre 4 e 10 euros para ter mais espaço, pela posição no avião ou até mesmo ter a poltrona ao teu lado livre.

Viajando de Londres para a Irlanda com dois amigos no “aperto” da Ryanair

Uma outra opção para quem não quer correr a maratona do embarque e arriscar chegar por último, é comprar o “speed boarding”, mas as vantagens reais desse produto estão bem longe de ser uma unanimidade. Os embarques preferenciais também não são sempre respeitados, mas voei com esposa e filha pequena na Easyjet e nos fizeram passar na frente (todas famílias com filhos pequenos) indo junto com a turma “speed”. Inclusive o carrinho de bebê foi despachado sem custo adicional.

SERVIÇO DE BORDO

Tudo (tudo mesmo!) que quiser consumir durante o voo será cobrado, até mesmo um mísero copo d’água. Comidas, bebidas, cobertores, travesseiros e até mesmo os mais engenhosos souvenirs. Alimente-se bem antes de embarcar ou leve o que for consumir (cuidado com itens proibidos como líquidos – máximo de 100 ml, etc.). Se a fome ficar incontrolável ou se quiser comprar algo, lembre-se de levar dinheiro trocado ou cartão de crédito.

ENTRETENIMENTO

Esqueça jogos, filmes e todas as regalias de muitos voos normais. Até mesmo os fones de ouvido poderão ser vendidos por 3 euros, então leve seu computador, tablet, player MP3 ou algum outro aparelho eletrônico – mas não se esqueça de colocá-lo em “flight mode” antes do voo decolar. Eu prefiro sempre ler um bom livro ou uma revista, mas aí vai do gosto de cada um.

OUTRAS OBSERVAÇÕES

As empresas low cost quase sempre voam com aviões mais antigos, que não deixam de ser seguros. É muito comum ouvir falar mal do atendimento, nem sempre prestativo, atencioso e educado. Acredito que boa parte do estresse dos funcionários são decorrentes da falta de consciência dos clientes sobre todas as limitações acima. É raro ver uma pessoa informada sobre seus diretos e deveres passar por situações constrangedoras. E é exatamente o que pretendemos com esse guia, evitar que você passe por problemas que podem ser evitados. Depende apenas de você para que o barato não saia caro e esperamos que o dinheiro economizado possa ser usado em coisas muito mais prazerosas e gratificantes durante a sua viagem!

Confira a tabela com as companhias low cost (lembrando sempre que é praticamente impossível ter uma tabela atualizada, já que muitas empresas fecham e outras novas são criadas) e algumas informações adicionais:

EMPRESA SITE PAÍS HUB(S)*
Aegean Airlines www.aegeanairlines.gr Grécia
Aer Lingus www.aerlingus.com Irlanda Dublin, Shannon, Cork e Belfast
Air Baltic www.airbaltic.com Países Balticos (Lituânia, Letônia e Estônia) Riga (Letônia)
Air Berlin www.airberlin.com Alemanha Várias cidades alemãs
Air Italy www.airitaly.com Itália
Air Malta www.airmalta.com Malta
Air One www.flyairone.com Itália Milão, Veneza e Pisa
AirEuropa www.aireuropa.com Espanha
ArkeFly www.arkefly.com Holanda
Avro (charter) www.avro.co.uk Inglaterra (Reino Unido)
Belle Air www.belleair.it Albania/Itália
blu express www.blu-express.com Itália
Blu1 www.blue1.com Finlândia Helsinque
Blue Air www.blueairweb.com Romênia Bucareste, Bacau (Romênia)
blu-express www.blu-express.com Itália Itália
Brussels Airlines www.brusselsairlines.com Bélgica Bruxelas
CityJet www.cityjet.com Inglaterra (Reino Unido) Aeroporto London City
Condor www.condor.com Alemanha Várias cidades alemãs
Corendon www.corendon.com Holanda
Danube Wings www.danubewings.eu Eslováquia Bratislava (Eslováquia)
Darwin Airline www.darwinairline.com Suíça Genebra e Lugano
Easyjet www.easyjet.com Inglaterra (Reino Unido) Londres, Milão, Berlim, Paris, Genebra, Basileia, e outras
Estonian Air www.estonian-air.com Estônia Tallinn
First Choice www.firstchoice.co.uk Inglaterra (Reino Unido)
flybe www.flybe.com Inglaterra (Reino Unido) Newquay, Exeter, Southampton, Londres (sul da Inglaterra); Jersey, Guernsey (Channel Islands)
Fly Thomas Cook www.flythomascook.com Inglaterra (Reino Unido)
Germania Express www.gexx.de Alemanha / Suíça
Germanwings www.germanwings.com Alemanha Colônia e várias cidades alemãs
Helvetic Airways www.helvetic.com Suíça Zurique e Berna
Iceland Express www.icelandexpress.com Islândia
Icelandair www.icelandair.com Islândia Reykjavik
InterSky www.intersky.biz Austria / Alemanha
Jet2 www.jet2.com Inglaterra (Reino Unido) Várias cidades britânicas
Jetairfly www.jetairfly.com Bélgica Bruxelas, Liège e Ostende (Bélgica)
Meridiana www.meridiana.it Itália Olbia, Cagliari (Sardenha), Roma e outras cidades italianas
Monarch Airlines www.monarch.co.uk Inglaterra (Reino Unido) Londres (Luton) e várias cidades britânicas
Niki www.flyniki.com Austria Viena e Salzburgo
Norwegian www.norwegian.no Noruega Oslo, Bergen, Copenhagen, and Stockholm
Onur Air www.onurair.com.tr Turquia
Pegasus Airlines www.flypgs.com Turquia Istambul e Antalya (Turquia)
Ryanair www.ryanair.com Irlanda Londres, Dublin e muitas outras cidades
Scandinavian www.scandinavian.net Escandinavia Escandinavia
SmartWings www.smartwings.net República Tcheca Praga, Ostrava (República Tcheca), Budapeste
SunExpress www.sunexpress.com.tr Turquia
Thomsonfly.com www.thomsonfly.com Inglaterra (Reino Unido) Conecta várias cidades britânicas à resorts Mediterrâneos
Transavia www.transavia.com Holanda Amsterdã, Roterdã  e Eindhoven
TUIfly www.tuifly.com Alemanha Hanover e várias cidades alemãs
Volotea www.volotea.com Espanha Espanha
Vueling Airlines www.vueling.com Espanha Várias cidades espanholas, Amsterdam e Toulouse (França)
Widerøe www.wideroe.no Noruega Oslo
Windjet www.volawindjet.it Itália Itália
Wizz Air www.wizzair.com Polônia / Hungria / Bulgária Budapeste e muitas outras Leste Europeu cidades
WOW air www.wowair.com Islândia
XL Airways www.xlairways.com Alemanha Paris

* O hub é um aeroporto utilizado por uma companhia aérea para concentrar seus voos e fazer conexões.

Existem muitos blogs que falam sobre viagens low cost e podem servir de referência, destaco cinco deles:

+ Guia das Low Cost – Como funciona na pratica? (Adriana Miller | Dri EveryWhere)
+ Voando pela Europa: dicas para comprar bilhetes aéreos e evitar stress (Patricia Camargo | Turomaquia)
+ Utilidade: Voando com as Cias Aéreas de Baixo Custo na Europa (Bruna | Contando as Horas)
+ Viajando de low cost pela Europa (Carolina Otero | Correr pelo Mundo)
+ Viajando com voos baratos dentro da Europa (Damares Lombardo | keviagem)

+ Wikipedia: lista com todas empresas low cost do mundo e na Europa.

Importante: Os dados e regras citados acima são de pesquisas feitas no ano de 2013 e estão sujeitos à mudanças. Para garantir que as informações encontradas aqui estejam corretas, verifique no site da companhia escolhida.

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Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras

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Lembro que quando era garoto e ouvi falar que o Jô Soares falava cinco línguas achei uma coisa incrível, algo quase impossível para as “pessoas normais”. Eu já me impressionava quando ouvia alguém falando outro idioma fluentemente, pois eu havia só uma pequena base de inglês e entendia um pouco de espanhol. Lembrei dessa história quando alguns dias atrás recebi da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) os cinco novos guias de conversação com vocabulários e frases em Espanhol, Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Com certeza serão meus fiéis companheiros nas próximas aventuras!

Você sempre sonhou em cair no mundo e aprender novas línguas? Para viajar sem gastar muito a dica é ficar atento à sites que oferecem cupons de desconto para serem utilizados antes de fazer a compra no site das empresas. O Cuponation, por exemplo, é um portal de vouchers de desconto gratuitos que podem ser acessados de maneira bem fácil e o que é melhor, sem custo algum. Vale ficar ligado na seção de viagens do site, que quase toda semana publica cupons para grandes empresas como a TAM, por exemplo.

Acredito que o Brasil fique prejudicado por ser tão grande, com boa parte do nosso território não tendo fronteiras com outros países e culturas. E hoje, morando na Europa, vejo que isso também acontece na Itália, são dois casos muito parecidos. Mas existe também a má vontade do governo com o sistema educacional (ok, abandono…), o que prejudica ainda mais o aprendizado de outras línguas. Claro que a internet ajuda a derrubar essas barreiras e facilita o estudo, mas depende de cada um batalhar e praticar. Existe, por exemplo, essa série de vídeos do Rafael Lanzetti  – brasileiro que domina 11 idiomas – no YouTube.

Se quiser diminuir o aperto, ainda mais com tantos eventos internacionais e muitos gringos passeando pelo Brasil nos próximos anos ou sempre mais viagens internacionais, os Guias de conversação da Lonely Planet Brasil (Globo Livros) podem ser uma boa pedida! São 272 páginas (cada um) divididas em básico, prático, social, viagem segura e alimentação. O preço é bem mais em conta do que passar aperto nas viagens, cada um custa apenas R$ 19.90.

E aí, quantas línguas você fala? No Brasil – infelizmente – falamos uma, máximo duas ou três. Já aqui na Suíça as respostas mais comuns são três, quatro, cinco ou até mais. Eu sei, eu sei, a Suíça é um ovo e está cercada por países com diferentes línguas. A terra do chocolate tem quatro línguas oficiais e o inglês que também é falado por boa parte da população. Claro que você não vê crianças aqui falando cinco línguas, ia ser uma coisa de louco. O aprendizado da língua depende da região, eu moro na parte italiana e aqui pouca gente fala alemão fluente. Brincam que aqui é mais Itália do que Suíça, pois existe esse problema da pouca fluência em outras línguas.

Um exemplo que posso dar é o da minha esposa, que é de família italiana, mas foi criada em Zurique – na parte alemã. Ela fala italiano, alemão, suíço-alemão, francês, inglês, aprendeu bem o português e entende bastante espanhol. E a coisa mais louca é que ela mistura as línguas quando fala com amigos que falam as mesmas línguas! Uma verdadeira salada mista! E a nossa filha vai acabar aprendendo muitas línguas também.

Quando cheguei aqui na Suíça morei em Zurique e foi um verdadeiro choque com o alemão / suíço-alemão (teoricamente são duas línguas parecidas, mas existem muitas diferenças). Eu tinha uma boa base de inglês e foi o que me ajudou, mas acabei bloqueando completamente e consegui aprender poucas palavras nos meus primeiros anos aqui. Tanto que decidimos mudar para parte italiana e aí a coisa mudou. Em poucos meses eu já entendia tudo e falava bastante – cometendo muitos erros, mas falava! Começo a sentir a necessidade de aprender outra língua, será que tomo finalmente coragem para encarar o tal do alemão?

Acho que uma das piores coisas que existem na vida é estar com um grupo de pessoas e não entender uma palavra sequer do que elas falam. Não poder interagir. Eu sempre me sinto um idiota, um ignorante, analfabeto. Não me conformo de não poder comunicar, interagir. Mas uma outra língua não se aprende da noite para o dia, é preciso muita dedicação, estudo e esforço. E prática, muita prática! E foi por isso que convidei alguns amigos para participarem desse post contando como foi a experiência deles ao aprender uma outra língua, quem sabe pode inspirar você a encarar um novo desafio:

ALEMÃO: Para quem nunca ouviu alguém falar alemão, é como se essa pessoa estivesse falando uma outra língua qualquer como chinês, japonês ou polonês. Mesmo com muito esforço e mesmo falando inglês não dá para entender nada. Assim eu cheguei na Suíça em 1994. Os primeiros meses e o primeiro ano foram de grande aprendizado e grandes dificuldades. Muitas foram as festas ou jantares que eu fui e nos quais todos riam das piadas contadas e eu nada entendia. O começo em um país com uma língua tão diferente da nossa é mesmo muito difícil. Meu primeiro emprego em Zurique foi de meio período em uma loja de departamentos. De manhã eu estudava alemão intensivo (diariamente quatro horas) e a tarde e a noite eu trabalhava vendendo Barbie´s e carrinhos na sessão de brinquedos. Um trabalho que não exigia muito conhecimento da língua já que os produtos não são muito complicados. Mas eu me lembro de muitas ocasiões em que eu ouvia o que o cliente queria (em suíço-alemão), memorizava e corria para minha colega que falava espanhol para que ela traduzisse pra mim. E assim passei seis meses por lá e quando eu me demiti eles ficaram tristes, então acho que não devo ter feito tão mal. Mas vender Barbie nunca foi o meu sonho. Um ano mais tarde comecei um estágio em um banco e o alemão já estava bem melhor, mas a “luta” com essa língua difícil continuou e continua até os dias de hoje. Eu falo o suíço alemão quase com perfeição e escrevo bem em alemão, mas eu nunca parei de estudar. Ano passado eu fiz vários cursos de gramática e de escrita. Eu acho que um dos pontos importante para se integrar mais rapidamente é dominar a língua e isso só é possível estudando muito e sempre. É preciso ter paciência consigo mesmo, não ter vergonha de falar, ler bastante, assistir televisão em alemão e ser igual um papagaio: imitar quem fala bem. Assim você vai conseguir diminuir o sotaque carregado que nós temos ao falar essa língua complicada, que cá entre nós: para os nossos ouvidos mimados com a doce melodia do português, ela poderia ser mesmo chinês, japonês ou polonês que não faria a menor diferença!
[ Claudia Boemmels | @EuSeiOnde | Blog Eu Sei Onde ]

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ITALIANO: O italiano foi bem mais fácil de aprender, se comparado ao inglês, por exemplo. Eu já conhecia algumas palavras porque sou descendente de italianos e na região onde minha família mora, muitos ainda usam expressões do dialeto vêneto. E dá pra associar muito com o português e o espanhol (que aprendi um pouco de ouvido, por morar perto do Uruguai e da Argentina). Seis meses antes de viajar pra morar na Itália eu fiz aula particular de italiano para treinar a gramática e o vocabulário, foi o suficiente para chegar lá desenrolada. Mas certamente o que fez a diferença foi a interação com os próprios italianos. Lá, dava um jeito de conversar com todo mundo… no trem, no supermercado, no banco, na feira… Com certeza o maior aprendizado se faz in loco. E outra dica: Não tenha medo e fale sem vergonha. Peça pra ser corrigido quando errar… porque você certamente vai cometer muitos erros, mas as pessoas não se importam com isso, de verdade…
[ Juli C. Borsa | @mochiladajuli | Blog Mochila da Juli ]

FRANCÊS: Difícil resumir em poucas linhas um processo longo, mas frutífero de aprendizado de idioma in loco, mas o desafio do Michel é super válido e adorei o convite! Quando aqui cheguei, tinha três palavras na ponta da língua: “Bonjour”, “Merci” e “Au revoir”, que significam respectivamente Bom dia, Obrigada e Até logo. Falava só inglês e arranhava italiano, e no primeiro almoço conheci uma brasileira que tinha chegado 5 meses antes de mim e falava bastante, então a francesa que ficou responsável por nos receber me disse: “Você vai falar assim em cerca de dois meses”. Dei sorriso amarelo e disse pra mim mesma: “Ah, mas não vou mesmo, vai demorar mais.” Tive de esperar  meses antes de começar o curso, então estudei por conta própria com gramáticas, conversando com as pessoas na rua – sim, encontrei franceses extremamente solícitos que muito me ajudaram – e assistindo muita tv. Tive meus erros, ainda bem, porque deles muito aprendi. Cheguei com um bom nível de conversação no curso de verão, depois fiz o curso anual, mas acho que leitura, tagarelice e curiosidade me ajudaram muito no processo. Também trabalhei como professora de inglês por alguns anos, e lancei mão das ferramentas de trabalho que aprendi nessa época pra conseguir acelerar o processo de aprendizagem, e a mais importante é: não traduzir, mas entender no contexto, assim conseguimos não só entender o significado da palavra, mas também apreender o peso afetivo que ela tem, que é peça chave pra uma comunicação eficaz. A cara de pau também ajuda: se não sei o que significa uma palavra ou expressão, pergunto. É um dos benefícios associados ao meu status de estrangeira, e que devemos usar a nosso favor!
[ Natalia Itabayana de Mattos | @destinoprovence | Blog Destino Provence ]

FRANCÊS: Aprender um novo idioma sempre foi algo que me fascinou: novos amigos, muitos livros, oportunidades que se multiplicam! Quando tinha 14 anos resolvi estudar francês, mas como toda adolescente, tinha mil outras coisas na cabeça e abandonei após uns 6 meses de aula. No entanto, ficou aquele grãozinho de curiosidade que me fez um pouco auto didata… passava horas escutando música francesa, procurando as letras da internet e traduzindo com ajuda de um dicionário de papel… coisa que nem sei mais se existe. Em 2004 comecei a usar o MSN para ter amigos virtuais na França, tinha o hábito de ler as notícias em um site brasileiro e em seguida procurar a mesma informação no Le Monde, fiquei amiga da esposa de um expatriado e íamos juntas no supermercado, ela com minha lista de compras em português, e eu com sua lista em francês. Tudo isso me preparou para o destino (ou será que meu inconsciente procurava alguém pra chamar de “mon amour”?). Em 2006 conheci meu marido, um francês apaixonado pelo Brasil, assim como eu pela França e fizemos um acordo: enquanto ele me escrevia em português, eu corrigia e respondia em francês. Um ano depois decidimos viver juntos na Europa pois ele já tinha 2 filhos e eu não queria separá-los. 2 meses antes da mudança definitiva eu fazia 2 horas de aula particular por dia. Chegando na França, eu já me virava bem, mas passei por situações engraçadas e outras constrangedoras devido aos “falsos-amigos” ou uma pronúncia errada, mas sempre arrisquei! Hoje, depois de 6 anos vivendo na França, e com as malas prontas para retornar ao Brasil, falo com fluência, leio livros de mais de mil páginas, mas escrevo com dificuldade (pois meu foco sempre foi a comunicação oral e não escrita… algo que devo aprimorar com cursos). Faço questão que meus filhos falem os 2 idiomas. Agora, meu próximo objetivo é aprender russo!!!
[ Luciana Coura Vivia ]

ESPANHOL: Quando cheguei em Madrid, há pouco mais de um mês, sabia o básico do básico do espanhol (bom dia, boa tarde, boa noite, números e outras dez ou quinze palavras). O bom é que o espanhol é um pouco parecido com o português, e o ruim é que no início eu não conseguia entender os espanhóis falando, achava que eles falavam muito rápido, mas nada melhor que o tempo. Hoje já estou me virando muito bem em todos os lugares, comecei a ler livro, ouvir música e principalmente rádios locais e fiz alguns amigos. Esse é o principal ponto, faça amigos! A melhor escola para mim está sendo a rua (vizinhos, o caixa do mercado, a dona do bar da esquina e por aí vai).
[ Átila Ximenes | @voucontigo | Blog Vou Contigo ]

INGLÊS: Olá sou a Vivi do Blog viviemuk.com, morei por 5 anos na Holanda e estou morando a quase 2 anos em Londres na Inglaterra. Sou uma eterna aprendiz no inglês, todos os dias surgem novas palavras ou expressões. Fiz alguns cursos na Holanda, na Bristish School, e aqui na Inglaterra fiz um curso de ESOL para estrangeiros no college do meu bairro. Acho extremamente importante falar a língua do país onde você escolheu morar, faz você se sentir em casa. Uma vez na Holanda no supermercado, passei a minha compra e estava já empacotando e a caixa já estava passando a próxima compra, e no ímpeto eu falei para esta pessoa em um tom tipo “fique tranquilo que já estou acabando”, mas no momento saiu NO PREÓCOPES (acento puxado no primeiro O)!!! Era para ser Don’t worry!!! E acabou saindo não se preocupa todo errado!!!! Coisas que acontecem quando falamos inglês em um país onde se fala Holandês e ainda se pensa em português!!!! Saí do supermercado rindo muito e isso é motivo de diversão aqui em casa!!!!
[ Vivian Monteiro | @ViviemUK | Blog ViviemUK ]

Uma opção, que sem dúvida pode ser uma ótima escolha, é o intercâmbio. Eu já fiz e recomendo. Fale com a nossa parceira Egali ou procure uma empresa de confiança. Existem opções para todos os bolsos e idades!

Bom, o post ficou meio longo, mas se você leu até aqui é porque deve estar mesmo afim de aprender um outro idioma :) Agradeço a participação dos amigos convidados e espero que tenham ajudado a dar uma ideia de como pode ser esse grande desafio.

OBS: Como recebemos outros depoimentos, esse post ganhou uma segunda parte! Não deixe de dar um pulo lá para curtir mais histórias interessantes sobre o aprendizado de novos idiomas: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2).

Abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Rodando por Roma | Parque dos Aquedutos

Se “todos os caminhos levam a Roma“, uma vez por lá,  geralmente levam também aos destinos mais clássicos: Coliseu, Fontana di Trevi, Vaticano, Panteão, Fórum Romano, Arco di Costantino, Piazza di Spagna etc. Mas pensar em Roma como a cidade do Coliseu é como pensar no Rio como a cidade do Cristo, só que a “Cidade Eterna”, assim como a nossa Cidade Maravilhosa, reserva infinitas atrações para os milhões de turistas que passam por lá todos os anos. E esse post é sobre uma delas – o Parco degli Acquedotti (Parque dos Aquedutos), um lugar de uma beleza incrível onde passam e se cruzam muitos aquedutos romanos.

A nossa ilustre amiga Wikipédia nos ajuda a “colar” na prova de história: “Aqueduto é um canal ou galeria, subterrâneo ou à superfície, e construído com a finalidade de conduzir a água. (…) Foi com a civilização romana que os aquedutos tiveram um desenvolvimento extraordinário. A cidade de Roma, no século I era abastecida por onze aquedutos, o maior deles com 90Km de extensão.”

O parque é uma área verde muito vasta e bem cuidada, que vira ponto de encontro de italianos e turistas, até porque a entrada é gratuita. Existem muitas pessoas que vão correr, andar de bicicleta, jogar futebol, namorar ou curtir um piquenique com a família em meio às ruínas dos belos aquedutos romanos. É um lugar ideal também para as crianças, com um parquinho de diversão e pista de patinagem.

Existem também algumas ações e atrações na área de entrada do parque, e na nossa visita conferimos e apoiamos o trabalho de uma associação italiana chamada Emergency, que oferece cura médico-cirúrgica gratuita às vítimas de guerras, minas explosivas e também pessoas sem recursos financeiros. É um trabalho bem legal que já curou quase 5 milhões de pessoas em 16 países.

Se você for passear por Roma, seja buscando os destinos mais clássicos ou essa nossa dica, uma das melhores opções para hospedagem são os hostels, onde você paga pouco, curte o verdadeiro espírito italiano e compartilha belos momentos com pessoas do mundo todo. A nossa dica da vez é o portal de reservas HostelBookers, passe por lá antes da tua viagem e confira as muitas promoções e ofertas.

O Parco degli Acquedotti faz parte do Parco Regionale dell’Appia Antica e, para visitá-lo, as estações mais vizinhas são Cinecittà, Subaugusta, Giulio Agricola e Lucio Sestio. Para outras informações: www.parcoacquedotti.it (site oficial, em italiano) e www.parcoappiaantica.it (inglês e italiano).

OBS.: Este é um post patrocinado, mas com conteúdo e fotos produzidos inteiramente pelo blog rodandopelomundo.com

Um abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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