Melhores opções de hospedagem e atrações em St. Moritz / Engadina (Suíça)

É sempre mais comum cruzar com brasileiros passeando aqui pela Suíça, e não foi diferente em St. Moritz. Nem sempre eu puxo papo, mas vi uma família grande fazendo compras no supermercado (com cestas lotadas de chocolates de todos os tipos) e acabei perguntando se era a primeira vez que eles visitavam e tal, mas pra minha surpresa a resposta foi bem diferente. Essa viagem é uma tradição de mais de 10 anos nessa família de Natal-RN, onde de 12 a 15 pessoas – só os homens – passam uma temporada de inverno em St. Moritz, entre a pista de esqui e as jogatinas no cassino. Sabe aquelas pescarias no Pantanal, pois é, só que essa família trocou os peixes pelos Alpes. E não só eles, já que a região (de 5.400 habitantes) chega a receber cerca 20.000 turistas todos os anos.

Pioneira no turismo invernal, St. Moritz e seu “clima campagne” atrai turistas há mais de 150 anos e se consolidou como um dos destinos mais requintados em todo o mundo – e os impressionantes 350km de pistas, 200km de percursos cross-country e 150km de trilhas da região de Engadina estão ai para provar.

Os tradicionais hotéis também não me deixam mentir, são mais de 40, esbanjando luxo e estilo. Apesar de eu ter escolhido uma opção mais em conta, tem muita gente que não economiza nas férias e achei interessante divulgar vários deles, para todos os gostos e bolsos. Veja a localização de todos eles no Google Maps.

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All In One Hotel – Inn Lodge: Localizado na bela e tranquila zona de Celerina (a menos de 5 minutos de carro de St. Moritz e dos teleféricos de Celerina e a 450 m da Estação de Trem Celerina Staz), esse hotel oferece acomodações contemporâneas com TV via satélite e Wi-Fi gratuito e um conceito inovador – promete satisfazer mochileiros e também quem busca luxo, em uma ótima relação qualidade/preço. A variedade de opções é incrível: Estúdios com cozinha bem equipada e área para refeições, quartos de casal, quartos com  4, 6 ou 8 camas e até mesmo dormitório com 12 lugares (precisa ter saco de dormir). Conta ainda com um bistrô lounge bar e estacionamento gratuito. Não cheguei a me hospedar nele, mas conheci as instalações e parece ser realmente muito bom, fica como destaque para quem busca economizar e fugir um pouco do centro.

rodandopelomundo_stmoritz_badrutts-palace2Badrutt’s Palace: Luxuoso hotel 5 estrelas, localizado no centro da cidade (a 300 metros de distância do lago), conta com quatro restaurantes, piscina coberta, spa, academia, recepção 24 horas, estacionamento com manobrista, acesso Wi-Fi gratuito, quadra de tênis no verão ou pista de gelo no inverno e um serviço de translado gratuito de ida e volta para a estação de trem, a 500 m de distância. Para as estadias de 2 ou mais diárias na temporada de inverno, 1 passe para a pista de esqui está incluído em todas as tarifas para cada dia. Fica na área com as melhoras lojas do centro da cidade, o lugar ideal para quem gosta de compras e requinte.

rodandopelomundo_stmoritz_kulm-hotel2Kulm Hotel: Um pouco afastado, mas ainda no centro, com uma vista privilegiada para o lago esse gigante 5 estrelas é meta de magnatas, empresários e celebridades do mundo inteiro, que se rendem ao mix do conforto de última geração e a elegância luxuosa. Engloba as requintadas refeições gourmet até a mais refinada cozinha internacional, além de uma grande diversidade de sofisticados bares e restaurantes. Spa & wellness, eventos, festas exclusivas, golf são algumas das atrações de um dos mais famosos hotéis da região. Enfim, ideal para quem busca os mais elevados níveis de conforto e conveniência.

rodandopelomundo_stmoritz_kempinski-grand-hotel2Kempinski Grand Hôtel des Bains: Outro gigante 5 estrelas, da famosa rede de hotéis Kempinski, une luxo com uma rica tradição. Os quartos e suítes são muito espaçosos, e muitos têm varanda ou terraço. Conta com um spa de 2.800 m² (piscina coberta aquecida, várias saunas secas e a vapor, uma cama de bronzeamento e uma área de relaxamento) em estilo alpino, academia 24 horas e 2 restaurantes premiados: 1 estrela Michelin e um total de 45 pontos no Guia Gault Millau. Fica próximo do centro e vizinho ao cassino.

rodandopelomundo_stmoritz_Schweizerhof2Schweizerhof: Tradicional hotel 4 estrelas situado na Praça do Sol, no centro da cidade, beneficia de vistas magníficas sobre o lago e de acesso Wi-Fi gratuito. Se você busca as melhores pistas da região, ele fica apenas a 3 minutos a pé do funicular de Cantarella. Requintada cozinha local e a área de relaxamento no último piso são ótimas pedidas, mas o destaque fica com os bares, muito populares e movimentados durante a noite. E quem for curtir a noitada ou as pistas, o hotel conta com um jardim de infância durante o inverno. O buffet de pequeno-almoço está incluído na tarifa do quarto, e o acesso Wi-Fi gratuito está disponível nos andares superiores do hotel.

rodandopelomundo_stmoritz_Hotel-Monopol2Hotel Monopol art boutique: Outro 4 estrelas, vizinho ao Schweizerhof, compensa a falta da vista panorâmica dos primeiros andares com a localização perfeita e a cobertura – com o Wellavista Bar e um spa, onde você pode desfrutar da vista panorâmica fazendo academia, nas saunas e chuveiros ou nas banheiras e chuveiros de hidromassagem. Todos os quartos oferecem TV de tela plana, frigobar e banheiro com roupões e chinelos. O local também disponibiliza massagens e tratamentos de beleza diversos. O Restaurante Mono serve pratos da autêntica cozinha italiana e uma grande variedade de vinhos. Muito requisitado como alternativa aos 5 estrelas.

rodandopelomundo_stmoritz_Hotel-Laudinella2Hotel Laudinella: Foi o que nós escolhemos, um 3 estrelas bem mais em conta, mas ainda sim bem perto do centro (fomos a pé ou de ônibus várias vezes) e do lado do lago de St. Moritz. Fomos bem recebidos, com um serviço de transporte grátis entre o hotel e a estação central de trem, mas o destaque mesmo ficou por conta dos cinco restaurantes, dois bares e um take-away! Comida italiana, asiática, francesa, suíça, drinks, relax… não tem como enjoar e os preços são na média suíça. O quarto era grande e muito limpo, com uma bela vista da região. Oferece uma pequena área fitness, uma sala grande com jogos pras crianças e um café da manhã completo e bem variado. Para quem vive conectado, tem WIFI grátis nos quartos e também dois computadores no saguão. Existe também uma área wellness na cobertura, mas não chegamos a desfrutá-la. Na relação preço/qualidade valeu a pena, gostamos muito!

Entre as muitas atrações da região de Engadina, cercada por uma infinidade de montanhas alpinas e belíssimos lagos, estão uma oferta incrível de esportes invernais, as corridas de cavalo, campeonatos mundiais de esqui (será palco mais uma vez em 2017), torneios de Polo, o requintado Gourmet-Festival, entre outros. O que mais me chamou a atenção foi o Snowkiting, um kitesurf nos lagos congelados, aproveitando os fortes ventos que cortam a região. Uma coisa é certa, não faltam opções para quem quer curtir o inverno em movimento ou relaxar degustando especialidades gastronômicas do mundo todo. Foi nesse cenário de filme que tentei pela primeira vez o Snowboard, saiba como foi nesse post.

Pesquise as melhores opções de hospedagem com o portal Booking.com:

Agradeço mais uma vez a Engadin St. Moritz e Suíça Turismo, que nos apoiaram nessa aventura. Acesse esses portais acima para maiores informações sobre a região e os detalhes de todos os eventos.

Leia também aqui no blog:
Rodando por St. Moritz | parte 1 – a viagem

Rodando por St. Moritz | parte 2 – Snowboard
Rodando por St. Moritz | parte 3 – Muottas Muragl

OBS.: Algumas informações dos hotéis foram baseadas nas descrições dos respectivos hotéis no portal Booking.com, com o qual somos parceiros afiliados. As informações foram pesquisadas em maio de 2013, sendo assim o RodandoPeloMundo.com não se responsabiliza por dados incompatíveis com a realidade.

Grande abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
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Rodando por St. Moritz, um dos principais destinos turísticos da Suíça (parte 3 – Muottas Muragl)

Saímos de St. Moritz de carro, depois de um passeio guiado pelo centro da cidade, seguindo a estrada que leva até Pontresina. Pouco menos de 5 quilômetros depois chegávamos na estação de Punt Muragl, onde pegamos um trenzinho (funicular). No primeiro minuto, dos 10 de subida, já dava para ter uma ideia da incrível paisagem que nos aguardava no destino final – um panorama de tirar o fôlego!

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Depois de uns 2 quilômetros chegávamos ao Romantik Hotel Muottas Muragl. Construído em um ponto estratégico da região de Engadine St. Moritz, o hotel foi completamente renovado e ampliado em 2010 e hoje é um destaque em relação ao sistema de utilização de energia elétrica (Energia Plus) e ao cuidado ambiental – uma tendência suíça.

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Como ainda era cedo para almoçarmos, aproveitamos para passear um pouco mais ao redor do hotel. Um mar de neve completamente branco, de um brilho tão intenso que os olhos quase se fechavam instintivamente. Mas era impossível não se render à beleza daquele véu que se perdia no horizonte, observado de 2.456 metros de altitude.

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Com tamanha beleza, Muottas Muragl sempre encantou os visitantes nesses mais de 100 anos de história do trenzinho. Durante o inverno – que foi o nosso caso – a neve é prensada para que a caminhada se torne mais acessível, e pessoas de todas as idades percorrem os 7 quilômetros do Sentiero dei filosofi (Caminho dos filósofos), até o lago congelado Lej Muragls. O percurso é bem sinalizado e o panorama ganha ainda mais charme por ser cercado também de arte e filosofia. Ao contrário de St. Moritz e outras montanhas da região, em Muottas não existe esqui ou snowboard, mas uma boa opção de diversão para a família é um tobogã de neve de 4,2 km, são 705 metros de altitude de descida em pequenos trenós (slitta, em italiano).

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No verão a paisagem muda, mas existem ainda mais opções de percursos para caminhadas. Para as crianças, bem atrás do hotel existe um parquinho de diversão e para os jovens e adultos, WIFI grátis em vários pontos da montanha. Pode compartilhar as fotos dignas de cartão postal com a família e amigos sem medo de conta salgada no fim do mês.

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A fome bateu e voltamos para o Hotel. O clima ainda era muito bom e a varanda panorâmica muito convidativa, mas como estávamos com a neném acabamos escolhendo almoçar na parte interna do restaurante. No menu uma mistura da cozinha regional com a mediterrânea.

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Escolhemos um bom vinho para degustar enquanto curtíamos a paisagem na janela, que parecia uma obra de arte exposta na parede. Os pratos e o sabor refletiram tudo que havíamos vivenciado até o momento, cuidado para não ficar com água na boca ao ver as fotos! Escolhi zuppa di farro (sopa de espelta) e rösti con sminuzzato di manzo (batata com carne de boi picada).

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Se você se rendeu e quer conhecer esse lugar incrível, deixo algumas informações úteis: O Romantik Hotel Muottas Muragl (e os restaurantes) funcionam todos os dias, tanto no verão quanto no inverno. Os horários do trenzinho coincidem com a abertura do Hotel – das 7:45 até as 23:00. Para quem quiser passar a noite, o hotel conta com 16 quartos. Para informações atualizadas acesse o site do hotel.

Verão 2013: 8 de junho – 20 outubro
Inverno 2013/14: 14 de dezembro – 30 de março

Como chegar: A região fica no triângulo entre Zurique (Suíça), Milão (Itália) e Munique (Alemanha) e é facilmente acessível pela “Ferrovia Retica (RhB)” ou de carro – 200 km de Zurique, 175 km de Milão e 300 km de Munique. 

Links úteis:
engadin.stmoritz.ch - muitas informações sobre Muottas Muragl e região
www.sbb.ch - para informações sobre horários e preços de trens acessar

Agradeço mais uma vez o apoio da Engadin St. Moritz e Suíça Turismo que, através dos parceiros citados acima, nos apoiaram nessa aventura. Confira como foi a nossa viagem no link abaixo, espero te rever em breve por aqui com o quarto post dessa série sobre a incrível região de St. Moritz!

Leia também aqui no blog:
Rodando por St. Moritz | parte 1 – a viagem

Rodando por St. Moritz | parte 2 – Snowboard

Grande abraço e muita paz,

Michel P. Zylberberg
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Rodando por St. Moritz, um dos principais destinos turísticos da Suíça (parte 2 – Snowboard)

Depois do post falando sobre a viagem, chegou a  vez de contar tudo sobre a aula de Snowboard, a primeira vez que me aventurei nesse esporte! Na terça acordamos cedinho pra tomarmos um bom café, pois as 8:30 o professor de Snowboard já pegaria a gente na porta do hotel. Um tal Filippo Crudeli, um cara de fala mansa e super tranquilo, chegou pontualmente e partimos pra loja Skiservice Corvatsch de Signalbahn pra alugar o equipamento, onde o Patrik nos serviu com um atendimento de primeira qualidade! Bota especial e capacete ajustados, era hora de irmos para o destino, uma pista exclusiva do complexo do Hotel Suvretta House (5 estrelas). O tempo estava nublado e não poderíamos subir até o ponto mais alto da pista por causa da forte neblina, mas provavelmente não subiríamos mesmo, porque como era a primeira vez que eu tentaria me aventurar com o Snowboard, decidimos usar o espaço da escola das crianças. (Será que ouvi risadinhas de alguém aí lendo o texto? :D ) Eu, depois de burro velho, tentando os primeiros movimentos no Snow e a criançada de 4/5 anos já pulando rampa e obstáculos. Vida cruel! Mas esse “tango” na neve com o Filippo “Crudo” devagarzinho foi dando os primeiros resultados. Eu nunca consegui andar de skate e tentei surfar algumas vezes sem muito êxito, mas com o Snow me senti mais “em casa” e aos poucos fui destravando, pegando o jeito. Uma coisa é certa, ter aulas no começo é fundamental para evitar erros e ter uma boa base. E, claro, também diminuir as chances de se machucar. Primeiro pratiquei a descida mais básica, virado de frente para a pista e levantando os pés para controlar o ritmo e direção da descida. Dessa forma passamos pra pista maior e desci umas 3 vezes na boa. Depois foi a vez de treinar a descida de costas pra pista, que achei bem mais difícil, por não poder ver onde estava indo. Mas também consegui pegar o jeito, sempre com a grande ajuda do Crudo acompanhando de perto e dando uns toques. Ele até aproveitou para filmar algumas dessas decidas, mas acabou que as baterias do celular e da máquina fotográfica descarregaram por causa do frio. É um problema muito comum, mas sorte que ainda conseguimos registrar alguns momentos.

Com a descida de frente e costas no currículo, passamos pra parte das curvas alternando frente e costas, movimento que achei bem mais complicado, mas pegando o tempo certinho, até que consegui me sair bem. O segredo é alternar de uma pra outra fazendo um trecho em descida vertical entre elas. Costas-reto-frente e vice-e-versa. Claro que na teoria aqui parece tudo bem fácil, mas o Crudo me explicava que, como em todos esportes, depende de cada um. Ele contou que tem gente que precisa de uma semana de aula pra conseguir pegar uma base legal, outros literalmente “travados” encontram ainda mais dificuldades. Mas ele já deu aula para muitos brasileiros (falando em inglês ou italiano) e elogiou nós, órfãos de neve, que acabamos aprendendo em pouco tempo. Minha esposa também aproveitou e colocou em prática um pouco do que já havia aprendido uns anos antes. É incrível como a base fica, mesmo com tanto tempo sem praticar. A pista também ajudou bastante, pois a infra-estrutura é toda pensada para facilitar o aprendizado. Mas o fator idade também pesa, impressionante como a criançada pega o jeito rapidinho. O ideal é aprender até uns 13 anos, mas não existem regras nem limites, só a idade mínima que é a partir dos 4 anos (ou 3, não sei ao certo).

Eu fechei essa experiência com elogios, mas ainda com receio de tentar sozinho, porque a minha maior dificuldade acabou sendo na hora de levantar e começar a descer. Para ajeitar a prancha nos pés precisava ser sentado, aí para levantar eu acabava caindo de novo ou saindo meio sem jeito, mas também é questão de prática (e um pouco de músculos abdominais substituindo a pança de cerveja). Não gosto da palavra arrependimento, mas poderia ter deixado a preguiça de lado e tentado muito antes, já que o que não falta por aqui é neve!

Se você pensa em fazer um curso de Snowboard ou esqui em St. Moritz, a temporada de inverno vai de dezembro até metade de abril, e no auge do inverno a escola chega a contar com 200 professores. Os preços variam muito, então faça uma pesquisa nesse site com todas escolas de Snowboard e Esqui da região de St. Moritz. Nele você também poderá fechar pacotes para grupos, aulas privadas ou também alugar equipamentos e comprar o ”ski pass” – tudo online. Depois da aula convidamos o Crudo pra um almoço perto do hotel e acabei descobrindo que ele era profissional e tinha participado de competições oficiais durante dez anos, tinha até patrocínio da Quiksilver! Pendurou as chuteiras em 2012, depois de cansar de arrebentar o joelho, mas passa o ano todo dando aulas nos Alpes, entre Suíça e Itália. Ele tem um blog com um material super legal, o endereço é filippocrudeli.wordpress.com

Agradeço mais uma vez o apoio da Engadin St. Moritz e Suíça Turismoque, através dos parceiros citados acima, nos apoiaram nessa aventura. Confira como foi a nossa viagem no link abaixo, espero te rever em breve por aqui com o quarto post dessa série sobre a incrível região de St. Moritz!

Leia também aqui no blog:
Rodando por St. Moritz | parte 1 – a viagem

Rodando por St. Moritz | parte 3 – Muottas Muragl

Abraço e paz,

Michel P. Zylberberg
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Rodando por St. Moritz, um dos principais destinos turísticos da Suíça (parte 1 – a viagem)

A Suíça é mesmo um país incrível, cheio de cenários paradisíacos e contrastes alucinantes. Faço esta afirmação depois de quase 8 anos morando aqui, sendo que, mesmo depois de tanto tempo, ainda consigo manter o prazer de viajar me sentindo um verdadeiro turista. Claro que ainda faltam muitas coisas pra explorar na terra dos Alpes, canivetes e chocolates, mas recentemente tive o prazer de viajar por um dos destinos turísticos mais conhecidos e badalados do mundo, a incrível região de St. Moritz.

A escolha do destino partiu de um desejo de longa data, uma viagem de trem com o lendário Glacier Express, que vai de Zermatt (Matterhorn) à St. Moritz (Engadine Superior), ou vice-versa. Esse trem panorâmico que viaja através dos Alpes suíços, também conhecido como “Expresso das Geleiras” sempre me fascinou, tanto que escrevi um post com informações sobre ele em 2010. Três anos se passaram e finalmente o sonho se realizou. Mas como esse é um post contando um pouco sobre a viagem, em breve publicaremos todos os detalhes sobre essa experiência única!

Desembarcamos na estação de trem de St. Moritz quarta-feira e fomos diretamente para o Hotel Laudinella, já que tivemos um contratempo na viagem e acabou ficando tarde. Com a escuridão, não deu para ter uma impressão do que nos esperava, mas na recepção entregaram uma bolsa que me fez perceber que a manhã seguinte recompensaria todo o cansaço da viagem – eram os documentos da Engadin St. Moritz, ente turístico oficial da região, que havia preparado algumas “surpresas” durante a nossa estadia.

Acordamos cedinho e depois de um café da manhã reforçado fui até a recepção do hotel, pois o nosso (minha esposa e filha me acompanharam nessa viagem) professor de Snowboard estava esperando. Em tantos anos morando aqui, o máximo que eu havia feito em relação a esse esporte era comprar as roupas adequadas, que finalmente acabei usando durante as 3 horas de aula. Quem já fez Snowboard sabe a sensação incrível que senti ao deslizar na neve. Consegui pegar uma base legal e até cheguei a arriscar algumas curvas, mas cair faz parte do processo de aprendizagem. Veja todos os detalhes e um vídeo sobre essa aula nesse post!

Depois da manhã toda de esporte, aproveitamos a tarde livre para passear pelo famoso centro da cidade, cercado por muitos hotéis e lojas para todos os gostos. A caminhada logo acabou virando uma correria, porque eu queria achar o melhor lugar para fotografar o Lago de  St. Moritz completamente congelado durante o por-do-sol. Pede informação de cá, tenta de lá, sobe, desce, uma parte do lago daqui, outra ali e nada de encontrar uma bela vista que rendesse uma foto panorâmica. Quando estava desistindo minha esposa achou a garagem de um prédio onde dava para ver o lago todo, aí foi só clicar como doido e aproveitar um dos contrastes mais bonitos que vi – neve, sol, montanha, cidade… tudo em uma harmonia incrível! Voltamos para o jantar no hotel com a satisfação e o cartão de memória completamente cheios :)

O centro da cidade foi o destino da manhã seguinte, mas desta vez com uma guia local que revelou todos os segredos e curiosidades de lugares que acabam passando desapercebidos – especialmente quando corro pra cima e pra baixo pra fotografar.

Ela nos pegou de carro no hotel e foi até o Estacionamento Serletta (Parkhaus Serletta), onde fica também a “The St. Moritz Design Gallery”, um lugar bem interessante com uma ponte que acabou se revelando o melhor lugar para fotografar o lago. O pensamento “ah, se eu soubesse…” foi inevitável. E vários outros cliques também.

Seguimos o passeio guiado pelo centro e fomos até o Olympia Bob Run, uma pista de gelo natural incrível, onde rolou o mundial de Bob e Skeleton (aqueles carrinhos que deslizam feito loucos fazendo curvas na neve) esse ano. Até o Ronaldo Fenômeno esteve por lá fanfarrando. Ainda não entendeu de qual esporte estou falando? É aquele do filme Jamaica abaixo de Zero (Cool Runnings, 1993), que já passou milhões de vezes na TV.

Já no caminho de volta para o estacionamento, paramos para um bom café na varanda do charmoso Chesa Al Parc (Kulm Hotel). O frio era grande, mas o sol e o dia eram muito bonitos. Tinha até um cobertor em cada cadeira para quem quisesse se aquecer melhor. Gostamos muito e parece que a noite eles se transformam em um ótimo restaurante. Darei muito mais detalhes em um futuro post sobre esse passeio.

Pegamos o carro e fomos até a estação na base da montanha Muottas Muragl, sem dúvida um dos lugares mais bonitos que já vi. Quando o trenzinho começou a subir (parece frase de mineiro) senti o incrível panorama que encontraríamos no alto. Uma paisagem de tirar o fôlego a cerca 2500 metros de altitude. E não só, mas a estrutura também era uma coisa de outro mundo, com um belíssimo restaurante, parque para crianças e muito mais. Passeamos um pouco mais pra cima das montanhas perto do restaurante e depois, quando a fome ficou mais forte que o frio, voltamos para almoçar. Comida muito boa, alto padrão. Tinha um terraço muito convidativo lotado de gente, mas preferimos uma mesa dentro do restaurante por causa da minha filha pequena. Saiba mais sobre essa experiência nas alturas nesse post!

Depois dos 2456 metros de Muottas Muragl, foi a vez dos 3057 de Piz Nair. Subi saindo do centro de St. Moritz, pegando dois trenzinhos até Corviglia e depois um bondinho, sempre junto com muitos esquiadores. Ver aquele planeta de neve de cima, tomando um café com “formiguinhas” que esquiavam pra por todos os lados, foi uma sensação muito legal. O tempo estava quase fechando, mas consegui fotografar bastante e até tive uma certa inveja dos malucos que desapareciam no horizonte com seus esquis. O jeito foi voltar tranquilo, com o bondinho só pra mim, aproveitando para fotografar todos os ângulos e contrastes.

Eu ando com esse problema ultimamente, meus posts acabam ficando gigantes! E olha que era apenas uma ideia do que foi a viagem! Faltou falar sobre muita coisa, vários detalhes e tudo mais, mas ainda vai rolar muita coisa sobre essa aventura muito bem breve aqui no blog!

Algumas atividades e passeios dessa viagem contaram com o apoio de Engadin St. Moritz (Facebook / Twitter) e Suíça Turismo (Facebook / Twitter).

Leia também aqui no blog:
Rodando por St. Moritz | parte 2 – Snowboard
Rodando por St. Moritz | parte 3 – Muottas Muragl

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Michel P. Zylberberg
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