Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras (Parte 2)

Existem posts despretensiosos que acabam “ganhando vida” e fico feliz de ter sido o caso do “Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras“. Foi muito legal compartilhar experiências de convidados especiais e acabei recebendo outros depoimentos, então decidi compartilhar mais perrengues e coisas inusitadas durante o aprendizado de novas línguas.

Como havia falado, moro em um país com 4 línguas oficias (Suíça) e estou sempre com pessoas que falam os mais diversos idiomas. Acho chato quando não consigo entender, mas é um incentivo para continuar aprendendo sempre! Nessa segunda parte são citadas línguas famosas como inglês, espanhol, alemão e italiano, mas também de línguas inusitadas como hinglish e suíço-alemão. Agradeço a participação e convido você a deixar um comentário contando a tua experiência pessoal – já que o sistema de aprendizado pode ser parecido, mas cada um reage e absorve de um modo diverso. Here we go:

HOLANDÊS: Os holandeses fazem questão que você fale a língua deles caso você decida deixar a turma dos turistas e resolva se misturar com os nativos na muvuca de bicicletas de uma maneira um pouco mais permanente. Pra alguns candidatos a holandeses honorários é exigida uma prova e/ou um curso pra demonstrar/adquirir o domínio do idioma ao ponto de poder dizer “holandês não é só alemão com algumas palavras roubadas do francês e do inglês, é uma língua totalmente diferente” com a cara limpa, sem rir e acreditando. Mas o engraçado (ou trágico) é que essa questão toda de que os novos companheiros de ciclovia aprendam o linguajar local é acompanhada de uma estranha recusa de falar o linguajar local com os novos companheiros de ciclovia. É assim, eles acham uma gracinha se você é turista e está fazendo um esforço, aprendeu a dizer “dank u wel” e “goedemorgen”. Agora, se eles notam que você não é holandês, já viram pro inglês. E desenvolver a cara de pau de insistir no holandês quando eles te olham com uma cara de “que língua você está tentando falar?’ (“a sua, a SUA!), é um dos principais desafios – e um dos mais importantes para poder aprender a língua. Porque no fim, língua, como qualquer coisa, se aprende errando.
Daniel Duclos | @ducsamsterdam | Ducs Amsterdam ]

INGLÊS (HINGLISH*): Eu fiz um curso intensivo de inglês antes de partir para meu intercâmbio. Mais: eu, que nunca fui muito bom em dominar novos idiomas, já dava aulas básicas de inglês no tal curso, pouco antes de pegar meu certificado. Isso significa que eu entrei no avião achando que seria simples passar seis meses me comunicando em outro idioma o que, óbvio, não foi. É que eu fui viver na Índia, país onde o inglês não é a língua principal – esse é o papel do hindi. O idioma dos colonizadores é só mais um no meio das dezenas que existem por lá. No meio de uma verdadeira Torre de Babel, é claro que o inglês não é igual ao que é falado na terra da Rainha. Palavras, sotaques, pronúncias são diferentes no inglês indiano, a ponto de ter gente que chama essa língua por outro nome: *hinglish, mistura de hindi com english. Sério, pode procurar que tem até verbete na Wikipédia provando que o hinglish existe. Aprender alguma coisa de hinglish não foi apenas uma experiência divertida, mas necessária para a sobrevivência. Só assim era possível comprar produtos nas feiras, pegar tuk-tuks para voltar para casa depois do trabalho e, o mais importante, me comunicar no tal do trabalho. E olha que a língua oficial na empresa nem era hindi, mas punjabi. Um dos meus chefes, inclusive, não falava hindi, só arranhava o inglês e tinha como língua nativa o punjabi. E no meio disso tudo ainda estavam outros estrangeiros, já que lá também trabalhavam uma americana, uma húngara, uma russa e vários brasileiros, afinal todo mundo sabe que brazuca atrai mais brazuca. Muitas vezes eu não entendia o que falavam comigo. Meu consolo é que eu tenho certeza que eles também não faziam ideia do que dizia, em hinglish ou em inglês mesmo.
Rafael Sette Camara | @360meridianos | 360meridianos ]

ITALIANO/INGLÊS: Eu sempre fui apaixonada por línguas. Desde criança, prestava atenção em legendas de filme, em músicas, em tudo o que era em inglês. Tentava imitar os sons e aprender sozinha. Acho que essa paixão foi o que me fez começar a gostar tanto de viajar! Hoje, quando viajo, é a mesma coisa. Fico tentando aprender palavras novas e me comunicar na língua local! E eu descobri que tenho muita facilidade em pegar o sotaque dos lugares. Isso é bom e ruim para aprender uma língua nova! Bom porque quem escuta tem a sensação que eu falo bem porque parece com o que eles estão acostumados. Ruim, porque as vezes eu faço vários erros de gramática, mas eu não percebo porque fica “escondido” atrás do bom sotaque!
Eu estudei italiano muitos anos da minha vida e, em 2004, morei na Milão com duas italianas da Sicília. Foram elas que me ensinaram a falar italiano bem. Alguns anos depois, já no Brasil, conheci dois italianos e sempre que eu conversava com eles, percebia que eles se olhavam com uma cara estranha. Um dia perguntei se era porque eu falava mal italiano, e eles falaram que na verdade eu falava algumas palavras de um dialeto da Sicília e com um sotaque muito forte! Foi ai que percebi que sem querer, eu estava “imitando” o jeito de falar das minhas amigas!
[ Dri Lima | @DicadaDri | Dica da Dri ]

ALEMÃO: Já li em algum lugar que uma vida não é suficiente para aprendermos verdadeiramente o alemão. Não concordo inteiramente com isso, mas o fato é que o idioma requer muito estudo, dedicação e paciência! Cheguei à Alemanha em 2010 só com o nível básico. Nos primeiros dias tinha uma confiança surpreendente, falava com os vendedores, comprava as coisas e me virava sozinha. Depois, vi que não seria tão fácil. Tinha três meses para ser aprovada na proficiência de nível intermediário, exigência do mestrado que ia fazer. Fiz um curso intensivo aqui na Alemanha, estudava 10 horas por dia e passei. Na época, achei que tudo seria naquele ritmo crescente de aprendizado que vinha alcançando. Mas chegar a um nível avançado é muito mais difícil, nem sei mensurar, pois ainda não estou lá. O alemão não é daquela língua que basta ouvir sempre ou morar no país que você aprende perfeitamente. Quando não tinha tempo para estudar – por causa das aulas do mestrado, em inglês – meu alemão despencava muitos degraus. Eu vivia na Alemanha, mas também precisava ter tempo de estudar todos os dias. Agora, já com o mestrado terminado, voltei aos meus estudos diários e encontro mais segurança a cada dia. Ainda não trabalho, este é o meu próximo desafio. É gratificante quando elogiam a minha desenvoltura, mas é igualmente desanimador quando cometo um erro bobo. E os erros acontecem com maior frequência que os elogios, infelizmente. Mas gosto do idioma alemão, é uma língua lógica e desafiadora. Acho sinceramente que, para atingirmos a fluência, devemos estudar para sempre. É muito agradável ver os nossos avanços, dá uma energia extra para continuar! Não busco, contudo, a perfeição. Reconheço as minhas fraquezas no sotaque, por exemplo! Desejo que um dia eu consiga me expressar completamente, este é o meu objetivo.
Giselle Gurgel | @fraugurgel | Frau Gurgel ]

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INGLÊS: Aprender a falar inglês é algo que muitos têm como objetivo, mas aqueles que vão em busca de uma profunda imersão no idioma, em um país onde essa seja a primeira língua, logo percebem que o investimento terá retorno certo. A minha experiência por 3 meses na Nova Zelândia (2008) e agora 2 anos de Austrália (2011 – 2013) estão fazendo e sempre farão uma grande diferença na minha vida. Assim como muitos brasileiros, quando cheguei aqui em Sydney, em fevereiro de 2011, pensei que sabia falar inglês, só porque fiz um curso de 1 ano no Brasil e passei uma temporada de 3 meses na Nova Zelândia, achava que chegaria aqui “abafando”. Logo percebi o quão enganado eu estava. Percebi que falar inglês é muito mais do que dominar um pouco de gramática e ter um certo vocabulário. Percebi que não é apenas falar um inglês correto que é importante, mas sobretudo, saber identificar o contexto no qual estamos inseridos e nos adequarmos a ele. É aí que entram as Collocations (combinações de palavras), as SLANGs – (Street Language), as expressões idiomáticas (idioms) e os phrasal verbs, muito importantes para a “sobrevivência” de um estrangeiro num país de língua inglesa. Sem esses 4 elementos que mencionei acima, você pode até ter um inglês BOM, as pessoas lhe entenderão, mas você NÃO soará natural. E isso poderá ser determinante na sua interação com os “locais”. O australiano, por exemplo, por ser um povo bastante reservado, tem a tendência de NÃO fazer amizades tão facilmente, diferente de nós brasileiros. Normalmente, eles se mantém em seus grupos de amigos, surfistas, colegas de trabalho, etc. Adivinhem o que pode quebrar essa barreira? Um inglês fluente e natural, uma pronúncia “bacana” e um conhecimento geral sobre a cultura do lugar. É assim que vejo muitos brasileiros se sobressaírem, em suas relações sociais e na vida profissional aqui no país dos cangurus!
Sávio Meireles Lemos | colaborador Um Mundo em Uma Mochila ]

INGLÊS/ESPANHOL: Fui daquelas crianças que aos 9 anos já estava fazendo inglês numa dessas escolas de idiomas que se multiplicam por aí. Depois, foi a vez de aulas de espanhol ainda no colégio. Aos 15 anos, já me virava muito bem nos dois idiomas, no entanto, ambos apenas me serviam pra traduzir músicas adolescentes e pra me dar bem no vestibular, afinal, consegui praticamente zerar em física, mas gabaritar em inglês. Pois bem. Já na universidade e trabalhando desde os 16 anos, confesso que minha “carreira” nunca exigiu muito dessa área. Com exceção da leitura de alguns textos e livros nos tempos de Faculdade de Educação. O tempo foi passando e a falta de prática, principalmente em conversação, me fez perder muita coisa. Uma pena. Aos 21 anos me formei e resolvi resgatar meu inglês num intercâmbio pelos EUA. Na verdade, o idioma foi a “desculpa’ pra poder viajar e começar a conhecer o mundo. Preparei toda a burocracia, pagamos todo o programa, tinha encontrado a minha família americana em New Jersey, mas eis que aos 45min do 2o tempo surgiu a ótima e irrecusável oportunidade de trabalhar com o que eu mais queria aqui em São Paulo e acabei cancelando o curso. Sim, me chamaram de maluca, afinal estava trocando os EUA por um trabalho numa comunidade carente na zona sul paulistana. Não, não me arrependo, pois nunca tive o sonho de morar nos EUA. O tempo passou novamente sem exigir muito do meu inglês e do espanhol, até que tive a chance de “morar” um mês em Amsterdam, pois meu namorado na época morava/trabalhava lá. Enquanto ele trabalhava o dia todo, eu tinha que me virar pela cidade, mas do holandês só aprendi a sorrir pra todos e dizer “alstublieft” em toda e qualquer situação. Mas percebi que eles aceitavam bem o inglês, diferentemente dos franceses e logo me forcei a resgatar o inglês adormecido e não utilizado de anos. Em meio à muita tensão em supermercados, drogarias, lojinhas, mas aliada à minha cara de pau eterna, consegui sobreviver. E dali em diante, vi que era possível e da forma que eu mais gostava. Caí no mundo, voltei à Europa e fiz algumas viagens pela América Latina, ora acompanhada, ora sozinha, onde reaprendi meu espanhol/inglês e a cada destino novo, me distancio daquele portunhol safado que é até bem aceito e falado no Uruguai, Argentina e Chile, mas à medida que você vai subindo o continente, como em Cuba ou Costa Rica, por exemplo, vai se exigindo cada vez mais de você. Como diz o velho ditado: “a necessidade faz o homem”. Portanto, com uma noção do idioma (sim, é importante saber algumas expressões/palavras no idioma do país que você está viajando. Acho elegante e só contribui!), com uma dose de cara de pau para conhecer gente e interagir, outra de disposição pra aprender com as situações num país que não é o teu, provavelmente você melhorará e muito a sua forma de compreender e falar outro idioma. Meu trabalho no Brasil continua exigindo pouco do meu inglês/espanhol, mas a cada viagem planejada e vivida, volto a ter a segurança dos meus 15 anos, quando estava no ápice dos eternos cursinhos de línguas. Leve a sério todos os clichês que você já deve ter ouvido e lido por aí a respeito de viagens e VIAJE. Como professora, posso dizer que o melhor aprendizado não vem da lousa, dos exercícios de fixação ou das provas bimestrais. O maior aprendizado vem das experiências vividas por aí, no momento em que você sai da sua zona de conforto.
[ Vanessa Aguilera | @aguilera13 | Diário de Mochileiro ]

ALEMÃO: Vim para a Alemanha em Março de 2012. A idéia era ficar apenas 6 meses. Mas, francamente, eram muitos castelos, cervejas e pessoas para se conhecer em apenas um semestre. Sempre quis aprender alemão na minha vida. Meu plano caiu por água abaixo quando cheguei em Berlim e me dei conta que estava em uma metrópole, onde todo mundo fala inglês e você praticamente não acha um trabalho se não for bilíngue. Eu tinha alguma noção desse idioma tão maravilhoso antes de vir pra cá, mas minha paixão só cresceu depois que mergulhei fundo na língua das assustadoras declinações e das palavras de mil letras. Joguei o inglês pra escanteio e insisti. O baque inicial passa depois do tempo :) Senti falta do Brasil e voltei para as férias no fim de 2012, mas não resisti: Achei um jeito de voltar pro velho continente rapidinho. Minha paixão pela Alemanha é como aqueles amores intensos que a gente tem na vida. Eu ainda tenho muito mais a aprender. Eu continuo conhecendo pessoas, castelos e cervejas, mas agora em Munique, uma cidade bem mais tradicional e bem menos internacional do que Berlim. Aprender alemão pode parecer desesperador no início, mas o esforço vale a pena depois que você escuta em alto bom tom: “Menos de um ano aqui? Du sprichst aber gut Deutsch!”. Recompensador!
Thalita Milan ]

ALEMÃO/SUÍÇO-ALEMÃO: Ah.. esse alemão! Trauma!! Sou casada há muito tempo com um suíço alemão. No começo até estudava alemão aqui no Brasil para quando visitasse os familiares do marido. Mas chegava na Suíça e ficava na mesma, sem entender nada, pois o dialeto é bem diferente! Procurei então “aprender” o dialeto, e o que resultou disso é uma misturada danada! Falo tudo errado, mas a gente acaba se entendendo…
Tânia Ruf ]

Agradeço mais uma vez a participação, não deixe de conferir o post onde tudo começou: Os desafios e dificuldades de aprender novas línguas estrangeiras.

Abraço e paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com 

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Uma volta ao mundo de Guinness Book

Trabalhando em um jornal aqui na Suíça chamado “20 Minuti” acabo me deparando com histórias incríveis como essa de dois Suíços que saíram 27 anos atrás para fazer a volta ao mundo de carro e ainda não voltaram pra casa!

A matéria explica que Emil Schmid “não sabe o que é saudade de casa”. Ele e a sua esposa Liliana deixaram a Suíça em um Toyota Landcruiser no longínquo 1982. O casal, originário de Wallisellen (Suíça), entrou para o Guinness Book com a mais longa viagem de carro – com nada menos que 676 mil quilômetros percorridos em quase 20 mil horas dirigindo!

O carro, mesmo depois de uma quilometragem de respeito e 30 anos como fiel companheiro de viagem, ainda é o mesmo! O casal sempre contou com um patrocínio da Toyota, que envia as peças de reparação grátis. Mas este patrocínio está para ser cancelado, já que a Toyota alega que o carro se tornou velho demais. Emil já prevê o triste fim: “O nosso carro tem 30 anos e já teve vários problemas no motor, no câmbio e ferrugem. Nesse momento apareceu um problema com a direção. Em breve chegará o dia em que não poderemos mais concertá-lo.

Mas – como poderíamos imaginar – eles não se desanimam: “Se não funcionar mais o carro continuaremos a nossa viagem de avião. Teremos que tomar cuidado com os gastos, mas conseguiremos”. Em tanto tempo na estrada não faltam aventuras pra contar. Entre as piores estão um ataque violento seguido de furto em Macedônia e também uma doença infecciosa depois que um cão mordeu Liliana nas Ilhas Tonga.

O que sempre garantiu essa vida “on the road” de dar inveja é a pensão dos dois. Emil, agora com 70 anos, afirma: “Gostaríamos de continuar o nosso caminho no mundo, até quando poderemos”, e emenda: “Não temos a idéia de voltarmos à Suíça pra passarmos nossos últimos dias lá”. Eles se encontram atualmente em La Réunion, no Oceano Indiano.

O site desse incrível casal aventureiro – www.weltrekordreise.ch – é atualizado, mas bem confuso. O conteúdo é incrivelmente vasto, fruto de tantos anos na estrada. A site é acessível em inglês ou alemão, mas qualquer um pode navegar e conferir um pouquinho do que eles já puderam vivenciar passando por cerca 170 países e registrando mais de 80.000 fotos!

E você, encararia uma aposentadoria assim?

Abraço e paz,

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Compre uma viagem e ganhe muitos quilos grátis!

Quando morei na Austrália presenciei um fenômeno interessante. Homens emagreciam e quase todas as mulheres engordavam – muito.

A terra dos fish&chips (peixe e batatas fritas) e do delicioso chocolate TimTam, apesar das belas praias e do clima muito parecido com o do Brasil, é um exemplo clássico de uma coisa que acontece em quase todos os outros países.

Um das explicações seria a carência afetiva e também a carência de dinheiro. Guloseimas são mais baratas e enchem a barriga. Aliviando a saudade e estourando o limite de caloria diário.

Não é que os homens sempre comem melhor e têm menos saudade. Na verdade geralmente eles fazem trabalhos mais ‘pesados’ e assim já garantem a queima de todos os doces, pizzas, cervejas e afins.

Se você vai para um país onde ninguém te conhece e muito menos sabe como era o teu físico, ninguém vai mandar a clássica “nossa, como você engordou!” que ajudaria a cair na real e segurar a onda.


“jogo dos 7 erros”

Eu cheguei a pesar quase 95 quilos na época que fui para os EUA (2001) e quando fui em um parque aquático um garoto americano falou que eu não era gordo. Para o padrão americano eu era magrinho, magrinho.

Para quem normalmente luta contra a balança, pode ser uma boa ficar sem a comidinha da mamãe. Para quem não sabe cozinhar… é melhor aprender.

Inglaterra, Irlanda, Estados Unidos, Canadá e Austrália são alguns dos principais destinos para os viajantes. Mas são também muito famosos pela péssima cozinha.

Agora é inverno na Europa e depois das festas de fim de ano não tem como não ganhar uns quilos. É subir e descer as escadas do prédio, fazer bicicleta ergométrica em casa ou encarar o frio dando uma corrida pelas ruas. Sou mais as duas primeiras!

Não tenho preconceitos com gordos, afinal tenho tendência a engordar muito rapidamente. Mas é sempre bom cuidar do corpo, da auto-estima e – principalmente – da saúde!

Os gringos não têm e nunca terão o tempero e o sabor brasileiro. Muito menos as nossas ‘curvas’. Take care!

Confira também o post As dietas das nossas vidas… do blog Juntos no Mundo!

Boa semana galera! PAZ!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Fonte da foto: The Schlicken Empire

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TOP10 – destinos pelo mundo

A moda dos TOP10 prova sempre que é imortal, um sistema que funciona, independente do que consista a lista.

Como o assunto aqui é – e sempre será – viagem, chegou a hora de fazer o meu TOP10 de destinos pelo mundo. Uma lista completamente pessoal, pois falarei só de onde já estive e que com certeza voltaria se tivesse chance.

Led Zepellin I na vitrola; Tico e Teco já brigando porque não costumo acioná-los com frequência; chegou a hora da verdade – e lá vamos nós:

OBS.: Todos os links abaixo são páginas internas do nosso blog, então podem confiar!


#10 SUÍÇA
Em 95 deixei o nosso Brasilzão para ir morar na Austrália, a minha idéia era de ficar alguns anos por lá. Mas conheci uma garota (que hoje é minha esposa) que mudou a minha vida e acabei vindo morar na Suíça com ela. Aqui na Suíça não tem mar, tem inverno rígido, as coisas custam caro, aluguel é um absurdo… mas a qualidade de vida, segurança, suporte do governo e ‘otras cositas más’ fazem da terra do chocolate um ótimo lugar para se viver, principalmente para crescer os filhos, pois além da ótima educação, uma criança aqui tem a chance de aprender vários idiomas. Saiba mais sobre a Suíça: http://bit.ly/cmhvj5


#9 BARCELONA | ESPANHA
Lembro bem do dia em que minha esposa me deu de presente de aniversário uma viagem para Barcelona! Não que todos os presentes sejam neste nível, mas com certeza foi uma experiência incrível, uma vez que eu sempre sonhava em conhecer esse lugar incrível! Fomos no verão, curtimos praia e demos um giro completo pela cidade! Voltaria com certeza muito mais vezes, quem sabe nos próximos aniversários! :) Mesmo quem não conhece pessoalmente a cidade já imagina bem tudo que ela oferece. É tudo verdade! Saiba mais sobre Barcelona: http://bit.ly/aBGGwj


#8 MYKONOS | GRÉCIA
Um dos tantos lugares que fui sem saber praticamente nada a respeito, apesar de Mykonos ser um destino turístico muito famoso! Mais pelo fato que é meta de muitos casais e pessoas gays. Fui com a minha esposa e curtimos muito! Não tem essa de rotular, é saber curtir o momento e apreciar as alucinantes paisagens gregas! Saiba mais sobre Mykonos: http://bit.ly/bGSfDJ


#7 TAILÂNDIA
Se Mykonos é um destino famoso, a Tailândia então nem se fala! Foi o país mais parecido ao Brasil que já conheci. Tudo muito barato, pessoas gentis e acolhentes, paisagens de tirar o fôlego e um prato cheio para turistas de qualquer lugar do mundo! Mas, assim como o Brasil, eles têm o problema da prostituição e da pobreza, mas ainda sim continuará sempre sendo uma das maiores referências para quem busca uma viagem inesquecível! Saiba mais sobre a Tailândia: http://bit.ly/bZjAHg


#6 EGITO
Chegar aos pés das pirâmides e pertindo da esfinge foi uma das sensações mais incríveis da minha vida! Fiquei realmente sem palavras, era como se fizesse parte de um outro mundo! Aquelas coisas que você vê pela TV a vida toda a parecem tão distantes – e eu estava lá! Claro que o Egito também tem seus problemas sociais, mas os turistas que decidirem ir também não vão se arrepender! Saiba mais sobre o Egito:  http://bit.ly/dwH84u


#5 INDONÉSIA
Rodei de carro pela ilha de Bali com um grande amigo, uma experiência alucinante! Templos, compras, praias que pareciam ser cartões postais. Um mundo de cores, cheiros e sabores inigualáveis! Perfeito para recarregar as baterias e desestressar do ritmo alucinante da vida de hoje em dia. Também relativamente barato como a Tailândia e muito perto de outros países incríveis como Cingapura, Vietnã, Camboja e Austrália. A região é perfeita para os mochileiros de plantão! Saiba mais sobre a Indonésia: http://bit.ly/9JktQy

#4 ILHAS MALDIVAS
Não fique chateado se você nunca ouviu falar das Ilhas Maldivas, eu também não tinha antes de ter vindo para a Europa! Mas o meu quarto destino leva todos os créditos! Ficamos em Helengeli, uma ilhazinha perdida do no meio do Oceano Índico, parte do grande atol das Maldivas. Nada de computadores, celulares e muito menos sapatos e tênis! Areia, sol, calor, mergulho, relax total e absoluto em uma natureza de tirar o fôlego! Como fica muito longe do Brasil e é relativamente caro, acaba sendo visitado quase exclusivamente por europeus e americanos. Se tiver chance de ir, não perca! Saiba mais sobre as Ilhas Maldivas: http://bit.ly/cqlrUX

#3 CUBA
Podem falar o que quiserem sobre Cuba, o regime e tudo mais. Mas rodar pela ilha de Fidel foi uma das experiências mais incríveis que tive na vida! A cultura, a natureza, a música, as pessoas… o “ar” que se respira em Cuba é inigualável! A sensação é de estar em um filme, em uma realidade paralela onde o mundo gira em outra velocidade – muito mais lenta e prazeirosa. Quem visita realmente repensa sobre o valor da influência que a tecnologia tem nas nossas vidas “modernas”. Muitos drinks e charutos, um mar tranquilo e visuais contrastantes. ‘Carpe diem’ poderia ser o resumo desse lugar fantástico. Veja o vídeo da viagem: http://www.youtube.com/watch?v=0eHj5JRXcZY

#2 AUSTRÁLIA
Como já havia explicado um pouco no #10, na minha opinião a Austrália é um misto de Brasil e Suíça. Festas, curtições e natureza brasileira com a precisão, custo de vida e segurança suíços! Quem quiser trabalhar duro (duro mesmo) e tiver uma graninha para investir, a Austrália é o destino ideal! Nunca escondi de ninguém que é o meu destino preferido. Pena que não tive a chance de rodar tanto por lá, mas ainda voltarei com a minha esposa para conhecer tudo! Claro que a Nova Zelândia acaba entrando nesse pacotão, pois é muito parecida com a terra dos cangurus! Esportes radicais, boas festas, uma graninha boa, um povo geralmente acolhente. Sobram sinônimos para representar o famoso down under! Leia mais sobre a Austrália: http://bit.ly/f356QC

#1 JERICOACOARA | CEARÁ
OK, podem pensar que escolher um destino brasileiro seja puxar saco do Brasil. Não é não, tanto que é o destino preferido da minha esposa também (sendo agente de viagens, ela conhece muito mais países do que eu). Jeri é a pérola escondida no fundo do mar, um lugar protegido da invasão em massa dos turistas e talvez seja exatamente este o seu charme particular! Muitas pessoas que moram em Fortaleza, que fica relativamente perto, nunca visitaram Jeri. É uma aventura e tanto chegar até lá, mas vale cada segundo e cada centavo! Mais informações sobre Jeri: http://bit.ly/9zVbeA

É isso aí galera! Já que chegou até aqui, deixe um comentário com o teu TOP10!!!

Leia também aqui no RPM:
. Rodando pela Europa – Dicas importantes (hospedagem + vôos + trens + carros)
. Trabalhando pesado no exterior! (parte 1)
. Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?
. Rodando por Barcelona – Espanha
. Rodando por Mykonos – Grécia
. Vivendo na neve
. Austrália x Irlanda
. O país que recomendo…
. Onde morar na Austrália?
. San Diego 1 x 3 Australia
. Sydney x Gold Coast
. Videos da Austrália
. Rodando pela Irlanda
. Irlanda em vídeo
. Dicas de 13 dos mais procurados destinos para intercâmbio pelo mundo
. Povo amigável e cultura rica atraem estudantes para Irlanda

Grande abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Trabalhando no exterior “pós-crise”

Visto que muita gente me escreveu perguntando como andava o mercado de trabalho no exterior depois da crise – especialmente na Irlanda e na Austrália – resolvi recorrer a ajuda do meu grande amigo Bruno Passarelli. Ele é um dos responsáveis pela StudyNet, empresa especializada em intercâmbios, e colaborou com o blog. Segue o texto, vale a pena conferir:

A crise é uma exelente oportunidade para o intercambio, além da maioria das moedas estrangeiras estarem em queda, inclusive o Dolar Americano, as passagem aéreas estão ficando cada vez mais baratas.

Para quem busca destinos onde se pode estudar e trabalhar legalmente, como : Irlanda, Inglaterra, Australia e Nova Zelândia, os intercambistas tem que ter consciência de que os empregos que encontrarão serão os chamados empregos informais, onde os nativos sejam eles Irlandeses, Ingleses, Australianos ou Neolandezes não querem. Apesar do numero de desempregados nesses paises ter aumentado, o feedback que temos das escolas que trabalhamos e dos alunos que mandamos é que apesar dessa crise, muitos ainda estão fazendo as suas 20 horas semanais (que é o numero de horas máximas que se pode trabalhar legalmente, caso tenha um visto de estudante).

Na Irlanda por exemplo, o número de Irlandeses desempregados é bem menor que em outros países da Comunidade Européia e mesmo na Inglaterra, e mesmo tendo vagas nos empregos informais, muitos deles não querem trabalhar neste tipo de emprego, e não querem empregos part-time de apenas 20 horas, pois possuem famílias para criar e preferem os empregos full-time, 35 horas ou mais por semana. Alem do que, a partir do momento que estão desempregados, os mesmos possuem ajuda do governo por um bom periodo de tempo, alem de vale alimentação e assistência médica, então os mesmos acabam optando por não trabalhar.

Uma outra opção para aqueles que não querem passar por qualquer tipo de problema seria optar por destinos alternativos ou cidades alternativas. No caso da Irlanda para aqueles que ficam com um pé atras de ir para Dublin, onde o número de brasileiros é muito grande, existem outros possiveis destinos como Limerick, Galway e até mesmo Cork onde o número de brasileiros é muito menor que em Dublin, é as ofertas de trabalho podem ser bem melhores.

Um outro importante fator, seria a época do ano em que o intercambista embarca, pois podemos dizer que as vagas de emprego são sem dúvida nenhuma maiores durante o periodo de verão, onde o número de turistas aumenta e consecutivamente aumentam as vendas, e a procura nos mais diversos setores.

Em função da crise, muitos intercambistas acabam optando por rotas alternativas até então pouco mencionadas e exploradas como é o caso de Malta, Africa do Sul e até mesmo os países da América do Sul, como Chile a Argentina, países que estão se tornando um super destino, e o melhor de tudo isso é que os valores são bem mais acessiveis que os destinos tradicionais.

Apesar do aumento das cotações do Dolar Americano, os Dolares Canadense, Australiano e Neozelandês se mantiveram quase que estáveis o que ainda torna esses destinos acessiveis.

Agora uma exelente opção para os universitários que querem aprender ingles, viajar, conhecer gente do mundo interessante e ainda ganhar um dinheiro é o programa de Work & Travel Eua, que é um programa de trabalho nos EUA, no periodo de férias da faculdade. E apesar da crise, teremos diversas vagas para trabalho no EUA, como em parques nacionais, estações de ski, resorts, restaurantes e outros.

Bruno Passarelli
Marketing Coordinator of Studynet

Leia também:
.Trabalhando pesado no exterior! (parte 1)
.Trabalhando pesado no exterior! (parte 2)
.Trabalhando pesado no exterior! (parte 3)
.
Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?
.Qualquer tipo de trabalho merece respeito
.13 destinos para intercâmbio pelo mundo
.Austrália x Irlanda
.O país que recomendo…
.Intercâmbio na Irlanda
.Irlanda

Valeu Brunão pela força!

Grande abraço e muita paz para todos! Bom fim de semana!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Rodando pela Tailândia

Em 2006 chegávamos em Bangkok de avião, mas preferimos fugir um pouco da cidade grande e seguimos para cidades menores como Pattaya e Phuket. Em Phuket (Patong Beach) ficamos em um hotelzinho muito bom chamado Tony Resort, recomendo!

Bom, relativamente menores, mas ainda sim com estrutura de cidade grande: muito comércio, bons restaurantes e – infelizmente – muita pobreza e prostituição. O baixo custo de vida é uma das grandes atrações para os turistas.

Seguimos para a parte mais irada da viagem, os passeios de barco! A primeira parada foi do ‘Templo de Suwankuha’ (Caverna dos Macacos). Existiam milhares deles, mas quase todos tinham morrido no Tsunami em 2004! Depois seguimos de barco para a ‘Phang nga bay’ com as 32 montanhas saindo do mar.

Imagens maravilhosas de verdadeiros cartões-postais, parecia estar sonhando acordado!

Outro destino imperdível, partindo de lancha de Phuket, são as ‘Phi Phi Islands’. Destaque especial para a Ko Phi Phi Leh (Ko em tailandês significa ilha), onde foi gravada mais uma grande produção americana, o filme “A Praia” (The Beach) em 2000 com Leonardo diCaprio.

É incrível a atmosfera e ainda mais as paisagens dessa região! Nem a alta concentração de turistas consegue tirar o esplendor esse lugar paradisíaco!

A próxima parada do passeio foi na ‘James Bond Island’, com visuais incríveis, comprovando porque é um dos destinos mais escolhidos dos turistas!

Já pelo nome podemos imaginar que a ilha foi palco de um dos filmes de James Bond.

Depois de uma volta a pé e algumas fotos seguimos para a Panyee Island, uma ilha flutuante de pescadores para um almoço com a ótima comida local.

Continuamos as aventuras em vários outros destinos, sempre com coisas exóticas e que ficarão na memória pelo resto da vida!

Foi interessante ter visitado o país pouco mais de ano depois do Tsunami e ver a capacidade do ser humano de se recuperar depois de desastres tão grandes assim.

Mais um dos destinos mais desejados e sonhados do mundo que tive o prazer de visitar e aproveitar e compartilho um pouco com vocês!

Confira o vídeo da viagem:
Imagem de Amostra do You Tube

Você pode encontrar muito mais dicas e info sobre  a Tailândia nos blogs amigos:
Viajando com Eles | Boa Viagem | Finestrino | Preciso Viajar | MiKix | RBBV

E, como diria meu grande amigo Mateus, “Obrigado Deus, obrigado Buda!”

Abraço e muita paz!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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Dicas de 13 dos mais procurados destinos para intercâmbio pelo mundo

Fala galera viajante!

Estou partindo amanhã para o Brasil e devo ficar um tempo sem mandar notícias, mas queria agradecer pela força e pelas mensagens e deixar uma bela dica do UOL Educação para quem está pensando em fazer intercâmbio!

São dicas de 13 dos mais procurados destinos pelo mundo:

Irlanda
Custos mais baixos que a vizinha Inglaterra e menos burocracia e fila para conseguir visto têm atraído estudantes para o país. O número de brasileiros triplicou em 2007

África do Sul
Curiosidade cultural é o que mais atrai estudantes

Alemanha
País abriga renomados cursos de pós-graduação

Austrália
Clima e estilo de vida encantam visitantes

Canadá
Toronto é multicultural e receptiva a imigrantes

Espanha
Madri é a melhor opção para aprender espanhol

EUA
País ainda é campeão em programas de High School

França
Quem não gostaria de se formar em Sorbonne?

Holanda
Governo tem 650 programas para alunos internacionais

Inglaterra
Mesmo caro, destino atrai estudantes do mundo todo

Itália
Meca do design, também é ícone da moda e da culinária

Nova Zelândia
Natureza e esportes radicais são o mote

Suíça
País tem os melhores cursos de hotelaria do mundo

E também algumas dicas de matérias publicadas aqui no blog:

Leia também:
. Austrália x Irlanda
. O país que recomendo…
. Onde morar na Austrália?
. San Diego 1 x 3 Australia
. Sydney x Gold Coast
. Videos da Austrália
. Trabalhando pesado no exterior! (parte 1)
. Quanto posso ganhar trabalhando pelo mundo?
. Rodando por Barcelona – Espanha
. Rodando por Mykonos – Grécia
. Vivendo na neve
Leia mais sobre a Irlanda:
. Rodando pela Irlanda
. Irlanda em vídeo
. Dicas de 13 dos mais procurados destinos para intercâmbio pelo mundo
. Povo amigável e cultura rica atraem estudantes para Irlanda

Como podem ver aí abaixo, a mudança climática vai ser bem leve!!!

Abração, muita paz e felicidade para todo mundo! Até a volta!

Valeu, Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

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