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Entrevista com Fernando L.A., um cara muito louco!

O nosso entrevistado da vez nos escreve diretamente de San Diego, Califórnia!

No auge dos seus vinte e tantos anos, colhe o sucesso que sempre mereceu. Não, ele não é a mais nova estrela cinematográfica made in Brazil. É sim um dos caras mais loucos e engraçados que já conheci e foi assim que surgiu a idéia desta entrevista.

Como ele mesmo se define no seu curioso perfil do orkut: heterossexual, baladeiro de plantão, estilo casual e minimalista e humor extrovertido/extravagante, seco/sarcástico, inteligente/sagaz… simpático.

E dispara uma das pérolas de Chico Buarque:

“Ouça um bom conselho / que lhe dou de graça / inútil dormir que a dor não passa. / Espere sentado ou você se cansa, / está provado que quem espera, / nunca alcança.(…)”

Mais um grande exemplo, como o de Carol Rivello, de brasucas conquistando sucesso e espaço pelo mundo.

Viajadores e viajadoras, com exclusividade para o nosso humilde blog:

Rodando Pelo Mundo: Quais países já conheceu, quer conhecer e aqueles que nunca iria?
Fernando L.A.: Já estive na Argentina, Uruguai, Argentina, US, China, Korea e Japão, nesta ordem, além do Brasil.
Conheço muito o povo argentino, coreano e americano.  É muito engraçado visão que cada um deles tem sobre o povo brasileiro:
- Os argentinos que conheci são bastante calorosos, amigáveis e humildes, mas gostariam ser tão malandro quanto acham que os brasileiro fazem.
- Os coreanos são desconfiados, fechados, inteligentes e sábios, mas gostariam de ser tão alegres e aproveitar a vida como acham que os brasileiros fazem.
- Os americanos são sistemáticos, individualistas e gostam de beber cerveja, mas gostariam de poder viver na linda cidade de Buenos Aires e ter uma linda casa em frente à praia de Copacabana, se comunicar em espanhol e vez ou outra ir a São Paulo para estar perto da rica floresta Amazônica, e ver bundas dançando samba por todo lado, como acham que o mais bem sucedido brasileiro faz.
Gostaria muito de conhecer os países da Europa, a Índia e Peru. Não iria nem para o Irã e nem Iraque.

RPM: Sendo um cara muito crítico e com uma visão particular do mundo, o que acha do povo americano?
FLA: É um povo um pouco vazio e metódico, que leva uma vida baseada em receitas, pois acreditam que ser bem sucedido e rico é mais importante que ser feliz.
Um americano típico usa roupas italianas, tem carro alemão, toma cerveja, assiste basebol ou futebol americano aos domingos, tem um hobbie qualquer - como golfe, barcos ou caça, vai a restaurantes caros aos fins de semana e trabalha o suficiente durante a semana.
O bom aqui é que o respeito aos indivíduos é muito valorizado e bem visto. Não por evolução, mas porque aqui o couro come, não importa quem seja. Por isto, é muito bom ser consumidor, paciente e pedestre por aqui.

RPM: Toda essa crise só começou ou já está acabando? Se encontrasse o nosso amigo Barack Obama para um cervejinha, que conselho daria?
FLA: Acho que a crise já está acabando…  Muito já se fez e se aprendeu.  Para o Obama, agora o novo presidente, diria para fechar a Apple, proibir o Iphone e mandar a Samsung pro buraco de onde ela veio.  Celular é Motorola hehehehe

RPM: E ao Bush? Lula?
FLA: O Bush, diria para matricular-se no mobral e para o Lula, ajudá-lo a fazer lição de casa, mas não passar-lhe cola nas provas.

RPM: Brasileiras ou gringas?
FLA: Diria que do México para baixo.

RPM: Pinga de alambique ou Blue Label?
FLA:
Eu gosto muito de vodka, pode até ser em garrafa de plástico.  O que importa mesmo é a compania e o naipe da festa.

RPM: Vale mais muito estudo ou talento e sorte? O que pesou mais para você?
FLA: O que mais abre portas na vida profissional sem dúvida nenhuma são os relacionamentos que se constrói durante toda a vida.
Para abraçar e dar continuidade às oportunidades - além das portas - é preciso ter confiança e vender muito bem o peixe. O talento e auto-crítica ajudam a dar a confiança.
Temos sempre que trabalhar os pontos fracos e expor os pontos fortes. Humildade, e irmandade ajudam a construir bons relacionamentos. É importante se interessar e aprender com os outros, pois ajuda a evoluir e criar relacionamentos.
Diria que o estudo é o menos importante, mas ajuda a exercitar a mente e tornar-se mais ágil. Uma visão positiva e saudável enxerga o que deu certo como sorte e, simplesmente passa por cima do que nunca daria certo, ao invés de chamar de azar.
O que me ajudou muito para esta oportunidade que apareceu foi um misto de gosto pelo trabalho, dedicação, perfeccionismo e bom humor.
O cara que me chamou para trabalhar aqui disse que gostou porque não importava a merda que acontecia, eu estava sempre sorrindo, calmo e focado nos resultados. Muitas das pessoas que me cercam são muito capacitadas tecnicamente e são muito competentes, mas poucas sabem trabalhar sob intensa pressão, num ambiente caótico e continuarem focadas e calmas mesmo quando as coisas não dão certo.

RPM: Saudade da época de faculdade? Era tão tranqüilo, quase não tinha festa…
FLA: Meu amigo, saudades de Santa Rita do Sapucaí só quem é de Cachoeira de Minas ou Conceição dos Ouros. Da época de faculdade, tenho saudades dos carnavais em Caxambú, São Lourenço e das festas bate-e-volta em Alfenas

RPM: Estados Unidos é (são?) famoso(s) pelo preconceito com os brasileiros. Rolou algo do tipo ou teu charme(!) fez a diferença?
FLA: Charme é boa!! ahahah!!! Para mim, ser brasileiro ajudou a puxar assunto e cativar muita gente por aqui. Não tive que pagar fiador nem depósito para alugar apartamento.  E, explicando que praia de Copacabana não é em Buenos Aires, me ajudou a conseguir um bom desconto para comprar o carro. Na verdade, o vendedor disse que ninguém antes havia conseguido tanto desconto!! Mas a placa do carro não chegou até hoje.. preciso ver o que aconteceu heueheh

RPM: Brasil só nas férias ou quer voltar de vez?
FLA:
Eu vou voltar de vez, com certeza!! Alguém vai ter que tomar conta ‘do lojinha’!!! hahaah

RPM: Tua família foi sempre muito ligada, como rolou essa despedida e como é o contato?
FLA: Minha família me deu muita força e segurança para aceitar esta transferência. O relacionamento que temos ajuda muito nos momentos difíceis.
A despedida é estranha: uns abraços, beijos, entra num corredorzinho e manda um tchau no aeroporto e já elvis!!
O contato é bem freqüente, e o skype e a webcam ajudam bastante a matar a saudade.

RPM: Fale um pouco da tua profissão e as chances no mercado internacional.
FLA: Minha formação é engenharia elétrica, mas trabalho como engenheiro de software.
Trabalho no time que integra as aplicações na plataforma de hardware e cria os diversos modelos de telefones celulares. Desenvolvemos os drivers que permitem a estas aplicações controlarem e conversarem com, por exemplo, câmera, bluetooth, teclado, flash, cabo USB, cartão de memória e todas as demais fontes de dor de cabeça e calvice.
O cronograma é muito apertado e a pressão para fazer acontecer é imensa. Muitas vezes temos mais perguntas do que respostas.
Temos também que suportar os diversos procedimentos que a fábrica usa para garantir a qualidade, os testes de certificação e ajuste dos transmissores e receptores, o que cria oportunidades de viagens e contato com pessoas do mundo todo.

RPM: Como combinado, quanto você tá ganhando por mês? … bom, o combinado era não perguntar. Então já sabemos que são muitas verdinhas! Quanto for te visitar as Millers são por sua conta então, beleza irmão!

FLA: Muito boa pergunta!! Digna da Hebe Camargo eheheh… como já perguntou, vou responder: é o suficiente pra toma umas pingas (vodkas, digo) no fim de semana, ter um hobbie qualquer, usar roupas italianas, ter um carro alemão, tomar cerveja, ir a restaurante aos fins de semana e assitir basebol ou futebol americano aos domingos :-))
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Valeu mesmo Fernandão, muita paz para você e para toda galera sempre!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Estou indo de volta pra casa…

Viajei vários países, conheci muitas culturas e todos os tipos de pessoas. Me arrisquei pelo mundo e decidi compartilhar aqui um pouco destas experiências.

Mas o meu destino final acabou sendo um pouco longe das origens brasileiras, um lugar onde nunca imaginei de morar, na Suíça.

Só que depois de quase dois anos longe, agora falta menos de um mês para ir de férias ao Brasil e sensação melhor que esta não existe.

Conhecer outros países é sempre irado, mas voltar e poder dar um abraço na família, nos amigos, reencontrar as origens, relembrar histórias, dar risada, tomar umas cervejas… é incomparável!

Como a galera se espalhou, em duas semanas vou rodar SP, RJ, Brasília e Minas. Vai ser uma maratona! Mas vou deixar o inverno Suíço e chegar no calor brasileiro. Outro ótimo motivo para estar tão feliz com a próxima aventura!

Quando fui para Austrália, depois de terminar a facu, não pensava em voltar tão cedo. Dizia que estaria por lá uns 3, 4 anos ou até mais. Mas acabei desviando meu caminho e agora estou indo de volta pra casa…

Abração e muita paz! Até logo mais!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Cuidado com o Kiabbo!!!

Para a galera que achou o título do post meio estranho, calma que posso explicar. Kiabbo é o parceiro Marcelo Adnet no programa 15 minutos da MTV Brasil.
Kiabbo é também, na vida real, um grande amigo. Um cara muito louco que sempre buscou o sucesso e - merecidamente - conseguiu.
Lembro das vezes que a gente fazia um som em casa ou nos bares movidos a muita vodka ou do reveillon em Copacabana juntos no meio daquela zona toda. Ele esteve até na minha última festa antes de eu deixar o Brasil.
Mas não estou aqui para puxar saco de ninguém, até porque não preciso! Mas vale deixar a dica para quem ainda não conhece o trabalho desses malucos, basta procurar pelo nome do programa ou de um dos dois no youtube e se divertir. Talento puro!
Aí vai o texto sobre o programa no site da MTV:
Marcelo Adnet fala sobre todos os assuntos que permeiam esse mundão de uma forma sarcástica e divertida. Ainda no programa, junto com o seu inseparável amigo Kiabbo, o carioca faz versões de músicas sobre o que está rolando, tudo no improviso.
Kiabbo também tem feito entrevistas muito particulares com grandes artistas. Sarcasmo e cara-de-pau sempre foram seu forte. Aí vai a foto do meu amigo, mais mascarado que nunca!
Nome: Kiabbo da Silva
Nasceu: dia 25/09/1986
Ídolos: Slot, Ace Frehley, Godines, Mussum e Andy Kaufman
Livros: “Por Trás da Máscara” - biografia do Kiss
Filmes: “O Homem da Máscara de Ferro”, “O Máscara”, “Vanilla Sky”
Música: Iron com dois guitarristas e Superdrag
Hobbie: discotecar
Logo mais passo com mais novidades e curiosidades desse mundão muito doido! Porque a vida é muito melhor quando a gente dá risada da gente mesmo!
Bom domingão e muita paz galera! Valeu por tudo!
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Praia e descanso!

Quem me dera o título do post se referisse a minha rotina aqui! Pelo contrário, o frio chega cada vez mais forte e anoitece sempre mais cedo aqui na Suíça.

Mas hoje, rodando pelo portal UOL, me deparei com uma chamada para “Praias e descanso” na UOL Viagem.

Como este blog não tem rabo preso com ninguém e nem problema em fazer propaganda de outros sites interessantes, aí vai:


http://viagem.uol.com.br/sugestoes/praia-descanso.jhtm

Das 9 praias da chamada tive o prazer de conhecer 7 delas. Cabo Frio, Floripa, Itaparica, Jeri, Natal, Rio e Salvador.

Rodar pelo mundo é bom demais, mas bom mesmo é o nosso paraíso chamado Brasil!

Boas viagens! Muita paz e felicididade!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Trabalhando pesado no exterior! (parte 3)

“Muitos brasileiros querem sair do país com o sonho de trabalhar na área, mas infelizmente não é assim na grande maioria dos casos.”

Com esta frase comecei a primeira parte dessa série que fala de trabalho no exterior.

Cerca de três anos depois que deixei de vez o Brasil, depois de muita luta, acabei conseguindo algo muito díficil para a maioria dos brasileiros que se aventuram pelo mundo.

Em dezembro (2008) completarei 1 ano trabalhando na minha área, em uma empresa multinacional e com respeito e reconhecimento de todos.

Sou formado em Design de Multimídia pelo Senac-SP. Mas não foi tão simples assim chegar na Suíça e já encontrar trabalho com o que estudei e sempre quis trabalhar.

Como tinha chegado da Austrália pensava sempre em arrumar um trabalho como lá, em bares ou restaurantes ou qualquer outro tipo, até porque todos amigos brasileiros aqui trabalham como pintor, pedreiro e etc.

Com a permissão de trabalho na mão e com um italiano básico (aqui é a parte que falam italiano da Suíça) cataloguei todas as agências de publicidade e empresas da área e preparei o currículo.

Curso superior aqui conta muito, mas não é tudo. Eles dão sempre preferência para quem estudou aqui ou ao menos fez um curso aqui na área.

Mandei um monte de e-mails com alguns dos meus trabalhos e não tive nenhuma resposta. NENHUMA, nem para dizer que não precisavam de alguém!

Por sorte me cadastrei também em duas agências de emprego e uma delas me telefonou alguns dias depois perguntando se eu poderia ir lá fazer uma entrevista, porque tinha uma vaga com meu perfil para um empresa aqui da região.

Explicaram como era o trabalho, os programas que eu deveria usar e lógico que disse que usava todos. Mesmo que, na verdade, nunca tinhesse trabalhado com um dos programas. Peguei um curso e comecei a estudar!

Uns dias depois fui na empresa conversar e eles disseram que a vaga era minha! Começaria no início do outro mês. Mas com contrato temporário de 3 meses e sem nenhuma garantia de prorrogar.

Mas mesmo com todas dificuldades tentei aprender o máximo possível. Nunca esperei que me pedissem alguma coisa, fui logo criando várias coisas e assim ganhando a confiança da minha chefe.

A GE (General Electric) é uma empresa americana com sedes em todo o mundo. Uma vitrine gigante onde as changes de crescer são grandes.

Hoje, quase um ano depois de começar, estou feliz. Mas ainda não tenho contrato fixo. Em fevereiro devem decidir o meu futuro.

Mas, como nunca fui - e nunca serei - acomodado, continuo estudando e fazendo outros contatos. Quem sabe encontre até um emprego melhor, já que as vezes trabalhar na área já não basta.

Qualquer tipo de trabalho exige força de vontade e luta. Não sobra muito tempo livre, mas o tempo que tenho aproveito para estudar e aprender alguma coisa nova todos os dias. Abrindo mais portas para quem sabe escrever a quarta parte dessa série falando de um novo emprego.

Não tenha medo de tentar, de pedir, de insistir. Nunca pense que você não seja capaz de aprender uma coisa nova. Arrisque, que o mundo conspirará ao teu favor!

> leia a primeira e a segunda parte da série!

PAZ e boa semana!
Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Ganhos e perdas do dia a dia

Nos últimos dias experimentei duas sensações bem distintas.

A primeira com o nascimento da filha de um amigo brasileiro que mora por aqui e outra com um outro amigo brasuca que me ligou ontem dizendo que a sua mãe havia falecido no Brasil e ele estava tentando um vôo para ir ao velório.

Muitos casais com os filhos já grandes passam boa parte da vida esperando pelo nascimento dos netos. Mas os pais do meu amigo estão no Brasil e não puderam curtir esse momento e os primeiros dias do bebê.

Já a perda de alguém que está longe aumenta ainda mais a dor. Além de muitas vezes a vida nos surpreender sem dar a chance de dar o último adeus. Ou pior, quando a relação era conturbada e sem demonstrações de amor e carinho.

Como faz sempre nosso amigo Thiago Victor, cito o trecho de uma música do D2: “A vida é um eterno perde e ganha, um dia a gente perde no outro a gente apanha”.

A escolha de deixar tudo para trás é sempre muito difícil. Reiniciar uma nova vida, novos amigos e cultura diversa. Procurar emprego, aprender uma outra língua, estudar…

Mas de uma coisa tenho certeza, é muito melhor arriscar do que sempre viver com medo.

Parabéns pela neném, pêsames pela mãe e uma boa semana para todos!

Paz!!! Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Créditos das imagens usadas para colagem:
Dario Sanches / Renato Alarcão

Quando encontramos a razão para viver

Ao contrário do que seria a essência dos blogs, eu não costumo misturar vida pessoal com os meus textos no Rodando Pelo Mundo. Ao menos no que diz respeito a minha esposa.

Mas nesse domingo (12 de outubro) completaremos um ano de casamento e não poderia deixar de expressar aqui a minha felicidade por ter encontrado uma pessoa tão especial que me faz feliz a cada segundo.

Tive que ir para Austrália, conhecer uma italiana e vir morar na Suíça para provar o verdadeiro sabor do sentimento puro e saudável. Isto mostra que para o amor não existe lei, nem limites e muito menos barreiras.

Falar de amor é fácil, existem milhões de textos por aí. Mas no fim poucos conseguem sentir verdadeiramente esse sentimento tão único, ainda mais em uma socidade cada vez mais egoísta e hipócrita.

Além de uma esposa maravilhosa acabei encontrando também uma grandíssima companheira de aventuras nas viagens pelo mundo. Espero que todos vocês também sejam felizes como sou nesse momento.

TVBPMTAMPSTAC BACI

Paz e bom fim de semana!
Michel P. Zylberberg

Viajando nas artes da vida… [Julio]

“O acaso é uma ordem cujas leis desconhecemos”

Esta frase de Jean Arp ilustra bem como cheguei até ao trabalho de Julio Silver. E, com essa mesma frase presente em seu portfolio, o artista já demonstra grande conhecimento e cultura.

Tudo começou quando eu queria escutar uma rádio de minha cidade no Brasil e cheguei até ao site da Max FM. Impressinado com o belo visual e estrutura, fui atrás de qual agência havia produzido.

Não achei agência, mas sim um cara que faz sozinho todo o trabalho de uma equipe. Desenvolvimento de projetos, reuniões com clientes,  apresentações, administração…

E, rodando pelo seu portfolio e outras referências, acabei descobrindo muitas coisas em comum. É um daqueles casos (como o da Carol Rivello) em que virei fã na mesma hora.

Comecei a trocar e-mails e veio a idéia de fazer esse post, dando seqüência à série “Viajando nas artes da vida…“.

juliosilver, 1980, mineiro nascido em São Paulo, formado em design gráfico e design de produto (apesar de não atuar nesta segunda habilitação) e pós-graduando em marketing. Fotógrafo e ilustrador, quando a verba não permite contratar ambos profissionais; curioso, agitado e inquieto. Escreve algumas coisas quando sobra tempo, sempre encontra tempo para praticar algum esporte. Atualmente busca um bom lugar ao sol na concorrida praia do design.”

clique para ampliar

Mas - ao contrário de como ele se auto-descreve - um lugar ao sol ele já conquistou. O seu “hand made style” cheio de personalidade mostra que estilo mixado com talento e referências de qualidade fazem a diferença.

Impressos, marcas, embalagens, ilustrações, web, fotos… um trabalho muito variado que vale a pena conferir!

Além de tudo é casado e pai de dois filhos. Mas cuidar das crianças é já um prazer para quem consegue com tanta competência fazer um design de qualidade e refinamento.

Para quem ficou curioso e quiser conferir:

Julio Silver
site / blog / flickr / youtube
cel: (35) 9177-8400

Grande abraço e muita paz sempre galera!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Dicas de como se proteger do frio extremo

Fala galera! Antes de tudo queria agradecer pelas várias mensagens de apoio deixadas nos últimas dias! Por vocês que tenho tanto prazer de fazer esse trabalho e continuarei sempre que puder!

Uma amiga chamada Rafaela Haliz pediu dicas de como enfrentar situações de baixa temperatura. Ela está indo passar uns tempos no Canadá e enfrentar temperaturas em torno de -20 graus!

Ela é da mesma cidade que eu no Brasil, Itajubá-MG e temos um inverno relativamente rigoroso. Até mesmo por ser localizada em um vale e em uma região de muita vegetação e clima húmido.

Posso dizer que sentia muito mais frio lá em Minas do que aqui na Suíça, até porque no Brasil não temos a estrutura para o frio, que dura poucos meses do ano. No banho se congela, não usavamos nunca luva e touca e coisas do tipo. Aquecedores nem pensar, já que energia custa muito caro.

Já aqui não, é tudo em função do frio, assim como no Canadá, Irlanda, Inglaterra, EUA, etc. Casas completamente isoladas e aquecidas. Todos lugares públicos como metrô e comércio também. Assim você acaba passando pouco tempo em giro ao ar livre.

Mas, mesmo com toda essa estrutura, é muito importante fazer atenção a algumas coisas em especial. O mais importante é a qualidade das roupas. No Brasil nos enchemos de agasalhos e no fim ainda sentimos frio, até porque roupas para inverno são pouco produzidas e custam muito. Acabam sendo vendidas muitas vezes para os escaladores e montanhistas.

Roupas de qualidade nos outros países também são caras, mas são um investimendo fundamental. Até porque com frio não se brinca! Lembro que nos primeiros meses aqui ainda não havia tênis impermeável e fui assistir um jogo da Inter de Milão.

Caminhei muito na chuva e acabei com os pés encharcados. Como fazia muito frio, os pés estavam congelando. Foi aí que lembrei da dica do meu pai de encher o tênis com jornal e dei o jeitinho brasileiro e salvei meus dedos.

Materiais isolantes fazem sempre a diferença, e não dá para dar bobeira. Ainda mais encarando temperaturas tão extremas. No fim das contas, o fantasma do inverno não é tão feio assim. Não quando nos preparamos bem.

Costumavo sempre fazer piadas dos suíços que bastava fazer um pouco de frio e já se enchiam de casacos, mas paguei a língua e aprendí. Muito melhor prevenir do que remediar, até porque as variações de temperatura no inverno são incríveis, com a ajuda de chuva, neve e vento.

Materiais à prova de vento e água, uma alimentação sempre balenceada - de qualidade - e esportes regulares já são meio caminho andado. Proteger bem a cabeça e os membros, usar muito creme hidratante e (como não poderia faltar) tomar umas!!!

Um amigo de Recife que mora aqui nunca havia sentido temperaturas abaixo dos 18 graus, agora já se adaptou. Brasileiro encara tudo, somos fortes e nos acostumamos rápido. E tenho certeza que será assim com você também Rafa! E toda galera que estiver conferindo essas dicas e resolver encarar esse tipo de aventura.

Separei mais alguns links para quem quiser conferir mais sobre a luta contra o frio extremo. Dicas são sempre bem vindas, participe sempre!

Rodando Pelo Mundo:
Destaques
Vivendo na neve
Pra que freezer?
Vídeo: Monte Cardada/Suíça 2008 (muita neve!)
Vídeo: Monte Uetliberg/Zurique - Suíca 2008

Outros sites:
Proteja-se contra o frio
O Frio – informações e considerações
Como evitar a hipotermia

Abração, muita paz e boa semana para todos!!!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com

Ganha mais… gasta mais!

Não é nenhuma novidade que essa teoria de quanto mais ganha, mais gasta. Isto em qualquer lugar do mundo.

Quando a galera pensa em ir para a Austrália, para ganhar 25 dólares por hora, fica maravilhada. Mas esquece do preço do aluguel, da comida, das roupas, transporte, cervejas

Ví muita gente gastar todas as economias da viagem em um mês, antes de encontrar emprego. Não posso negar que aconteceu comigo também, como contei na série “trabalhando pesado no exterior“.

Quando for planejar uma viagem, procure saber qual a moeda local e quanto é o custo de vida. Tome cuidado com Inglaterra, Irlanda, Austrália, Alemanha, Itália…

Euro, dólar - ou o que quer que seja - custa. E são poucos países em que o nosso Real vale mais, como Tailândia, Indonésia e outros países pobres. Lembro de quando estava em Bali eu ia sempre no banco sacar 1 milhão. Doce ilusão!

Tem como juntar dinheiro, claro! Ou senão não tinha tanto brasuca no exterior. Mas tudo exige sacrifício, ou sorte.

OBS.: Estamos de logo e header novo, espero que vocês gostem! Participem!!!

Abraço e muita paz sempre!

Michel P. Zylberberg
www.rodandopelomundo.com